Outubro Rosa: Confrarias femininas se unem e lançam cerveja Batom Vermelho
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Outubro Rosa: Confrarias femininas se unem para lançar a Batom Vermelho

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Nova cerveja, uma Catharina Sour com hibisco e maracujá, é um rótulo feito por 19 coletivos femininos para ampliar debate sobre o Outubro Rosa

Em tempos de barbárie política, o mercado brasileiro de cerveja ganhou um importante ingrediente na luta por uma sociedade mais equilibrada. Com o objetivo de conscientizar as mulheres sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, confrarias e coletivos femininos cervejeiros de todo o país se uniram para lançar um rótulo temático e alusivo ao Outubro Rosa.

Idealizado pela Confraria Maria Bonita, importante organização pernambucana que luta pela inclusão da mulher no mercado cervejeiro, o projeto recebeu o apoio de outros 18 coletivos e confrarias. E, dessa união, surgiu a Batom Vermelho, uma cerveja que servirá para ampliar o debate sobre o Outubro Rosa.

Brassagem da Batom Vermelho feita na Dádiva

A ideia central é que o rótulo, além de aumentar a conscientização com o compartilhamento de informações, arrecade doações para instituições de combate ao câncer de mama e aumente a autoestima das mulheres que passaram por processo de mastectomia e quimioterapia.

“Vamos aproveitar o rótulo para servir de prevenção e ampliar a discussão. Essa é a ideia”, conta Nadhine França, consultora cervejeira, organizadora de eventos e uma das fundadoras da Maria Bonita.

Feita entre os dias 10 e 11 de setembro, a Batom Vermelho é uma Catharina Sour, estilo brasileiro que se tornou o primeiro a ser reconhecido pelo Beer Judge Certification Program (BJCP), importante instituição mundial de juízes do setor.

A cerveja leva adição de maracujá e hibisco, utilizado para dar uma cor que vai do rosa ao vermelho. É de trigo e de alta fermentação, leve e refrescante, com teor alcoólico médio, amargor imperceptível, acidez assertiva e com destaque no aroma e sabor para a fruta utilizada.

Quatro parceiros foram decisivos na produção da cerveja: a Dádiva, onde foram produzidos os 2 mil litros da cerveja; a Realli e a Levteck, que cederam os insumos; e a Label Impressões, responsável pelo rótulo.

Primeiro passo
O importante surgimento da Batom Vermelho derivou de uma iniciativa ocorrida há dois anos. A nova cerveja, segundo Nadhine, surgiu nos mesmos moldes do coletivo E.L.A. (Empoderar, Libertar, Agir), criado em 2016 para questionar o machismo no meio cervejeiro.

“Foi muito importante e arrecadou dinheiro para instituições que trabalham contra a violência da mulher. Essa cerveja tem o mesmo intuito, mas para o Outubro Rosa”, explica a integrante da Maria Bonita.

A iniciativa, aliás, pode desencadear em um marco histórico ao mercado brasileiro: o surgimento da Associação Feminina Cervejeira no Brasil (leia mais nas próximas semanas). “Algumas movimentações femininas estão rolando, não só no Brasil, mas pelo mundo”, pontua Nadhine.

E a própria escolha do nome da cerveja – Batom Vermelho – parece demarcar a força desse movimento: representa a valorização da autoestima feminina ao mesmo tempo em que, segundo as organizadoras, demonstra que não “existe obrigação de se maquiar para se sentir mulher, do mesmo jeito que não é obrigado longos cabelos. É preciso descontruir a imagem idealizada da mulher e dar um novo olhar as mulheres reais que estão ao nosso redor”.


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