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Coluna Fê Bressiani

Balcão da Fê Bressiani: Desafios na tradução de descrições de cervejas

Redação Guia da Cerveja
Por Redação Guia da Cerveja
22 de outubro de 2023
Atualizado em: 25 de outubro de 2023
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    Balcão da Fê Bressiani: Desafios na tradução de descrições de cervejas – Além da licença poética

    Ao iniciar uma jornada de estudos, torna-se evidente que, quanto mais se aprofunda em um campo, mais se percebe o vasto conhecimento ainda por adquirir. No universo de alimentos e bebidas, esse fenômeno é particularmente marcante. Constantemente, novas técnicas, avanços tecnológicos, ingredientes inovadores e tendências emergem, fazendo do aprendizado contínuo um pilar essencial para o desenvolvimento profissional.

    Infelizmente, para os cervejeiros brasileiros, uma barreira se apresenta: grande parte dos materiais de estudo sobre cerveja ainda não está disponível em português, tornando a busca pelo conhecimento mais desafiadora. Em muitos casos, a única alternativa é recorrer ao conhecido Google Tradutor, e é aqui que “mora o perigo.”

    A tradução literal desempenha um papel fundamental na comunicação global, permitindo que informações e conceitos atravessem fronteiras linguísticas e culturais, tornando-os acessíveis a diversos grupos. No entanto, quando se trata de pesquisas relacionadas à cerveja, essa abordagem pode resultar em desafios significativos.

    A cerveja, enraizada nas culturas de muitos países, utiliza termos específicos em diferentes idiomas, o que pode levar a mal-entendidos e distorções. A dificuldade é evidente, especialmente ao lidar com termos que quantificam e qualificam a avaliação sensorial das cervejas, criando situações potencialmente embaraçosas.

    Essas traduções frequentemente não conseguem capturar com precisão as características sensoriais das cervejas. Alguns exemplos ilustram isso. Ao pesquisar em sites americanos, é possível encontrar diversas descrições de uma cerveja “crisp”, influenciada por fatores como carbonatação, sensação na boca, teor de açúcar residual e equilíbrio. No entanto, quando traduzido literalmente, “crisp” se refere a “crocante,” o que parece inadequado para descrever uma bebida líquida. Não seria mais preciso usar termos como seca, com elevada carbonatação, equilibrada e com baixo residual de açúcar no lugar de “crocante” ao descrever uma cerveja?

    Outra expressão elegante em inglês e que, quando traduzida, fica no mínimo confusa é “A stable crown of rocky foam,” que, em tradução literal, se torna “Uma coroa estável de espuma rochosa”?

    É importante notar que um líquido não se enquadra na categoria de “mastigável” no contexto tradicional, já que a mastigação é um processo destinado a fragmentar alimentos sólidos, facilitando a deglutição e a digestão. Portanto, quando o termo “chewy,” que descreve uma sensação na boca, é traduzido para “mastigável” no Brasil, pode gerar perplexidade. Que tal substituir por denso ou viscoso?

    Nossa língua possui termos peculiares que, muitas vezes, não encontram correspondência exata em outros idiomas. Então, por que insistimos em traduções literais quando podemos criar descrições que façam mais sentido para o interlocutor? Afinal, a cerveja é uma bebida que busca ser popular e democrática, e termos que geram confusão não auxiliam nesse propósito.

    Mais um exemplo é a tradução de “hop oil” para “salto do petróleo,” uma interpretação que carece de sentido. O Google Tradutor, em determinados contextos, pode surpreender com traduções curiosas.

    Temos também o termo “balance”, frequentemente traduzido como “balanço”, quando apropriado seria “equilíbrio”. Como um grande mestre costuma afirmar: “Balanço é aquilo que tem no playground; a cerveja possui EQUILÍBRIO”.

    Para superar essas complexidades, é essencial considerar o contexto cultural e histórico subjacente aos termos cervejeiros. Sempre que possível, utilizar os termos originais ou adotar abordagens que preservem a essência e autenticidade das informações transmitidas tornará os estudos sobre cervejas mais precisos e enriquecedores, proporcionando uma apreciação mais profunda dessa bebida ancestral e da ampla variedade de estilos que ela oferece.

    É importante destacar que o uso do termo “estilo” para descrever os tipos de cerveja tem menos de cinco décadas, evidenciando que o estudo da cerveja ainda é uma disciplina relativamente jovem que continuará a evoluir nos próximos anos, tanto no Brasil quanto globalmente. Vamos colaborar para tornar a comunicação e o aprendizado mais acessíveis, priorizando a coerência e a essência em nossas descrições.

    Cheers! Saúde!


    Fê Bressiani é arquiteta, meio armênia meio italiana, sommelière e mestre em estilos de cerveja, coordenadora e professora na ESCM. Tem em seu currículo diversas formações dentro da área cervejeira. Seu foco de estudos são as áreas de avaliação sensorial e harmonização. Ministra palestras e workshops pela América Latina. Ela também responde como Dra. Paçoca, clown de hospital há mais de 10 anos. Apaixonada por aromas, sabores e saberes.

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