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Cultura

Entrevista: Matisse une cerveja e arte para resgatar o inexprimível da memória

Redação Guia da Cerveja
Por Redação Guia da Cerveja
25 de outubro de 2018
Atualizado em: 26 de outubro de 2018
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    matisse
    matisse

    Definir o inexprimível. Eis um conceito fundamental na concepção artística, um conceito presente em cada obra criada pela humanidade, decisivo para amparar nossa existência diante da inevitabilidade do ocaso. Um conceito também preciso para tempos como estes, onde o lado exprimível da política – aqui entendida como a capacidade de nos associarmos na busca por um bem comum – é varrido por ruídos e brutalidades incapazes de identificar a beleza inexprimível das nuances e dos matizes.

    Pois é justamente nessa busca essencial pelo inexprimível que Mario Jorge Lima, engenheiro químico e ex-funcionário da Petrobras, e sua esposa Maria Antônia, também engenheira química, decidiram criar a Matisse, uma cervejaria de Niterói que se utiliza da inspiração artística para criar bebidas que se interligam com a memória.

    Mario Jorge e Maria Antônia, o casal sócio da Matisse

    “No sentido de que a arte pode transmitir um sentimento inexprimível, entendemos que fazer cerveja artesanal também é uma forma de arte, pois através de uma cerveja podemos transmitir um sabor que temos em nossa memória e não podemos descrever”, explica Mario Jorge ao Guia da Cerveja.

    Para auxiliar nesse projeto de resgate da memória, um trabalho que remonta a Marcel Proust, o clássico escritor francês cuja obra principal – Em Busca do Tempo Perdido – aborda a procura pelas reminiscências inexprimíveis do passado, Mario Jorge fez um curso de fabricação de cerveja artesanal nos Estados Unidos, onde chegou a brassar com cervejarias como a Dogfish Head e a Allagash.

    Essa importante experiência resultou no surgimento da Matisse em 2017 e em rótulos inspirados no universo artístico, como Amélie, Lydia e Saboya. Bebidas que dialogam com o estilo fauvista de Henry Matisse, pintor francês reconhecido pela versatilidade na expressão artística, pela simplicidade dos traços e pela pureza quase selvagem das cores, segundo descreve Mario Jorge.

    O resultado de toda essa jornada não foi apenas a criação de uma marca única, com conceitos icônicos e uma identidade visual atraente e inventiva. Mas, também, de cervejas com qualidade, como demonstram os prêmios recém-conquistados pela Saboya, medalha de ouro no Mbeer Contest Brazil, do Mondial de la Bière RJ, e pela Maruhy, prata na Copa Cervezas de América.

    Confira, a seguir, a entrevista completa com Mario Jorge Lima, sócio da Matisse.

    Como surgiu a cervejaria, como ela está estruturada e quem são seus principais integrantes?
    A nossa paixão por cerveja artesanal vem de longa data, quando o Brasil ainda não tinha praticamente nada de cerveja artesanal e ficávamos maravilhados quando viajávamos para o exterior e podíamos beber uma cerveja mais elaborada. Depois já era possível encontrar alguma coisa por aqui, principalmente no Sul e em São Paulo. Mas foi somente por volta de 2012 que entramos na onda de fabricar nossa própria cerveja em casa, inicialmente ajudando nossa filha e alguns colegas do curso de engenharia química, que entusiasmados compraram um equipamento bem rudimentar e elegeram a nossa casa para a fabricação. Depois compramos equipamentos melhores, fomos aprimorando as receitas e colocamos no calendário da família uma festa anual para celebrar com os amigos as cervejas que nós e eles, alguns também cervejeiros, tínhamos feito durante o ano. Esta festa ocorre entre outubro e novembro e, é claro, é chamada de Oktober Fest.

    E como foi a passagem para a cervejaria?
    No ano passado eu e minha esposa Maria Antônia resolvemos nos dedicar ao negócio de fabricar cerveja mais seriamente. Foi criada a Cervejaria Matisse no dia 4 de julho e, depois de pesquisar várias fábricas, elegemos a Lagos, em Saquarema, como nossa parceira, onde produzimos a nossa primeira cerveja, a Amélie, uma APA, lançada em novembro. A Matisse está estruturada como uma cigana, embora não o sejamos no sentido estrito do termo, já que até hoje fabricamos todas as nossas cervejas na Lagos. Com um capital modesto, mas adequado às necessidades de uma “cigana”, a Matisse hoje é composta por mim e minha esposa e continuamos recebendo muita ajuda de nossos filhos, a Nádia e o Túlio, que elaboram as receitas, o Públio e o Hudson, que ajudam nas vendas e na logística.

    De onde veio a inspiração artística e por que exatamente a escolha por Matisse?
    No sentido de que a arte pode transmitir um sentimento inexprimível, entendemos que fazer cerveja artesanal também é uma forma de arte, pois através de uma cerveja podemos transmitir um sabor que temos em nossa memória e não podemos descrever. Não existe sensação melhor do que quando a pessoa prova a nossa cerveja e nos olha com aquela cara, aí você pensa: ela entendeu. Pode ter gostado ou não, mas entendeu. Criamos então um lema: “Da arte ao artesanal” e saímos procurando um nome que refletisse essa ideia. Acabamos por escolher Matisse, que pela versatilidade na expressão artística, pela simplicidade dos traços e pela pureza quase selvagem das cores, que lhe valeu o título de fauvista, nos pareceu uma referência mais do que adequada para homenagear a arte como um todo.

    O que o pintor traz de inspiração para cada cerveja de vocês? Sensorialmente, em alguns dos principais rótulos da Matisse, como essa inspiração é perceptível?
    Fazer uma obra de arte é o nosso pensamento sempre que estamos trabalhando alguma receita, ousadia e equilíbrio, algum elemento do fauvismo talvez, que choca, mas de uma forma agradável, que é berrante, mas ao mesmo tempo simples e harmônico. A ideia de transmitir um sabor inexprimível, talvez algo que venha da infância. Meu pai trabalhava com café e aquele cheiro de café verde no armazém, vindo das sacas de café antes da torra… Como transmitir isso para alguém senão através de uma cerveja?

    A Lydia, uma IPA com café verde, cumpriu esse objetivo. Lydia Delectorskaya foi assistente e musa de Henri Matisse e Amélie a esposa, justa homenagem ao pintor nas duas primeiras cervejas. A Saboya, nossa cerveja premiada no Mondial de la Bière RJ 2018, da mesma forma evidencia, para quem nunca teve a oportunidade de provar, o sabor da uvaia, uma fruta deliciosa mas altamente perecível, portanto não comercial. Uma fruta cítrica em uma cerveja estilo sour, na medida certa, a acidez perceptível, o sabor marcante e tudo isso em equilíbrio quase como se aquela garrafa tivesse nascido de uma uvaieira. Isso para nós é arte.

    Linha da Matisse no Mondial de la Bière RJ

    Como foi o desafio de criar uma identidade visual inspirada em um ícone como Matisse? Como foi esse processo, quem são os parceiros?
    Esse foi na verdade o grande desafio, não somos artistas, a nossa arte, se existe, é a de fazer cerveja. Procuramos então alguns designers com formação em arte e passamos para eles o que queríamos, a nossa visão da marca, a inspiração em Matisse sem ser uma cópia, a beleza simples e pura, quase minimalista. Ficamos muito satisfeitos com o que nos apresentou o designer do Estúdio Lunar, de Niterói. Uma logo dinâmica, com o M estilizado em evidência, a palavra Matisse escrita em letras de forma, para que não parecesse uma assinatura, e ao fundo uma espécie de trapézio, uma figura geométrica na forma de tela, onde se pode projetar qualquer coisa, desde os recortes de Henri Matisse até o fogo de Antonio Parreiras, como aparece em Maruhy, uma American Stout que homenageia o grande artista de Niterói.

    O que une o universo da cerveja com o de Matisse?
    A arte.

    A arte no sentido de transmitir algo que não se pode exprimir com palavras. Não é possível enviar pelo WhatsApp uma mensagem que explique a sensação de estar em uma ventania, só mesmo contemplando o quadro Ventania, de Antonio Parreiras; nem a sensação de estar no nascer do sol que nos transmite o quadro de Monet; assim como não é possível explicar a combinação dos sabores da pera e do cardamomo em uma witbier, só mesmo experimentando Camille, cujo nome é uma homenagem a Monet, grande expoente do impressionismo, cujas pinturas são turvas como a cerveja.

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