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Caatinga Rocks mistura estilos clássicos com o DNA nordestino

Fundada em 2017 pelos irmãos Marcus e Rafael Leal, a Caatinga Rocks nasceu em Maceió (AL) com o objetivo de criar cervejas que unissem o melhor dos estilos clássicos do mundo com a riqueza cultural e gastronômica do Nordeste. Produzidas na cidade de Murici (AL), suas receitas carregam irreverência nos rótulos e autenticidade na escolha dos insumos, incorporando ingredientes locais como coco, mel e até cactos, que traduzem a diversidade da caatinga e do Brasil.

E muito mais do que fabricar boas cervejas artesanais com DNA nordestino, a Caatinga Rocks se tornou a cervejaria mais premiada de Alagoas e uma das referências do Nordeste. Com 8 anos de existência, eles acumulam conquistas importantes. A mais impactante foi a medalha de prata no World Beer Cup, o maior concurso de cerejas do mundo. A premiada foi a Mandacaru Atômico, uma Sour com base IPA feita com três tipos de cactáceas da caatinga: mandacaru, xique-xique e palma. 

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Mas tem muito mais. Na Copa Internacional da Cerveja POA em 2017, eles ganharam a medalha de ouro com a “Serelepe”, uma Extra Special Bitter britânica clássica com nome super brasileiro. A “Twist and Sour”, uma Gose feita em colaboração com a cervejaria Dadiva, que traz adição de limão-siciliano, limão-taiti, laranja-bahia e sal rosa do Himalaia, levou Medalha de Bronze na Brasil Beer Cup 2021. E por aí vai…

Made in Nordeste

Os irmãos Rafael e Marcus Leal fundaram a cervejaria em 2015 (Crédito: Divulgação/ Caatinga Rocks)
Os irmãos Rafael e Marcus Leal fundaram a cervejaria em 2015 (Crédito: Divulgação/ Caatinga Rocks)

Por trás de todo esse sucesso e premiações, existe uma longa história de planejamento e dedicação na produção de cerveja. Rafael Leal, um dos sócios, conta que ele e o irmão começaram a produzir cerveja em casa em 2012. E foram aos poucos, vendo que aquilo poderia se tornar um negócio.

Em 2015 resolveram se profissionalizar e passaram os dois anos seguintes se estruturando e montando a fábrica, estudando receitas e processos, para finalmente abrir as portas em fevereiro de 2017. “Tivemos que conter muito a ansiedade porque foi justamente naquele momento de boom da cerveja artesanal. Mas a gente entendeu que era importante esse período para se lançar no mercado de uma forma madura, com mais consistência”, diz Rafael.

E mesmo tendo nascido com uma estrutura mais consolidada, os desafios no caminho foram muitos. Além das questões comuns aos empreendedores brasileiros, como alta carga tributária e logística complexa, Rafael lembra do desafio de manter o faturamento quando o boom do mercado de cerveja artesanal passou. “Acho que o momento pós-pandemia foi o mais delicado, em que a gente precisou se reinventar para poder manter um faturamento pelo menos estável. O mercado deu uma bela encolhida depois disso”, lembra Rafael. 

Apesar de um período delicado, foi nessa época de certa crise que nasceu a vontade de ter um lugar próprio. A ideia era vender os produtos da marca, que até então eram distribuídos em alguns pontos de venda da região. Foi assim que surgiu em 2023 a Toca do Calango, um gastrobar da fábrica, no bairro histórico de Jaraguá, na capital Maceió. O lugar virou também um ponto de encontro entre amantes da boa cerveja, música e gastronomia.

O projeto, segundo Rafael, vem trazendo ótimos resultados. “A recepção do público tem sido maravilhosa. O lugar ficou com a cara que a gente queria e a cada ano vamos nos solidificando mais no mercado e aumentando aos poucos o nosso negócio. Tem sido uma experiência muito boa”, diz. 

Bar Toca do Calango, em Maceió, é o reduto da marca na capital alagoana (Crédito: Luís Celso Jr. / Arquivo pessoal)
Bar Toca do Calango, em Maceió, é o reduto da marca na capital alagoana (Crédito: Luís Celso Jr. / Arquivo pessoal)

Expandindo a Caatinga Rocks para o mundo

Além de celebrar o sucesso da Toca do Calango, a cervejaria se prepara para expandir sua produção. Atualmente, a fabricação está na faixa de 20 mil litros por mês. Na semana passada, eles contrataram uma empresa para reformar e aumentar a área útil da fábrica para poder expandir gradualmente a produção. Além disso, estão investindo em novos tanques e provavelmente uma nova cozinha para o bar. “Estamos reformulando também nosso site e nosso sistema de e-commerce para poder entrar de uma forma mais robusta no mercado digital. E iniciamos o envase em latas, para ter mais uma alternativa além das garrafas”, explica Rafael.  

Atualmente, a Caatinga tem uma distribuição mais robusta no Nordeste, mas também entrega pedidos eventuais em outras regiões. Recentemente, fecharam contrato com uma distribuidora em São Paulo para fortalecer o abastecimento por lá.  

No mês de outubro, a cervejaria participará da Oktoberfest São Paulo. Também promovem a Oxetoberfest em Maceió, que já está em sua sexta edição. Como o nome indica, é um festival cervejeiro nos moldes da tradição alemã, que oferece 12 tipos de chope, mas que celebra a cultura nordestina. As atrações musicais incluem shows de forró e o acessório que não pode faltar no dress code é o chapéu de couro típico do sertanejo. A festa acontece no bar Toca do Calango no dia 11 de outubro.   

Debora Pivotto
Debora Pivotto
Formada na Cásper Líbero, foi repórter do Guia do Estadão, produtora na TV Globo SP, além de ter colaborado com veículos como Veja São Paulo, Superinteressante, Capricho, entre outras revistas. Apaixonada por autoconhecimento e comunicação, também atua como psicoterapeuta.
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