Principais cervejarias ocidentais perdem 26,7 mi de hectolitros em 2023

As três principais cervejarias do Ocidente tiveram queda somada de aproximadamente 26,7 milhões de hectolitros nas vendas de cerveja em 2023, em comparação com o ano anterior, segundo dados compilados pelo Guia a partir dos resultados financeiros divulgados recentemente por AB InBev, Grupo Heineken e Grupo Carlsberg. O volume total caiu de 875,9 milhões de hectolitros para 849,2 milhões de hectolitros, o que representa recuo anual de 3,14%.
Entre essas companhias, o Grupo Heineken sofreu a maior perda em 2023, com queda de 14,3 milhões de hectolitros, representando 4,7% de redução, diminuindo de 256,9 milhões de hectolitros para 242,6 milhões de hectolitros em relação a 2022.
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Essa diminuição no volume de vendas foi observada em todas as regiões do mundo, com a maior queda registrada na Ásia Pacífico, onde houve perda de 5 milhões de hectolitros (10,4%).
Além disso, as reduções foram de 6,3% na África, Oriente Médio e Leste Europeu, 5,4% na Europa e 0,1% nas Américas, que é o principal mercado do Grupo Heineken, caindo de 88,5 milhões de hectolitros para 88,4 milhões de hectolitros.
A AB InBev, líder global em vendas de cerveja, apresentou queda de 2,3% no ano passado, ou de 12,4 milhões de hectolitros, com um volume de 505,9 milhões de hectolitros em comparação com os 518 milhões de hectolitros do ano anterior. A maior retração regional foi observada na América do Norte, com uma diminuição de 12,1%, caindo de 102,7 milhões de hectolitros para 90,1 milhões de hectolitros.
Houve, ainda, quedas de 2,8% na Ásia Pacífico, de 0,7% na Europa, Oriente Médio e África e de 1,1% na América do Sul, o seu principal mercado, com o volume comercializado indo de 164,3 milhões de hectolitros para 162,5 milhões de hectolitros. A venda de cerveja pela AB InBev apresentou crescimento na América Central, onde saltou de 147,6 milhões de hectolitros para 148,7 milhões de hectolitros, alta de 0,7%.
Entre os três principais grupos cervejeiros do Ocidente, a Carlsberg teve a menor variação no volume de vendas em 2023 em relação a 2022, com queda de 0,4%, totalizando 101 milhões de hectolitros. A companhia teve retração de 4,7% no Leste e Centro da Europa e de 3,8% na Europa Ocidental.
Enquanto o Grupo Heineken e a AB InBev reduziram suas vendas na Ásia, o continente foi o destaque comercial da Carlsberg no ano passado, em um indicativo de conquista de mercado pela companha de origem dinamarquesa na região em 2023. Por lá, a venda de cerveja cresceu 5,1% em um ano, de 42 milhões de hectolitros para 44,1 milhões de hectolitros.
4º trimestre
Nos últimos três meses de 2023, o desempenho das três cervejarias foi semelhante ao de todo o ano, mas quem mais perdeu vendas na comparação com quarto trimestre de 2022 foi a AB InBev, com recuo de 3,6%, de 128,5 milhões de hectolitros para 123,8 milhões de hectolitros. O resultado foi puxado pela retração de 13,6% na América do Norte.
Já a queda do Grupo Heineken foi de 3,2%, de 63,3 milhões de hectolitros para 59,4 milhões de hectolitros, com perda de 10,1% na Ásia Pacífico. Já o volume global da Carlsberg cresceu 1%, de 19,4 milhões de hectolitros para 19,6 milhões de hectolitros, com expansão de 6,3% na Ásia.
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