
Recentemente, durante uma oficina do Sebrae com os associados da Rota Cervejeira, tivemos alguns insights valiosos sobre como aproveitar melhor o potencial do turismo de experiência, e transformar o turismo em mais um produto dentro do universo cervejeiro.
E, pasmem: mesmo depois de anos literalmente na estrada, percebemos o quanto ainda há a se fazer.
O turismo cervejeiro é uma tendência em plena expansão no Brasil e tem se mostrado um importante vetor de crescimento para as cervejarias artesanais. Mas chegou o momento de repensar como estamos “vendendo” esses roteiros. Mais do que visitas técnicas a fábricas ou campos de lúpulo, o desafio agora é criar experiências únicas e memoráveis.
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Imagine um destino que reúna tudo em um só lugar: cervejarias, plantações de lúpulo, restaurantes, lojas de produtos locais e atividades culturais. Pacotes que incluam degustações orientadas, visitas interativas às plantações, almoços e jantares harmonizados, pernoites temáticos e experiências de lazer que despertem os cinco sentidos.
Trabalhar a experiência e a comunicação de forma estratégica é essencial para atrair o público certo.
Mais do que divulgar, é preciso conectar. Criar uma atmosfera acolhedora e autêntica, que faça o visitante se sentir parte da comunidade local.
Quando tudo isso se transforma em um pacote bem estruturado, o resultado é uma experiência inesquecível, daquelas que fazem o turista querer voltar e, melhor ainda, recomendar o destino a outros.
Ana Cláudia Pampillón é turismóloga e sommelière de cervejas, tendo uma longa jornada de atuação no mercado turístico e cervejeiro do estado do Rio de Janeiro. Coordena há 10 anos a Rota Cervejeira RJ e também atua no mercado de lúpulo brasileiro, aproximando os produtores das cervejarias.


