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COP30: cervejas de Belém focam em sustentabilidade para dialogar com o público

As cervejarias de Belém (PA) estão se preparando para receber, em novembro, os estrangeiros que irão desembarcar para a COP30, conferência anual que debate mudanças climáticas. É a primeira vez que uma edição será realizada em uma capital da Amazônia. A presença de visitantes está sendo tratada como estratégica pelas cervejarias, que querem se expor ao mundo, consolidar a marca e expandir negócios. E, para dialogar com o público, investem em processos e ações de sustentabilidade.

“A COP30 em Belém representa, sem dúvida, um marco histórico e uma oportunidade única de projeção para as marcas amazônicas”, afirma Ronaldo Maiorana Jr, presidente do Lide Pará e diretor-executivo da Indústria de Bebidas Paraense (Inbepa).

“Um dos nossos principais objetivos é consolidar a marca como uma empresa que prioriza a qualidade dos seus produtos e o compromisso com a comunidade local. Reconhecemos a importância vital dos recursos naturais, todas as nossas ações são pautadas pelo respeito às leis e regulamentos ambientais vigentes”, diz Jorge Alexander Kowalski, CEO da cervejaria Cerpa. Ele destaca que a cervejaria tem compromisso “de cuidar das fontes naturais” e que faz reciclagem em todas as operações.

Peso da tradição alemã e paraense

A fabricante Cerpa deve se posicionar como uma empresa genuinamente paraense – mas com ascendência alemã. Fundada em 1966 pelo alemão Konrad Karl Seibel, a Cerpa produz atualmente diversas marcas, como Cerpa Export, Cerpa Prime e Kroland, e diz estar alinhada às práticas de sustentabilidade há décadas. 

Na COP30, a cerveja Cerpa deve reforçar o compromisso com a comunidade local. “É o momento de mostrarmos que a atividade econômica e o compromisso social e ambiental podem andar de mãos dadas. Esperamos dar o exemplo e encorajar outros a envolverem-se ativamente em ações sustentáveis”, diz Kowalski.

Cerveja Caribeña-paraense na COP30

A Pilsen Caribeña, da Inbepa, foi lançada em 2023 e deve se posicionar na COP30 como uma cerveja de alto padrão na Amazônia feita com práticas sustentáveis. Segundo Maionara Jr, a Inbepa adota processos de eficiência energética e reutilização de insumos, além de promover iniciativas de conscientização ambiental.

Neste ano, a empresa lançou uma lata da cerveja Caribeña com um selo da COP30 em uma embalagem que destaca a característica do alumínio, que é 100% reciclável.

Cerveja na COP30: embalagem da Caribeña ilustrada por selo da COP30. (Imagem: Reprodução/Instagram)
Cerveja na COP30: embalagem da Caribeña ilustrada por selo da COP30. (Imagem: Reprodução/Instagram)

“No caso da Caribeña, a presença de um público internacional e diverso reforça a possibilidade de posicionar nossa cerveja como um produto que nasce da Amazônia, mas dialoga com o mundo. Trata-se de um momento estratégico para fortalecer a identidade da marca — uma cerveja genuinamente paraense, feita com qualidade premium e com respeito ao meio ambiente — diante de um público sensível a temas de sustentabilidade e cultura local”, diz.

Produção 

Segundo Maionara jr, a Inbepa vem se preparando com antecedência para garantir o abastecimento de Belém e dos estados vizinhos durante a COP30. 

Para isso, a estrutura industrial e logística foi reforçada para ampliar o envase e a distribuição da Caribeña. O foco é em pontos estratégicos como bares, restaurantes, hotéis e eventos paralelos ao encontro climático.

“Nosso objetivo é que a Caribeña esteja presente em todos os ambientes de celebração e convivência da COP, mantendo a qualidade e o frescor que caracterizam a marca”, diz.

Internacionalização

Além de uma oportunidade de reforçar a marca Caribeña, a Inbepa olha para a COP30 como um ambiente de negócios para o plano de internacionalização. “Estamos estruturando um projeto de internacionalização, com foco inicial em mercados da América Latina e, em seguida, em destinos onde há crescente interesse por produtos de origem amazônica”, diz Maionara Jr.

Dados da Inbepa apontam que, em 2023, a indústria produziu cerca de 16 mil hectolitros, uma produção significativa para a região Norte. A distribuição chega ao Amapá, Maranhão e Roraima.

Élida Oliveira
Élida Oliveira
Jornalista formada pela PUC-PR, escreve sobre economia, investimentos, educação, ciência e saúde. Tem passagens pelo Estadão, Folha de S.Paulo, g1, El País, UOL e InfoMoney. Sempre curiosa por aprender e informar.
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