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Inflação da cerveja em fevereiro é de 0,36%, abaixo do IPCA

A inflação da cerveja acumulou alta de 0,36% em fevereiro, abaixo da inflação oficial do país, que ficou em 0,70%. Já os preços da cerveja praticados fora do domicílio tiveram variação nula (0%), ou seja, não tiveram reajuste de valor.

No acumulado de 12 meses – de fevereiro de 2025 até fevereiro deste ano – a inflação da cerveja em domicílio ficou em 6,07%, e fora do domicílio fechou em 6,7%, enquanto o índice geral ficou em 3,81%.

Os dados fazem parte do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Eles foram divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Segundo Denise Ferreira Cordovil, analista da equipe da Coordenação de Índices de Preços do IBGE, os resultados de fevereiro mostram as oscilações relacionadas à oferta e demanda pelo produto no período compreendido entre as festas de fim de ano e o Carnaval.

Ela destaca que no subitem Cerveja consumida em domicílio, a variação em janeiro foi negativa (-0,06%) e, em fevereiro, houve uma recomposição dos preços, que levou à variação de 0,36%.

No subitem Cerveja consumida fora do domicílio, o movimento foi inverso, com um efeito base maior em janeiro (0,97%), que contribuiu para a estabilidade na variação média dos preços em fevereiro (0,0%).

IPCA de fevereiro
Variação mensal (%)Variação em 12 meses (%)
Índice geral0,73,81
Alimentação e bebidas0,261,76
Alimentação no domicílio0,23-0,09
Cerveja0,366,07
Outras bebidas alcoólicas-0,51-1,53
Alimentação fora do domicílio0,346,7
Cerveja03,11
Outras bebidas alcoólicas-0,266,17

Inflação da cerveja: mais cara em Vitória e mais barata em Belém

Na análise dos preços pelas capitais do país, a maior variação em fevereiro foi em Vitória (ES), segundo os dados do IBGE. Em seguida vêm o Rio de Janeiro (1,08%), Belo Horizonte (0,74%) e Salvador (0,72%).

Na outra ponta, houve retração na inflação da cerveja em seis capitais. A maior deflação foi em Belém, com recuo de 1,01% nos preços. Em seguida vêm Recife (-0,59%), Brasília (-0,41%), Curitiba (-0,29%), São Luís (-0,25%) e Fortaleza (-0,2%).

Inflação da cerveja nas capitais
Variação mensal (%)Variação em 12 meses (%)
Grande Vitória (ES)2,2811,45
Rio de Janeiro (RJ)1,087,33
Belo Horizonte (MG)0,744,75
Salvador (BA)0,724,87
Aracaju (SE)0,65,73
São Paulo (SP)0,565,81
Campo Grande (MS)0,427,66
Goiânia (GO)0,37,91
Porto Alegre (RS)0,045,06
Fortaleza (CE)-0,28,12
São Luís (MA)-0,2511,29
Curitiba (PR)-0,296,18
Brasília (DF)-0,414,76
Recife (PE)-0,596,75
Belém (PA)-1,016,31

Produção industrial tem recuo de 0,8% em janeiro

Os dados da Produção Industrial Mensal (PIM) apontam que, em janeiro, a fabricação de bebidas alcoólicas teve recuo de 0,8% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. No acumulado de 12 meses, o recuo foi de 4,5%. A produção industrial de bebidas alcoólicas é representada em quase 90% pela indústria cervejeira. 

Na comparação com as bebidas não alcoólicas, houve avanço de 3,5% na fabricação em janeiro, se comparado ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado de 12 meses, a variação foi de 0,5%.

O IBGE divulga os dados da indústria com maior defasagem e ainda não publicou os números de fevereiro.

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Élida Oliveira
Élida Oliveira
Jornalista formada pela PUC-PR, escreve sobre economia, investimentos, educação, ciência e saúde. Tem passagens pelo Estadão, Folha de S.Paulo, g1, El País, UOL e InfoMoney. Sempre curiosa por aprender e informar.
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