back to top
Facebook Instagram Twitter Vimeo Youtube
  • Home
  • Sobre Nós
  • Notícias
    • Consumidor
    • Cultura
    • Indústria
    • Internacional
    • Mercado
  • Colunas
    • Coluna Advogado Cervejeiro
    • Coluna Ana Pampillón
    • Coluna Bia Amorim
    • Coluna Chiara Barros
    • Coluna do Tributarista
    • Coluna Entre um Gole e Outro
    • Coluna Jayro Neto
    • Coluna Xirê Cervejeiro
Buscar
Logo
quinta-feira, março 5, 2026
Facebook
Instagram
Linkedin
Youtube
Logo
spot_img
  • Home
  • Sobre Nós
  • Notícias
    • TodosConsumidorCulturaIndústriaInternacionalMercado
      Mercado

      PIB da cerveja soma R$ 254 bilhões na economia

      4 de março de 2026
      Mercado

      Estilos nacionais dominam pódio do 14º Concurso Brasileiro de Cervejas

      3 de março de 2026
      Mercado

      Remodelado, Festival Brasileiro da Cerveja começa nesta quarta-feira

      3 de março de 2026
      Mercado

      Cervejarias em MG sentem impacto das chuvas com bares fechados e risco de inadimplência

      2 de março de 2026
  • Colunas
    • TodosColuna Advogado CervejeiroColuna Ana PampillónColuna Bia AmorimColuna Chiara BarrosColuna do TributaristaColuna Entre um Gole e OutroColuna Jayro NetoColuna Xirê Cervejeiro
      Coluna Jayro Neto

      Meu amor pelas Saisons

      1 de março de 2026
      Coluna do Tributarista

      Cerveja zero e low alcohol na engenharia de produto: quando a inovação reduz imposto e quando vira reclassificação arriscada

      22 de fevereiro de 2026
      Coluna Ana Pampillón

      Turismo cervejeiro: o plano das cervejarias da Serra Fluminense para atrair o turista estrangeiro

      15 de fevereiro de 2026
      Coluna Advogado Cervejeiro

      Comece 2026 com o pé direito: 5 ações para alavancar o ano da sua cervejaria

      8 de fevereiro de 2026
InícioNotíciasCulturaTeresa Cristina fala sobre necropolítica e relação entre samba, cerveja, mulher e...
Cultura

Teresa Cristina fala sobre necropolítica e relação entre samba, cerveja, mulher e Ogum

Redação Guia da Cerveja
Por Redação Guia da Cerveja
25 de junho de 2020
Atualizado em: 25 de junho de 2020
Compartilhado
Facebook
Twitter
WhatsApp
Linkedin

    O artista é um importante ator político. Essa visão se reflete nos posicionamentos de Teresa Cristina, importante representante do samba brasileiro, apresentados na live semanal do Guia. Na entrevista realizada nesta quarta-feira, ela comentou sobre a carreira, o sucesso das suas interações digitais diárias, um dos marcos da quarentena, e o primeiro patrocínio da carreira.

    Para a cantora, calar-se diante de absurdos políticos, como a sugestão de invadir hospitais para verificar se leitos estão ocupados por pacientes com coronavírus ou ignorar recomendações de autoridades sanitárias, seria um “crime”.

    Leia também – Dossiê: A cerveja brasileira é democrática ou reflete as desigualdades estruturais do país?

    Apesar disso, Teresa Cristina prefere não enxergar um cenário desolador no Brasil, apontando o que a cultura nacional segue produzindo. Um dos maiores exemplos disso é a a live diária em que ela dá espaço para artistas pouco conhecidos, como uma resposta de “afeto e amor à necropolítica”.

    O sucesso das transmissões levou Teresa Cristina, uma mulher negra, a conseguir o primeiro patrocínio da sua carreira, da cervejaria Original, que apoiará uma live da cantora marcada para o próximo sábado – já havia realizada outra, em 30 de maio.

    Na entrevista ao Guia, Teresa Cristina também comenta sobre a relação entre cerveja e samba, a sua formação musical, a participação no processo de revitalização da Lapa, no Rio, e como acredita ter construído o seu sucesso dando um passo de cada vez.

    Confira, neste link, a live na íntegra. E, abaixo, um resumo da entrevista.

    Influência de Candeia
    A partir de uma pesquisa sobre o Candeia, conheci o Wilson Moreira, a Velha Guarda da Portela, conheci Monarco, Paulinho da Viola… Comecei a cantar na Lapa em 1998, cantando Candeia. Era um visionário, um ativista social e político dentro do samba. Alguém que abriu caminhos para eu aceitar e falar da minha negritude.

    A participação no renascimento da Lapa
    A Lapa era um lugar boêmio nos anos 30 e 40, frequentado por Francisco Alves, Cartola e outros nomes. No fim dos anos 90, a rua do Semente (bar na Lapa) era quase deserta, tinha muita criança cheirando cola. Com a frequência, o quadro foi mudando, se tornou uma rua atrativa. Tinha eu cantando samba no bar, a padaria aproveitava o som e colocava mesas na calçada. E também tinha forró, concerto de harpa, a galera do metal na calçada, sósias de cantores bregas e sertanejos. Era uma confusão de gente.

    A influência da Lapa em sua formação cultural
    Eu entendi que as pessoas estavam cansadas das músicas da rádio e da TV. A Cristina Buarque ajudou enriquecendo o repertório, nos dando gravações de Zé Keti, da turma da Portela, de cantores do rádio. Eram songbooks antes mesmo de eles existirem. Tínhamos um público atrás de música que não era imposta. Me fez bem, para pesquisar, ir atrás de repertório.

    Relação entre samba e cerveja
    A cerveja é companheira do samba. Em uma live, a Mãe Dora explicou que Tia Ciata, que trouxe o samba para o Rio, quando ela se fixou na Praça XI, fez um assentamento para Oxu e Ogum. E a bebida de Ogum é a cerveja. Existe algum segredo entre o samba e a cerveja. E entre o samba e a cerveja, existe o sambista, que consome a cerveja. É um combustível.

    A cerveja na cultura brasileira
    É a bebida perfeita, é gelada, dá uma animação, como o samba, é um motorzinho de felicidade. É uma celebração, motivo para encontrar um amigo. “Vamos tomar uma cerveja”, “vamos tomar uma saideira”, “com fulano eu não bebo”. São expressões que significam outras coisas, e têm outras interpretações.

    O sucesso da sua live
    As coisas que faço começam pequenas. No Semente, na primeira noite, tinha 20 pessoas. E depois ficava gente na rua, porque não cabia lá dentro. As lives, comecei com 80, 120, 300 pessoas e foi aumentando. A gente vive em um país onde 2% são milionários, e a base é humilde e trabalhadora. Mas há um senso de que tudo precisa ser gigante, especialmente na arte. Conseguir observar o crescimento do meu trabalho é muito importante. É com o crescimento gradativo que eu aprendo e entendo o que é meu trabalho.

    A dificudade para conseguir patrocínio de uma marca de cerveja
    Quando comecei a cantar na Lapa, não bebia. Vários sambistas eram patrocinados por cervejas, e eu achava que não era patrocinada por isso. Mas o Dudu Nobre era patrocinado e não bebia. (…) Depois, eu voltei a beber. Foi um reencontro com um amor antigo. Quando começaram as lives, comecei a beber nelas. E virou um combustível. Eu faço live todo dia, bebo todo dia, mas só durante a live. E quando vejo, bebi seis cervejas. Eu consumia muito uma marca. As pessoas provocavam a marca, durante uns dois meses, para que me patrocinasse. Mas a marca, para ela, eu não era uma prioridade. Fiquei chateada, parei de mostrar. (…) Depois de um tempo, a Original patrocinou a minha primeira live. E não é só o patrocínio, é o carinho. A primeira live foi incrível e agora vou fazer a segunda. A gente tem de retribuir o amor que a gente recebe.

    Leia também – Sambas, conversas e autenticidade: Como Teresa Cristina atraiu o patrocínio de uma cervejaria

    A dificuldade para obter o 1º patrocínio
    A mulher negra no Brasil não pode errar, precisa ser perfeita. Se erra, ela é cobrada. E temos de agarrar a oportunidade. Para ser bem-sucedida, você precisa estar sempre pronta. (…) A gente está sempre no final da fila, às vezes nem no final. Eu bati na porta de empresas sobre meus shows do Candeia, do autoral, do DVD. E a resposta era “dessa vez, não. Quem sabe da próxima”. Então pensava: “Não é o que eu faço. Sou eu”. Foi preciso ter cabeça firme, e graças a Deus eu tenho, para não me achar o problema.

    A cultura brasileira em meio à crise
    As engrenagens estão em movimento, o Brasil não é mais o mesmo, mesmo que estejamos em um cenário inimaginável, de não ter um ministro da Saúde há dois meses em uma pandemia. Ao mesmo tempo, porém, o que está uma m…, sempre esteve, só que agora está cheirando. Temos alicerce e base para nos reerguer. A criação cultural do Brasil continua linda e produzindo. A gente não pode achar que tudo é um governo que a gente nem sabe até quando vai durar. (…) O samba atravessa dois séculos porque tem base. E quem está no poder, não deu certo em lugar nenhum do mundo, não vinga em lugar nenhum. Estamos vivos, produzindo, compondo, tomando nossa cerveja. E podemos ficar bêbados em casa na quarentena.

    O posicionamento político dos artistas
    Eu entendo o medo de se posicionar e ter uma imagem vinculada a algum político e aí prefere-se manter a neutralidade. Temos experts nisso. Mas hoje temos o enfrentamento da política da morte, tem a Covid-19 e tem o covarde, dando as costas para morte, incentivando a invasão de hospital, com gente morrendo lá dentro. Não vejo minha postura como a favor de um partido, mas a favor da vida. A minha, da família, do meu estado: o Rio de Janeiro tem mais mortes do que a China. Os dirigentes querem abrir academia, abrir escola, liberar aglomeração em igreja evangélica, desorientando a população, ignorando a OMS, a base científica. Não se pode botar isso acima da ciência. (…) A arte existe para modificar a realidade, é uma interferência. Se eu não grito a ausência de um ministro da Saúde, eu estou concordando com isso. Se não reclamo de alguém que manda invadir hospitais, eu concordo com isso.  (…) Se eu não usar a minha ferramenta para isso, não tem por que eu ter uma live. O silêncio hoje é criminoso, não se aplica, é inconcebível. O artista, se ficar quieto, não só não ajuda a quem precisa, como está colaborando com atitudes anti-vida. Não consigo me imaginar sem falar dessas coisas.

    As razões para a mulher não ser associada à cerveja
    Quando a mulher repete um gesto masculino, ela é considerada vulgar. Os homens se vangloriam de seduzir e se relacionar. O homem pode beber dez cervejas sozinho no botequim. E isso é vangloriado. Qual é o nome da mulher que faz isso? É uma questão de sexo. A mulher é piranha e puta na mesma situação. A mulher não pode nem amamentar em público. Tomara que as lives que estou fazendo incentivem mais mulheres a entrar no botequim. Ela continuará sendo a mesma mulher, mas talvez mais feliz.

    A ancestralidade e o apoio a artistas pouco conhecidos
    A ancestralidade são as histórias que se repetem para se aprimorar. Se eu estou aqui na Terra, tenho dívidas a pagar. Então preciso ser melhor. Quando olhamos para o outro e enxergamos nele o nosso Deus, e não em um objeto, quando enxergamos o divino no outro, a gente também se torna divino. Criamos um elo que não para. É bom ser ajudado, então também é bom ajudar. (…) Eu sei o que é não ter oportunidade. É muito bom dar janela para alguém. A gente cria um círculo de afetos, e só com o afeto e o amor a gente pode sobreviver contra a necropolítica.

    • Tags
    • entrevista
    • feminismo
    • live
    • live do guia
    • música
    • racismo
    • samba
    • Teresa Cristina
    Compartilhado
    Facebook
    Twitter
    WhatsApp
    Linkedin
      Artigo anterior
      Balcão do Advogado: Reflexões jurídicas sobre o caso Backer
      Próximo artigo
      União de cervejarias é o caminho para a diferenciação das embalagens a bons preços
      Redação Guia da Cerveja
      Redação Guia da Cerveja
      NOTÍCIAS RELACIONADAS
      Cultura

      Menu Degustação: Estrella Galicia se torna cerveja oficial da Porsche Cup e renova com piloto na F1

      28 de fevereiro de 2026
      Cultura

      Dani Lira e o Torneira Boteco: onde o propósito encontra o pé no chão

      20 de fevereiro de 2026
      Cultura

      Carnaval 2026: Cervejarias promovem ações e lançamentos em prol do bem-estar do folião

      12 de fevereiro de 2026

      DEIXE UMA RESPOSTA Cancelar resposta

      Por favor digite seu comentário!
      Por favor, digite seu nome aqui
      Você digitou um endereço de e-mail incorreto!
      Por favor, digite seu endereço de e-mail aqui

      MAIS POPULARES

      Qual a cerveja menos calórica? Veja um infográfico com ranking de 12 opções

      World Beer Awards premia 12 cervejas brasileiras como melhores do mundo

      Artigo: Consumo moderado e ciência — o que era ontem, não é mais hoje

      INTERNACIONAL

      Budweiser Budvar desafia o mercado e registra recorde de vendas

      Cervejaria mais antiga do mundo feita em monastério é comprada para evitar fechamento

      Carlsberg quer “desbloquear” potencial das cervejas de baixo teor alcoólico na Dinamarca

      ÚLTIMAS NOTÍCIAS

      PIB da cerveja soma R$ 254 bilhões na economia

      Estilos nacionais dominam pódio do 14º Concurso Brasileiro de Cervejas

      Remodelado, Festival Brasileiro da Cerveja começa nesta quarta-feira

      Logo

      SOBRE NÓS

      A missão do Guia da Cerveja na comunidade cervejeira nacional é a de proporcionar um espaço de debate e divulgação da efervescente cultura que cerca a cerveja, oferecendo informação relevante e atualizada e análises profundas sobre o que acontece nesse universo.

      Contato: contato@guiadacervejabr.com

      REDES SOCIAIS

      Facebook
      Instagram
      Linkedin
      Youtube

      © Guia da Cerveja 2025. Desenvolvido por Conecta Marketing Digital

      • Home
      • Sobre Nós
      • Notícias
      • Colunas