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Os 15 anos do EAP: Da caçada à seleção de cervejas, chegando ao café

O movimento de cervejas artesanais no Brasil tem alguns marcos e pontos oficiais, com um deles levando o nome da região onde está localizado em São Paulo. É o Empório Alto dos Pinheiros, o EAP, que em 2023 comemora 15 anos de uma trajetória que acompanha a evolução da produção cervejeira e criação do seu público no país. Hoje, o disputado espaço, palco de importantes lançamentos de cervejas, vai além da bebida, tanto que recentemente passou a contar com o seu café.

Localizado em um bairro conhecido por sua mistura de serviços, lazer, entretenimento e gastronomia, o EAP tornou-se uma referência no universo das cervejas artesanais no Brasil ao apresentar novidades ao consumidor, o que, em seus primórdios, provocava uma caçada aos rótulos por parte dos responsáveis pelo espaço.

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“Quando abrimos há 15 anos, era muito diferente. O movimento de cerveja artesanal já existia, mas havia poucos bares e rótulos. Lembro-me que, no início, tínhamos que correr atrás para encontrar uma boa cerveja artesanal,” recorda Paulo Almeida, sócio-fundador do EAP.

Com o tempo, o mercado evoluiu, novas cervejarias surgiram, algumas se consolidaram e outras desapareceram. Para o EAP, esse crescimento implicou em uma necessidade de especialização, compreendendo a diversidade do seu público para melhor atendê-lo.

“Hoje, o mercado está muito mais segmentado, com vários nichos. Procuramos atender um segmento específico, mas há 15 anos, tínhamos a fama de atender a todos. Hoje, temos uma noção clara de quem é o nosso público e quais cervejarias compramos”, destaca o sócio-fundador.

Afinal, se em 2008 o Brasil tinha apenas 94 cervejarias registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, esse número foi saltando, até alcançar os 1.729 em 2022. E, claro, o EAP precisou se adaptar, compreendendo a variedade de perfis, desde os amantes dos rótulos clássicos até os exploradores de novidades.

“O EAP é o lugar que você escolhe para ir, e várias coisas influenciam essa escolha. Acho que uma das coisas que pesa muito é a cerveja. Na curadoria de cerveja, já começamos a entender o nosso público. Cada pessoa tem seu motivo para frequentar o bar”, ressalta Almeida.

Embora tenha aproximadamente 700 rótulos de cervejas em seu acervo, no EAP, a quantidade não é o foco principal. Há, hoje, cuidado em oferecer diversidade de estilos, mas cervejas com algumas características despontam, como as lupuladas não-pasteurizadas. No entanto, o espaço também se destaca pelas cervejas de guarda e de fermentação espontânea, reconhecendo que há público para todos os tipos de rótulos e ocasiões.

“Para isso, temos 16 geladeiras no salão. O mercado cresceu, e precisamos nos diferenciar, trazendo opções que nosso público aprecia, como o aroma e sabor intensos”,  destaca Almeida.

EAP além da cerveja
Hoje, inclusive, o foco do EAP não está apenas na variedade de estilos e rótulos, avançando além da cerveja. Há, assim, a opção de consumo de outras bebidas alcoólicas como sidras, hidromel e vinhos. “Não trocamos de público, mas adicionamos outros produtos ao nosso portfólio”, explica.

Uma novidade recente na estratégia de diversificação é a abertura de um café. A proximidade entre universos e públicos motivou a expansão, de acordo com o sócio-fundador. “Vimos que é o mesmo público, e o consumidor apaixonado por cerveja hoje está apreciando café. É uma experiência que está dando certo. As pessoas visitam o Empório e depois tomam um café, ou vão ao café pela manhã e depois passam para uma cerveja,” revela Almeida.

O EAP Café compartilha as mesmas características do bar, oferecendo uma ampla variedade de grãos, métodos de preparo, harmonizações para degustação, espressos, drinques com café, cervejas com café e outras opções. E essa iniciativa de oferecer múltiplas experiências ao cliente, tanto no universo da cerveja quanto no do café, tem fortalecido a identidade única do EAP.

Assim, ao completar 15 anos, o Empório Alto de Pinheiros busca não apenas ser uma referência no segmento, mas proporcionar “felicidade” aos seus clientes. “Hoje, trabalho contra a referência. A referência é o segmento, mas não quero ser referência para ser bom. Quero ser referência para meu cliente. Quero que meu cliente seja feliz”, conclui.

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