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Menu Degustação: Instituto Heineken abre vagas para o projeto Casa do Futuro

O Instituto Heineken, em parceria com o Senac São Paulo, abriu inscrições para a primeira turma de capacitação da Casa do Futuro – Restaurante Escola. O projeto gratuito vai beneficiar 120 jovens em situação de vulnerabilidade social ainda este ano. Os interessados, com idade entre 18 e 29 anos e ensino médio completo, podem se inscrever pela internet até o próximo domingo (19). A iniciativa presencial de qualificação profissional terá duração de dois meses e foi uma das novidades anunciadas na Heineken House. A metodologia de ensino foi elaborada para preparar os participantes para múltiplas atividades para o setor de hospitalidade.

Curso Instituto Heineken e Senac

As aulas teóricas e práticas serão ministradas por professores do Senac São Paulo na capital paulista. O conteúdo didático do curso do Instituto Heineken e Senac foi dividido em módulos que abrangem as áreas de garçom, sommelier de cerveja e bartender. Os alunos também terão mentorias e atividades práticas com o chef Dalton Rangel. O programa oferece ajuda de custo para apoiar a permanência dos estudantes durante o período de formação. O processo de seleção dos candidatos contará com testes de português e matemática, além de questionários informativos e bancas de entrevista online.

O programa de inclusão produtiva do Instituto Heineken reserva vagas afirmativas para mulheres, negros, pessoas com deficiência e público LGBTQIAPN+. Após a formatura, os estudantes receberão certificados de qualificação profissional emitidos pela instituição de ensino. O Instituto Heineken vai mobilizar parceiros e os principais clientes da cervejaria para oferecer vagas de emprego exclusivas aos graduados. A proposta integrada busca conectar os jovens diretamente com o mercado de trabalho regional para ampliar as chances de inserção profissional no setor de bares e restaurantes.

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Oktoberfest Blumenau terá tenda bávara e taverna rústica na edição de 2026

A 41ª Oktoberfest Blumenau apresentará novidades estruturais e gastronômicas no Parque Vila Germânica durante o evento que ocorrerá de 7 a 25 de outubro. O Spaten Platz, tradicional palco de abertura e encerramento da festa, passará por uma transformação completa para recriar a atmosfera das tavernas rústicas alemãs. O espaço reformulado terá piso elevado, mesas comunitárias maiores, palco reposicionado e um mezanino inédito. O local continuará abrigando atrações folclóricas como o Encontro dos Velhos Camaradas e a Orquestra Blumenau Filarmônica.

Integrado à estrutura do Spaten Platz, o festival ganhará o Festzelt, um novo setor com controle de acesso inspirado nas tendas tradicionais de Munique. O ambiente terá capacidade para 1,2 mil pessoas simultâneas e cobrará uma taxa adicional de R$ 8 para entrada. A culinária do espaço ficará a cargo do restaurante alemão Hofbräuhaus, que servirá pratos típicos como Currywurst, Eisbein e strudel de maçã. Todo o chope disponível no setor será produzido no próprio município catarinense. Os ingressos para a festa promovida na Capital Brasileira da Cerveja já estão à venda na internet.

Eisenbahn transforma 89 FM em Eisen Rock Station

A cerveja premium Eisenbahn, do Grupo Heineken, alterou o nome da rádio 89 FM para Eisen Rock Station na última segunda-feira (13) para celebrar o Dia do Rock. A iniciativa faz parte da plataforma de experiências musicais criada pela marca no ano passado. A fabricante projeta novas ativações para o segundo semestre em grandes festivais no país. A agenda de shows começará no dia 1º de agosto no João Rock, em Ribeirão Preto. Em seguida, a empresa participará de eventos em São Paulo, Recife e Curitiba.

Inside the Star oferece brindes exclusivos em campanha de inverno

Além do curso do Instituto Heineken, o Grupo Heineken iniciou na última quarta-feira (15) uma ação sazonal de inverno em suas unidades de Jacareí (SP) e Ponta Grossa (PR). Os visitantes que consumirem a partir de R$ 150 durante o tour interativo Inside the Star receberão brindes exclusivos da estação. A iniciativa promocional segue até o dia 29 de agosto ou enquanto durarem os estoques. O espaço, focado na história e nos processos produtivos das marcas do grupo, mantém o funcionamento regular e os roteiros de harmonização ao longo de todo o ano. Os ingressos para as atividades custam entre R$ 30 e R$ 80 e estão disponíveis na internet.

Black Princess reforça presença no mercado com patrocínio ao Circuito Rock

A Black Princess, marca premium de cerveja do Grupo Petrópolis, é a patrocinadora oficial do Circuito Rock, projeto musical com shows agendados no Sudeste até o fim do ano. A programação de apresentações começa neste sábado (18) em Campinas (SP) com show de Humberto Gessinger. A agenda de espetáculos passará por outros municípios paulistas como Marília, Santos, São Carlos, Araçatuba e Sorocaba, além de Pouso Alegre (MG). A fabricante projeta utilizar os eventos para ampliar a visibilidade de seu portfólio de nove rótulos, com destaque para as ações de experimentação da nova versão sem álcool e sem glúten da marca.

Caipira Beer Cup define premiação para vencedores em Piracicaba

A comissão organizadora do Caipira Beer Cup oficializou a lista de prêmios para a primeira edição do concurso de cerveja caseira, em Piracicaba (SP). O campeonato distribuirá insumos de alto padrão para os dez primeiros colocados gerais, além de troféus, medalhas e certificados. O grande campeão receberá uma machadinha exclusiva produzida em Rio Claro (SP). As recompensas foram viabilizadas por parcerias com marcas consolidadas do setor cervejeiro nacional. O anúncio dos vencedores ocorrerá no dia 11 de setembro, data que encerra as avaliações dos juízes. As inscrições seguem abertas até 31 de agosto pela plataforma BAP.

Festival Uaimií comemora aniversário neste sábado em Itabirito

O Festival Uaimií realiza o seu terceiro ato neste sábado (18), a partir das 13 horas, no distrito de Acuruí, em Itabirito (MG). O evento gratuito comemora o aniversário da cervejaria com música ao vivo, visita guiada à fábrica, gastronomia mineira e atividades infantis. A iniciativa busca movimentar os empreendimentos da Rota Turística Jaguara durante a baixa temporada. A programação musical terá apresentações da Banda Veredas, às 16 horas, e da Big Band Little Butter, às 18 horas. O projeto conta com recursos de acessibilidade, como intérprete de Libras, monitoria especializada e apostilas em braille.

Cia. dos Fermentados abre primeira loja física na Vila Madalena

A Cia. dos Fermentados abriu sua primeira loja física, que também funciona como bar, na Vila Madalena, em São Paulo (SP). A novidade faz parte das comemorações de dez anos da marca, que mantém fábrica em Barueri (SP). O espaço, batizado de Fermenta Bar, oferece prateleiras com kombuchas, conservas, vinhos e embutidos para compra. O cardápio do local traz comidas de boteco e drinques elaborados com ingredientes fermentados, com opções alcoólicas e não alcoólicas. A empresa também está finalizando o processo de exportação para restaurantes e mercados de Nova York, nos Estados Unidos.

Three Monkeys Beer realiza festival com mais de 40 torneiras no Rio

A cervejaria carioca Three Monkeys Beer promoverá no dia 22 de agosto a nova edição do Brewing Friends Festival. O evento presencial ocorrerá no Brewteco Tijuca, no Rio de Janeiro (RJ), das 12 às 18 horas. O festival funcionará em formato open bar e self-service, com mais de 40 torneiras de chope artesanal de estilos variados para degustação livre. O público participante receberá uma taça exclusiva com o ingresso. A programação inclui também opções de alimentação com custo à parte e apresentações de música ao vivo. Os ingressos para a atividade estão disponíveis na plataforma Sympla.

Cervejaria Dogma comemora 11 anos com festa Save the Fígado

A Cervejaria Dogma realizará no dia 1º de agosto a festa de aniversário de 11 anos da marca, no Espaço GAP, em São Paulo (SP). O evento ocorrerá das 13 às 18 horas e funcionará no sistema open bar, com 33 torneiras de chope disponíveis ao público. A programação inclui apresentações musicais dos DJs Mako e Donna, além de flash tattoo e praça de alimentação com food trucks. Os ingressos estão disponíveis no site da Dogma e já estão no segundo lote pelo valor de R$ 470 na modalidade comum. A entrada VIP, que custa R$ 600, garante acesso ao local uma hora antes da abertura oficial e um kit exclusivo com seis latas de cerveja.

Edelbrau relança cerveja Doppelbock em edição especial de inverno

A Cervejaria Edelbrau apresentou uma nova edição da Doppelbock, rótulo originário do projeto experimental Bier Lab. A bebida de baixa fermentação possui coloração vermelha-escura, teor alcoólico de 7,2% e passa por maturação com chips de carvalho. A tiragem limitada foi escolhida para a temporada de frio devido ao perfil encorpado e maltado do estilo alemão. O produto está disponível na loja da fábrica, em Nova Petrópolis (RS), e na página eletrônica da marca pelo valor de R$ 19,90. A fabricante sugere a harmonização do produto com pratos como feijoada e risotos.

Krug Bier amplia projeto de visitação à fábrica em Nova Lima

A Krug Bier anunciou a expansão do seu projeto de visitação fabril para o primeiro semestre. Como resposta ao sucesso de público, a cervejaria decidiu dobrar a oferta de datas para os bastidores da unidade no Jardim Canadá, em Nova Lima (MG). A Experiência Krug passa a contar com duas edições mensais, realizadas no início e no final de cada mês. O roteiro educativo inclui a história da marca e o fluxo produtivo, sob a condução da sommelière Fabiana Bontempo. As visitas ocorrerão sempre aos sábados, às 10 horas, com degustação de chopes. A próxima data será neste sábado (18) e os ingressos estão disponíveis no site da cervejaria.

Paraná lidera consumo de cerveja zero álcool com crescimento recorde

O Paraná assumiu a liderança nacional na expansão do mercado de cervejas zero álcool. O consumo da bebida no Estado registrou alta de 43,4% em volume entre maio de 2025 e abril deste ano, segundo dados de uma pesquisa da Scanntech — plataforma de análise de vendas no varejo e de inteligência de mercado. O faturamento do setor no mesmo período avançou 31,9% em comparação com o ciclo anterior. Os indicadores paranaenses representam um crescimento quase três vezes superior à média brasileira. O avanço do segmento atrai a atenção de investidores e distribuidores focados no público que busca alternativas saudáveis de consumo.

Espanha goleia Argentina por 4 a 1 na final da Copa do Mundo da Cerveja

A Copa do Mundo 2026 foi emocionante. Apesar da eliminação precoce da Seleção Brasileira, o torneio foi recheado de bons momentos e recordes que ficarão na memória do apreciador de futebol. Neste domingo (19), às 16 horas, acontece o confronto decisivo no estádio de Nova York e Nova Jersey, nos Estados Unidos. De um lado, a Argentina de Lionel Messi busca seu tetracampeonato na competição — o segundo título seguido. De outro, a Espanha, com um modelo de jogo coletivo e altamente estável, tenta o bicampeonato, repetindo o feito de 2010.

Mas e se a disputa fosse travada no campo da cerveja, quem ganharia? A resposta é uma goleada de 4 a 1 da Espanha.

A Copa do Mundo da Cerveja foi elaborada pelo Guia da Cerveja para comparar os países que se enfrentam no gramado por meio de seus mercados cervejeiros. Funciona como um “Super Trunfo”, que tem cinco critérios: tamanho do mercado, consumo per capita, preço, tradição cervejeira e variedade. A vitória é dada a quem marcar mais gols, ou seja, quem tiver maior nota em cada um dos quesitos. 

Veja como seria esse embate:

Tamanho do mercado

O primeiro gol espanhol acontece pelo tamanho do mercado. O volume de produção da Espanha é mais que o dobro do montante da Argentina, de acordo com os números mais recentes do Barth Haas Report. Os espanhóis fabricaram 4,13 bilhões de litros em 2024 contra 2,03 bilhões dos argentinos.

Não é muito se comparado ao tamanho brasileiro, com mais de 15 bilhões de litros segundo o Anuário da Cerveja 2026. Mas é o suficiente para os europeus baterem os “hermanos”. 

Consumo per capita

Aqui os espanhóis marcam um grande gol de placa, também dobrando o número dos argentinos. Enquanto o consumo per capita da Espanha chega a 91,8 litros por pessoa por ano, de acordo com números de 2024 do relatório Global Beer Consumption da Kirin Holdings 2025. Já a Argentina consome 42 litros por pessoa/ano.

O número espanhol é impressionante, superando até o Brasil, que, segundo o mesmo documento, tem 70,3 litros. Mas ainda assim não supera a República Checa, onde cada habitante consome impressionantes 148,8 litros/ano — essa seria a nota 10. Proporcionalmente, então, Espanha fica com nota 6,2 e Argentina, 2,8.

Preço

Uma jogada dividida, mas o país europeu ainda leva vantagem. Se convertidos para a mesma moeda, o dólar americano, os preços médios da cerveja na Espanha são mais baixos do que na Argentina. Enquanto os espanhóis desembolsam entre  1,20 e 1,45 dólares nos supermercados, os argentinos gastam de 1,80 a 2,10 dólares.

Já nos bares, os números ficam mais próximos, entre 3,25 e 3,50 na Espanha e entre 3,40 e 3,70 na Argentina.

Tradição cervejeira

Outra jogada disputada, mas que acaba a favor da Espanha. Apesar de nenhum dos dois países ser uma das grandes referências em tradição cervejeira no mundo, os europeus têm um envolvimento mais longo com nossa querida bebida.

A história da cerveja em território espanhol remonta a assentamentos ibéricos antigos, onde uma bebida primitiva de cereais fermentados chamada Caelia era consumida antes mesmo da ocupação romana. Com a chegada dos romanos, o vinho passou a reinar e a cerveja foi relegada ao segundo. Ela nunca sumiu de fato, mas ganhou novo impulso no século 16, a partir do momento em que o Imperador Carlos V (que também governava o Sacro Império Romano-Germânico) instalou uma pequena cervejaria no Mosteiro de Yuste com mestres-cervejeiros alemães. A industrialização veio no final do século 19 e começo do 20, com a fundação de algumas das principais cervejarias locais: Mahou (1890), Cruzcampo (1904) e Estrella Damm (1876). 

Já a Argentina teve bebidas dos povos originários da América do Sul antes mesmo da colonização espanhola, como o Brasil. Mas a cerveja, como a conhecemos, nos moldes europeus, acaba se desenvolvendo com a indústria moderna no século 19. Um dos marcos importantes ocorre em 1890, quando o imigrante alemão Otto Bemberg funda a cervejaria Quilmes nos arredores de Buenos Aires.

Variedade

O gol de honra dos argentinos surge no finalzinho do jogo no quesito variedade. Enquanto a Espanha teve um despertar tardio para o Renascimento da Cerveja Artesanal, a Argentina começou antes e tem um número maior de cervejarias no território, conferindo mais variedade ao mercado nacional.

Os espanhóis começam a ter cervejas artesanais próprias nos anos 2000. Regiões como a Catalunha lideraram esse movimento. Cervejarias pioneiras como a La Pirata e a Espiga começaram a produzir IPAs e Stouts. Em 2012 nasceu o Barcelona Beer Festival (BBF), tornando-se rapidamente um dos eventos de cerveja artesanal mais importantes da Europa. Hoje existem cerca de 500 cervejarias no país, responsáveis por 1,5% a 2% do volume de produção do país. 

Muitas cervejas misturam a cultura das tapas com a bebida. Microcervejarias começaram a produzir receitas pensadas especificamente para harmonizar com queijos curados, frutos do mar e embutidos. O uso de ingredientes locais — como cascas de laranja andaluza, uvas de vinhas locais para cervejas híbridas (grape ales) e até mesmo azeitonas — virou uma marca registrada da identidade artesanal espanhola.

Já a Argentina entra no movimento na década de 1990, principalmente na região de Mar del Plata. Em 1998, é fundada a Antares, uma das primeiras e principais artesanais do país. Hoje são aproximadamente 1 mil cervejarias — dada a regulamentação diferente do país, é difícil separar produções caseiras de industriais de maior escala. Estima-se que elas respondam por entre 2,5% e 3 % da produção nacional em volume.

Uma das marcas locais das cervejas vem do lúpulo da Patagônia, onde são cultivadas variedades de terroir próprio (como a Cascade argentina) e americanas.

10 influenciadores digitais para você acompanhar e saber mais sobre cerveja

A forma como as pessoas se informam está mudando. Se antes a maioria usava a televisão para acompanhar as novidades, hoje os meios digitais assumiram o protagonismo. No entanto, no imenso fluxo de informações das redes sociais, como saber o que realmente é confiável? Nesse contexto, a credibilidade se tornou um atributo cada vez mais essencial e um dos principais pilares da confiança. No universo da cerveja não é diferente. Se você quer saber mais sobre a bebida, deve seguir bons influenciadores digitais que divulguem a cultura cervejeira.

Pensando nisso, o Guia da Cerveja selecionou dez dos principais influenciadores digitais do meio cervejeiro para você acompanhar, aprender mais e se manter informado.

@biasommelier

Bia Amorim e Aline Smaniotto são as idealizadoras do zine "Na Língua", lançado no início de junho em São Paulo (Créditos: Divulgação)
Bia Amorim e Aline Smaniotto são as idealizadoras do zine “Na Língua”, lançado no início de junho em São Paulo (Créditos: Divulgação)

Formada em Hotelaria e pós-graduada em Gestão de Negócios de Alimentos e Bebidas, Bia Amorim foi considerada por três anos seguidos Melhor Sommelier de Cervejas pela revista Prazeres da Mesa. Atualmente, desenvolve um trabalho focado na identidade nacional das bebidas no Brasil. Seu projeto mais recente é o fanzine “Na Língua”, que reúne artigos e ensaios sobre a brasilidade no mundo das bebidas. No seu perfil no Instagram, ela compartilha experiências e divulga seus projetos. Bia também é colunista do Guia da Cerveja.

@ipacondriaca

O perfil é comandado por Ludmyla Almeida, sommelière de cervejas e uma das criadoras do podcast Surra de Lúpulo. Lá, ela compartilha conteúdos sobre cervejas, estilos, degustações, curiosidades e até desafios pessoais, como projetos de dias sem álcool e corrida, tudo com muito bom humor.

@confianamari

Nesse perfil você pode confiar! Mariana Astolfi é uma das mais dinâmicas produtoras de conteúdo do meio cervejeiro. Formada em Cinema, ela produz vídeos primorosos sobre sua rotina como cervejeira caseira e pitmaster no seu bar, o Dignissima Beer & Smoke, em Bauru (SP). Além disso, também apresenta dicas práticas de degustação, curiosidades sobre diferentes estilos de cerveja, grandes eventos e feiras do setor.

@viajantecervejeiro

Edson Carvalho comanda o Viajante Cervejeiro, perfil em que mostra suas viagens, aventuras e muita cultura cervejeira. Ele já viajou pelo Brasil  pegando carona, de bar em bar, de cervejaria em cervejaria, e também já pedalou de Florianópolis (SC) até o Ushuaia, na Argentina — cidade localizada no extremo sul do continente. Além dos bastidores e dicas dessas e outras viagens, Edson já publicou dois livros nos quais conta em detalhes cada uma dessas jornadas.

@migueldogela

Miguel Medeiros é um dos influenciadores digitais da cerveja de maior alcance no Instagram, rede em que já acumula mais de 279 mil seguidores. Ele é jornalista e sommelier de cervejas, natural de Natal (RN), e divulga em seu perfil eventos, notícias e vídeos de humor, além dos bastidores do seu estilo de vida cervejeiro.

@cacador_de_cerveja

Além de um dos influenciadores digitais, Angelo Nunes é chef de cozinha, o que já diz muito sobre o trabalho que desenvolve no seu perfil do Instagram. Além de viajar o mundo atrás dos melhores rótulos e compartilhar dicas, ele prepara pratos e harmonizações surpreendentes — conteúdos ideais para salvar e reproduzir depois.

@pricolares_

Sommelière de cervejas e Certified Cicerone, Priscila Colares entende muito do mundo das cervejas. Seu perfil do Instagram é ideal para quem deseja aprender sobre estilos, degustações e até participar delas. A profissional hoje se divide entre Brasil e Europa, trazendo muitas raridades para os eventos de sua confraria.

@jamal_awadallak

Para quem gosta de fazer cerveja em casa, o perfil do Jamal Awadallak é obrigatório. Além de cervejeiro caseiro, criador do canal do Youtube Beer School, ele é doutor em Processos Químicos e Bioquímicos pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), unindo o conhecimento acadêmico ao técnico do seu hobby para ensinar os mistérios do homebrew. No perfil, é possível acompanhar bastidores, as viagens e descobertas e até se inscrever nos cursos que ele oferece.

@mariacevada

Maria Cevada é o nome de um dos blogs mais tradicionais de cerveja do país e também batiza o perfil do Instagram do casal Amanda Henriques e Anderson Senne, que soma mais de 81 mil seguidores. Lá, eles produzem conteúdos sobre viagens cervejeiras, dicas de locais para comer e beber bem, harmonizações, bastidores de produção de cerveja caseira e lançamentos.

@bardocelso

Guia da Cerveja

Apesar do nome, não se trata de um perfil de um bar. Esse é o espaço do jornalista e sommelier de cervejas Luís Celso Jr., diretor de conteúdo e editor do Guia da Cerveja e um dos maiores profissionais do Brasil — ele tem 1,90 metro de altura! Brincadeiras à parte, o nome do Instagram faz referência ao BarDoCelso.com, blog fundado por ele em 2006, hoje o mais antigo ainda em atividade no Brasil. Celso é info-encer, divulgando e comentando notícias e novidades cervejeiras, além de fazer análises do mercado. Como também é professor do Instituto da Cerveja Brasil, entrega no perfil muitos conteúdos didáticos sobre a cultura cervejeira, estilos, curiosidades e muito mais.

Extra: @guiadacerveja

Para quem deseja ficar informado sobre as notícias do meio cervejeiro, o Guia da Cerveja também tem perfil no Instagram. Lá, o leitor encontra matérias e reportagens sobre os principais acontecimentos do setor. Para se manter bem atualizado, você também pode entrar na comunidade do Whatsapp ou assinar a newsletter e receber as novidades diretamente no e-mail.

Imposto Seletivo: à espera de regulamentação, cervejarias pedem diferenciação por porte e teor alcoólico

Faltam menos de seis meses para a entrada em vigor do Imposto Seletivo, novo tributo extrafiscal criado pela Reforma Tributária para incidir sobre produtos considerados potencialmente prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente pelos legisladores. Mas muito pouco ainda se sabe sobre ele. Uma lei precisa ser criada para estabelecer as regras de cobrança e alíquotas, mas o projeto de regulamentação ainda não foi enviado pelo governo ao Congresso.

Diante desse cenário de incertezas, o Guia da Cerveja entrevistou mais de dez proprietários, administradores e representantes de entidades do setor. O levantamento mostra que as reivindicações do segmento convergem para pontos que já estão previstos na emenda constitucional, mas que ainda carecem de detalhamento.

O setor cervejeiro pede clareza e previsibilidade, pois não há como se planejar para os próximos anos sem essas definições. Além de manter a neutralidade da carga tributária, as empresas defendem a diferenciação das bebidas por teor alcoólico e das cervejarias por porte, possibilidades já previstas na Emenda Constitucional que criou o novo sistema.

Clareza, previsibilidade e neutralidade

Um dos principais temores do setor é o aumento real de impostos. As definições atrasadas dificultam o planejamento de uma cadeia que responde por cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Como agravante, para respeitar o rito constitucional, as regras deveriam ser publicadas no Diário Oficial até o fim de setembro — já que um imposto novo deve respeitar a noventena, que exige um período de 90 dias entre a publicação da lei e a sua entrada em vigor.

Para Marcio Maciel, presidente executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv) — que representa gigantes do setor como Ambev e Heineken — o novo imposto representa uma oportunidade de aperfeiçoamento, mas deve ser construído com critérios técnicos, segurança jurídica, previsibilidade sem aumento de impostos.

“O primeiro ponto é garantir que o Imposto Seletivo preserve a neutralidade da carga tributária durante a transição para o novo sistema. Além disso, as regras precisam ser definidas com antecedência suficiente para que as empresas possam se planejar e realizar os investimentos necessários”, diz.

Ladir Almada Neto, diretor de Marketing e Vendas da Cervejaria Campinas (SP), acrescenta que o setor já arca com uma das maiores cargas tributárias do país e que o objetivo do tributo não pode ser meramente arrecadatório. “Se o Estado pretender aumentar ainda mais a tributação, o mercado sofrerá muito com o repasse de preços e inflação”, projeta.

Transparência

A transparência também é uma preocupação de João Giovanella, CEO e fundador da Salva Craft Beer, de Bom Retiro do Sul (RS). “Na minha visão, o ideal seria que a tributação fosse a mais simples e uniforme possível. Sempre que existem mecanismos muito específicos ou critérios excessivamente complexos, aumentam também a insegurança jurídica e a dificuldade de planejamento para as empresas”, explica.

Para Joice Pauli, diretora operacional da cervejaria Stannis Co., de Jaraguá do Sul (SC), a estipulação das alíquotas, um dos pontos centrais das discussões, deve ocorrer de forma objetiva e transparente. “Nossa principal preocupação é que haja critérios técnicos, transparentes e equilibrados para a definição das alíquotas. A previsibilidade tributária é fundamental para que as empresas possam planejar investimentos, produção e geração de empregos”, pontua.

Na corrida contra o relógio, o governo já estuda outras medidas, como o envio do projeto com urgência ou via Medida Provisória. Em ambos os casos, reduz-se o tempo para o setor discutir as novas regras no Congresso. 

“Estamos a seis meses do fim do ano e até agora não saiu nada oficial. O Ministério da Fazenda não enviou o texto ao Congresso ainda. Então, para nós, fica muito difícil discutir e negociar”, explica Gilberto Tarantino, presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva).

Tributação baseada em teor alcoólico da bebida

Grande parte dos entrevistados também defende que o Imposto Seletivo siga modelos internacionais já consolidados, diferenciando a alíquota pelo teor alcoólico de cada bebida. A possibilidade dessa diferenciação já está prevista no próprio texto da lei que criou a Reforma Tributária, mas para vigorar deve também estar refletida na lei que regulamentará o novo tributo. 

“As orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que a tributação de bebidas alcoólicas deve considerar, entre outros aspectos, o teor alcoólico dos produtos. Esse princípio reconhece que produtos diferentes devem receber tratamentos tributários diferentes, promovendo uma tributação mais proporcional e coerente com os objetivos de saúde pública e com as melhores práticas internacionais”, destaca o presidente do Sindicerv.

Marcelo Naves, fundador da Cervejaria Quatro Poderes, de Brasília (DF), também reforça que esse seria o melhor caminho. “A tributação por teor alcoólico é o caminho mais adequado. Se a justificativa é taxar pelo impacto na saúde, uma cerveja de menos de 5% não pode ser tarifada da mesma forma que um vinho ou um uísque muito mais alcoólicos e potencialmente mais danosos à saúde sob este aspecto”.

“O Imposto Seletivo, na maioria dos países em que tive oportunidade de produzir cervejas colaborativas, é calculado pela graduação alcoólica da bebida, cumprindo assim seu papel de desestimular o consumo excessivo de álcool”, conta Wagner Falci, cofundador e cervejeiro da Daoravida Brewpub, de Campinas (SP).

Diferenciação por porte da cervejaria

Outra preocupação das pequenas cervejarias é que a Reforma Tributária e o Imposto Seletivo sejam instrumentos de justiça fiscal, garantindo igualdade de condições competitivas no mercado cervejeiro. Para isso, seria necessário diferenciar os pequenos dos grandes produtores — algo alinhado à proposta enviada pela Abracerva ao Ministério da Fazenda.

“A principal sugestão é que o Imposto Seletivo adote critérios que diferenciem o volume de produção e o porte da empresa, de forma semelhante à que ocorre em diversos países que valorizam a produção artesanal”, diz Flávio Moret, sócio-proprietário da Cervejaria DosMoret, de São Bernardo do Campo (SP).

Já Isaac Deutsch e Jessika Alves, sócio-proprietário e gerente administrativo-financeira da Cervejaria Tarantino (SP), alertam que, além disso, é preciso também coibir abusos. “É preciso blindar os critérios baseados na NCM [Nomenclatura Comum do Mercosul], para evitar brechas de planejamento tributário agressivo, impedindo que grandes indústrias alterem a classificação de seus produtos para evadir o imposto”, explica Alves.

Para Robson Mauri, fundador da Cervejaria 6º Sentido Cervejaria, de Piracicaba (SP), as condições de atuação de microcervejarias são muito diferentes das grandes empresas do setor e, por isso, não podem ser colocadas numa mesma faixa fiscal. “A realidade das cervejarias menores é de um desafio muito grande de custos. É bem mais difícil rodar o negócio do que uma grande cervejaria de nível nacional”, explica.

Nesse sentido, Rafael Leal, cofundador da Caatinga Rocks, de Murici (AL), também alerta para os produtores que estão em faixas intermediárias. “Um ponto fundamental é a necessidade de uma faixa de tributação que atenda às microcervejarias – especialmente as que produzem de 10 a 30 mil litros por mês. Essa é uma faixa de produção extremamente vulnerável, pois não representa nem um modelo enxuto, tampouco um modelo com um fluxo financeiro mais robusto. Penso que as microcervejarias que estão nesse recorte são as mais expostas e vulneráveis do nosso setor”, analisa.

O CEO e fundador da Salva Craft Beer mostra que mesmo uma grande cervejaria independente enfrenta um abismo de distância em relação a uma pequena planta das gigantes do setor. “Para dar um exemplo prático, a Salva prevê alcançar cerca de 6 milhões de litros este ano [cerca de 500 mil por mês]. Já uma única planta industrial de grande porte no Brasil pode ter capacidade próxima de 200 milhões de litros por mês. É uma disparidade extremamente significativa”, explica.

“O mais importante é que as regras sejam claras, previsíveis e proporcionais, permitindo que empresas de todos os portes possam competir e investir em igualdade de condições”, conclui.

Cerveja contra a fadiga? Estudo do Japão cria levedura capaz de produzir bebida rica em aminoácido funcional

Que uma cerveja no fim do expediente ou “antes do almoço”, como dizia Chico Science, ajuda a relaxar, você já sabia. Mas e se tivesse compostos que também ajudassem a combater a fadiga e a reduzir o estresse? Pode parecer algo distante, mas a ciência acaba de dar um passo largo nessa direção. Pesquisadores japoneses desenvolveram uma nova cepa de levedura capaz de produzir níveis altíssimos de ornitina, um aminoácido funcional presente em suplementos.

O estudo é sério. Foi publicado recentemente no respeitado periódico científico Journal of Industrial Microbiology and Biotechnology, periódico oficial da Society for Industrial Microbiology and Biotechnology (SIMB) editado pela conceituada Oxford University Press. A revista possui revisão por pares rigorosa. Os professores Hiroshi Takagi e Akira Nishimura lideraram a pesquisa, conduzida no Laboratório de Ciência da Fermentação do Instituto de Ciência e Tecnologia de Nara (NAIST).

O que é a ornitina e qual é o seu efeito sobre a fadiga?

Para quem não está familiarizado, a ornitina é um aminoácido que atua no ciclo da ureia no nosso corpo, desempenhando um papel fundamental na remoção da amônia — um resíduo natural gerado durante o metabolismo de proteínas. Na prateleira das farmácias e lojas de produtos naturais, a ornitina é famosa por integrar suplementos que prometem reduzir a fadiga, aliviar o estresse e até melhorar a qualidade do sono.

O grande trunfo desta pesquisa, no entanto, não é apenas “criar” ornitina na cerveja. Mas como isso foi feito. A criação da levedura não usou edição genética. Ou seja, não se trata de um organismo geneticamente modificado.

Biologia clássica, levedura selvagem

Para chegar aos resultados desejados, os cientistas japoneses usaram métodos clássicos. Eles partiram de uma levedura selvagem (Saccharomyces cerevisiae) isolada na própria natureza, no campus da universidade no Japão. E, em vez de editar o DNA artificialmente, a equipe apostou em métodos tradicionais de melhoramento e mutagênese química.

Depois, através de uma seleção rigorosa, eles chegaram a uma cepa batizada de ADHorn49. O sequenciamento do genoma mostrou que uma alteração simples e natural em um gene específico (o gene ARG6) foi suficiente para que essa nova levedura acumulasse mais de nove vezes a quantidade de ornitina em suas células, quando comparada à levedura original. Tudo isso, alterando apenas a regulação metabólica natural do microrganismo.

Do laboratório para o copo

Mas e na panela, como essa levedura se comporta? Para a alegria dos mestres-cervejeiros, a ADHorn49 atua exatamente como uma levedura cervejeira de excelência deve atuar. Nos testes no mosto (o caldo açucarado que dá origem à cerveja), ela permofou e produziu o perfil de fermentação esperado, com níveis normais de dióxido de carbono (CO2), garantindo a carbonatação. A análise mostrou que ela liberou quantidades substanciais de ornitina no meio do processo (chegando a 7 mg por litro em apenas quatro dias).

Os cientistas já testaram o conceito com sucesso em escala comercial. Em parceria com a cervejaria 10 Fields Factory, sediada em Osaka, no Japão, a equipe produziu um lote protótipo de uma Golden Strong Ale. No final, a cerveja alcançou impressionantes 19 mg de ornitina por litro, um salto em relação aos apenas 6,1 mg por litro na versão brassada com a levedura padrão.

O objetivo central dos cientistas japoneses era demonstrar uma estratégia prática que combinasse o melhoramento microbiano tradicional com a compreensão molecular avançada. O estudo visava unir os recursos valiosos da biodiversidade local (leveduras selvagens) à biotecnologia moderna, provando que é possível inovar sem edição genética.

Para o mercado cervejeiro, essa descoberta abre portas para uma categoria inteiramente nova de bebidas artesanais com maior valor agregado. Conforme o interesse dos consumidores cresce por alimentos e bebidas que entreguem características funcionais, inovações como a levedura ADHorn49, que ajuda contra a fadiga, mostram-se promisoras.

Nota importante

Os dados científicos discutidos neste texto refletem propriedades de substâncias específicas (como a ornitina), mas especialistas reforçam que esses elementos podem ser obtidos de fontes não alcoólicas. Nenhuma quantidade de bebida deve ser vista como “tratamento” ou prevenção de doenças. Se você opta por beber, faça-o com moderação e nunca antes de dirigir.

Heineken Ultimate chega ao Rio de Janeiro

A partir desta segunda-feira (13), os cariocas já poderão encontrar a Heineken Ultimate no Rio de Janeiro. O Grupo Heineken anunciou que a novidade — que é zero glúten, tem 30% menos calorias e teor alcoólico de apenas 3,5% — desembarca nos principais pontos de venda, bares e restaurantes da Cidade Maravilhosa.

O lançamento da Heineken Ultimate no Rio de Janeiro faz parte da estratégia de expansão nacional do produto. A nova cerveja da Heineken amplia o ecossistema da marca, oferecendo uma nova alternativa para consumidores que buscam mais equilíbrio em diferentes ocasiões de consumo. E tudo isso, com apenas 29 kcal a cada 100 ml e sem abrir mão do sabor e da experiência característicos de Heineken.

“A chegada de Heineken Ultimate no Rio de Janeiro representa mais um passo importante na expansão dessa inovação pelo Brasil. O consumidor tem buscado cada vez mais opções que acompanhem diferentes estilos de vida e momentos de socialização. E Ultimate nasce justamente para ampliar essas possibilidades dentro da marca, mantendo a qualidade e a experiência premium que são esperadas de Heineken”, afirma Fernanda Leitão, Brand Innovation Manager da Heineken no Brasil.

Heineken Ultimate no Rio de Janeiro

Com a chegada do novo rótulo no Rio de Janeiro, a marca amplia a relação com a cidade, criando novas conexões com os consumidores e reforçando sua presença no território.

Uma relação da Heineken com a Cidade Maravilhosa vem de longa data, sendo construída por meio de experiências marcantes. Nos últimos anos, a marca esteve presente na agenda cultural carioca, participando de festivais e grandes shows. Um dos exemplos é o patrocínio ao Rock in Rio Brasil 2026, marcando a oitava participação consecutiva da Heineken no festival.

Já a Heineken 0.0 também tem ampliado a atuação na cidade por meio do universo da corrida. A marca já levou o projeto Rolê 0.0 duas vezes à capital fluminense e realizou, em abril, a primeira edição da Finish Line Run, reforçando sua conexão com iniciativas voltadas ao bem-estar e à vida ativa.

Preço da cerveja cai em junho; produção industrial tem forte retração em maio

O cenário para o consumidor de cerveja trouxe um refresco no fechamento do primeiro semestre de 2026. Após apresentar pressão em maio, com a maior alta em oito meses (0,96%), o preço da cerveja vendida nos supermercados caiu em junho, registrando deflação de -0,29%. Já a produção industrial de bebidas alcoólicas, referente a maio, amargou uma retração expressiva de -4,2% em relação ao mesmo mês de 2025. Os números são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O alívio nos preços da cerveja no domicílio (-0,29%) ajudou a segurar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, que ficou em apenas 0,16%. O barateamento da bebida acompanhou a onda de bom desempenho da categoria macro de Alimentação e Bebidas, que teve deflação de -0,24% e operou como o principal impacto negativo para a inflação oficial no mês.

A estratégia financeira do consumidor, no entanto, segue dividida e escancara os diferentes comportamentos do varejo. Enquanto a cerveja comprada para beber em casa (no domicílio) barateou, a cerveja consumida fora do domicílio (em bares e restaurantes) continuou subindo, anotando alta de 0,21% em junho. No longo prazo, a cerveja no supermercado ainda pesa mais no bolso: a inflação acumulada em 12 meses é de 5,30%, rodando acima do IPCA geral do período (4,64%). Já a cerveja no bar acumula alta mais modesta, de 3,41% nos últimos 12 meses.

Variação de Preços – Visão Nacional

Geral, grupo, subgrupo e itemMensal (%)12 meses (%)
Índice geral0,164,64
1. Alimentação e bebidas-0,243,82
11. Alimentação no domicílio-0,393,03
1114084. Cerveja-0,295,30
12. Alimentação fora do domicílio0,155,89
1201048. Cerveja0,213,41
Fonte: IBGE – IPCA (junho 2026)

Monta-russa de preços

O número cru da inflação acumulada nos últimos 12 meses esconde, no entanto, um comportamento no estilo monta-russa. Desde janeiro, o preço da cerveja nos supermercados vem alternando altos e baixos que, muitas vezes, chegam à deflação. A mesma alternância pode ser notada no índice da cerveja fora do domicílio desde outubro de 2025. 

No entanto, esse vai e vem não é totalmente simétrico, tendo inflação ainda maior que a deflação geral, gerando índices positivos. No acumulado do primeiro semestre, a cerveja consumida em bares e restaurantes registra alta de 1,98%, bem maior do que a consumida na residência (que tem maior impacto na inflação geral), com inflação de apenas 0,88%.

IPCA vs. Indicadores de cerveja (jul/25 – jun/26)

Preço da cerveja nas áreas pesquisadas

Geograficamente, os supermercados de metade das regiões pesquisadas pelo IBGE apresentaram queda no preço da cerveja. A cidade com maior queda em junho foi Salvador (BA), com expressivos -2,07%. Logo atrás, como destaques de economia para o consumidor, figuraram Porto Alegre (-1,91%) e Fortaleza (-1,38%). Na contramão desse alívio, as maiores pressões e saltos nos preços da cerveja de supermercado no mês foram observados nas prateleiras de Campo Grande (1,25%), Belém (1,13%) e Belo Horizonte (0,28%).

Já observando o acumulado de 12 meses, as maiores altas e o peso mais severo no bolso do consumidor foram registrados em Campo Grande (7,98%), Curitiba (7,35%) e Goiânia (7,25%). Por outro lado, a inflação de longo prazo da cerveja foi mais branda em Porto Alegre (0,78%) e Salvador (1,17%).

Variação Regional – Cerveja no Domicílio

Cidade / RegiãoVariação Mensal (%)Acumulada 12 Meses (%)
São Luís (MA)-0,414,69
Aracaju (SE)-0,494,95
Campo Grande (MS)1,257,98
Goiânia (GO)-1,027,25
Brasília (DF)-0,033,66
Belém (PA)1,135,52
Fortaleza (CE)-1,386,50
Recife (PE)0,012,11
Salvador (BA)-2,071,17
Belo Horizonte (MG)0,283,88
Grande Vitória (ES)-0,407,18
Rio de Janeiro (RJ)-0,237,05
São Paulo (SP)-0,026,77
Curitiba (PR)0,207,35
Porto Alegre (RS)-1,910,78
Fonte: IBGE – IPCA (Dados de Junho 2026 – Item: 1114084. Cerveja). (Nota: Dados de Rio Branco indisponíveis no relatório para o período analisado).

Recuo na produção industrial

Os dados recém-divulgados da Produção Física Industrial (PIM-PF) mostram que, em maio, a fabricação de bebidas alcoólicas sentiu um forte freio. O setor registrou uma retração de -4,2% na comparação com o mesmo mês do ano anterior (maio de 2025). O resultado opera no negativo, alinhado ao comportamento geral da indústria nacional, que teve retração de -0,2% frente a abril.

No acumulado dos últimos 12 meses, a indústria de bebidas alcoólicas — segmento em que a indústria cervejeira representa quase 90% da produção — aprofunda o viés de queda e atinge -3,6%. Já a fabricação de bebidas não alcoólicas teve uma retração mais leve no mês, caindo -1%, e ainda consegue manter um saldo fracamente positivo de 0,5% no acumulado de 12 meses.

Visão Industrial – Fabricação de Bebidas

Grupos e classes industriaisVariação Mensal (%)*Variação 12 Meses (%)
11.1 Fabricação de bebidas alcoólicas-4,2-3,6
11.2 Fabricação de bebidas não alcoólicas-1,00,5
*Fonte: IBGE – Pesquisa Industrial Mensal (Dados de Maio 2026). (Comparação com o mesmo mês do ano anterior).

Cervejas artesanais sem álcool: onde estão?

Há algum tempo, a busca por cervejas alcohol-free tem sido uma constante, seja por uma pausa na ingestão de bebidas alcoólicas para dar um descanso ao corpo, seja por questões médicas ou religiosas. Mas está sendo difícil encontrar cervejas artesanais sem álcool por aqui.

Na minha casa, por exemplo, essa pausa na ingestão de álcool já ultrapassou os dois anos e, provavelmente, o hiato se prolongará por muito mais tempo. O que começou por uma recomendação médica, no meu caso, tornou-se um hábito: hoje já não consigo tomar mais do que uma taça de cerveja convencional — mesmo que seja de apenas 2% —, e meu filho tem acompanhado essa mesma dinâmica. E isso é algo que tenho observado entre os amigos dele também. 

Dias atrás, fiz um jantar em casa e, ao oferecer cervejas de estilos diversos, ouvi: “Obrigado, Dona Sara, mas não estou bebendo álcool. Se a senhora tiver cerveja sem álcool, aceito”. Perguntei se haviam parado de beber e eles me informaram que, nos últimos tempos, vêm dando uma pausa na bebida. Começamos a conversar e uma das principais queixas foi o fato de não encontrarem cervejas artesanais sem álcool nas gôndolas dos supermercados.

Conversando com meus convidados — oito naquele dia —, todos foram unânimes em dizer que há uma grande dificuldade em encontrar o produto. Ponderei: o mercado existe; o produto, não.

A dificuldade em encontrar cervejas artesanais sem álcool

Com a aproximação do “Julho das Pretas” — mês em que mulheres negras se reúnem para buscar caminhos possíveis para as nossas vidas —, pensei em reunir algumas amigas em um jantar harmonizado para dialogarmos. É algo que já fiz em anos anteriores e que nos rendeu momentos muito edificantes.

Contudo, ao me dirigir mais uma vez ao supermercado, deparei-me com a total ausência de diversidade no que tange aos estilos de cerveja. Nacional, encontrei apenas uma Summer Ale de uma cervejaria de Santa Catarina; de resto, uma Weiss de uma cervejaria alemã e nada mais.

O que tenho observado, ao menos nos espaços que frequento, é uma grande dificuldade em encontrar cervejas artesanais sem álcool. Há uma demanda? Sim, ela existe. Os estilos que mencionei acima, quando chegam às gôndolas dos supermercados daqui, saem rapidamente. Iso mostra que há pessoas sedentas por cervejas sem álcool. Mas, aparentemente, o mercado não se mostra disposto a acompanhar o ritmo da mudança deste setor.


Sara Araujo é sommelière de cervejas e palestrante sobre relações raciais; consultora, formada em Direito (ITE de Bauru/2012) e em Ciências Sociais (UEM/2022), é também especialista em História da África e da Diáspora Atlântica (Instituto Pretos Novos/2025), além de mestranda em Ciências Sociais pela UEM.


* Este é um texto de opinião. As ideias e informações nele contidas são de responsabilidade do colunista ou articulista e não refletem necessariamente o ponto de vista do Guia da Cerveja.

Menu Degustação: Orleans ganha título de Capital Catarinense da Cerveja Artesanal

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou na quarta-feira (8) o Projeto de Lei nº 0204/2026, que concede ao município de Orleans o título oficial de Capital Catarinense da Cerveja Artesanal. A proposta, de autoria do deputado estadual Carlos Humberto (PL), reconhece a importância do setor para a economia e o turismo da região sul do estado.

A cidade se consolidou nos últimos anos com empreendimentos locais de cerveja artesanal e participações em concursos especializados. O município abriga marcas premiadas, com destaque para a Big Jack Cervejaria, que já conquistou o título de Melhor Cervejaria do Brasil no Concurso Brasileiro de Cervejas. A atuação das empresas impulsiona também os segmentos de gastronomia e o turismo de experiência.

O prefeito Fernando Cruzetta afirmou que o reconhecimento valoriza os empreendedores locais e consolida uma identidade construída com muito trabalho. Segundo a liderança do executivo municipal, o título fortalece o turismo, auxilia na geração de empregos no comércio regional e amplia a visibilidade da cidade em todo o território catarinense.

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Gastronomia influencia decisão de viagem de 90% dos brasileiros

Uma pesquisa da plataforma Booking.com mostra que a culinária local influencia o planejamento de viagem de 90% dos brasileiros. O levantamento aponta que 52% dos viajantes do país preferem restaurantes autênticos e pouco conhecidos por turistas. Além disso, 49% dos entrevistados pretendem consumir comidas de rua e frequentar feiras populares. A notícia é também muito boa para o setor cervejeiro, que pode explorar essas ocasiões de consumo. O estudo ouviu 32.800 pessoas em 34 mercados globais no começo deste ano.

Cervejaria Dádiva promove evento com portas abertas na fábrica

A Cervejaria Dádiva, de Várzea Paulista (SP), promoverá no sábado (25) um encontro com portas abertas em sua fábrica, localizada no bairro Sítio São José. O evento ocorrerá das 12h às 18h e oferecerá chopes e latas de cerveja artesanal para consumo local ou viagem. A equipe de produção guiará visitas às instalações nos horários das 12h e das 14h, com vagas limitadas. A Casa Olive participará da edição como convidada gastronômica oficial da marca. Mais informações no perfil do Instagram da cervejaria.

Festival das Cervejarias Paulistanas divulga primeiros participantes

Os organizadores do Festival das Cervejarias Paulistanas divulgaram a primeira lista de marcas confirmadas para a sua sexta edição. O evento ocorrerá no sábado (29) e no domingo (30) de agosto, no Centro Cultural Tendal da Lapa, localizado na zona oeste da capital paulista. Produtores de cerveja artesanal como Tarantino, Cervejaria Central e Cervejaria Nacional integram a rodada inicial de participantes. O festival terá entrada gratuita e promete anunciar novos expositores nos próximos dias. Mais informações no perfil do Instagram do Polo Cervejeiro da Grande São Paulo.

Falta um mês para o IPA Day São Paulo; ingressos entram no último lote

Este ano, o IPA Day São Paulo será no dia 8 de agosto, um sábado, no Tendal da Lapa, na Zona Oeste paulistana. Ou seja, falta apenas cerca de um mês para o evento. A organização já vendeu 90% dos ingressos do segundo lote. Esta edição reúne 31 cervejarias e oferece mais de 40 versões do estilo India Pale Ale ao público. Os preços atuais variam de R$ 69,90 a R$ 289,90 e sobem assim que o lote atual acabar. Mais informações no Instagram do IPA Day Brasil.

Opa Bier ganha prêmio de ecologia por reaproveitamento de resíduo

A cervejaria Opa Bier, de Joinville (SC) venceu a 32ª edição do Prêmio Expressão de Ecologia com um projeto de economia circular. A empresa destina integralmente o bagaço de malte de sua produção para a alimentação de mais de 1,5 mil bovinos. O resíduo era descartado em aterros sanitários. A fábrica produz cerca de 2 milhões de litros de cerveja por mês e gera até 300 mil quilos do subproduto. A entrega do Troféu Onda Verde ocorreu no final de junho na capital Florianópolis.

Guarapuava recebe festival de inverno

Em Guarapuava (PR), a oitava edição do Festival de Cervejas de Inverno (Fecin) acontece neste sábado (11) e domingo (12) no Centro de Eventos Cidade dos Lagos. O evento com entrada gratuita reúne cervejarias locais consagradas como Água do Monge, Jordana, Metzgerbier e Irmandade. A programação musical conta com shows gratuitos do cantor Gazu e da banda Velhas Virgens. A estrutura inclui opções de gastronomia internacional e pratos típicos da Colônia Suábia.

Piracicaba sedia concurso de cerveja artesanal caseira com inscrições até agosto

As inscrições para o Caipira Beer Cup, concurso voltado a produtores de cerveja artesanal caseira, começam no dia 25 de julho. Os interessados de Piracicaba (SP) e região podem registrar as amostras até o dia 31 de agosto. A taxa inicial é de 60 reais para a primeira cerveja e passa para 50 reais a partir da segunda inscrição. A avaliação técnica seguirá o guia de estilos internacional BJCP e ocorrerá em setembro, com entrega de medalhas e insumos aos vencedores do Best of Show. O evento é organizado pela Cadeia Produtiva Local da Indústria de Máquinas, Equipamentos e Serviços para Cervejarias junto ao Simespi e à Rota Cervejeira de Piracicaba. Os registros devem ser feitos pelo site do Beer Awards Platform.

Cervejaria Läut lança cerveja artesanal em homenagem a Henrique Maderite

A Cervejaria Läut, de Nova Lima (MG), lançou a Meidia, uma cerveja em edição especial para celebrar os 10 anos de história da marca. O rótulo homenageia o influenciador Henrique Maderite, que foi embaixador da cervejaria. A receita baseia-se na Montesa, um dos produtos mais premiados da empresa. A novidade chega ao mercado em garrafas de 600 ml. O produto já está disponível nos principais pontos de venda e nos canais oficiais da marca.

Baden Baden transforma plataforma digital em ação de inverno

A agência Ogilvy começou na sexta-feira (3) uma ação publicitária para a Baden Baden. A iniciativa transformou, por 48 horas, a plataforma The Summer Hunter em The Winter Hunter. O movimento editorial divulgou miniguias turísticos sobre Tiradentes (MG), Campos do Jordão (SP) e a Serra Gaúcha. O conteúdo destaca rituais de consumo para a estação e promove o recente lançamento da marca, a cerveja Baden Baden Coffee.

Bar Brahma e Perdigão oferecem choripán especial durante o mundial

O Bar Brahma, de São Paulo (SP), e a Perdigão apresentam um sanduíche especial de choripán para a temporada de jogos de futebol. O chef Israel Cunha assina a receita, que leva linguiça, molho de maionese, salada e chimichurri no pão ciabatta. O lanche custa R$ 32,00 e fica disponível no cardápio da casa até o dia 20 de julho. O estabelecimento fica na esquina das avenidas Ipiranga e São João, no centro da capital paulista.

Inscrições para o Brasil Cup entram na reta final

O concurso de bebidas Brasil Cup, de Florianópolis (SC), entra na reta final e recebe inscrições para a sua sexta edição até 23 de agosto. A competição avalia os rótulos participantes de forma totalmente às cegas para garantir a imparcialidade do resultado. Um júri composto por mestres cervejeiros, enólogos e sommeliers nacionais e internacionais realiza a análise sensorial técnica dos produtos. Todos os competidores recebem um relatório detalhado com os pontos fortes e oportunidades de melhoria das bebidas. O concurso será realizado entre 7 e 12 de setembro.

Beer Prosaz lança 1ª cerveja criada por IA em Três Lagoas (MS)

O bar Beer Prosaz, de Três Lagoas (MS), lançou na quarta-feira (8) a IAmber Lager, primeira cerveja do município com fórmula desenvolvida por inteligência artificial. O rótulo integra as comemorações de dez anos da marca, fundada em 2016. A receita apresenta estilo Amber Lager clássico, com 5,1% de teor alcoólico e 27 unidades de amargor (IBU). O produto utiliza lúpulo tcheco Saaz e recebe uma enzima natural que elimina o glúten da bebida durante a fabricação.

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Cervejaria RuERA lança coquetel Amadinho em lata

A RuERA Cervejaria, de Campinas (SP), apresenta o Amadinho, uma bebida alcoólica mista pronta para beber (RTD) desenvolvida em parceria com a Geest Destilaria. O drink tem 6% de teor alcoólico e combina cachaça, maracujá, limão, mate, guaraná, gengibre e canela em embalagens de 350 ml. O produto atende a uma demanda por serviço rápido em dias de casa cheia. A RuERA funciona no Beco de Barão, no distrito de Barão Geraldo.

Grupo Xeque Mate Bebidas expande produção e abre novos bares

Falando em drinks prontos para beber, o Grupo Xeque Mate Bebidas projeta um aumento de quase 70% no volume de litros fabricados este ano. A empresa vendeu mais de 9 milhões de litros do seu drink principal no ano passado. O conglomerado empresarial também expande a rede de bares Mascate para além do território mineiro. A marca abriu uma filial em Caraíva (BA) e inaugurou recentemente uma unidade na zona boêmia do Rio de Janeiro (RJ).

Inside The Star promove tour com harmonização de inverno

O Inside The Star realiza o Tour com Harmonização de Inverno entre os dias 3 de julho e 29 de agosto. A experiência imersiva do Grupo Heineken ocorre nas fábricas de Jacareí (SP) e Ponta Grossa (PR). O roteiro combina rótulos de maior complexidade aromática com uma seleção gastronômica para os dias frios. As sessões com harmonização acontecem nas sextas-feiras e sábados, com ingressos a 80 reais na plataforma Sympla. O espaço oferece uma jornada interativa pelo processo de produção, ingredientes e história das marcas da companhia. O público maior de 18 anos também tem acesso à loja de artigos oficiais ao final da visita.

Estrella Galicia reforça presença no campeonato de endurance em Interlagos

A Estrella Galicia participa a partir desta sexta-feira (10) do Rolex 6 Horas de São Paulo, etapa brasileira do Campeonato Mundial de Endurance. A cervejaria espanhola independente espalha bares pelo Autódromo de Interlagos, em São Paulo (SP), durante os três dias de programação do festival, que une automobilismo, música e cultura. O público encontra o portfólio completo da marca, incluindo as versões sem álcool e a linha especial 1906. O evento termina no domingo (12) e reúne 14 montadoras no grid.

No Dia da Pizza, conheça 7 combinações perfeitas com cerveja

Anualmente, em 10 de julho, milhares de pessoas comemoram o Dia da Pizza, um dos pratos mais democráticos do mundo. Além de ser prática, versátil e agradar a diferentes paladares, é também um símbolo de convívio social, fartura e festa. E há uma bebida que também é exatamente assim: a cerveja! Então, se há toda essa  afinidade de significados, que tal aproveitar a data para conhecer algumas ótimas combinações?

A arte e técnica de combinar sabores de comidas e bebidas é conhecida como harmonização. E se trata de ir além do mero acompanhamento. O objetivo aqui é fazer com que os sabores de ambos interajam entre si, transformando a combinação final.

E a cerveja, em específico, é uma bebida muito versátil para harmonizar. Ela tem uma ampla gama de aromas e sabores diferentes e combina virtualmente com tudo — basta escolher o estilo e rótulo certos para cada alimento. E não se engane: apesar do nome meio pomposo, não é algo só para jantares chiques. A harmonização pode ser feita tanto com o prato de um chef como com petiscos, churrasco, salgadinhos, doces, sorvete e até, claro, a pizza.

Dia da Pizza Internacional vs. Dia da Pizza no Brasil

Não existe um Dia da Pizza Internacional. Cada país segue um calendário diferente para comemorar a data. E os motivos são tão diversos quanto os próprios sabores dessa iguaria. 

Na Itália, a data é 17 de janeiro, Dia de Santo Antão (Sant’Antonio Abate), que é considerado o protetor dos padeiros e pizzaiolos. Nos Estados Unidos é 9 de fevereiro, mas não há um motivo claro. O mote existe desde os anos 2000, quando o prato virou febre por lá e foi explorado pelas pizzarias nessa data aparentemente aleatória. Essa é a data que também é mais associada a um suposto Dia Mundial da Pizza, erroneamente.

Já o Dia da Pizza no Brasil é 10 de julho. Ele é comemorado desde 1985, quando a data foi instituída por Caio Luiz de Carvalho, então secretário de Turismo da cidade de São Paulo — a capital brasileira da pizza. O dia escolhido foi o do encerramento de um concurso estadual que elegeu as melhores receitas de muçarela e Margherita. E o sucesso foi tanto que a comemoração virou tradição oficial.

A pizza no Brasil é um sucesso absoluto. O país ocupa a segunda posição no ranking mundial, atrás apenas dos Estados Unidos e à frente da Itália, onde a “redonda” nasceu. São mais de 160 mil pizzarias, segundo estimativa de 2024 da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) com base em dados da Receita Federal. Segundo outra estatística do Sebrae-SP, quase três em cada quatro pizzarias atendem exclusivamente por entregas ou retiradas. Já a plataforma iFood diz que, no mesmo ano, 103 milhões de pizzas foram entregues.

Mãos à massa!

Para comemorar a data, a reportagem do Guia da Cerveja elaborou sete combinações de sabores clássicos com diferentes cervejas. Todas elas já levam em consideração um certo dulçor e gordura a mais que estão presentes na base da maioria das receitas, da própria farinha, do molho de tomate e da muçarela.

Calabresa

A mais popular das pizzas no Brasil leva linguiça calabresa, criada em São Paulo em 1937 por imigrantes italianos com base num embutido da região da Calábria. Ela é feita com carne suína, utiliza pimenta calabresa e é curada, fazendo com que não precise de refrigeração. Tem um percentual alto de gordura, gosto salgado e picância característica. Em todo o Brasil é feita com muçarela, mas em São Paulo existem versões sem o queijo — só com a massa, molho de tomate e calabresa. 

Há sempre vários caminhos possíveis na harmonização. Um deles é com cervejas de sabores e aromas mais maltados, que enfatizam o sabor da carne. Nesse caso, uma American Brown Ale como a Dog Fight, da cervejaria Salvador (Caxias do Sul – RS), é uma boa opção. Ela traz notas tostadas e caramelizadas, que também suavizam a picância, além de um amargor um pouco mais acentuado e 5,5% de álcool para contrastar o excesso de gordura da pizza.

Uma outra abordagem interessante é enfatizar a picância com cervejas de amargor de lúpulo mais acentuado, como as American Pale Ale (APAs). A citricidade dos lúpulos norte-americanos, característica nesse estilo, também complementa o sabor do embutido. Experimente com a Leopoldina APA.

Frango com Catupiry

Trata-se da segunda versão mais popular de pizza do país. O sabor depende muito do tempero do frango, que costuma ser refogado e desfiado antes, e da untuosidade do queijo cremoso, que também aumenta o percentual de gordura. Uma cerveja Special Bitter, como a clássica inglesa Fuller’s London Pride, pode ser uma saída interessante. Ela vai ajudar a simular um grau de assado a mais, pelas notas tostadas do malte, e os sabores caramelizados se misturam com o amanteigado do Catupiry, criando aromas semelhantes a toffee. Além disso, tem amargor mais elevado para contrastar a gordura. Já as notas herbais do lúpulo também podem enfatizar o sabor de temperos verdes, comuns em refogados de frango.

Muçarela

A beleza da pizza muçarela está na sua simplicidade. Só massa, molho de tomate e queijo. Uma das formas de combinar é por semelhança com cervejas mais tradicionais, como as Pilsen (American Lager). Feitas à base de maltes claros, que trazem notas de panificação, elas enfatizam o sabor da massa assada enquanto a carbonatação e o álcool contrastam com o dulçor e a gordura da pizza. Uma mistura simples, mas perfeita, de forma que não se sabe onde começa uma e termina a outra.

Margherita

Além da base da pizza muçarela, a Margherita traz tomate, com sua acidez, e manjericão, que é muito aromático. Para valorizar esses ingredientes, cervejas condimentadas vão muito bem. Uma Witbier, cerveja de trigo de tradição belga que leva cascas de laranja e sementes de coentro na receita, como a Blue Moon, é uma ótima combinação. As notas cítricas e condimentadas da cerveja enfatizam o sabor do manjericão, enquanto a acidez do tomate contrasta com o leve dulçor da cerveja.

Portuguesa

A portuguesa tradicional leva muçarela, presunto, cebola, ovos cozidos, tomate, azeitonas e orégano. São sabores muito variados, fazendo da harmonização um desafio. Uma cerveja de trigo de tradição alemã, conhecida como Weizenbier ou Weissbier, faz um bom trabalho aqui. Ela contrasta a acidez acentuada dos ingredientes como cebola e tomate com leve dulçor maltado e também suaviza o toque sulfuroso dos ovos. Além disso, enfatiza o orégano e as notas frutadas da azeitona. Experimente com a cerveja alemã Paulaner Weissbier.

Pizza de milho com bacon

Pizzas com sabor à base de bacon, como a de milho com bacon, acabam sendo muito marcadas pelo sabor do embutido. São gordurosas, têm sal acentuado e são defumadas. E para quem gosta de bacon, vale a pena valorizá-lo. A receita mais fácil para isso é harmonizar com cervejas de maltes defumados, as Rauchbiers. Por serem semelhantes, elas enfatizam essas notas de fumaça. Experimente com a Bamberg Rauchbier, de Votorantim (SP).

Pizza de chocolate

Ela não poderia ficar de fora. Uma invenção brasileira, a pizza de chocolate é a sobremesa que não sai do tema principal. Para harmonizar cervejas , é preciso ficar atento ao tipo e à qualidade do chocolate. Quanto mais doces e gordurosos, mais torrados podem ser os maltes que trazem sabor às cervejas. E vice-versa.

Dessa forma, a Munich Dunkel Therezópolis Ebenholz seria uma boa combinação para o chocolate meio amargo. Ela valoriza o sabor do chocolate, equilibrando o dulçor da combinação. Já o chocolate ao leite ou trufado (com creme de leite) acompanha bem uma Porter, como a Louvada Porter (MT), que tem mais riqueza de torra.