A inflação da cerveja em domicílio acumulada nos últimos 12 meses chegou a 6,07% em fevereiro, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse é o maior número em 27 meses. Desde novembro de 2023, quando o índice da bebida atingiu 6,58%, o acumulado não era tão expressivo.
Essa tendência é oposta ao movimento da própria categoria em que a bebida está inserida na pesquisa mensal do IBGE. O índice de Alimentos e Bebidas em Domicílio acumulou deflação de -0,09% nos últimos 12 meses. Ou seja, a cerveja está pesando mais no carrinho do supermercado enquanto os alimentos estão ficando mais baratos em geral.
O índice geral do IPCA no mesmo período foi de 3,81%.
No índice mensal de fevereiro, a inflação da cerveja acumulou alta de 0,36%, abaixo da inflação oficial do país, que ficou em 0,70%.
Situação invertida fora do domicílio
Se em casa a cerveja está pesando mais no orçamento das famílias, a situação se inverte no consumo fora do lar. O preço da bebida é um respiro em bares e restaurantes, tendo subido menos do que os demais itens da categoria.
Enquanto nos últimos 12 meses a inflação da cerveja fora do lar foi de 3,11%, os preços da categoria Alimentos e Bebidas Fora de Domicílio cresceram 6,7%. O índice é praticamente o mesmo de dezembro de 2025 (3,13%), sendo ambos os mais baixos em 5 anos, desde fevereiro de 2021 (2,89%).
Especificamente no fechamento mensal de fevereiro de 2026, o índice de inflação da cerveja fora de domicílio apresentou variação nula (0%).
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