Carlsberg corta gastos e investimentos e abandona otimismo com 2020

Devido às crescentes incertezas trazidas pela pandemia do coronavírus ao mercado global e em linha com outros grandes conglomerados cervejeiros, a dinamarquesa Carlsberg decidiu abortar o calendário de lançamentos e adotar iniciativas de redução de custos para minimizar as perdas com a queda no volume de vendas.
“Os lockdowns (medidas de isolamento propostas por governos em todo o mundo) em alguns de nossos mercados-chave e a incerteza de como a pandemia vai se desenvolver nos deixam incapazes de estimar o impacto da Covid-19 em nosso negócio. Por isso, decidimos suspender as diretrizes de 2020″, afirmou Cees’t Hart, CEO da Carlsberg. “A situação não tem precedentes, é difícil fazer qualquer previsão confiável para o impacto disso tudo no curto prazo.”
Durante a divulgação dos resultados de 2019, em fevereiro deste ano, a Carlsberg revelou otimismo com um provável crescimento das vendas e do seu lucro operacional. No entanto, já naquele momento, o grupo ponderava os riscos para 2020, antevendo “um cenário mais volátil, que inclui o surto de coronavírus na China, cujos impactos ainda não são conhecidos”.
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O comunicado da empresa lembra que o crescimento na China até janeiro vinha em consonância com seus planos, mas experimentou queda brusca em fevereiro e leve recuperação em março. Já as vendas e produção em outros países asiáticos estão, agora, em queda por conta das medidas restritivas de combate ao coronavírus.
Na Europa Ocidental, outro mercado forte da cervejaria dinamarquesa, o movimento também é de queda. Já no Leste Europeu, a empresa vê um cenário menos crítico do que no oeste do continente.
Para mitigar os efeitos da crise, a Carlsberg afirma estar reduzindo custos com treinamento de pessoal, consultorias, investimento em tecnologia e viagens. Além disso, cortou investimentos no programa de implementação de garrafas de vidro retornáveis, impondo restrições e “procurando reduzir despesas de marketing, já que isso pode resultar em economia no curto prazo sem impactar a saúde de longo prazo das marcas”.
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