O calendário esportivo de 2026, marcado pela Copa do Mundo, é visto como um sopro de otimismo e uma oportunidade de ouro para a cultura cervejeira no Brasil. Apesar de um cenário político e fiscal que gera cautela entre os empresários, o evento mundial tem o poder de movimentar a economia local através do consumo social.
Para Gilberto Tarantino, presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), essa é uma oportunidade para as cervejarias fazerem lançamentos e eventos para atraírem clientes.
“Copa do Mundo e cerveja são motivo de muita celebração e o brasileiro ama isto. As cervejarias artesanais que tem bar da fabrica ou os brew pubs vão aproveitar os 45 dias de Copa para atrair clientes num ambiente com telão, gastronomia e muita cerveja fresca e aromática. Nos outros anos anteriores muitos lançamentos de rótulos especiais aconteceram durante a Copa do Mundo e este ano tem muita festa pela frente”, afirma Gilberto Tarantino, presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva).
O início do mundial vai acontecer em 11 de junho, às 15h. Os jogos devem ocorrer às 13h, 16h, 19h e 22h no horário de Brasília — o que permite encontros com amigos para assistir à Seleção Brasileira acompanhada de uma cervejinha. Os jogos do Brasil na fase de grupos vão ocorrer às 19h e 22h.
| Confira os jogos do Brasil na fase de grupos: | |||
| Data | Horário | Adversário | Local |
| 13/06/26 | 19h | Marrocos | Nova Jersey |
| 19/06/26 | 22h | Haiti | Filadélfia |
| 24/06/26 | 19h | Escócia | Miami |
Copa do Mundo e impulso nas vendas
Isaac Ferreira Costa, da cervejaria Philipeia, de Cabedelo (PB), ressalta que a tradição de reunir amigos e familiares para assistir aos jogos em casa, acompanhados de um barril de chope, é um comportamento que deve impulsionar as vendas diretas ao consumidor.
Para capitalizar essa demanda, a estratégia de expansão de lojas próprias ganha força. A Philipeia planeja dobrar seu número de unidades, passando de três para seis lojas “Estação Philipeia”, criando sua própria demanda diante da dificuldade de encontrar pontos de venda terceirizados adequados.
Esse movimento visa não apenas aumentar a produção, mas garantir que a marca alcance o consumidor final de forma direta e eficiente.
Na mesma linha, cervejarias como a Ruera, de Campinas (SP), também projetam um ano significativamente melhor que 2025, apostando na paixão nacional pelo futebol como o grande catalisador de vendas e visibilidade para o setor artesanal.
Essas previsões apareceram no levantamento que o Guia da Cerveja fez no final do ano passado com 21 executivos de cervejarias artesanais brasileiras. Além de pedir um balanço de como foi 2025, a reportagem perguntou sobre as perspectivas para o novo ano.


