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Cultura

O setor de cervejas artesanais mudou após os ataques racistas de um ano atrás?

Redação Guia da Cerveja
Por Redação Guia da Cerveja
16 de setembro de 2021
Atualizado em: 16 de setembro de 2021
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    Há cerca de um ano, dois dos muitos casos de racismo que ocorrem diariamente na sociedade brasileira se deram dentro do setor de cervejas artesanais e ganharam “publicidade”: a Implicantes e a sommelière Sara Araújo sofreram ataques, que tiveram reações pontuais. Mas, na visão de profissionais do segmento ouvidos pelo Guia, incluindo os dois alvos diretos dos atos discriminatórios, o setor efetivamente pouco mudou desde então, a não ser por ações isoladas de marcas, sem, contudo, trazerem grandes efeitos práticos.  

    Efetivamente, aliás, foi uma palavra utilizada por diferentes personagens consultados pela reportagem. E ela serve para destacar que a lógica excludente e preconceituosa pouco se alterou, pois poucas mudanças objetivas foram implementadas, como destaca Sara, apontando a reduzida diversidade nos cargos de liderança do setor.

    Leia também – Entrevista: Conheça o novo presidente da Abracerva e os seus planos para a associação

    “Quando os atos de racismo se deram, contra a cervejaria Implicantes e, meses depois, contra mim, muitas pessoas vieram com discurso de que iriam se posicionar contra as violências raciais, mas, o que de fato mudou? Quantos CEOs negros foram contratados? Quantas líderes de equipes negras foram contratadas, qual mudança efetiva houve? Vi movimentos tímidos, mas estão longe de serem encarados como mudança”, analisa a sommelière.

    Em 2020, um vazamento expôs mensagens de um grupo do WhatsApp com participação de figuras relevantes do setor de artesanais, que apresentaram posturas racistas em relação a profissionais negros do mercado cervejeiro, além de outros materiais de tom preconceituoso e com ofensas a mulheres. Muitas delas faziam referências diretas à sommelière, alvo de lamentáveis ataques sobretudo por defender, exatamente, o necessário combate ao preconceito.

    Posteriormente, a divulgação de outros conteúdos levou à renúncia da gestão anterior da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva). Em outro momento, uma nova diretoria foi eleita, tendo à frente Nadhine França, primeira mulher a presidir a Abracerva – ela ficou no cargo de setembro de 2020 a julho de 2021.

    “O setor quer ser inclusivo, mas ainda está engatinhando. Muita gente conhece a Implicantes, a Sara, mas não é suficiente só conhecer quem sofreu ataques. É preciso ir atrás de outras pessoas, conhecê-las, incluí-las. Está mudando, mas a inclusão ainda está muito lenta”, aponta Diego Dias, sócio-proprietário da cervejaria gaúcha.

    Em 2020, a Implicantes foi bombardeada por manifestações racistas nas redes sociais. As mensagens reagiam à divulgação da campanha de financiamento coletivo que a marca, autodeclarada a primeira cervejaria criada e gerida por negros no Brasil, lançou para lidar com os efeitos da crise do coronavírus.

    Mas houve reação diante do racismo contra a marca de cervejas artesanais. Além de levantarem o debate sobre o preconceito no setor e na sociedade, os atos tiveram como resposta imediata uma onda de apoio para a cervejaria do Rio Grande do Sul, que conseguiu atingir as metas do seu crowdfunding.

    Ações pontuais
    Para Eduardo Sena, publicitário, escritor e especialista em criação de conteúdo, há pouca efetividade e planos de longo prazo para colocar em prática mudanças na estrutura racista da sociedade, reproduzida dentro do segmento de cervejas artesanais, sobressaindo o que ele definiu como “ação de release”. Além disso, destaca que os ataques contra Sara e a Implicantes foram apenas dois exemplos da gravidade da questão racial.

    “O segundo semestre de 2020 trouxe algumas iniciativas voltadas a mostrar a presença da mulher no mercado de cerveja, mas, de novo, sobre o recorte da mulher preta, efetivamente o que se viu foi muita ação de release”, lamenta Eduardo. “O racismo que vimos nos ataques à Implicantes e à Sara Araujo são apenas a ponta do iceberg. É preciso mudar na base do setor, fazer ações de dentro para fora, mexer nas estruturas, e isso, aparentemente, o setor ainda não está disposto a fazer e mesmo as marcas líderes, que deveriam capitanear esse tipo de movimento, ainda pecam em não colocar força em suas ações.”

    Os profissionais ouvidos pelo Guia destacam que a suposta resolução de casos específicos e que tiveram grande repercussão dentro do segmento de cervejas artesanais pouco significam para resolver o que vários estudiosos definem como racismo estrutural, processo em que as condições de organização da sociedade reproduzem a subalternidade de determinados grupos que são identificados racialmente.

    O pouco movimento que houve é, de fato, real ou apenas para não serem chamados de racistas? As pessoas estão mais preocupadas em não serem apontadas como racistas do que deixarem de serem racistas

    Sara Araujo, sommelière

    Sara também expõe a falta de oportunidade para negros no mercado, apontando que a presença em cargos de decisão é irrelevante, especialmente quando se lembra que eles são maioria na população brasileira.

    “A população brasileira é composta de mais de 56% de pessoas pretas, segundo o IBGE. Colocar meia dúzia de pessoas negras em espaço de decisão é reforçar a estrutura racista e não lutar por equidade. Só irei acreditar em mudança efetiva quando pessoas negras não forem usadas como ‘token’ pelo mercado. Eu não acredito na narrativa do negro único. Mudança, para mim, é quando eu for sentar para conversar com uma equipe do mercado, ter no mínimo presente à mesa metade de pessoas iguais a mim”, destaca Sara.

    A sommelière também relata que há iniciativas para que os negros até sejam ouvidos, opinando sobre o racismo, mas avalia que ações práticas não são adotadas depois disso pelas marcas de cervejas artesanais. “Houve um tímido movimento, mas não se alterou nada. Os rostos que continuo vendo dando as cartas no mercado cervejeiro são de pessoas brancas. Aliás, muitos deles chamam pessoas negras para conversar e ouvir o que elas têm a dizer, como se o problema do racismo fosse das pessoas pretas, e não põem em prática nada do que ouvem. Pelo contrário, continuam repetindo as mesmas práticas.”

    Para além da reação a casos específicos, Leandro Sequelle, fundador da GrajaBeer, aponta que a sociedade e o setor de cervejas artesanais costumam, sim, se mobilizar em datas específicas para condenar o racismo, a homofobia e outras formas de preconceito, mas esquecem das temáticas na sequência. A luta e as demandas são diárias, acrescenta ele.

    “Houve, sim, maiores participações e inclusões de profissionais negros, periféricos e LGBTQIA+ após os ocorridos. Mas confesso não ver isso com tanto entusiasmo. Sabe quando chega 8 de março e todo mundo lembra das mulheres? Chega 28 de julho e os LGBTQIA+ são a pauta? Novembro, comemorações e holofotes para os profissionais negros? Então. A galera não vive somente nas datas ditas comemorativas”, comenta Leandro, para depois complementar.

    “Algumas coisas/eventos/grupos/pessoas seguem com as mesmas posturas e mentalidades que antes. Só mais atentos onde reproduzem suas falas. Acredito que levaremos mais do que um ano para sentir os reais impactos do mercado, mas minhas dúvidas podem servir como pulgas atrás das orelhas mais atentas”, acrescenta Leandro.

    Para Eduardo Sena, após a exposição dos casos de racismo, até houve reações do setor cervejeiro. Mas, em sua visão, o segmento desperdiçou a oportunidade de iniciar uma modificação efetiva ao não dar sequência a essas iniciativas.

    “Claro que a inclusão que buscamos não acontecerá de um ano para o outro, mas se ninguém entrar de cabeça nesse projeto, não acontecerá nunca. É fato que o assunto entrou em algumas pautas, ações aqui e ali foram aparecendo, mas até que ponto tudo isso não é o típico antirracismo de oportunidade, como o post preto depois de George Floyd?”, indaga Eduardo.

    Ao mesmo tempo, Leandro pondera que os últimos 12 meses não foram fáceis para o segmento em função da crise econômica provocada pela pandemia do coronavírus. Assim, segundo ele, o contexto pode ter freado algumas iniciativas de inclusão. Mas a necessidade de sobrevivência e de tempo para implementar ações não pode se transformar em esquecimento, diz o fundador da GrajaBeer.

    “Ainda estamos passando por um período no qual sobreviver (como pessoas, empresas e marcas) é de suma importância, e talvez não tenhamos tido possibilidades concretas de dar conta de projetos que gerem ações sócio inclusivas. Vejo players super dispostos a criar e colaborar com o crescimento do mercado através do estouro da bolha hegemônica, mas compreendo as poucas possibilidades ou passos lentos que andamos. Espero que após o passar da pandemia, e com a reorganização dos boletos, planilhas e logísticas, possamos discutir estratégias para o que eu entendo ser fundamental para a expansão do mercado – atingir novas camadas de públicos”, argumenta Leandro.

    Já Diego Dias diz ter enxergado uma maior união na luta pela causa negra após os ataques racistas, exemplificando a atuação com a criação do coletivo Afrocerva. “Destaco a união de entusiastas e profissionais pretos por conhecer a Implicantes, a Sara e vários outros profissionais, e pela criação da Afrocerva. Estamos tentando fazer com que o coletivo tenha mais visibilidade”, diz o sócio da Implicantes.

    Marketing?
    O fundador da GrajaBeer questiona, inclusive, as motivações que envolvem algumas campanhas de combate ao racismo por marcas de cervejas artesanais. Para isso, lembra que o marketing mudou ao longo dos anos, com o uso do poder como estratégia de formato de comunicação sendo substituído pela inclusão.

    Vivemos uma lógica de mercado que não aceita mais as campanhas clássicas de geração de desejo de consumo através do status como forma de poder. Hoje, o marketing é muito mais direcionado à inclusão, diversidade e responsabilidade social como forma de atrair os clientes. E isso me gera incertezas. O mercado craft aprendeu algo com os episódios de 2020? As mobilizações que ocorreram, e convites – aos ainda poucos representantes de diversidade do setor -, foram propostas de inclusão e conciliação com os nossos tempos ou somente ferramentas de marketing?

    Leandro Sequelle, fundador da Graja Beer

    Sara, assim, não enxerga que existam ações efetivas do mercado de cervejas para combater o racismo. Cita, inclusive, uma conversa com um profissional do setor, sobre uma espécie de mudança de foco, com abordagens sobre o racismo sendo substituídas por temáticas a respeito de pessoas com deficiência, para avaliar como o preconceito é tratado de modo superficial.

    “Meses atrás ouvi de uma pessoa do mercado: ‘já falamos muito sobre racismo, agora, vamos falar sobre PCD’, como se pudéssemos varrer essa violência para debaixo do tapete, como se o racismo não estruturasse todas as relações sociais, como se não pudéssemos interseccionar essas violências. Enquanto não encaramos o racismo como ponto fulcral, não vamos ver alteração real, o que teremos é a reificação da tecnologia do racismo e nada mais”, critica Sara.

    Além disso, Eduardo Sena avalia que algumas iniciativas, mesmo que possam trazer atenção para a causa antirracista, têm sido pouco efetivas para provocar mudanças efetivas no setor. 

    “Criar uma cerveja com a marca de um movimento não é colocar essas pessoas em posições de decisão dentro das empresas, não é criar mais empregos para elas, não é fazer o dinheiro circular entre elas e realmente mudar vidas e o mercado. A pergunta que o mercado precisa responder é: e fora do Instagram, dos releases e do PR, vocês são realmente antirracistas?”, finaliza Eduardo.

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