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Inflação da cerveja em março fica em 0,36%, abaixo do IPCA

Já no acumulado de 12 meses, o índice da cerveja em domicílio ficou em 6,06%, quase dois pontos percentuais acima do IPCA, que ficou em 4,14%

Os preços da cerveja acumularam alta de 0,36% em março, percentual que ficou abaixo da inflação oficial do país, de 0,88%. Já os preços fora do domicílio avançaram 0,65%.

No acumulado de 12 meses – de março de 2025 a março de 2026 – a inflação da cerveja em domicílio ficou em 6,06%, e fora do domicílio fechou em 3,61%, enquanto o índice geral ficou em 4,14% no período.

Os dados fazem parte do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Eles foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em fevereiro, a inflação também foi de 0,36%.

Março (%)Acumulado em 12 meses (%)
IPCA Geral0,884,14
Alimentação e bebidas1,562,16
Alimentação no domicílio1,940,53
Cerveja0,366,06
Alimentação fora do domicílio0,616,54
Cerveja0,653,61
Fonte: IBGE

Segundo o IBGE, os preços de alimentos e bebidas são influenciados por vários fatores, tais como os efeitos sazonais, questões climáticas e os preços dos fretes na distribuição dos produtos aos mercados consumidores. No indicador geral, os preços de transportes impactaram na inflação de março, com avanço de 4,47% no subitem. A gasolina — que havia caído 0,61% em fevereiro — subiu 4,59% em março. Já o óleo diesel saltou de uma variação de 0,23% para 13,9%. O etanol subiu 0,93% e o gás veicular recuou 0,98%.

Na série acumulada nos últimos 12 meses, até março, o movimento é o mesmo observado na variação mensal, com tendência de estabilidade na série da cerveja consumida no domicílio e aceleração na série de índices da cerveja consumida fora do domicílio, segundo o IBGE.

Onde está mais barato beber cerveja?

A menor variação de preços da cerveja em março foi registrada em Salvador, com recuo de -0,71%. Em seguida vêm Goiânia (-0,47%), Belém (-0,36%) e Belo Horizonte (-0,33%), segundo os dados do IBGE.

A maior variação de preços foi no Rio de Janeiro, com alta de 1,9%. Em seguida vêm Campo Grande (1,84%), Fortaleza (1,57%) e Brasília (1,36%).

Inflação da cerveja nas capitais
Variação mensal (%)Variação acumulada em 12 meses (%)
Rio de Janeiro (RJ)1,99,2
Campo Grande (MS)1,849,09
Fortaleza (CE)1,579,05
Brasília (DF)1,365,4
Aracaju (SE)0,636,47
Grande Vitória (ES)0,4811,93
São Luís (MA)0,458,05
Recife (PE)0,437,2
São Paulo (SP)0,385,89
Brasil0,366,06
Curitiba (PR)0,316,94
Porto Alegre (RS)0,153
Belo Horizonte (MG)-0,334,64
Belém (PA)-0,365,45
Goiânia (GO)-0,476,07
Salvador (BA)-0,715,34
Fonte: IBGE

Produção industrial de bebidas em fevereiro

Os dados da Produção Industrial Mensal (PIM) apontam que, em fevereiro, a fabricação de bebidas alcoólicas teve avanço de 8,9% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Bem acima do índice geral, que ficou em 0,9%, trazendo o segundo mês seguido de crescimento do setor.

No acumulado de 12 meses, o recuo foi de -2,9%. A indústria cervejeira representa quase 90% da produção industrial de bebidas alcoólicas. 

Fabricação de bebidas
Fevereiro*Acumulado em 12 meses**
Alcoólicas8,9-2,9
Não Alcoólicas3,31,3
*Em relação ao mesmo mês do ano anterior ; **Em relação ao período anterior de 12 meses. Fonte: IBGE

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Já as bebidas não alcoólicas tiveram avanço de 3,3% na fabricação em fevereiro, se comparado ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado de 12 meses, a variação foi de 1,3%.

O IBGE divulga os dados da indústria com maior defasagem e ainda não publicou os números de março.

Élida Oliveira
Élida Oliveira
Jornalista formada pela PUC-PR, escreve sobre economia, investimentos, educação, ciência e saúde. Tem passagens pelo Estadão, Folha de S.Paulo, g1, El País, UOL e InfoMoney. Sempre curiosa por aprender e informar.
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