Feiras podem ajudar na democratização das artesanais, diz especialista
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Feiras podem ajudar na democratização das artesanais, diz especialista

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Para José Joaquim Alves, do Cervejoca, compartilhar tecnologia e integrar cadeia produtiva são pontos decisivos para fortalecer setor

Se cresce exponencialmente em número de marcas e demonstra um imenso potencial de expansão, o mercado brasileiro de artesanais ainda luta para alcançar um público maior e romper a barreira do 2% de market share. Desafio que pode ser facilitado se o setor receber mais eventos voltados à cadeia produtiva, como feiras de negócios especializadas em cerveja.

É o que afirma José Joaquim Alves de Campos Filho, publicitário, ex-professor universitário, organizador de eventos e cervejeiro desde 2012, quando passou a atuar em uma série de festivais e criou o Cervejoca, um clube feito para promover a cultura das artesanais.

“A meu ver, vamos amadurecer os encontros de negócios com feiras voltadas exclusivamente para a cadeia produtiva, esperando que as cervejarias e grandes players aprendam a vender seus serviços tão bem como fazem com seus produtos”, avalia José Joaquim, mais conhecido como Joca.

Na avaliação do publicitário, conectar a cadeia produtiva a um público que começa a circular pelo setor, como amadores, ciganos “iniciantes” e consumidores que estão descobrindo as artesanais, pode ser um dos segredos para fortalecer o mercado. Hoje, há feiras de fornecedores como a Brasil Brau, que ocorre entre 28 e 30 de maio, em São Paulo, e a realizada paralelamente ao Festival Brasileiro da Cerveja, em Blumenau.

“O mercado de cervejas artesanais se encontra no estágio de adaptação aos processos de produção e distribuição. As demandas ainda não se consolidaram como a aceitação dos brasileiros por novos sabores de cerveja”, opina Joca.

Desta forma, segundo ele, vê-se grandes players de máquinas, equipamentos, insumos, serviços e a formação de uma rede de outros pequenos representantes, revendedores, parceiros destas tecnologias, entre outros, que precisam ser integrados.

“Compartilhar tecnologia e processos é o caminho para consolidar esta formação de novos negócios e fomentar investimentos no mercado. Disponibilizar recursos técnicos, financeiros, de produção, logística, capacitação e outros garante uma melhor qualidade no processo produtivo e deixará ainda mais sólida esta cadeia produtiva”, comenta.

Garantir essa integração seria especialmente importante pelas características do mercado brasileiro, que “não corresponde a nenhuma tendência estrangeira” e que convive com um cenário político e econômico incerto “contra um crescimento exponencial representado por abertura de cervejarias e números de rótulos”. Assim, segundo ele, quanto mais as tendências forem compartilhadas, mais o mercado tenderia a se democratizar.

“Não falta nada para desenvolver ainda mais este mercado, a não ser aproximar dos apreciadores iniciantes, paneleiros, ciganos e pequenos cervejeiros a rede produtiva da cerveja, seus equipamentos, tecnologias, serviços. Assim, considero as oportunidades de investimentos mais democráticas e próximas da realidade dos mini e pequenos produtores das cervejas artesanais”, finaliza Joca.


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