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Com Hofbräu, Brasil consolida tendência de “nacionalizar” rótulos estrangeiros

A importadora Bier & Wein vai iniciar em setembro a produção no Brasil de dois rótulos da Hofbräu (HB), uma das cervejarias mais tradicionais da Baviera, na Alemanha. Além da Munich Helles, a Weissbier também passa a ser fabricada nacionalmente — um marco histórico, já que é a primeira vez que ela é feita com finalidade de distribuição fora de seu país de origem. Com isso, a HB se torna mais uma das marcas estrangeiras que nos últimos anos começaram importadas e depois passaram a ser feitas por aqui. Brooklyn, Ballast Point e até Blue Moon já seguiram esse mesmo caminho. O modelo traz muitas vantagens e tem se firmado alternativa à importação, que sempre foi complexa em nosso país e se tornou muito cara com a desvalorização da moeda brasileira.  Nos últimos dez anos, o Real acumula perda de mais de 80% do valor frente ao dólar americano.

Segundo adiantou a assessoria de imprensa da Bier & Wein ao Guia da Cerveja, os rótulos serão produzidos em duas cervejarias diferentes do interior de São Paulo a partir deste mês de setembro. E essa nacionalização coloca o Brasil como protagonista num projeto de expansão internacional da Hofbräu. “O que convenceu os alemães da HB a escolher o Brasil foi a força do nosso mercado. Somos o terceiro maior consumidor de cerveja do mundo, e temos know-how acumulado em mais de 30 anos como importador e fabricante”, explica Marcelo Stein, sócio da Bier & Wein.

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A fabricação local será realizada sob licença e supervisão de mestres cervejeiros de Munique. A receita seguirá os padrões originais da Hofbräu, com algumas adaptações. “Os únicos ingredientes nacionais serão o malte Pilsen e a água. Já os maltes especiais, lúpulos e a levedura continuarão sendo importados. No caso da Weiss, vamos contratar uma empresa especializada para manter e propagar a levedura aqui no Brasil”, detalha Stein.

Hofbräu e as vantagens de nacionalizar a produção

A iniciativa da HB segue um movimento de nacionalização da produção que já vem sendo adotado por outras marcas. Brooklyn Brewery, Ballast Point e Blue Moon, por exemplo, já possuem produção local de rótulos que antes eram importados. Algumas das principais vantagens da fabricação local são a garantia de mais frescor do produto, além de maior competitividade e disponibilidade no mercado brasileiro.

Marcelo Stein, sócio da Bier & Wein, explica que know-how em importação e produção da empresa foi fundamental para atrair atenção da cervejaria alemã para o Brasil (Crédito: Bier & Wein / Divulgação)
Marcelo Stein, sócio da Bier & Wein, explica que know-how em importação e produção da empresa foi fundamental para atrair atenção da cervejaria alemã para o Brasil (Crédito: Bier & Wein / Divulgação)

Para os consumidores, a principal mudança é sentida no bolso. No caso da HB, por exemplo, sem as taxas de importação e custos logísticos, a expectativa é de uma redução em torno de 20% no valor final do produto. Além disso, a cerveja chegará mais fresca e estará muito mais disponível nas prateleiras dos supermercados e bares. “A produção local vai permitir abastecer o Brasil de forma mais contínua, em muito mais pontos de venda”, reforça Stein.

A qualidade da cerveja foi o que fez a Brooklyn optar por uma produção nacional. A marca americana, que é uma das principais artesanais do mundo, está sendo produzida pela cervejaria curitibana Maniacs no Brasil desde 2018. Recentemente, a cervejaria publicou um vídeo do Garrett Oliver, mestre cervejeiro da marca e autor do guia Oxford da cerveja, contando da dificuldade que era exportar as cervejas para o Brasil sem perder qualidade. “Enviávamos as cervejas de Nova York de navio num trajeto que era todo ensolarado, então, às vezes, a cerveja chegava meio cozida. A gente colocava a melhor refrigeração, mas ela não chegava aqui na sua melhor forma. Então, é ótimo que a Maniacs esteja fabricando no Brasil porque ela fica muito mais fresca”. 

A presença de marcas internacionais de referência também causa um ganho de marketing para quem produz. Em junho de 2024, foi a vez da californiana Ballast Point iniciar a sua produção nacional, em parceria com a cervejaria Stadt Jever, de Belo Horizonte (MG). Para o mestre cervejeiro mineiro e fundador da marca, Miguel Carneiro, a permissão para fabricação do rótulo americano em sua cervejaria foi motivo de grande prestígio. “Para mim foi um sonho porque a primeira cervejaria que quis visitar quando estive na Califórnia em 2013 foi a Ballast Point”, disse Miguel à jornalista Fabiana Arreguy no programa Sextou Happy Hour da Rádio CDL FM de Belo Horizonte na época do anúncio da produção local. Os primeiros lotes se esgotaram rapidamente. 

Brooklyn Lager foi o primeiro rótulo da cervejaria norte-americana a ser fabricado no Brasil (Crédito: Maniacs / Divulgação)
Brooklyn Lager foi o primeiro rótulo da cervejaria norte-americana a ser fabricado no Brasil (Crédito: Maniacs / Divulgação)

A prática é até mais antiga entre os gigantes do mercado cervejeiro, que chegam a importar rótulos do seu portfólio internacional e depois produzem localmente. É o caso, por exemplo, da Hoegaarden, da Ambev. E para mencionar um caso recente, o Grupo HEINEKEN optou por produzir nacionalmente a Blue Moon em 2022, que chegou a ser importada pela imprensa em 2021 e, antes disso, pela importadora Interfood desde 2019. 

Outra marca internacional produzia em Terras Tupiniquis é a cerveja alemã Weltenburger, uma das mais antigas do mundo. No entanto, diferente das demais mencionadas, começou a ser vendida no Brasil em 2010 e teve sua produção nacionalizada desde o início. Trazida pelo Grupo Petrópolis — dono das marcas Crystal, Itaipava e Petra —, ela é produzida na fábrica de Teresópolis (RJ), utilizando as mesmas receitas e matéria-prima do mosteiro. 

“No Brasil, todas as cervejas da linha Weltenburger utilizam o mesmo malte importado da Alemanha, usado no mosteiro da Baviera. Além da clássica Anno 1050 (uma Lager alemã do estilo Märzenbier), produzimos também a Barock Dunkel (uma das mais antigas cervejas puro malte escuras do mundo), a Kloster Hefe-Weissbier Dunkel (cerveja escura de trigo, preparada conforme a antiga tradição das cervejas de trigo da Baviera) e a Urtyp Hell (puro malte tipo Pilsen de baixa fermentação)”, afirma o Grupo Petrópolis em seu site oficial.

Para Stein, a produção local de cervejas internacionais, além de democratizar o acesso ao produto, traz um ganho cultural importante. “Há 25 anos, a Bier & Wein introduziu a categoria Weissbier no Brasil e ajudou a transformar o paladar do consumidor. Agora, com a Hofbräu nacionalizada, damos um passo a mais para aproximar a tradição de Munique do público brasileiro”.

Mondial de La Bière 2025: tudo o que você precisa saber para curtir o evento

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Se você não garantiu seu ingresso, é bom correr. Faltam cerca de dez dias para o Mondial de La Bière 2025 no Rio de Janeiro (RJ). De 11 a 14 de setembro, quinta-feira a domingo, o público poderá curtir mais de 1,5 mil rótulos nacionais e internacionais, apreciar várias atrações em três palcos simultâneos, experimentar cervejas feitas especialmente para o evento e conhecer os vencedores do MBeer Contest, o concurso oficial do evento. Com nova gestão, o evento terá área kids e até ingresso open beer para os aficionados. A expectativa é receber 50 mil pessoas nos Armazéns 3, 4 e 5 do Pier Mauá.

>>> Leia também: 10 cervejarias que você deve visitar no Mondial de La Bière no Rio

Segundo a organização, o evento deve impactar 3 milhões de pessoas, somando público presencial, mídia espontânea e ativações digitais, movimentar R$ 13 milhões na economia do Rio de Janeiro e reunir cerca de 300 marcas parceiras. O patrocínio master é da Estrella Galicia com apoio de Seara, Zig, Ingresse e Therezópolis.

Confira tudo o que você precisa saber para curtir o evento:

Ingressos

Se você quer ir ao evento, deve se apressar para garantir seu ingresso. Nesta segunda-feira, 6h, momento da publicação dessa matéria, alguns tipos de entradas para os dias mais concorridos já estavam esgotados. Todas as modalidades para sábado (13), por exemplo, já haviam sido vendidas. Para quem quer participar do dia mais disputado, resta a alternativa de comprar o passaporte de quatro dias, que continua sendo comercializado com a data. Além disso, o ingresso de meia-entrada já havia se esgotado na sexta (12) e domingo (14), restando somente o Cervejeiro Solidário.

Os ingressos já estão disponíveis em diversos formatos na plataforma Ingresse. O ticket Cervejeiro Solidário tem valor de meia-entrada mediante a doação de um quilo de alimento não perecível (valor de R$ 120 + taxas); o Passaporte é válido para os quatro dias de festival (valor de R$ 340 + taxas); e também há as opções de inteira (R$ 240 + taxas) e meia-entrada conforme a legislação vigente.

Esse ano a novidade é o Ingresso Experiência (R$ 350 + taxas), que é open beer de sete rótulos rotativos e inclui uma série de vantagens como: copo térmico exclusivo, visão privilegiada do palco principal, ativações de marca exclusivas, fast pass na entrada do evento, acesso a duas áreas exclusivas com vista privilegiada (onde estarão as cervejas do open beer) e desconto em produtos da marca.

Data, horário e local

É básico, mas há muitas dúvidas sobre data, horário e local do Mondial de La Bière 2025 que estão pipocando nos buscadores pela internet. Então, vale o lembrete:

  • Data: 11, 12, 13 e 14 de setembro de 2025
  • Horário: quinta-feira e sexta-feira, das 16h à 0h; sábado, das 14h à 0h; domingo, das 13h às 21h.
  • Local: Armazéns 3, 4 e 5 do Pier Mauá (Av. Rodrigues Alves, 10 – Praça Mauá – Rio de Janeiro – RJ)
  • Como chegar: Dê preferência para o transporte público. Nas estações Central, Carioca e Cinelândia do Metrô Rio faça a integração com o VLT Carioca e salte na Parada dos Navios, bem em frente à entrada do festival.
  • Mais informações: No site oficial do Mondial.

Cervejas

Bodebrown, Odin Hocus Poccus, Three Monkeys e muitas outras estão entre os nomes confirmados para o evento (Crédito: Mondial de La Bière / Divulgação)
Bodebrown, Odin, Hocus Poccus, Three Monkeys e estão entre as cervejarias confirmadas para o evento (Crédito: Mondial de La Bière / Divulgação)

O Mondial de la Bière 2025 vai contar com uma seleção de peso para quem busca novidades e qualidade no universo da cerveja artesanal. Entre os primeiros nomes anunciados estão a Odin, de Itaipava (RJ), e a Bodebrown, de Curitiba (PR), que representam tradição e inovação na produção nacional. Conhecida por suas receitas inspiradas na cultura viking e envelhecidas em barris de carvalho, a Odin leva ao festival sua identidade rústica e marcante. Já a Bodebrown, uma das mais premiadas do país, retorna ao Mondial com um histórico de cinco vitórias no Mbeer Contest, além de colaborações internacionais de destaque, como a Trooper Brasil IPA da banda Iron Maiden.

A lista de confirmações cresceu com a chegada de cervejarias que representam diferentes regiões e estilos. Do Rio de Janeiro, a criativa Hocus Pocus e a premiada Three Monkeys prometem rótulos ousados, enquanto a Mistura Clássica, de Volta Redonda, leva ao evento sua interpretação refinada de estilos consagrados. De São Paulo, nomes como a inovadora Dádiva, com alcance internacional, e a Spartacus, da capital, reforçam a cena paulista. O festival ainda contará com a Brewpoint, de Petrópolis (RJ), a mineira Culundria e a Alpendorf, de Nova Friburgo (RJ), que preserva a tradição alemã em suas receitas.

Além das nacionais, o evento terá importadas, como a belga Delirium, conhecida mundialmente pelo rótulo do elefante rosa e suas cervejas premiadas. Além disso, a Buena Importadora levará uma seleção de rótulos estrangeiros para o evento. Marcam presença também cervejarias autorais e independentes como Rabugentos, Mad Brew, Matisse, Folívora, Fractal, Ravache, Malteca, Doutor Duranz, Colina, Farrabier, Denker e Sundog Brewing.

A edição também marca a estreia dos rótulos criados a partir do Desafio Mondial, ação de cocriação que envolveu o público diretamente no processo de escolha de estilos, ingredientes e identidade visual. A campanha, realizada em julho pelo Instagram do festival, reuniu as cervejarias Hocus Pocus, Rabugentos, Severa+Órbita e Three Monkeys. Cada uma desenvolveu um rótulo inédito com base nas votações abertas, e as cervejas agora chegam ao Píer Mauá como lançamentos oficiais, disponíveis apenas durante os quatro dias de evento. 

Outro ponto alto será o MBeer Contest, concurso oficial do festival. A premiação retorna este ano com estilos emergentes e colaborações criativas. O anúncio dos vencedores será feito no último dia de festival e promete coroar alguns dos melhores rótulos da cena nacional e internacional.

Sob nova direção

Este ano também marca a chegada de uma nova gestão à frente do festival — formada por Gabriel Pulcino, Vicente Donnici e Isa Barbosa — que traz uma visão estratégica de futuro e posiciona o evento como uma plataforma de marca viva, com atuação contínua ao longo do ano, para além dos dias de festival. 

“A nova fase do Mondial é sobre gerar conexões de verdade. Não queremos apenas realizar um grande evento, mas criar uma marca cultural com presença, relevância e impacto. O festival continua sendo o principal ponto de encontro dos apaixonados por cerveja, mas agora se abre também para novas tribos, famílias, creators, marcas e experiências que enriquecem o território onde atuamos”, explica Gabriel Pulcino, CEO do projeto.

Atrações do Mondial de La Bière 2025

A edição 2025 marca um crescimento significativo no volume e na diversidade de experiências: serão 75% mais ativações e interações sensoriais em comparação à edição anterior. Estão previstas áreas instagramáveis, espaços de co-criação com marcas, line-up musical com artistas nacionais, zonas de convivência ampliadas, experiências gastronômicas e novos espaços pensados para públicos variados — de beer geeks a famílias e entusiastas de cultura e lifestyle.

Um dos grandes destaques desta edição será a área kids, que chega pela primeira vez ao festival com brinquedos e atividades lúdicas para garantir a diversão das famílias. Além das bandas e DJs, os palcos também terão shows de humor. No sábado (13) e domingo (14), o ator e humorista Paulinho Serra se apresenta com esquetes inéditas de stand-up comedy. Também existirão diversas opções gastronômicas para matar a fome de boas comidas do público.

Confira a programação completa:

Quinta-feira – 11/09

  • Baia
  • Charlie Brown Junior com DZ6
  • Samba Que Elas Querem
  • Tchopu — Tributo ao Pearl Jam
  • Postmix
  • DJs: Rapha Lima, Rafa M

Sexta-feira – 12/09

  • Toni Garrido
  • Baile do Saddam
  • Casa de Marimbondo
  • Supernova
  • Eu Convidado
  • DJs: Só Lyma, Ise, Rafa M

Sábado – 13/09

  • Rodrigo Santos
  • Samba de Santa Clara
  • Dave Matthews Band Cover
  • Gabi Pasche
  • Maggy
  • Samba do Rafinha
  • Big Knows
  • The Bad Cops
  • DJs: Soulcodare, Nepal, Yasmin Vilhena, Rafa M

Domingo – 14/09

  • Moacyr Luz & Samba do Trabalhador
  • SIBC
  • Pagode da Beta
  • Samba do Xoxo
  • Mais do Mesmo — Tributo à Legião Urbana
  • Dave Matthews Band Cover
  • DJs: Nicole Nandes, Tamempi, Tulio, Rafa M

O potencial turístico das plantações de lúpulo

O lúpulo é um ingrediente fundamental na produção de cerveja, e vivenciar as plantações onde ele é cultivado pode ser uma experiência enriquecedora.

Digo “pode” porque esse primeiro capítulo da história que está sendo escrita no país ainda está muito voltado para o campo propriamente dito. Pesquisas, qualificação de mão de obra, equipamentos e demais insumos ainda são etapas importantes a serem desenvolvidas.

Mas caminhar por campos de lúpulo, aprendendo sobre o processo de cultivo e colheita desse ingrediente precioso, é uma experiência rica e prazerosa, sendo uma oportunidade de conhecer de perto a produção de cerveja e entender melhor o que torna cada rótulo único. 

Para os amantes de cerveja, as plantações de lúpulo são um verdadeiro santuário, onde podem descobrir os segredos por trás de suas cervejas favoritas.

>>> Leia também: Campos de lúpulo, campos de guerra

A combinação de natureza, cultura e gastronomia torna as plantações de lúpulo um destino turístico atraente. Além disso, a experiência de ver o lúpulo sendo cultivado e colhido, o que acontece a princípio uma vez por ano, é um verdadeiro encantamento para os amantes de cerveja, que podem apreciar a dedicação e o cuidado dos produtores com a qualidade do ingrediente.

Essa vivência pode até mesmo inspirar os visitantes a criarem suas próprias receitas de cerveja ou apreciar ainda mais as nuances de sabor e aroma que o lúpulo proporciona. É um destino perfeito para quem busca uma experiência mais autêntica e conectada com a terra e com a paixão pela cerveja.

Por isso, é importante que as fazendas se preparem para receber esse visitante e para que a experiência se torne única. Na Serra do Rio de Janeiro, foi oferecida aos produtores de lúpulo uma capacitação na qual eles têm o primeiro contato com a linguagem do turismo. É importante entenderem que o turismo fomenta economicamente os negócios com uma renda extra.

Precisarão estar preparados: ter infraestrutura para o visitante; ter um produto turístico, com experiências formatadas e precificadas, para que as agências de viagem possam incluí-las no portfólio do turismo cervejeiro. E estar atentos às oportunidades, como a de promover grandes eventos nas datas de colheita do lúpulo.

Seguiremos aqui, explorando como tem sido formatadas essas visitas, com foco total na hospitalidade e no encantamento.

Até a próxima parada!

Ana Cláudia Pampillón é turismóloga e sommelière de cervejas, tendo uma longa jornada de atuação no mercado turístico e cervejeiro do estado do Rio de Janeiro. Coordena há 10 anos a Rota Cervejeira RJ e também atua no mercado de lúpulo brasileiro, aproximando os produtores das cervejarias.

Menu Degustação: Concurso Brasileiro de Cervejas 2026 abre inscrições

O Concurso Brasileiro de Cervejas 2026 de Blumenau (SC) já está com inscrições abertas. É a 14ª edição da competição, que será realizada em março do próximo ano no município catarinense, em paralelo ao Festival Brasileiro da Cerveja. As cervejarias já podem submeter seus rótulos no site oficial para concorrer às premiações por estilos, além de melhores cervejarias e melhores cervejas da competição. 

>>> Leia também: Conheça as cervejarias premiadas no World Beer Awards 2025

Veja também nesse menu degustação que dois outros concursos também abriram inscrições esta semana: a Copa Sul-Americana de Cerveja (Bento Gonçalves–RS) e a 1ª edição da Copa Rio de Cerveja Artesanal. Além disso, Sindibebidas de Santa Catariana anuncia nova gestão; Heineken aposta em socialização do mundo real; Cervejaria Blumenau lança cerveja oficial da Okroberfest; IPA Day SP revela aprovação em pesquisa de satisfação; Dádiva e Mafiosa lançam cerveja colaborativa; e muitas festas e eventos pelo Brasil.

Concurso Brasileiro de Cervejas 2026

A competição abriu inscrições na quinta-feira (28). O primeiro lote, com valores especiais, vai até 31 de outubro e contempla também descontos para participantes da edição de 2025 e para cervejarias já confirmadas no festival. As inscrições podem ser realizadas no site oficial. Na última edição, o concurso recebeu 2,5 mil amostras.

Conselho Consultivo do Concurso Brasileiro de Cervejas de Blumenau (SC) conta com nomes de peso como Gordon Strong, presidente do BJCP (Crédito:  Daniel Zimmermann / Divulgação)
Conselho Consultivo do Concurso Brasileiro de Cervejas de Blumenau (SC) conta com nomes de peso como Gordon Strong, presidente do BJCP (Crédito: Daniel Zimmermann / Divulgação)

Entre as iniciativas confirmadas pela organização estão o Conselho Consultivo, formado por representantes de diferentes regiões do país e nomes como Gordon Strong, presidente do BJCP, que garante maior transparência e diversidade de vozes, e a ação social da “sacola surpresa”, que destina rótulos excedentes a entidades beneficentes — arrecadando cerca de R$ 8 mil em 2025. A coordenação técnica do concurso é da Escola Superior de Cerveja e Malte.

Abracerva lança cursos online em setembro

A Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) inicia em setembro uma série de cursos online e gratuitos dentro do projeto Conexão Cerveja Brasil, reunindo especialistas em cinco áreas do mercado cervejeiro: Jurídico, Comercial, Marketing, Hospitalidade e Serviço, e Gestão. A primeira aula acontece já nesta segunda-feira, 1º de setembro, com o advogado tributarista Marcos Moraes, Conselheiro Tributário da entidade, abordando a tributação das cervejarias. Os encontros serão transmitidos ao vivo, das 19h30 às 21h30, sem necessidade de inscrição prévia (basta acessar aqui). Entre os nomes confirmados estão ainda André Lopes, diretor jurídico da Abracerva e autor do primeiro livro sobre direito da cerveja, Janaina Pinho, estrategista comercial e idealizadora do Projeto Sirva-se, Filipe Bortolini, presidente da Associação Gaúcha de Microcervejarias, além de Aline Ferreira, juíza internacional de cervejas, e Francesca Sanci, consultora e coautora de O Livro da Cerveja. Com patrocínio de Sebrae, Globalfood, Hop France e Lallemand, e apoio da Academia da Cerveja e da Abralatas, a iniciativa busca promover atualização técnica, troca de experiências e integração entre profissionais e entusiastas em todo o país. Mais informações no site oficial ou Instagram da Abracerva.

Copa Sul-Americana 2026

A IV Copa Sul-Americana de Cerveja, realizada em Bento Gonçalves (RS), está com inscrições abertas até 20 de março de 2026 pelo site oficial, com recebimento de amostras entre 1º e 8 de abril e julgamento de 13 a 15 de abril. A festa de premiação acontece em 16 de junho, às 17h, durante a feira Envase Brasil no Bairro Fenavinho. Organizada em parceria com a Revista da Cerveja, a competição promete reunir cervejarias de todo o Brasil e da América do Sul para premiar destaques em diferentes escolas cervejeiras, reforçando seu papel como um dos principais fomentadores da cultura cervejeira no continente.

Copa Rio de Cerveja Artesanal

O Rio de Janeiro ganha sua primeira Copa de Cerveja Artesanal, criada para dar visibilidade à produção local e movimentar o mercado, que nos últimos anos perdeu diversas marcas e participação em concursos. Idealizado pelo juiz de competições e consultor Davi Jardim, em parceria com Fabricio Sayão e Leonardo Thuler — todos técnicos em Cervejaria pelo SENAI/FIRJAN e sommeliers —, o concurso terá premiação por estilos com base no guia da Brewers Association, além de troféus para melhores cervejarias por região, melhor brewpub e melhor cigana. Um estilo exclusivo, o RJ Hop Beer, foi criado para valorizar o lúpulo cultivado no estado. As inscrições vão até 31 de outubro pelo site oficial e a festa de premiação acontece em 23 de novembro, no Booze Bar, na Lapa.

BBA fecha inscrições promocionais

As inscrições com desconto para o Brazilian International Beer Awards (BBA) terminam em 31 de agosto. Até lá, cada amostra tem 50% de desconto por meio do site oficial. O evento será realizado de 6 a 9 de novembro em Alagoinhas (BA), reunindo dezenas de jurados internacionais e, nesta edição, introduzindo a “nota comercial”, selo que poderá estampar os rótulos como garantia de qualidade ao consumidor. Paralelamente ao concurso, acontece o Bahia Beer Festival e o Conib — Congresso Internacional da Cerveja.

Cervejaria Blumenau lança rótulo oficial da Oktoberfest 2025

Cervejaria Blumenau produz cerveja oficial da Okroberfest 2026 de Blumenau (SC) (Crédito: Cervejaria Blumenau / Divulgação)
Cervejaria Blumenau produz cerveja oficial da Okroberfest 2026 de Blumenau (SC) (Crédito: Cervejaria Blumenau / Divulgação)

A Cervejaria Blumenau anunciou que será a responsável pela produção da cerveja licenciada oficial da Oktoberfest Blumenau 2025. O rótulo, inspirado no cartaz da 40ª edição do evento, que acontece de 8 a 26 de outubro, será uma Pilsen Puro Malte leve e refrescante, com 4,1% de teor alcoólico, disponível em garrafas de 500 ml, 355 ml e growlers PET de 1,5 litro. O produto, em pré-venda, chegará ao mercado em setembro, com distribuição nacional em bares, restaurantes e supermercados, além de estar disponível durante a festa.

Bud patrocina NFL no Brasil

Budweiser anunciou que, pelo segundo ano consecutivo, será a cerveja oficial da NFL no Brasil, reforçando sua estratégia de associar a marca a grandes esportes e experiências de celebração. A parceria, destacada pela diretora de marketing Mariana Santos como forma de aproximar os fãs da energia e do espírito do futebol americano, inclui ativações que vão além das transmissões dos jogos, criando momentos de interação entre público e esporte. A marca da Ambev, que também patrocina NBA, Copa do Mundo Fifa e outros eventos, integra à plataforma esportiva a Bud Zero — linha sem álcool que cresceu 15% no segundo trimestre de 2025 — consolidando sua presença no segmento premium e no portfólio de inovação da companhia.

Heineken incentiva socialização

A Heineken lançou no Brasil a ação “Hijack Socialization”, parte da campanha global #SocialOffSocials, em parceria com a Dentsu, Netflix e Uber Advertising. A iniciativa selecionou cerca de 75 filmes e séries no catálogo da Netflix com cenas em bares, encontros e momentos de convivência para convidar o público a trocar as telas por experiências reais. Em momentos estratégicos, os espectadores recebem um aviso com QR Code que dá acesso a vouchers de R$ 25 da Uber — serão 10 mil distribuídos, um por CPF, para maiores de 18 anos. A campanha começou em 20 de agosto e segue até outubro ou enquanto durarem os cupons, reforçando a mensagem da marca de que conexões ao vivo são mais valiosas que o excesso de tempo em frente às telas.

Drinktec começa em setembro

De 15 a 19 de setembro, Munique, na Alemanaha, recebe a drinktec 2025, maior encontro global da indústria de bebidas e alimentos líquidos, reunindo cerca de 1,1 mil expositores em 11 pavilhões do Centro de Exposições da cidade. Reconhecida por apresentar soluções inovadoras em toda a cadeia de valor — de matérias-primas a logística e TI —, a feira terá 70% dos expositores vindos de fora da Alemanha, com destaque para Itália, EUA e China. A edição traz como novidade o Liquidrome, espaço no Pavilhão C4 dedicado a conhecimento e networking, com palestras, pitches de startups e degustações em um health bar, abordando temas como circularidade, IA, saúde e estilo de vida. A programação é gratuita e inclui ainda o DeepDive Lounge, voltado para inovação e conexões de mercado. Visitantes já podem consultar o banco de expositores e o Innovation Guide online, além de garantir ingressos antecipados com desconto no site oficial.

Nova gestão no Sindibebidas em SC

O Sindicato das Indústrias de Bebidas de Santa Catarina (Sindibebidas) empossou sua nova diretoria para o triênio 2025-2028, tendo como presidente Fernando José de Oliveira, diretor da Zehn Bier, de Brusque. A gestão ainda conta com Larissa Schmitt (Das Bier) na vice-presidência e nomes como Valmir Zanetti (Cerveja Blumenau), Michele Borck (Borck Cervejaria) e André Grützmacher (Balbúrdia) na diretoria, além de representantes de cervejarias como Wunder Bier, Schornstein e Big Jack no conselho fiscal. Fundado em 1973 e voltado exclusivamente ao setor de bebidas desde 2010, o sindicato representa mais de 300 empresas em mais de 250 municípios catarinenses, atuando em pautas trabalhistas, tributárias e regulatórias.

IPA Day SP mostra aprovação em pesquisa

Realizado em 9 de agosto no prédio histórico do antigo Moinho Matarazzo, o IPA Day São Paulo 2025 reuniu 40 rótulos de India Pale Ales em sintonia com a cultura urbana, com atrações que incluíram DJs, músicos, artistas de rua, basquete e fotografia instantânea. Pesquisa com o público, realizada pela própria organização, mostrou aprovação de 88% para a seleção de cervejas, servidas em degustação livre, e de 94% para o atendimento; 80% afirmaram que pretendem voltar em 2026. A edição também destacou desafios do setor, como ampliar o alcance das artesanais além do nicho de hopheads — somente 27% participaram pela primeira vez — e aumentar a presença feminina, que representou 35% do público. O IPA Day nasceu em Ribeirão Preto, em 2012, e desde 2019 tem versão paulista exclusiva para rótulos locais

Guarapuava (PR) aposta na Bierweg

Bierweg, tour de cervejarias artesanais, é aposta em Guarapuava (PR) (Crédito: Bierweg / Divulgação)
Bierweg, tour de cervejarias artesanais, é aposta em Guarapuava (PR) (Crédito: Bierweg / Divulgação)

A Bierweg, rota turística da cerveja em Guarapuava, no Centro do Paraná, reúne oito cervejarias artesanais parceiras — Donau Bier, Jordana Bier, Hank Bier, Metzgerbier, Água do Monge, Suábia, Irmandade e Heimdall — além de visitas a campos de cevada e lúpulo, à fábrica de malte da cidade e a pontos turísticos locais, consolidando a região como referência cervejeira e gerando renda e empregos. Criada em 2018 por Clayton Luiz de Andrade e Luiz Carlos Rossi Filho, a experiência inclui passeios guiados mediante agendamento, com transporte e guias especializados, e oferece roteiros customizados de acordo com o perfil do visitante. Além da “Rota Sensorial”, com degustação orientada, e da “Rota do Conhecimento”, que permite acompanhar toda a produção de uma receita. Guarapuava foi reconhecida como Capital Nacional da Cevada e do Malte em 2024.

Dádiva e Mafiosa lançam La Parola Data

Dádiva e Mafiosa lançam cerveja especial de aniversário de dez anos da Mafiosa (Crédito: Dádiva / Divulgação)
Dádiva e Mafiosa lançam cerveja especial de aniversário de dez anos da Mafiosa (Crédito: Dádiva / Divulgação)

As cervejarias Dádiva e Mafiosa lançaram juntas a La Parola Data, uma Modern Pils criada para celebrar os 10 anos da Mafiosa e a parceria entre as marcas, que começou em 2014 com a produção dos primeiros rótulos da cervejaria. Com 5,2% de teor alcoólico e lúpulo Luminosa, a receita traz aromas cítricos e frutados, corpo leve e perfil refrescante. O lançamento oficial acontece em 30 de agosto, na festa de aniversário da Mafiosa.

10 anos de Mafiosa

A comemoração dos 10 anos da Mafiosa começa às 11h no Giardino della Birra (Rua Paiquerê, 1540, Jd. Paiquerê), em Jundiaí (SP), com 12 torneiras de chope da marca, incluindo a nova cerveja, além de outra receita comemorativa, food trucks e shows ao longo do dia. E terá um dia inteiro de programação musical com Geraldo Barba Blue (13h), Toninho Laz e Banda (16h) e Soul Rock Trio (19h). A festa ainda conta com a Forneria Mafiosa servindo pizzas napolitanas, charcutaria e queijos, além do Burger 329 com hambúrgueres e porções. Entre as atrações estão lançamentos exclusivos no tap, um copo comemorativo especial e a presença de personagens históricos da cervejaria, prometendo um brinde à altura da década de trajetória.

Rock e cerveja em Mogi (SP)

O centro de conveniência ComVem Patteo Mogilar recebe neste sábado, 30 de agosto, das 12h às 21h, o evento Cerveja e Rock, que promete agitar Mogi das Cruzes (SP) com entrada gratuita. A programação inclui shows ao vivo de Red Hot Chili Peppers Tribute Brasil, Fichados – Tributo Charlie Brown Jr., Yellow – Coldplay Tribute Brazil, Grace – U2 Tribute Brazil, Tributo aos Beatles e a Banda Combo, destaque da região. Além da música, o público encontrará barracas de cerveja artesanal, torresmo, churrasco, hambúrguer, pastel, batata frita e doces, além de um espaço kids para as crianças. O evento acontece na Praça do ComVem, próximo à Pizza Hut, na Rua Manuel de Oliveira, 269, e reforça o papel do espaço como ponto de convivência e lazer para a comunidade.

Rock e cerveja em Curitiba (PR)

A cervejaria Bodebrown realiza neste sábado (30/8), das 9h às 18h, mais uma edição do Growler Day em sua fábrica, na Rua Carlos de Laet, 1015, no bairro Hauer, em Curitiba, com entrada gratuita. O evento reúne mais de 40 rótulos de cerveja, sendo 11 opções frescas nas torneiras, gastronomia inspirada na Bélgica e pratos como sanduíche de costela e burrata fresca, além de atrações musicais com Jack Vermouth, às 13h, e Os Malfeitos, às 15h, trio formado por Fábio Elias, Ivan Rodrigues e Giovanni Caruso. A programação inclui ainda Café Solidário, das 10h às 11h, em troca de três quilos de alimentos doados, visita guiada à fábrica com degustação de 10 rótulos (R$ 50 por pessoa) e venda de cervejas em chope, growlers PET, latas e garrafas, além de importadas.

Festa Belga em Resende (RJ)

A Elbers Bier, localizada na Serrinha do Alambari, em Resende (RJ), promove neste sábado (30), a partir das 14h, uma celebração da cultura cervejeira belga, reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. O evento terá apresentação do grupo de chorinho Nós nas Cordas, também Patrimônio Cultural pelo IPHAN, além de petiscos assinados pelo chef Eduardo Sarmento. Fundada em 2016 e situada em área de proteção ambiental, a Elbers adota práticas sustentáveis e firmou em 2023 parceria com o BioParque do Rio de Janeiro, lançando um rótulo em homenagem ao Macaco Tião.

Festa da Cerveja em Colombo (PR) terá Torresmo Day

A cidade de Colombo realiza nos dias 12, 13 e 14 de setembro a 5ª Festa da Cerveja Artesanal, no Parque Municipal da Uva, com entrada gratuita, estacionamento livre e espaço pet friendly. O evento contará com mais de 60 rótulos apresentados pelas cervejarias Brutus, Turbinada, Kohzan, Ignorus, Scandinavian e Daga, incluindo lançamentos exclusivos, além da presença do Route Gin e do Kheiron Hidromel. A programação inclui o tradicional Torresmo Day, feira de artesanato, exposição de carros antigos e encontro de moto clubes. Também contará com shows como Guns N’ Roses Tributo (12), Raimundos Cover, Bon Jovi Tributo e a banda argentina Innerforce (13), e apresentações de Museos, Mamilos Polêmicos — Tributo ao Mamonas Assassinas e CWB Brown — Tributo ao Charlie Brown Jr. (14).

Guinness e Carlsberg aquecem temporada 2025 do futebol europeu

Agosto marca não apenas o fim das férias de verão na Europa, mas também o início dos principais campeonatos de futebol do continente. Premier League (Inglaterra), La Liga (Espanha), Serie A (Itália), Bundesliga (Alemanha) e Ligue 1 (França) tiveram suas primeiras rodadas entre os dias 15 e 23 deste mês, marcando o retorno da rotina intensa do futebol europeu.

O Guia da Cerveja foi investigar como anda o relacionamento entre o mercado cervejeiro e os gigantes do futebol na Europa, e os exemplos mais recentes mostram que essa conexão segue firme e forte. O movimento de maior impacto desta temporada foi o anúncio da irlandesa Guinness como nova patrocinadora do Arsenal, da Inglaterra.

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A parceria foi anunciada oficialmente no dia 22 de julho num evento do time inglês em Singapura. A ação reuniu cerca de 300 torcedores, que brindaram o início da parceria com pints de Guinness em uma animada celebração organizada no pub Molly Malone’s, um ponto de encontro tradicional dos torcedores do Arsenal em Singapura nos dias de jogo.

Além de anunciar o patrocínio, o clube prometeu expandir a parceria globalmente, promovendo ativações em mais de 80 países, criando experiências icônicas e fortalecendo o sentimento de pertencimento entre os torcedores nos dias de jogo.

Um exemplo dessas ações é a campanha “The Orchestrators”, que foi divulgada no último sábado, dia 22 de agosto. Trata-se de um filme produzido pelo Arsenal e a Guinness para homenagear os fãs do clube espalhados pelo mundo que se reúnem durante os jogos para vibrar e cantar juntos. 

O vídeo mostra um músico erudito vestido com roupa de gala entrando no estádio do clube londrino, o Emirates Stadium, com uma harpa, que é símbolo da cerveja irlandesa. Enquanto ele toca algumas notas do instrumento no gramado, torcedores do estádio e de outros lugares do mundo aparecem cantando a música “North Bank/Clock End”, um dos cantos mais icônicos da torcida do Arsenal.  

“Quisemos iniciar a parceria da maneira certa, criando um filme que dá as boas-vindas a todos os nossos torcedores de volta, de Londres a Dublin, da Nigéria ao Emirates Stadium”, informou o clube em comunicado de divulgação do vídeo.

Sobre a parceria com a Guinness, a diretora comercial do Arsenal, Juliet Slot, declarou no evento de lançamento: “Os torcedores no mundo todo amam a Guinness. Estamos orgulhosos de firmar parceria com uma das maiores marcas globais para tornar os dias de jogo no Emirates a melhor experiência para nossos torcedores. Nossas partidas são feitas de rituais, tradições e um sentimento de pertencimento. Estamos empolgados em colocar a Guinness no coração de novos rituais para nossos torcedores nesta temporada e no futuro.”

Já o diretor de marketing da Guinness, Somnath Dasgupta, lembrou que o Arsenal é um dos clubes mais bem-sucedidos da história da Premier League e que a parceria marca uma oportunidade para ampliar a associação da marca com o futebol. 

Para o torcedor, fica a vantagem de poder assistir aos jogos no Emirates Stadium em Londres bebendo pints de Guinness e Guinness 0.0, que já estão à venda nos bares do local.

Parcerias com Asahi Super Dry e renovação com Athletic Brewing

Arsenal também firma parceria com a Asahi Super Dry e renova com Athletic Brewing (Crédito: Site oficial do Arsenal)
Arsenal também firma parceria com a Asahi Super Dry e renova com Athletic Brewing (Crédito: Site oficial do Arsenal)

Antes de anunciar a parceria com a Guinness em julho, o Arsenal anunciou em junho uma parceria com outra cervejaria, a japonesa Asahi, com a marca Asahi Super Dry. Pelo acordo firmado, a marca terá os direitos exclusivos de venda de cervejas Lager e Ale no estádio do clube nos dias de jogo das equipes masculinas e femininas a partir do início da temporada 2025/2026. O acordo também prevê que importantes jogadores do clube participem de novos conteúdos digitais e campanhas envolvendo a cervejaria. 

Além destas duas novas parcerias, o clube também renovou por mais uma temporada o contrato com a cervejaria americana Athletic Brewing, especializada em cervejas sem álcool. A parceria, que começou em 2024, com venda de Athletic Run Wild IPA no estádio do clube, foi prolongada por mais um ano, com a inclusão da venda da cerveja low-carb Athletic Alcohol-Free Lager no estádio.

Carlsberg retorna forte ao futebol europeu após 8 anos

Outro destaque das parcerias entre cerveja e futebol europeu na temporada 2025 é o grupo dinamarquês Carlsberg. Ela assinou um acordo de longo prazo (até 2030) com a UEFA para se tornar a Cerveja Oficial do Futebol de Seleções da Europa, marcando seu retorno ao patrocínio de alto nível do futebol europeu após oito anos (confira o vídeo).

Carlsberg assinou um acordo de longo prazo com a UEFA para se tornar a Cerveja Oficial do Futebol de Seleções da Europa (Crédito: reprodução de vídeo/UEFA)
Carlsberg assinou um acordo de longo prazo com a UEFA para se tornar a Cerveja Oficial do Futebol de Seleções da Europa (Crédito: reprodução de vídeo/UEFA)

O acordo abrange uma série de competições, incluindo a UEFA EURO 2028, a UEFA Women’s EURO 2029, as Finais da UEFA Nations League, a UEFA Futsal EURO e as eliminatórias europeias masculinas e femininas. O contrato também garante ao Grupo Carlsberg direitos exclusivos de venda de chope em torneios selecionados, bem como exposição de marca de destaque em placas de publicidade ao redor dos gramados e em painéis de mídia.

Lembrando que a Carlsberg patrocina o clube inglês Liverpool desde 1992 e renovou o contrato até 2034. Porém, a marca andava afastada de uma participação mais efetiva no patrocínio de grandes competições na Europa desde 2016.

O presidente da UEFA, Aleksander Čeferin, comentou na época do anúncio da retomada da parceria: “A Carlsberg e a UEFA são parceiras desde a UEFA EURO 1988, e estamos animados para iniciar juntos este novo capítulo.”

Segundo reportagem do site especializado The Drink Business, a renovação da parceria da Carlsberg acompanha uma tendência mais ampla de parcerias de alto perfil entre marcas de bebidas alcoólicas e organizações de futebol na Europa. Em junho de 2024, a Diageo, multinacional de bebidas premium, anunciou que a Guinness, que faz parte do seu conglomerado de marcas, se tornaria a Cerveja Oficial da Premier League, em um acordo global de quatro anos a partir da temporada 2024/2025, incluindo também a Guinness 0.0 como sua cerveja oficial sem álcool.

Esses acordos permitem que as marcas alcancem grandes audiências globais e acontecem em meio a mudanças nos hábitos dos consumidores, como o aumento da demanda por bebidas com baixo ou nenhum teor alcoólico. Durante a UEFA EURO 2024, a empresa de pesquisas Kantar relatou um aumento de 13% nas vendas de cerveja no Reino Unido nos dias em que a Inglaterra jogou, sendo que as cervejas sem álcool cresceram 38% — tendência atribuída em parte ao fato de vários jogos terem ocorrido em dias de semana, além da busca por um consumo mais responsável da bebida.

Impacto de tarifaço de Trump deve ser mínimo na cerveja brasileira

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O dia 6 de agosto será lembrado como um marco negativo na relação entre Brasil e Estados Unidos daqui para frente. Foi nessa data que entrou em vigor o tarifaço de Trump contra nosso país, impondo uma taxa de 50% sobre produtos brasileiros importados para a terra do Tio Sam. Escaparam somente cerca de 694 itens, litados explicitamente na Ordem Executiva assinada pelo presidente americano Donald Trump no dia 30 de julho, como suco de laranja e aeronaves. A cerveja está submetida à sobretaxa norte-americana. No entanto, o impacto deve ser mínimo no mercado, já que o volume exportado para lá é pequeno e o valor relativamente baixo. Além disso, cervejarias nacionais já exploravam alternativas à exportação, que podem ser aprofundadas agora.

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Volume baixo de exportações

Os Estados Unidos recebem pouco volume de cervejas brasileiras. O país é apenas o oitavo colocado entre os maiores importadores, tendo comprado somente 460 mil litros da bebida em 2024, de acordo com números do Anuário da Cerveja 2025 — publicado pelo Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) e divulgado pelo Sidnicerv (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja) no início de agosto. Apesar das exportações do Brasil terem crescido 43,4% em volume em geral, alcançando um total de mais de 330 milhões de litros, a fatia norte-americana é equivalente a 0,14% do total. Ou seja, o impacto deve ser mínimo.

O maior volume vai para países latino-americanos, com o Paraguai em primeiro (cerca de 220 milhões de litros ou 66,71%), seguido pela Bolívia (55 milhões ou 16.70%) e Uruguai (30 milhões ou 9.33%). As importações do Paraguai, em especial, cresceram 59,4% em volume em 2024, mostrando uma maior concentração das exportações para lá.

Outro fato curioso é que nove dos dez principais destinos da cerveja nacional são do continente americano, segundo o balanço do Mapa — e 97,7% do volume fica na América do Sul. A décima colocação fica com Países Baixos, que importou cerca de 100 mil litros no ano passado. Ao todo, a cerveja brasileira é exportada para 79 países no mundo.

Valores e balança comercial

Voltando ao caso americano, outro fator pelo qual o impacto do tarifaço de Trump deve ser reduzido na cerveja é o valor da mercadoria que vai para os Estados Unidos. Foram cerca de 370 mil dólares no total em 2024 (0,17% do total em dólares), o que resulta numa média de aproximadamente US$ 0,80 ou cerca de R$ 4,30. 

Valores da balança comercial de importações e exportações da cerveja brasileira do Anuário da Cerveja 2025 sobre o ano de 2024 (Reprodução / Anuário da Cerveja)
Valores da balança comercial de importações e exportações da cerveja brasileira do Anuário da Cerveja 2025 sobre o ano de 2024 (Reprodução / Anuário da Cerveja)

Essa relação também aparece nas demais exportações para outros países. Apesar da balança comercial cervejeira do nosso país no ano passado ter apresentado o maior superávit desde 2011, com um montante de 195 milhões de dólares e crescimento de 32,5% em relação a 2023, o preço médio da cerveja brasileira foi de US$ 0,61 por litro (R$ 3,30).

Em geral, os valores de cargas importadas e exportadas já consideram também os custos de transporte. Portanto, pode-se deduzir que o produto exportado é de baixo valor agregado, possivelmente cervejas de estilos mais simples, como American Lager, de grandes cervejarias.

Após cinco anos de queda, as importações de cerveja, que já foram muito fortes no Brasil, cresceram timidamente em 2024. O aumento foi de apenas 5,1% em volume e 7,7% em valor, chegando a aproximadamente 7,5 milhões de litros e 9,3 milhões de dólares. A média foi de US$ 1,24 por litro (R$ 6,70), bem superior a das exportações.

Produção local como alternativa ao tarifaço de Trump

Outro fator a considerar é que as exportar cervejas para os Estados Unidos não é algo comum. O mercado norte-americano é o segundo maior do mundo, segundo o mais recente relatório da BarthHaas e, portanto, bem suprido de cervejas. Além disso, é mais variado que o brasileiro, tendo forte presença de cervejas artesanais, que correspondem a 13,3% do total de vendas de acordo com a Brewers Association (BA), a associação das microcervejarias dos EUA.

Mesmo assim, há espaço para produtos de outras origens por lá, principalmente os que tem diferenciais fortes. Só que eles nem sempre precisam ser importados.

Uma alternativa está na produção local de marcas brasileiras. Modelo já adotado pela Japas Cervejaria, de São Paulo (SP), desde 2019. “Optamos por produzir localmente porque facilita muito a logística, reduz custos de transporte e impostos, além de garantir que a cerveja chegue mais fresca e em melhores condições ao consumidor”, conta a sócio-proprietária e cervejeira Maíra Kimura.

Japas Cervejaria já produz nos Estados Unidos desde 2019 por meio de um parceiro local. Modelo pode ser alternativa à exportação (Divulgação /  Japas Cervejaria)
Japas Cervejaria já produz nos Estados Unidos desde 2019 por meio de um parceiro local. Modelo pode ser alternativa à exportação (Divulgação / Japas Cervejaria)

Segundo Maíra, o modelo tem rodado muito bem por meio de um parceiro local. “Já estamos presentes em 18 estados e em Washington DC. A operação tem se mostrado consistente, com qualidade dentro do que esperamos, e nos permitiu alcançar consumidores e mercados que seriam mais difíceis de atingir exportando diretamente do Brasil”, diz.

Para quem está pensando em explorar o mesmo caminho, a cervejeira da Japas Cervejaria diz que o ponto-chave é despertar o interesse do parceiro local e contar com o apoio dele. “Isso torna o processo muito mais eficiente e sustentável, especialmente para marcas que têm uma proposta diferenciada e conseguem se destacar em um mercado competitivo”, completa.

Série “House of Guinness” chega à Netflix em setembro

Ao que parece, a Netflix está de olho no público cervejeiro. Em setembro de 2020, lançou a ficção “Oktoberfest — Sangue e Cerveja”, que chegou a ser comparada “Peaky Blinders”, sucesso no canal de streaming desde 2013. Agora, a plataforma anunciou que outra produção que envolve a bebida está para estrear: a série “House of Guinness” terá seu lançamento no dia 25 de setembro. E as lições aprendidas com a primeira produção serão aparentemente aplicadas na segunda. A criação é de ninguém menos que Steven Knight, justamente a pessoa por trás de “Peaky Blinders”.

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E as semelhanças não param por aí. Ambas são baseadas em fatos reais. Enquanto a história dos gangsters londrinos se baseia na trajetória da gangue que existiu de fato em na capital inglesa no pós-Primeira Guerra Mundial, a narrativa cervejeira será inspirada na dinastia Guinness, que deu origem a uma das cervejas mais conhecidas do mundo.

Série “House of Guinness”

Série "House Of Guinness" contar a história da sucessão de Benjamin Guinness, que morre em 1868, e como seu testamento impacta na vida dos quatro herdeiros: Arthur (Anthony Boyle), Edward (Louis Partridge), Anne (Emily Fair), e Ben (Fionn O’Shea) (Crédito: Netflix)
Série “House Of Guinness” contar a história da sucessão de Benjamin Guinness, que morre em 1868, e como seu testamento impacta na vida dos quatro herdeiros: Arthur (Anthony Boyle), Edward (Louis Partridge), Anne (Emily Fair), e Ben (Fionn O’Shea) (Crédito: Netflix)

O anúncio da data de estreia da série foi feito na semana passada. O programa terá oito episódios, dirigidos por Tom Shankland e Mounia Akl, e será ambientado na capital Irlandesa, Dublin, e Nova York, nos Estados Unidos.

A trama vai contar a história da sucessão de Benjamin Guinness, que morre em 1868. Ele era neto do famoso fundador da empresa Arthur Guinness e foi o homem responsável pelo sucesso da cervejaria. O testamento traz impactos para a vida dos quatro herdeiros Arthur (Anthony Boyle), Edward (Louis Partridge), Anne (Emily Fair), e Ben (Fionn O’Shea), enquanto navegam pelo poder, lealdade e o futuro do império cervejeiro. Os dois primeiros, por exemplo, ficam obrigados a compartilhar a administração da empresa, que é o ponto central da trama.

O programa terá oito episódios, dirigidos por Tom Shankland e Mounia Akl, e será ambientado na capital Irlandesa, Dublin, e Nova York, nos Estados Unidos (Crédito: Netflix)

Esses desdobramentos também vão afetar a vida de muita gente, especialmente um grupo de pessoas que trabalham na Guinness e serão retratadas na história. Também participam do elenco nomes como Niamh McCormack, Seamus O’Hara, Dervla Kirwan e Michael McElhatton. A produção será compartilhada por Karen Wilson, Elinor Day e Martin Haines.

Um dos destaques do elenco, e também o único não irlandês, é James Norton, que viverá Sean Rafferty, personagem cujo relacionamento com a família Guinness, da elite protestante, promete expor tensões de classe e religiosas.

Guinness real

E a série vem em um momento de sucesso de mercado da Guinness. A Stout tornou-se a cerveja mais vendida no Reino Unido em chope (serviço sob pressão), correspondendo a 11% do total de 2023, além de continuar sendo a marca líder na Irlanda (Crédito: Netflix)
E a série vem em um momento de sucesso de mercado da Guinness. A Stout tornou-se a cerveja mais vendida no Reino Unido em chope (serviço sob pressão), correspondendo a 11% do total de 2023, além de continuar sendo a marca líder na Irlanda (Crédito: Netflix)

Uma das críticas feitas para “Oktoberfest — Sangue e Cerveja” foi a sua distância dos fatos. É claro que no caso da série sobre a Guinness também haverá uma inspiração em na realidade, mas ainda não se sabe o quão fiel ou não ela será aos acontecimentos. Fundada em 1759 na em St. James’s Gate, na capital irlandesa, a Guinness se tornou a maior cervejaria do mundo no final do século 19. Na década retratada, de 1880, a cervejaria produzia mais de 1,17 milhão de litros por ano.

E a série vem em um momento de sucesso de mercado da Guinness. A Stout tornou-se a cerveja mais vendida no Reino Unido em chope (serviço sob pressão), correspondendo a 11% do total de 2023, além de continuar sendo a marca líder na Irlanda. A Guinness Storehouse, atração turística na cervejaria St. James’s Gate que conta a história da marca, já recebeu mais de 20 milhões de visitantes desde a abertura no ano de 2000.

O que esperar da série “House of Guinness”?

Também participam do elenco de House of Guinness nomes como Niamh McCormack, Seamus O’Hara, Dervla Kirwan e Michael McElhatton (Crédito: Netflix)
Também participam do elenco de House of Guinness nomes como Niamh McCormack, Seamus O’Hara, Dervla Kirwan e Michael McElhatton (Crédito: Netflix)

Por conta desse enredo, outra comparação que está sendo feita com frequência pela crítica é com a série “Succession”, que teve a quarta e última temporada liberada pela Netflix em março de 2023. Ela também trata dos dramas familiares da sucessão na família dos Roys, dona de um grande grupo fictício de mídia norte-americano.

Mas é de se esperar também que com Steven Knight dê um toque especial de mistério, suspense ou mesmo policial para a produção, como na série “Peaky Blinders”. Porém, a proporção dessa mistura ainda é tão incerta quando sua fidelidade à história real. Resta esperar o dia 25 de setembro para saber como tudo vai se desenrolar.

Chope morango do amor? Confira 10 lançamentos de agosto

Agosto bem que poderia ser chamado de Mês da Cerveja, já que ele tem duas das datas mundialmente importantes para a bebida: o Dia Internacional da Cerveja, comemorado na primeira sexta-feira do mês; e o Dia Internacional da IPA, na primeira quinta-feira. Foram muitos eventos e festas, além de alguns lançamentos de cerveja. Um dos que mais chamou atenção foi o chope morango do amor, novidade que vem do Rio Grande do Sul.

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Saiba mais sobre a bebida abaixo e confira também as IPAs da Dogma e Dádiva lançadas no IPA Day São Paulo, Pilsen com boldo da Balbúrdia, a Krug Zero e a Sol, que teve sua versão regular transformada em sem glúten. Entre outras novidades.

Confira a seleção de agosto do Guia da Cerveja.

Chope morango do amor

A Topa Beer Cervejaria, do Rio Grande do Sul, vai lançar no fim de agosto o chope morango do amor, inspirado no doce que viralizou nas redes sociais. A ideia foi de  Cleverton Ferigollo, proprietário da fábrica e da Vinícola Ferigollo, de Frederico Westphalen, no noroeste gaúcho. A estreia será na Expointer, em Esteio (RS), entre 30 de agosto e 7 de setembro, com um lote inicial de 5 mil litros em chope e latas de 473 ml. 

A bebida, no estilo Fruit Beer, tem 4,2% de teor alcoólico e leva morangos adquiridos de agroindústrias da agricultura familiar durante a maturação, garantindo dulçor sem excesso, segundo o criador. “Quis aproveitar para surfar nessa onda. Essa é a hora”, contou o empresário ao site F5. Ele diz já ter entrado já entrou com pedido de registro da marca no INPI e avalia expandir a produção para além da feira. No Instagram, a cervejaria classifica o chope morango do amor como bebida alcoólica mista.

Balbúrdia Pilsen com boldo

Cerveja Balgúdia Pilsen com boldo promete, de forma bem-humorada, "curar a ressaca" (Crédito: Divulgação)
Cerveja Balgúdia Pilsen com boldo promete, de forma bem-humorada, “curar a ressaca” (Crédito: Divulgação)

A cervejaria Balbúrdia, de Santa Catarina, vai lançar no dia 30 de agosto uma Pilsen com infusão de boldo, apresentada de forma bem-humorada como a “cura” da ressaca. A receita surgiu da ideia de um dos sócios, André Grutzmacher, e terá como embaixador o humorista Sargento Junkes, conhecido pelas piadas sobre chá de boldo. O lançamento acontece durante o Buteco da Comitiva, festa promovida por Junkes em Blumenau (SC), e a cerveja também será vendida nos bares da marca e na Oktoberfest deste ano. Segundo Grutzmacher, a continuidade da receita dependerá da recepção do público.

Sol sem glúten

O Grupo HEINEKEN anunciou que a versão regular da cerveja premium Sol será sem glúten a partir de agora em todo o país. E também que ela passará a contar também com opção em lata — que deve ser disponibilizada inicialmente Santa Catarina e no Paraná. Para completar, a marca também vai ganhar uma nova identidade visual e embalagens redesenhadas, completando o pacote de novidades da marca.

Dádiva Solitude

A Cervejaria Dádiva, de Várzea Paulista (SP), lançou durante o IPA Day São Paulo a Solitude, uma New England IPA sazonal com 6,3% de teor alcoólico e 40 IBU, feita com os lúpulos Citra e Strata. O resultado são notas de frutas tropicais e cítricas, como maracujá e toranja, amargor equilibrado e final dank e seco. Uma boa pedida para os lupolomaníacos.

Dogma The Hops In The Head XII

A Cervejaria Dogma, de São Paulo (SP), lançou também durante o IPA Day São Paulo a The Hops In The Head XII, uma Hazy Double IPA com 8,4% e os lúpulos Cashemere, Riwaka, Motueka, Citra e os concentrados OMNI Citra e Azaca. A cerveja marca a volta da série de mesmo nome após dois anos de intervalo e traz notas de maracujá, abacaxi, limão, laranja, toranja, manga e até banana.

Krug Zero

Krug Bier lança sua cerveja sem álcool e sem glúten (Crédito: Divulgação)
Krug Bier lança sua cerveja sem álcool e sem glúten (Crédito: Divulgação)

A Cervejaria Krug, localizada em Nova Lima (MG), lançou sua própria cerveja sem álcool, a Krug Zero. Trata-se de uma Lager dourada, sem glúten, de baixa caloria, com amargor moderado e suaves notas maltadas. O processo utilizado para produção é por meio de uma levedura especial que fermenta, mas que produz baixíssimo teor alcoólico. A vantagem é que o sabor não fica comprometido, como pode acontecer em outros métodos. A Krug é uma das cervejarias artesanais mais antigas do país, fundada em 1997.

SPOF Bier

A WGroup, responsável pela organização da São Paulo Oktoberfest, acaba de lançar a SPOF Bier, a primeira cerveja oficial criada exclusivamente para a festa. O nome é a abreviação título do evento. A receita da cerveja é assinada pela Kathia Zanatta, mestre cervejeira e sommelière formada pela Doemens Akademie, na Alemanha, e uma das sócias do Instituto da Cerveja Brasil. Para definir a cervejaria que fará a produção, uma seleção foi realizada entre dez concorrentes paulistas. A vencedora foi a Klaro, de Goiânia (GO), que tem sede em Ribeirão Preto. O evento também vai contar com o Festival de Cervejarias Artesanais do Estado de São Paulo, organizado em parceria com a Abracerva.

Joy Jelly Breeze

A Joy Project Brewing, de Curitiba (PR) lançou no sábado (23), durante o “Injoy Medieval”, edição especial temática da festa mensal da cervejaria, a cerveja Jelly Breeze. Trata-se de uma Sour de frutas amarelas, com manga, maracujá, pêssego e abacaxi, resultando em uma textura cremosa com acidez equilibrada e sabor frutado. O teor alcoólico é de 5,5% e tem 3 IBU. 

Festa do Soquete ganha Cerveja Fraterna

A beneficente e tradicional Festa do Soquete, em Guarapuava (PR), teve uma cerveja especialmente produzida para a ocasião: a Cerveja Fraterna. Produzida pela Cervejaria Heimdall, também da cidade, é do estilo Red Lager e conta com três tipos de maltes de Guarapuava e lúpulo inglês, passando por 33 dias de maturação. Criada especialmente para a 26ª edição do evento, a cerveja terá toda a renda será revertida para ações sociais apoiadas pela festa.

Vemaguet 67 relança Kibou

Na 54ª edição da Festa da Cerejeira, realizada na primeira quinzena de agosto em Campos do Jordão (SP), a Cervejaria Vemaguet 67 apresentou a nova produção da Kibou, rótulo sazonal criado especialmente para o evento. Do estilo Saison, a cerveja tem 5,1% de teor alcoólico, é produzida com o lúpulo japonês Sorachi Ace e leva arroz na receita, ingrediente que remete à culinária oriental e agrega notas sensoriais ao sabor. De edição limitada, a Kibou — cujo nome significa “esperança e desejo” em japonês — foi pensada para combinar com o perfil leve e refrescante da festa, que reuniu cultura, gastronomia e atrações em meio às tradicionais cerejeiras floridas do Parque da Cerejeira.

Escala de trabalho 4×3 já é realidade na Ignorus Cervejaria, que manteve produtividade

Enquanto o Congresso Nacional ainda resiste na discussão do projeto de lei que busca proibir o trabalho em escala 6×1 (seis dias de trabalho e somente um de folga) e garantir pelo menos o modelo 5×2, uma fábrica de cervejas de Curitiba (PR) decidiu se antecipar e ir além. A Ignorus Cervejaria implantou a escala de trabalho 4×3, com 32 horas semanais, para todos os funcionários da fábrica há um ano e três meses. 

A ideia partiu do José Marcelo Popi, sócio-administrador da Ignorus, que é analista de sistema, graduado e mestre em psicologia e atualmente cursa Direito na Universidade Federal do Paraná, onde chegou a apresentar um artigo com um estudo de caso do período de testes da iniciativa. O movimento inovador nasceu do desejo de tentar oferecer mais qualidade de vida, sem abrir mão da produtividade. 

>>> Leia também: Entrevista: Inclusão racial na cerveja avançou, mas “mercado tem muito que se adaptar”

Marcelo Popi, sócio-administrador da Ignorus, implementou a escala de trabalho 4x3 na fábrica com objetivo de melhorar a qualidade de vida (Crédito: Divulgação / Ignorus Cervejaria)
Marcelo Popi, sócio-administrador da Ignorus, implementou a escala de trabalho 4×3 na fábrica com objetivo de melhorar a qualidade de vida (Crédito: Divulgação / Ignorus Cervejaria)

Ele convenceu os demais sócios e colocar o projeto em prática e os resultados vieram. Uma equipe mais descansada e engajada, redução significativa de faltas e atrasos, clima organizacional mais leve — basta uma olhada no Instagram deles para entender isso — e, de quebra, conquistas de medalhas em importantes concursos recentes.

A Ignorus Cervejaria foi eleita a 3ª melhor cervejaria na 3ª edição da Copa Sul-Americana de Cerveja, realizada no início de junho em Bento Gonçalves (RS), na Serra Gaúcha. O prêmio foi concedido pelo somatório da pontuação das nove medalhas conquistadas: três de ouro, quatro de prata e duas de bronze.

Um exemplo de que bem-estar e desempenho podem, sim, caminhar juntos. E que a mudança, além de possível, pode ser vantajosa para todos. Em entrevista ao Guia da Cerveja, Marcelo conta mais detalhes sobre o processo de implantação desta escala ousada, os desafios e os resultados surpreendentes.

Vocês se inspiraram em alguma experiência internacional ou de outra empresa para implantar essa redução na jornada com a escala de trabalho 4×3?

Não. É provável que sejamos a primeira cervejaria no mundo a adotar a escala de trabalho 4×3 para todos os trabalhadores da fábrica. E não seguimos um modelo pronto e nem copiamos experiências de outras empresas. A decisão nasceu do desejo de alinhar a Ignorus Cervejaria a um movimento global, e cada vez mais presente no Brasil, que repensa a jornada de trabalho, buscando mais equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Implementar uma semana de 32 horas com escala de trabalho 4×3 foi a forma que encontramos de investir no bem-estar da equipe, acreditando que funcionários mais descansados e felizes produzem com mais criatividade, engajamento e qualidade.

Quais foram os maiores desafios nos primeiros meses da mudança?

O maior desafio foi reorganizar a rotina produtiva para que tudo continuasse fluindo com a nova escala. Algumas atividades precisaram ser realocadas para outros dias, exigindo atenção e planejamento para que a engrenagem não perdesse ritmo. Além disso, sendo um período inicial de testes, havia a incerteza de como os funcionários se adaptariam a longo prazo e a ausência de feedback estruturado da equipe, o que nos motivou a observar cada detalhe com mais proximidade. No fim, esses ajustes fortaleceram nossa capacidade de adaptação e mostraram que é possível mudar sem perder eficiência e até ganhar em qualidade de vida.

Como vocês organizaram a produção para manter a produtividade com menos horas de trabalho?

A chave foi planejamento e organização. Estruturamos um cronograma de produção que redistribuiu as atividades de forma estratégica ao longo da semana, aproveitando ao máximo cada hora disponível. Algumas tarefas foram realocadas para dias específicos e ajustamos a sequência de processos para reduzir ociosidade e otimizar o uso dos equipamentos. Também definimos escalas de folga equilibradas entre os funcionários, garantindo que todos os setores da Ignorus Cervejaria, da produção ao envase, mantivessem ritmo constante. O resultado foi que, mesmo com menos horas, conseguimos preservar o nível de produtividade e, em alguns pontos, até ganhar eficiência. Por exemplo, geralmente deixamos as segundas para planejamento semanal, é o dia da semana que não temos produção e a expedição é somente para fora de Curitiba e região metropolitana.

Ignorus Cervejaria tem fábrica m Colombo, na Região Metopolitana de Curitiba, e produz cerveja famosa na região: a Mutum Cavalo (Crédito: Karine Kuromiya/BarDoCelso.com)
Ignorus Cervejaria tem fábrica m Colombo, na Região Metopolitana de Curitiba, e produz cerveja famosa na região: a Mutum Cavalo (Crédito: Karine Kuromiya/BarDoCelso.com)

O que mudou no dia a dia dos funcionários da Ignorus Cervejaria desde a adoção da escala de trabalho 4×3?

O impacto foi sentido já nas primeiras semanas. Com mais tempo livre, os funcionários passaram a ter maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional, chegando ao trabalho mais descansados, focados e pontuais. A redução da jornada praticamente eliminou faltas e saídas antecipadas, além de reduzir drasticamente os atrasos. O clima no dia a dia ficou mais leve, com mais disposição e atenção aos detalhes, o que também se refletiu na qualidade dos produtos. Essa energia renovada ajudou a transformar a rotina em algo mais produtivo e prazeroso para todos. Pense numa cantoria nessa fábrica!

Vocês perceberam impacto em produtividade, qualidade e engajamento?

Sim, e de forma bastante clara. Desde a adoção da jornada reduzida, mantivemos a produtividade praticamente estável, mesmo com menos horas de trabalho, e em alguns pontos chegamos a melhorar a eficiência, como no envase de latas e growlers. A qualidade também evoluiu, com redução de produtos não conformes e, mais recentemente, com a conquista de nove medalhas, eleita a 3ª melhor cervejaria na 3ª edição da Copa Sul-Americana, um reflexo direto de processos mais bem cuidados e de uma equipe mais focada. O engajamento cresceu junto, o que demonstra que funcionários mais descansados e satisfeitos entregam mais atenção, energia e comprometimento ao que fazem.

Tucandeira, Double IPA da Ignorus, levou ouro na Copa Sul-Americana de Cerveja. É uma das cervejas premiadas que garantiu a terceira colocação geral para a cervejaria no concurso (Crédito: Karine Kuromiya/BarDoCelso.com)
Tucandeira, Double IPA da Ignorus, levou ouro na Copa Sul-Americana de Cerveja. É uma das cervejas premiadas que garantiu a terceira colocação geral para a cervejaria no concurso (Crédito: Karine Kuromiya/BarDoCelso.com)

Que conselho você daria para outras empresas do setor que pensam em adotar uma escala mais humanizada?

Nosso conselho é: planeje bem e comece de forma gradual. Uma escala mais humanizada exige organização, clareza de objetivos e ajustes finos nos processos para que a redução de horas não signifique queda de desempenho. É fundamental ouvir a equipe, entender as demandas específicas do negócio e criar um cronograma de adaptação que permita medir resultados em cada etapa. No nosso caso, não houve necessidade de contratações extras, apenas reorganizamos tarefas e fluxos de trabalho. O retorno vem não só na produtividade, mas também no clima da empresa, na qualidade dos produtos e na retenção de bons profissionais.

Como você enxerga o debate nacional sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho?

Enxergamos esse debate com bastante expectativa, pois acreditamos que representa um ganho para toda a sociedade. A redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 têm potencial para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, estimular o engajamento e até impulsionar a economia. Afinal, pessoas com mais tempo livre tendem a ter mais momentos de lazer, consumindo mais e investindo em cultura e formação. A experiência da Ignorus Cervejaria mostra que é possível alinhar bem-estar e produtividade, e esperamos que mais empresas e setores encontrem caminhos viáveis para adotar modelos mais equilibrados e humanos de organização do trabalho.

Cerveja com aroma de maconha? Essa comunicação pode sair caro

Recentemente, tem se tornado cada vez mais comum encontrar bares e cervejarias anunciando cervejas que prometem aromas e experiências olfativas que remetem à maconha. Não é raro ouvir consumidores comentando: “Vi um bar vendendo cerveja com maconha!” — mas será que isso pode mesmo?

A resposta é simples e direta: não. A comercialização de produtos que contenham efetivamente maconha, ou qualquer derivado com THC (tetrahidrocanabinol), pode constituir crime de tráfico de drogas. Portanto, uma cerveja que contivesse essa substância estaria fora da legalidade e sujeitaria a cervejaria a sérias consequências.

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O que tem acontecido, na realidade, é o uso de terpenos. Esses compostos químicos ocorrem naturalmente em diversas plantas, são os principais componentes de óleos essenciais e são os responsáveis por aromas marcantes, incluindo o característico cheiro da cannabis. Porém, ao contrário do que muitos consumidores acreditam, terpenos não têm efeitos psicoativos e não “dão barato”.

O problema surge na comunicação e na rotulagem. Quando o rótulo ou a divulgação de uma cerveja induz o consumidor a acreditar que está consumindo algo com maconha, há risco de autuação pelo MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) por induzir o consumidor ao erro, além de potenciais repercussões penais caso a comunicação sugira associação com drogas ilícitas.

Para evitar problemas e garantir que a inovação sensorial não se transforme em dor de cabeça, algumas boas práticas são recomendadas:

  1. Transparência na composição
    • Informar claramente que o produto não contém maconha nem THC, destacando o uso de terpenos
    • Inserir essa informação tanto no rótulo quanto na comunicação
  2. Evitar elementos gráficos ou expressões ambíguas
    • Folhas estilizadas de cannabis, gírias relacionadas ou expressões que remetam ao consumo de drogas ilícitas podem induzir ao erro
  3. Seguir as normas do MAPA para rotulagem
    • O rótulo de bebidas alcoólicas deve conter todas as informações obrigatórias
    • Termos que possam gerar interpretação equivocada sobre segurança, composição ou efeito do produto devem ser evitados.
  4. Treinar equipes e pontos de venda
    • Bares e lojistas precisam saber explicar ao consumidor que a cerveja não contém maconha, evitando reforçar percepções incorretas no momento da venda

Cervejas terpenadas representam uma oportunidade de inovação e diferenciação, mas a comunicação precisa caminhar lado a lado com a responsabilidade jurídica. O equilíbrio é simples: use o apelo sensorial, mas explique com clareza o que o produto é — e o que ele não é; evite o sensacionalismo que possa sugerir ilegalidade.

A tendência das cervejas terpenadas pode ser uma alternativa estratégica para se destacar em meio à concorrência, mas flertar com o limiar da ilegalidade, mesmo que por confusão do consumidor, não é uma estratégia inteligente. No mercado cervejeiro, onde a confiança do público e a conformidade regulatória são ingredientes tão importantes quanto malte e lúpulo, a clareza na comunicação é a melhor receita para evitar problemas jurídicos e preservar a reputação da marca.

André Lopes é advogado, sócio do escritório Lopes Verdi Advogados e criador do Advogado Cervejeiro.