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9 expectativas de profissionais da indústria da cerveja para o governo Lula

A virada do ano, sempre vista como início de uma nova etapa, veio, de 2022 para 2023, com uma grande novidade: o começo de um novo mandato presidencial, agora de Luiz Inácio Lula da Silva, recém-empossado para comandar o país ao longo dos próximos quatro anos, o que provoca, claro, expectativas e apresentação de demandas pelas diferentes esferas da sociedade, incluindo a indústria da cerveja.

Primeiro político eleito três vezes presidente do Brasil, Lula, seus ministros e secretários vão encontrar uma indústria da cerveja bem diferente – e muito mais diversificada – na comparação com aquela dos seus dois primeiros mandatos, entre 2003 e 2010.

Afinal, na década de 2000, as cervejarias artesanais apenas engatinhavam no país. Dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento apontam que o Brasil tinha 42 cervejarias registradas em 2002. Em 2010, até então o último ano de Lula à frente da presidência, eram 114, com uma expansão anual que nunca foi além dos 18%.

Aos poucos, porém, a cerveja artesanal começou a entrar na pauta do consumidor – e dos empreendedores – no Brasil, com seu salto mais relevante tendo ocorrido em 2016, quando o número de cervejarias registradas cresceu 48,5% em relação a 2015. E, de acordo com a última edição do Anuário da Cerveja, são 1.549 cervejarias registradas no país.

Os últimos anos, porém, têm sido de grandes desafios, tanto que o crescimento de produtos registrados foi quase irrelevante em 2021, de apenas 5,2%, demonstrando que o segmento vem enfrentando problemas para inovar, apresentar novidades e se manter relevante perante o consumidor.

O retorno de Lula à presidência fomenta a esperança de início de um novo ciclo expansionista que favoreça a indústria da cerveja, ajudando especialmente os pequenos empreendedores do segmento, em um movimento que favoreceria toda a cadeia produtiva, incluindo os fornecedores.

De 2003 a 2010, o PIB teve média de crescimento anual de 4,1%, com a renda per capita expandindo 23,05% em todo o período. “Esperamos sinceramente que o próximo governo consiga cumprir as promessas de melhorar o poder aquisitivo da população em geral. Isso certamente seria o melhor dos cenários, pois sabemos que o brasileiro adora uma cervejinha gelada, e tendo mais dinheiro para gastar, haverá uma demanda maior, o que refletirá diretamente em toda a cadeia produtiva”, diz Dario Occelli, CEO da Eureka.

Além da expectativa de aumento do consumo pelas famílias, os representantes da indústria da cerveja esperam que o governo Lula e os novos deputados e senadores eleitos também adotem uma tributação que torne mais saudável a atuação de quem deseja empreender.

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Confira as expectativas de 9 representantes da indústria da cerveja para o recém-iniciado governo Lula:

Beer Business (Filipe Bortolini, sócio-administrador)
Acreditamos que o mercado cervejeiro deve continuar crescendo, como vem acontecendo nos últimos anos, mesmo com o evento da pandemia. É fundamental mantermos o setor unido e lutar por melhorias, especialmente na parte tributária, que pesa muito para o mercado cervejeiro. A aprovação da correção da tabela do Simples é fundamental para favorecer o crescimento dos negócios e tornar mais justa a taxação das cervejas.

BierHeld (Ewerton Miglioranza, sócio-fundador)
A expectativa ainda é de crescimento, puxado pelo mercado, mas ainda com ressalvas à espera da formação da equipe econômica do governo e das políticas de gastos a serem adotadas. Embora o Brasil ainda apresente muitos problemas sociais a serem resolvidos, o aumento de gastos sem uma responsabilidade fiscal pode provocar o efeito inverso no médio e longo prazo, por isso o mercado ainda age com cautela. Contudo, com a eleição de vários membros da oposição para o Congresso, espera-se que reformas muito radicais tenham dificuldade em serem aprovadas, minimizando o risco de gastos desenfreados pelo Executivo.

CBCA (Gustavo Barreira, CEO)
Acredito que, se fizermos nossa parte, estaremos sempre bem posicionados e preparados para capturar o máximo de valor em cenários de bonança ou enfrentar crises. Quanto ao novo governo especificamente, desejamos todo sucesso do mundo, pois estamos todos no mesmo barco. Esperamos uma gestão eficiente e responsável que trará bons resultados para toda população.

Cia de Brassagem Brasil (Danielle Mingatos, sócia)
Esperamos que o setor cervejeiro continue aquecido e em ascensão, não apenas para as grandes cervejarias, mas para as pequenas e micro também. Se de fato tivermos o aumento do poder de compra, isso afetará de forma muito positiva o setor das artesanais.

Eureka (Dario Occelli, CEO)
Historicamente, sempre que ocorrem mudanças no cenário político, isso gera uma série de incertezas e preocupações, mas creio que ainda é cedo para fazermos qualquer prognóstico. O importante nesse momento é sermos otimistas, mas, ao mesmo tempo, não tendo um sentimento de euforia.

Esperamos sinceramente que o próximo governo consiga cumprir as promessas de melhorar o poder aquisitivo da população em geral. Isso certamente seria o melhor dos cenários, pois sabemos que o brasileiro adora uma cervejinha gelada, e tendo mais dinheiro para gastar, haverá uma demanda maior, o que refletirá diretamente em toda a cadeia produtiva,

Meu Garrafão (Helton Aguiar, diretor)
Percebo que os ciclos de crises estão cada vez mais curtos não só aqui no Brasil, mas a nível mundial, e por isso vale a máxima “só fica vivo quem se mantém em movimento”, ou seja, quem se adapta às crises. E em relação ao governo não é tão diferente. Esperamos sempre muito trabalho e transparência no cenário político para que nós, cidadãos, consigamos ficar tranquilos e livres para atuarmos onde sabemos bem, empreender e fazer a economia girar.

NewAge (Edison Nunes, gerente comercial)
Para a NewAge é desejável:
1. Menor carga tributária, com a reforma tributária;
2. Aumento do consumo das famílias, com programas sociais perenes;
3. Estabilidade na cotação do dólar;
4. Subsídios para máquinas industriais.

Porofil (Nelson Karsokas Filho, proprietário)
Estamos ainda aguardando as movimentações econômicas. Tudo ainda está muito incerto com esse novo governo e como não sabemos para que direção ele seguirá, ficaremos atentos até que as coisas se ajeitem. Nossa expectativa é que o governo faça investimentos na economia para que o país cresça e, assim, todo o mercado entre nessa corrente virtuosa.

Rota RJ (Ana Cláudia Pampillón, coordenadora)
As perspectivas são as melhores possíveis uma vez que o turismo é uma das principais ferramentas de fomento econômico de nossa região. E o turismo tem tido um olhar mais cuidadoso nos últimos dois anos. Acredito fortemente que deverá continuar desse jeito.

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