Balcão da Copa: Entenda como o Mundial pode te ajudar a driblar a crise
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Balcão da Copa: Entenda como o Mundial pode te ajudar a driblar a crise

Para presidente da Abrasel-MG, criatividade é a chave para passar por períodos difíceis (Foto: Serge Esteve/Unsplash)

A turbulência econômica e política dos últimos anos travou o consumo e tornou mais instável o ambiente para bares e restaurantes especializados em cerveja. O momento, contudo, não é de se lamentar. Quanto maior a sensação de crise, segundo garante Ricardo Rodrigues, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel-MG), mais o empresário precisa se reinventar. Ainda mais em tempos de Copa do Mundo.

“O momento é da criatividade. Ela é um dos grandes combustíveis. A crise é boa para isso. No momento que se vive uma crise, criamos muito mais do que no momento de bonança. Tem de utilizar isso”, afirma Rodrigues, que também é sócio-proprietário do tradicional restaurante Maria das Tranças.

E poucos momentos são tão favoráveis para desenvolver a criatividade como a Copa do Mundo. Com o clima de euforia provocado pela maior competição esportiva do planeta, que mobiliza tanto os aficionados pela seleção de Tite quanto os apaixonados pelo futebol, o dono de um bar tem amplo espaço para fidelizar o consumidor.

Pode, por exemplo, segundo Rodrigues, criar um pacote especial de cervejas artesanais. Ou ter a oportunidade de reinventar o seu cardápio.

“É interessante criar pacotes com produtos incluídos. De artesanal, por exemplo, trabalhando com algo mais plus. Serve a artesanal como plus em um pacote. Então, precisa desenvolver isso, pensar em um cardápio especial, que harmonize com a cerveja. Precisa ser criativo.”

Ainda assim, embora reforce a importância da criatividade, o especialista pondera que a Copa da Rússia precisa ser encarada com ponderação. Para Rodrigues, é preciso se lembrar do Mundial de 2014.

“Alguns jogos não são favoráveis pelo horário. Não deixa de ser um aquecimento, mas não temos nada como o que aconteceu na última Copa, embora saibamos que a expectativa que tínhamos para a Copa no Brasil não foi tão satisfatória como esperávamos”, compara Rodrigues, antes de enaltecer que o Brasil jogará em horário favorável contra a Bélgica e, posteriormente, se avançar à semifinal.

“Tivemos jogo às 9h, às vezes as pessoas não estão trabalhando, mas vão trabalhar depois do almoço. Mas também temos jogo às 15h, e esse é lindo, porque termina o expediente e não volta mais. Esse é perfeito”, finaliza.

 


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