Dados do Anuário da Cerveja 2025 revelaram crescimento de 5,5% no número de cervejarias no país, que chegou a 1.949 fábricas em 790 municípios. Números que mostram a “contínua resiliência” do setor no Brasil diante das adversidades, avalia Marcio Maciel, presidente-executivo do Sindicerv. Em 2023, eram 1.847 cervejarias, distribuídas em 771 localidades.

A nova edição da publicação oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) que consolida os dados da indústria cervejeira brasileira, foi lançada na terça-feira (5) em evento promovido pelo Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv) no Sesi LAB, em Brasília. A cerimônia reuniu diversas autoridades, lideranças setoriais e representantes da cadeia produtiva, além de contar com a presença do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD-MT).
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“O brasileiro é um povo trabalhador. Tudo o que pega para fazer, vira referência mundial. Especialmente quanto à qualidade”, disse o ministro no discurso de abertura.
O crescimento aconteceu apesar das enchentes históricas no Rio Grande do Sul, e das dificuldades econômicas globais, disse Maciel em entrevista ao Guia da Cerveja. “Os dados mostram a relevância da indústria cervejeira para economia e para a geração de emprego e renda no Brasil”, completa.
Densidade e dispersão no Anuário da Cerveja 2025
“A gente imaginou que não ia crescer. Mas cresceu”, disse Hugo Caruso, diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (DIPOV) do Mapa, o responsável por apresentar os principais números na cerimônia. Ele destacou que apesar das enchentes, o Rio Grande do Sul manteve a maior densidade cervejeira, com uma cervejaria para cada 32.177 habitantes.
O diretor também destacou que o número de municípios com pelo manos uma cervejaria cresceu 2,5%, indicando uma maior dispersão e gerando empregos em mais localidades. “Somente o setor de cerveja gera 43 mil empregos diretos e isso reflete em mais de 1,5 milhão de empregos indiretos no Brasil. Algo muito relevante para nossa economia”.

Em termos de volume, a produção nacional se manteve praticamente estável em relação a 2023 (queda de apenas 0,11%), fato também comemorado pelo presidente do Sindicerv diante do contexto. “Não só o volume está se mantendo em patamares elevados — o Brasil é o terceiro maior produtor de cerveja do mundo e continuamos nessa posição já há alguns anos —, mas a gente também está vendo crescimento de cervejarias. É algo super positivo”, explica.
O diretor do DIPOV, por sua vez, também chamou atenção para o volume de exportações de cerveja brasileiras “que cresceu 43%, ou seja, nos tivemos um superávit na balança comercial brasileira de 195 milhões de dólares graças a exportação de cervejas e a baixa importação”, afirmou Caruso.
O deputado Covatti Filho também celebrou o resultado e o impacto no país. Ele é líder da Frente Parlamentar Mista da Cadeia Produtiva da Cerveja, iniciativa apoiada por quase duzentos congressistas. “Hoje o anuário está trazendo toda essa grandeza, não só em números, mas também em geração de empregos e também contribuição e impostos para o nosso Brasil. Cerveja é sim uma grande paixão nacional e agora ela também é transmitida em números de uma realidade que todos nós, brasileiros, temos que se orgulhar.”
Investimentos

A maturidade da indústria também se expressa nos investimentos robustos realizados nos últimos anos. Segundo levantamento do Sindicerv e da consultoria Euromonitor, o setor aportou mais de R$ 17,5 bilhões desde 2020, especialmente em tecnologia, expansão de capacidade e modernização das plantas fabris.
“A gente fica muito feliz com esses números do anuário da cerveja e espera que nos próximos anos os números continuem positivos. É super importante que os setores do governo estejam alinhados e entenderem a importância dessa cadeia. E é por isso que o anuário da cerveja é muito importante”, conclui o presidente do Sindicerv.
A íntegra do Anuário 2025 pode ser acessada nos sites do Sindicerv.


