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5 visões do mercado financeiro sobre a mudança de CEO na Ambev

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A recente mudança de CEO na Ambev, com Carlos Lisboa assumindo o comando da companhia em substituição a Jean Jereissati, ocorre em um momento de grande relevância estratégica para a empresa, segundo avaliação de diferentes casas de análise de bancos de investimento.

Porém, a visão predominante é de que, embora a troca, anunciada na última terça-feira, tenha surpreendido, não deve trazer grandes mudanças para a operação e a estratégia da Ambev.

Carlos Lisboa, que substituirá Jereissati em 2025, tem uma longa trajetória de 31 anos na AB InBev e atualmente é o presidente da Middle Americas Zone (MAZ), que abrange México, Colômbia, Panamá, Peru e partes da República Dominicana. E essa será a função assumida por Jereissati no próximo ano.

A transição segue a lógica interna de valorização de executivos, especialmente considerando a importância das operações da Ambev em diferentes regiões, onde a experiência de Lisboa poderá ser um diferencial, ressaltam os analistas.

Nos últimos anos, a Ambev passou por uma transformação significativa, destacando-se pela recuperação de participação de mercado e pelo fortalecimento de seu portfólio de marcas. A mudança na liderança agora coloca em evidência como a empresa continuará a evoluir, especialmente em um ambiente competitivo mais acirrado.

A troca também reflete uma estratégia que prioriza o crescimento e a construção de marca a longo prazo, afastando-se de abordagens estritamente focadas em custos. A continuidade dessa postura, ressaltam as análises, será crucial, especialmente para manter a lucratividade e o poder de precificação no mercado atual.

Há ainda a expectativa de que as experiências adquiridas por Lisboa em outros mercados possam trazer insights valiosos, ajudando a manter a trajetória de crescimento e inovação na empresa. A ampla bagagem do novo CEO, com passagens por diversas áreas da companhia, sugere, inclusive, a continuidade nas estratégias adotadas por Jereissati.

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Confira as cinco avaliações do mercado financeiro sobre a mudança na Ambev:

Bradesco BBI
O mandato médio do CEO da Ambev é de cinco anos, e o grupo sempre buscou encontrar espaço para executivos de alto desempenho continuarem desenvolvendo suas carreiras. Considerando a importância estratégica das divisões da Ambev e da Middle Americas Zone (MAZ) para a ABI, a movimentação se alinha a essa prática.

Os últimos anos serviram para melhorar significativamente a posição competitiva da Ambev, com a empresa agora ostentando um portfólio mais forte de marcas, uma participação de mercado recuperada (os volumes de 2024 estão 18% acima do pré-pandemia) e margens que finalmente atingiram o fundo do poço.

Jean está concluindo seu ciclo como CEO da Ambev, e a reviravolta na divisão de cervejas do Brasil foi nada menos que impressionante. Durante a gestão de Jean, a cultura da empresa mudou significativamente, adotando uma mentalidade mais centrada no consumidor e uma abordagem mais orientada ao longo prazo para a construção de marca e promoção de uma indústria de cerveja mais forte no país.

BTG Pactual
É inegável que a mudança anunciada do CEO ocorre em um momento decisivo para a Ambev.

Agora é o momento de a Ambev provar se ainda tem poder de precificação em meio a um cenário competitivo muito mais acirrado. O reposicionamento do portfólio e as ferramentas digitais serão testados de uma forma inédita.

Foi a primeira vez que realmente sentimos a Ambev como líder de mercado focada em promover o crescimento da categoria, em oposição à sua lendária abordagem orientada a custos.

Nos últimos anos, vimos a Ambev tomando o caminho certo, não o mais fácil. A questão agora é o que acontece a seguir e como entregar lucratividade e poder de precificação enquanto ainda alavanca a plataforma desenvolvida nos últimos cinco anos.

Citi
Acreditamos que essa troca de papéis entre Jereissati e Lisboa trará insights positivos para ambas as regiões, pois os aprendizados e experiências do mercado mexicano podem ter impactos positivos no Brasil.

UBS BB
Jean Jereissati era uma das razões para estarmos positivos em relação à empresa, mas não esperamos grandes mudanças na estratégia central da Ambev.

XP Investimentos
Em nossa opinião, os esforços contínuos da Ambev para otimizar seu portfólio e aumentar o reconhecimento da marca provavelmente persistirão sob a nova liderança. Esperamos uma reação neutra para as ações.

Embora não fosse esperada, a ampla experiência de Lisboa, incluindo sua função atual como CEO da maior operação em volume da ABI e cargos anteriores como CMO da Ambev e VP de Marketing para as marcas globais da ABI, sugere continuidade nas recentes iniciativas estratégicas.

Ambev anuncia Carlos Lisboa como novo CEO a partir de 2025

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A Ambev anunciou a nomeação de Carlos Lisboa como seu novo CEO. Ele assumirá o cargo a partir de 1º de janeiro de 2025, em substituição a Jean Jereissati. Natural de Pernambuco e com uma trajetória de 30 anos na companhia, Lisboa atualmente lidera as operações da AB InBev na América Central, onde impulsionou o mercado ao status de maior operação da controladora da Ambev.

Ao anunciar o seu novo CEO, a Ambev destacou que Lisboa tem uma carreira marcada pelo desenvolvimento de marcas e pelo “profundo conhecimento dos consumidores”, Lisboa traz consigo vasta experiência adquirida em diversos cargos, incluindo funções como diretor de marketing no Brasil e lideranças no Canadá, América Latina Sul e Caribe.

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A transição marca o fim de um ciclo de cinco anos de Jereissati à frente da Ambev, período em que ele foi responsável por ampliar o portfólio da empresa, impulsionar a transformação digital com plataformas como BEES e Zé Delivery, além de alcançar volumes recordes de vendas no Brasil.

Jereissati agora assumirá as operações da Zona da América Central, o maior mercado da AB InBev. “Jean e Lisboa estão finalizando ciclos de sucesso em suas respectivas funções e são as pessoas certas para entregar todo o potencial de cada zona, mantendo a nossa estratégia de negócio e a mentalidade de crescimento compartilhado”, diz o presidente do Conselho da Ambev e CEO da AB InBev, Michel Doukeris, sobre a mudança.

Assim, Lisboa assume o comando da Ambev com a missão de dar continuidade ao crescimento e à inovação da empresa, enquanto Jean Jereissati enfrentará novos desafios em um dos mercados mais estratégicos para a AB InBev.

Uriboca tem Best of Show da etapa Norte da Copa Cerveja Brasil

A cervejaria Uriboca teve sua Azedinha Cupuaçu e Cumaru eleita a Best of Show da etapa Norte da Copa Cerveja Brasil, uma competição promovida pela Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva). A premiação ocorreu na noite de sábado, em Belém, na cervejaria Cabôca, consagrando também outras marcas paraenses, como a Amazon Beer, que foi a maior medalhista de ouro.

Na categoria Best of Show, que avalia as melhores cervejas entre todos os estilos, as três medalhas foram para rótulos do Pará. O ouro ficou com a Catharina Sour da Uriboca, enquanto a prata foi para a cervejaria Barbudos, com a Café das Almas. Esta é uma Coffee Beer do estilo Golden Stout, que utiliza café Robusta Amazônico das Matas de Rondônia, uma região com Indicação Geográfica e Denominação de Origem, sob a curadoria dos especialistas da loja Bem-Cafeinado.

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O bronze do Best of Show da etapa Norte foi conquistado pela Erva Chama, da Amazon Beer. Trata-se de uma Imperial IPA, um estilo marcante dos Estados Unidos, cuja receita inclui lúpulos cítricos e a erva chama, uma planta usada pelos indígenas para atrair bons fluidos. Além disso, a Amazon Beer se destacou na premiação, liderando a lista de ouros com três conquistas.

Outras duas cervejarias que se destacaram na etapa Norte da Copa Cerveja Brasil foram a Cabôca e a Louvada, cada uma conquistando duas medalhas de ouro. A Cabôca também assegurou uma prata e dois bronzes, enquanto a Louvada faturou duas pratas e dois bronzes. No total, foram distribuídas 29 medalhas nas categorias e mais três no Best of Show.

Todos os medalhistas das etapas regionais da Copa Cerveja Brasil se classificam para a final nacional do concurso, que será realizada em dezembro, em São Paulo. As melhores cervejas do Brasil em cada categoria ganharão inscrições para representar o país na World Beer Cup, promovida pela Brewers Association nos Estados Unidos. Após quatro etapas, as fases regionais da Copa Cerveja Brasil serão concluídas em novembro, com a etapa Sul, em Porto Alegre. O julgamento dos rótulos inscritos ocorrerá nos dias 7 e 8.

Outros eventos
Além da etapa Norte da Copa Cerveja Brasil, a Cabôca sediou outros eventos promovidos pela Abracerva nos últimos dias, como parte do road show Conexão Cerveja Brasil. A cervejaria em Belém foi palco do Congresso Cerveja Brasil e do Festival Cerveja Brasil, que também reuniu cervejarias como 7 Cats, Amazon Beer, Anani Beer, Barbudos, DI Rocha, Égua Bier, Flor de Lúpulo, Godheim, Kerbier e Uriboca, convidadas pelo Sebrae, além da Cerveja Caribeña, convidada pela Abracerva.

Preço da cerveja cai em julho, mas inflação do ano ainda supera IPCA

O preço da cerveja caiu em julho de 2024 tanto nos bares quanto no varejo, segundo dados do IBGE. O valor médio do produto recuou 0,13% nos supermercados e 0,05% em bares e restaurantes, em contraste com a inflação geral do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que foi de 0,38% no sétimo mês de 2024.

Apesar desse recuo pontual, a inflação acumulada da cerveja em 2024 ainda está acima do IPCA. No acumulado do ano, a inflação da cerveja no varejo é de 3,18%, e nos bares e restaurantes, de 3,34%, comparado aos 2,87% do IPCA no mesmo período.

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O cenário é semelhante no acumulado dos últimos 12 meses, a partir de agosto de 2023. Os preços médios da cerveja subiram 5,04% no varejo e 4,85% fora do domicílio, enquanto a inflação geral foi de 4,50%.

Em julho, os reajustes de preços de outras bebidas alcoólicas variaram conforme o local de venda. No varejo, o valor médio dessas bebidas subiu 2,17%, enquanto nos bares e restaurantes houve uma queda de 0,46%. A inflação dessas bebidas no varejo é de 8,78% em 2024 e de 11,01% nos últimos 12 meses. Em bares e restaurantes, o aumento foi de 2,16% neste ano e de 5,6% nos últimos 12 meses.

A queda no preço da cerveja em julho contribuiu para a deflação do grupo de alimentação e bebidas, que foi de 1% no mês. Esse grupo acumula inflação de 2,87% em 2024 e de 4,5% nos últimos 12 meses.

Em julho, o grupo de alimentação e bebidas também foi o principal responsável pelo impacto negativo mais intenso sobre o IPCA, reduzindo-o em 0,22 pontos percentuais.

“O aumento da oferta de diversos produtos agrícolas contribuiu para a redução dos preços”, disse o gerente da pesquisa do IPCA, André Almeida.

Inflação da cerveja por cidades
Em julho de 2024, Salvador registrou o maior aumento no preço da cerveja no varejo, com uma alta de 1,7%. Fora do domicílio, São Paulo teve o maior reajuste, de 1,17%. Por outro lado, Campo Grande apresentou a maior deflação da cerveja no varejo, com queda de 2,18%, enquanto em Belém o recuo foi de 1,13% em bares e restaurantes.

Brasileiras conquistam 8 prêmios no World Beer Awards em 2024

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As cervejas brasileiras conquistaram um total de oito prêmios na fase internacional da edição de 2024 do World Beer Awards. A competição é considerada uma das mais prestigiadas no mundo cervejeiro, com o melhor desempenho do Brasil sendo entre as Sours e as Wild Beers, com duas medalhas de ouro, para a Unika e a Stannis.

A Unika arrebatou o título de melhor Catharina Sour com sua Catharina Sour Caju Pytang, que solidifica a presença brasileira entre os melhores de um estilo surgido no país. Enquanto isso, a Stannis brilhou com sua Goddess Calíope, eleita a melhor Lambic, um feito entre as cervejas de fermentação espontânea.

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Entre os destaques deste ano, a Leopoldina se sobressaiu ao vencer na categoria Grape Ale com sua Italian Grape Ale Gewurztraminer, uma conquista que reforça o papel da cervejaria ao explorar a combinação entre uvas e cerveja.

O Brasil também se destacou em outras categorias. A Wäls conquistou o prêmio de melhor Brazilian Pale Ale com sua Verano. A Walfänger também foi premiada na categoria Altbier com sua cerveja Sebastian.

O país ainda garantiu prêmios nas categorias Flavoured Stout & Porter, com a Hainu da Colorado, melhor Session IPA, com a Albanos Session IPA, e melhor Sweet Stout, com a tradicional Caracu.

O World Beer Awards é uma competição internacional que ocorre em várias etapas, começando com as avaliações nacionais, onde as melhores cervejas de cada país são selecionadas para a etapa final, realizada em Londres. Nesta fase, as cervejas passam por uma rigorosa avaliação feita por um júri especializado, que determina as melhores do mundo em diversas categorias.

Esta foi a 17ª edição do World Beer Awards. No ano passado, as cervejarias brasileiras haviam conquistado nove medalhas de ouro.

Confira as cervejas do Brasil que foram campeãs no World Beer Awards em 2024:

Altbier: Walfänger – Sebastian
Flavoured Stout & Porter: Colorado – Hainu
Session IPA: Albanos – Session IPA
Brazilian Pale Ale: Wäls – Verano
Catharina Sour: Unika – Catharina Sour Caju Pytang
Lambic: Stannis – Goddess Calíope
Grape Ale: Leopoldina – Italian Grape Ale Gewurztraminer
Sweet Stout: Caracu

Balcão da Chiara: ESG é possível nas cervejarias?

Balcão da Chiara: ESG é possível nas cervejarias?

Apesar de parecer novidade para alguns, ESG é um assunto que vem sendo abordado e implementado na indústria há um bom tempo, com outra roupagem, mas com alguns princípios já sendo praticados. No entanto, será que essa afirmação se aplica a todas as letras da sigla?

ESG significa Environmental, Social and Governance (ambiental, social e governança). Simplificando, é uma maneira de a empresa mostrar a responsabilidade com a sociedade e o meio ambiente através de suas práticas. Estas empresas podem ser ranqueadas pelo índice ESG, mas, muito mais que isso, podem trazer melhorias para o mercado, a sociedade e seus colaboradores.

Os três pilares do ESG têm alguns princípios que podemos trazer para a realidade das cervejarias e com muitos benefícios.

A transição para energias renováveis como a solar, por exemplo, além da redução do impacto ambiental, pode gerar uma considerável redução de custos, ainda indicando que a empresa tem uma governança controlada, com a redução da emissão de CO2 com tratamento e reuso ou neutralização. Algumas cervejarias já têm investido em projetos de energia mais limpa, compra e venda de créditos de carbono.

Um sistema de gestão ambiental (SGA) é uma das ferramentas que pode ajudar as empresas a manter a política ambiental adequada às normas estabelecidas por lei, com redução dos impactos e controle de custos. Mesmo que não haja um sistema de gestão oficialmente implementado, algumas ações podem ser praticadas, como a gestão dos resíduos. Na cervejaria, tudo pode ser reaproveitado. É importante pensar em soluções para redução na geração dos resíduos. E uma boa gestão de perdas, impacta positivamente.

A reutilização também é importantíssima e aqui posso destacar facilmente o bagaço sendo destinado para ração ou mesmo para produção de biocombustível, autólise e secagem de levedura para ração animal. Também o reuso da água, seja em estações fixas de CIP com reutilização de soluções e reaproveitamento de água da enxágue dos tanques, tanques de água quente, reaproveitamento de retrolavagem do filtro, desaeração e esterilização de linhas, eficiência do resfriamento de mosto, reaproveitamento de água de chuva, otimização de torres de resfriamento, evitar o uso de “vassoura hidráulica”, medir os consumos, instalar de medidores de vazão e condutivímetros, promover a conscientização dos funcionários. A escassez de água é uma preocupação global, e as cervejarias estão buscando maneiras de reduzir seu consumo e desperdício dela e de outros recursos com formas criativas também para destinação, como compostagem de resíduos orgânicos e uso de materiais de embalagem recicláveis ​​ou biodegradáveis.

O engajamento com a comunidade e a responsabilidade social poderiam e deveriam ter um foco maior no mercado cervejeiro, mas ainda são uma realidade distante. Este é o ponto mais frágil dos três pilares. A diversidade e inclusão ainda é tratada como um assunto distante da maior parte das cervejarias. Saúde e segurança dos funcionários também é um tema fundamental, obrigatório e inegociável que ainda é insuficiente. A relação das empresas com a comunidades locais através de programas de voluntariado, parcerias com organizações sem fins lucrativos e campanhas de conscientização são exemplos de boas práticas que acontecem pouco, pelo menos por enquanto. As questões sociais não devem ser utilizadas apenas como ferramenta de marketing, mas de transformação socioambiental.

Para implementar essas práticas, as cervejarias podem seguir algumas dicas:

– O comprometimento da liderança é essencial para impulsionar a mudança em direção à sustentabilidade.

– Avaliar o impacto de maneira detalhada do ciclo de vida da cerveja e identificar áreas-chave para melhoria é fundamental para melhoria da governança.

– Estabelecer metas que sejam mensuráveis pode parecer clichê, mas se definidas da maneira corretas e acompanhadas, podem gerar a redução de emissões de carbono, consumo de água, gestão de resíduos, percentual adequado e importante para diversidade do quadro da empresa com pessoas negras, mulheres, pessoas trans, PCD.

– Engajar os funcionários em todo o processo de implementação, promovendo a conscientização e incentivando ideias inovadoras. A cultura se vive, não se impõe.

– Ter parcerias estratégicas trabalhando em colaboração com fornecedores, clientes e comunidades locais pode ampliar o impacto das iniciativas de sustentabilidade.

Para iniciar o processo na sua cervejaria, basta começar com pequenas mudanças, depois expandindo gradualmente. Isso pode incluir a implementação de práticas de conservação de energia e água, a introdução de programas de reciclagem e a realização de auditorias ambientais para identificar áreas de melhoria. Contratar uma consultoria de diversidade que te ajude a ter uma equipe com pluralidade de vivências e ideias vai agregar muito na sua empresa. Cada vez mais as empresas estão reconhecendo a importância da sustentabilidade não apenas como uma responsabilidade corporativa, mas também como uma fonte de vantagem competitiva e uma maneira de atender às expectativas dos consumidores. Integrar práticas simples de ESG pode melhorar não apenas o desempenho ambiental e social, mas também fortalecer a reputação da sua marca e promover seu crescimento.


Chiara Barros é proprietária do Instituto Ceres de Educação e Consultoria Cervejeira. Engenheira Química, especialista em Biotecnologia e Bioprocessos, em Gestão da Qualidade e Produtividade e em Segurança de Alimentos, além de cervejeira e sommelière de cervejas.

Produção de bebidas alcoólicas cresce 4,7% no 1º semestre

A produção de bebidas alcoólicas no Brasil aumentou 4,7% no primeiro semestre de 2024, de acordo com dados divulgados pelo IBGE na Pesquisa Industrial Mensal. Esse crescimento reflete uma aceleração em junho, com alta de 8,5% em relação ao mesmo mês de 2023.

Esse crescimento robusto representa recuperação em relação à retração observada em maio, levando a atividade a acumular avanço de 2,9% no período de 12 meses iniciado em julho de 2023.

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Os dados de junho para a produção de bebidas alcoólicas superaram as estimativas da XP Investimentos em 4,9%. Diante disso, a XP revisou suas previsões para os volumes de cerveja da Ambev no Brasil para o terceiro e quarto trimestres de 2024, agora estimados em 23,440 milhões de hectolitros e 25,755 milhões de hectolitros, respectivamente.

Considerando que a Ambev vendeu 43,578 milhões de hectolitros de cerveja no Brasil no primeiro semestre, a estimativa da XP sugere que a empresa pode fechar 2024 com um total de 92,773 milhões de hectolitros.

Apesar do otimismo provocado pela divulgação dos dados da produção de bebidas alcoólicas do primeiro semestre no país, a XP manteve a recomendação neutra para ação da companhia. “Embora os riscos de queda de volume diminuíram, mantemos nossa classificação Neutra devido aos ventos contrários nos custos das commodities, juntamente com a competição mais acirrada no Brasil, levando a gatilhos claros limitados no horizonte previsível”, diz, em relatório.

O forte crescimento da produção de bebidas alcoólicas em junho foi um fator-chave para a expansão de 2,4% na fabricação de bebidas no mês, em comparação com junho de 2023, e de 3,5% em relação a maio de 2024. A expansão foi de 4,7% no primeiro semestre e de 4,8% nos 12 meses iniciados em julho de 2023.

A produção de bebidas não alcoólicas acelerou 2,5% em junho em relação ao mesmo mês de 2023. O crescimento da atividade foi de 5,5% no primeiro semestre de 2024 e de 3,5% desde julho do ano passado.

A atividade industrial brasileira também apresentou forte expansão em junho, com alta de 4,1% em relação a maio e de 3,2% em comparação com junho de 2023, após dois meses de queda. Esse desempenho resultou em aumento de 2,6% na produção industrial no primeiro semestre de 2024 e de 1,5% nos últimos 12 meses.

Com esses resultados, a produção industrial ultrapassa o patamar pré-pandemia (2,8% acima de fevereiro de 2020), mas ainda está 14,3% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

“O avanço mais acentuado observado em junho de 2024 está relacionado não só com a base de comparação depreciada, explicada pelos dois meses consecutivos de queda na produção, mas também pela volta à produção de várias unidades produtivas que foram direta ou indiretamente afetadas pelas chuvas ocorridas no Rio Grande do Sul em maio de 2024”, diz o gerente da pesquisa, André Macedo.

Das 25 atividades investigadas pela pesquisa, 16 apresentaram crescimento em junho. As influências positivas mais significativas vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (4,0%), produtos químicos (6,5%), produtos alimentícios (2,7%) e indústrias extrativas (2,5%).

Turatti tem os 2 melhores rótulos da etapa Nordeste da Copa Cerveja Brasil

A Turatti foi o principal destaque da etapa Nordeste da Copa Cerveja Brasil, organizada pela Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva). Em premiação realizada no Mercadão da Bahia, em Lauro de Freitas, a marca de Fortaleza se consagrou com as duas melhores cervejas da competição, que distribuiu 43 medalhas.

A melhor cerveja da etapa Nordeste, que ganhou a medalha de ouro na categoria Best of Show, foi a Lagoa Gose Goiaba, da Turatti. Além de sal e acidez discreta, a cerveja também leva goiaba na receita.

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A medalha de prata no Best of Show, que reúne cervejarias premiadas de todos os estilos, foi para outro rótulo da Turatti: a Torta de Framboesa com Maracujá, do estilo Mixed-Culture Brett Beer.

O pódio da disputa do Best of Show foi completado pela cervejaria Uçá, de Aracaju. O bronze ficou com a Fiducanso, uma Russian Imperial Stout maturada em barris de madeira, inscrita na categoria Wood and Barrel Aged Beer.

“Os resultados da etapa Nordeste mostram a riqueza que a diversidade de insumos e técnicas dos estados da região agregam às cervejas brasileiras. São madeiras, frutas, acidez e microorganismos que trazem sabor local e complexidade aos produtos”, afirma o presidente da Abracerva, Gilberto Tarantino.

A Turatti também foi a cervejaria com mais medalhas na disputa por estilos da etapa do Nordeste da Copa Cerveja Brasil. Foram seis, sendo dois ouros, para os rótulos premiados no Best of Show, três pratas e um bronze. A Caatinga Rocks, de Maceió, também levou dois ouros na etapa Nordeste da Copa Cerveja, além de uma rata. E a relação das multimedalhistas de ouro é completada pela 3Barcaças, de Ilhéus (BA), com duas conquistas.

A Copa Cerveja Brasil é realizada em etapas regionais, com as premiadas se classificando para a grande final, a ser realizada em São Paulo. Antes da etapa Nordeste, a competição já havia passado, neste ano, por Brasília, que recebeu a disputa do Centro-Oeste, e São Paulo, palco da competição do Sudeste. A premiação cervejeira agora seguirá para Belém, sede da etapa do Norte, que antecederá a disputa do Sul.

A realização da Copa Cerveja Brasil faz parte do roadshow Conexão Cerveja Brasil, que inclui um festival que reuniu dez cervejarias baianas em Lauro de Freitas, além de um congresso cervejeiro.

Ambev vende mais no país, mas lucro cai por impostos e mercado externo

A Ambev registrou um lucro líquido ajustado de R$ 2,681 bilhões no segundo trimestre de 2024, uma queda de 8,3% em comparação com o mesmo período de 2023 e atribuiu essa redução à “menor dedutibilidade” de impostos de renda no período. Isso, inclusive, minimizou o impacto positivo do aumento das vendas de cerveja, especialmente no Brasil, além do crescimento do Ebitda e da receita líquida.

No trimestre, a receita líquida da Ambev aumentou 6,1%, alcançando R$ 20,044 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado cresceu 10,2%, atingindo R$ 5,811 bilhões. O volume de vendas nos diferentes mercados teve aumento modesto de 0,4%, totalizando 41,454 milhões de hectolitros. “O primeiro trimestre de 2024 foi bom. O segundo foi melhor. E começamos julho bem”, afirmou o CEO da Ambev, Jean Jereissati, durante teleconferência para apresentação dos resultados do segundo trimestre.

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A operação de cerveja no Brasil foi responsável por mais da metade das vendas da Ambev no período, com 22,004 milhões de hectolitros, aumento de 2,9% em relação ao segundo trimestre de 2023. As vendas de bebidas não alcoólicas cresceram ainda mais, com alta de 7,7%, resultando em crescimento total de 4,1% nas operações no país. “Estamos confiantes no crescimento de volumes no Brasil. Tivemos novamente um recorde de volumes para o segundo trimestre”, afirmou Jereissati.

Nos comentários da administração, a Ambev destacou o lançamento e a distribuição nacional da Corona Cero, cerveja zero álcool patrocinadora global dos Jogos Olímpicos, como um dos pontos altos do segundo trimestre. Além disso, a Stella Pure Gold, agora disponível em latas de 269ml, 350ml e 473ml, representa mais de 17% dos volumes totais da família Stella Artois.

As marcas premium e super premium aumentaram seus volumes em mais de 10%, impulsionadas por Corona, Spaten e Original. “No segmento core plus, o desempenho da família Budweiser levou a um crescimento de volumes próximo a 20% (high-teens), enquanto as marcas core permaneceram resilientes, entregando um aumento de um dígito baixo impulsionados por Brahma e Antarctica”, informou a companhia.

A Ambev também informou que o GMV (volume bruto de mercadorias) do Zé Delivery cresceu 15% em relação ao segundo trimestre de 2023, gerando mais de 16 milhões de pedidos, um incremento anual de 13%. O GMV do Bees Marketplace expandiu 32%.

Apesar dos bons resultados no mercado interno, a companhia enfrentou desafios em alguns mercados internacionais. As vendas caíram 13,7% na América Latina Sul e 6,9% no Canadá. Além disso, o principal desafio para a Ambev no período, segundo seus executivos, envolveu os custos com impostos de renda, que atingiram R$ 1 bilhão, segundo o diretor financeiro da companhia, Lucas Lira. “As principais questões da gestão dizem respeito aos próximos passos da Ambev no desenvolvimento das reformas fiscais do Brasil”, alertou o Citi em relatório.

IPA Day SP reunirá 25 cervejas de 12 subestilos; veja lista

A cidade de São Paulo receberá, em 3 de agosto, a quarta edição do IPA Day SP, um festival dedicado exclusivamente às cervejas do estilo India Pale Ale (IPA), que volta a ocorrer em 2024. O evento será realizado na Cervejaria Tarantino e contará com a degustação de 25 rótulos de IPAs, incluindo 12 subestilos variados, produzidos por 25 cervejarias, sendo duas dessas cervejas em colaboração. Além disso, dez rótulos são inéditos.

O festival, que acontece desde 2019, adota um formato open bar, com cervejas servidas diretamente de beer trucks e kombis estilizadas. Além das tradicionais American IPA e West Coast IPA, os visitantes poderão experimentar versões mais intensas, como Double IPAs e Triple IPAs, e opções mais leves, como Session IPAs. Entre as inovações deste ano, estão IPAs com frutas tropicais, incluindo uma New England IPA com caju e uma Sour IPA com pêssego.

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O evento também apresentará IPAs que incorporam terpenos de cannabis, com três rótulos disponíveis, além de receitas que utilizam lúpulos brasileiros. As Black IPAs estão de volta, com duas receitas, mas o cardápio do festival é predominantemente dominado pelas New England ou Juicy IPAs e suas variações, com 11 rótulos ao todo.

As cervejarias participantes vêm de diversas regiões do estado de São Paulo, abrangendo tanto marcas consolidadas quanto estreantes. Entre as representantes da capital estão Los Forajidos, Bareô, Dinastia, Juan Caloto, Croma, Dogma, Trilha, Calmaria, Mad Lizard e a própria Tarantino.

Além dessas, cervejarias de outras localidades também marcarão presença, como SBC (São Bernardo do Campo), Sigilo Total e Trimudas (Santo André), Racing Beer (Barueri), T-Rex (Diadema), Escafandrista e Em Nome do Malte (Piracicaba), Everbrew, Manube e Santista (Santos), SP-330 e Maltesa (Ribeirão Preto), Locals Only (São Sebastião), Tesla (Campinas) e BR Brew (Sertãozinho).

“Sempre mesclamos no IPA Day marcas consolidadas com novas cervejarias, oferecendo tanto cervejas de linha quanto lançamentos exclusivos para o festival. Este ano, teremos dez cervejas inéditas! O público aprecia revisitar os clássicos, mas também se surpreende com as novidades de um mercado em constante crescimento”, explica o organizador do IPA Day SP, Rafa Moschetta.

Confira as cervejarias participantes do IPA Day SP 2024, com suas cervejas e subestilos:

Bareô: Freya – Session Juicy IPA
Calmaria e Trimudas: Triângulo da Calmaria – Black IPA
Croma: Cajux – NEIPA com caju
Dinastia: Onyx – New England / Juicy IPA
Dogma: Rizoma – Double IPA
Em Nome do Malte: Holy Breeze – West Coast IPA
Escafandrista: Swamp Monster With a Hard on For Thiols – Triple NEIPA
Everbrew: Everterps Kosher Tangie – New England / Juicy IPA
Juan Caloto: Un Peso En El Paso – West Coast IPA
Locals Only: Terpened Hops of Dogtown – West Coast IPA com terpenos
Los Forajidos Brewing Co.: Port Of Liberty – Double NEIPA
Mad Lizard: The Greener – Double NEIPA
Maltesa: Princess Peach – Sour IPA com pêssego
Manube: Terra Brasilis – New England / Juicy IPA
Racing Beer: Back on Track – New England / Juicy IPA
Santista: Praça da Independência – American IPA
SBC Cervejaria: Hércules Veio Hoje – West Coast IPA
Sigilo Total :Basket Hazy – Double NEIPA
SP-330 e BR Brew: VIVA TU! – New England / Juicy IPA
Tarantino: Manga IPA – West Coast Hazy IPA; Micro IPA – Session IPA e Miracle IPA – American IPA
Tesla: Pierre Acende E Corre – NEIPA com terpenos e flor de sal
T-Rex: Toro Black IPA – Black IPA
Trilha: Grão Supreme – Juicy Coffee IPA