
Atualmente, o turista busca cada vez mais vivências inesquecíveis, tornando o esforço do empresário em inovar em termos de turismo de experiência algo fundamental. Uma das alternativas que temos visto é a valorização do território por meio da união de grandes vocações. Por exemplo: a cultura cervejeira pode ser aliada ao vinho, aos queijos, ao café e à cachaça.
Como assim? Degustações e harmonizações de cervejas podem acontecer dentro de uma queijaria e vice-versa. O mesmo se aplica a vinícolas, destilarias e cafeterias, que podem trocar experiências entre si. Dessa forma, um destino com tantas vertentes ganha mais visibilidade, procura e, principalmente, muitos motivos para o visitante retornar.
A exemplo da Rota Cervejeira do Rio de Janeiro — que começou na Região Serrana e hoje se estende por todo o estado —, foi dada a largada na Rota Queijeira da Serra do Rio. Essa união de forças é excelente para multiplicar as opções de turismo de experiência na região.
Turismo de experiência memorável
Outra atração que surgiu naturalmente foi a regionalização dos Conventions Bureau da Serra Verde Imperial. A partir dessa união, nasceu uma experiência maravilhosa: um voo de balão cativo (que sobe cerca de 60 metros, preso por cordas) dentro da área da Cervejaria Barão Bier, localizada no alto de uma montanha. A oportunidade de ver o nascer ou pôr do sol aliada à gastronomia local tem feito muito sucesso.
Em tempos em que vender apenas o produto não é uma tarefa fácil, a criatividade em formatar boas vivências tem sido a grande solução. A chave é criar algo único e memorável que combine as riquezas do território e ofereça ao turista uma vivência autêntica.
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Ana Cláudia Pampillón é turismóloga e sommelière de cervejas. Tem uma longa jornada de atuação no mercado turístico e cervejeiro do estado do Rio de Janeiro. Coordena há 10 anos a Rota Cervejeira RJ e também atua no mercado de lúpulo brasileiro, aproximando os produtores das cervejarias.
* Este é um texto de opinião. As ideias e informações nele contidas são de responsabilidade do colunista ou articulista e não refletem necessariamente o ponto de vista do Guia da Cerveja.


