back to top
Facebook Instagram Twitter Vimeo Youtube
  • Home
  • Sobre Nós
  • Notícias
    • Consumidor
    • Cultura
    • Indústria
    • Internacional
    • Mercado
  • Colunas
    • Coluna Advogado Cervejeiro
    • Coluna Ana Pampillón
    • Coluna Bia Amorim
    • Coluna Chiara Barros
    • Coluna do Tributarista
    • Coluna Entre um Gole e Outro
    • Coluna Jayro Neto
    • Coluna Xirê Cervejeiro
Buscar
Logo
sábado, março 7, 2026
Facebook
Instagram
Linkedin
Youtube
Logo
spot_img
  • Home
  • Sobre Nós
  • Notícias
    • TodosConsumidorCulturaIndústriaInternacionalMercado
      Mercado

      Menu Degustação: Santa Catarina conquista 40% das medalhas do Concurso Brasileiro de Cervejas

      7 de março de 2026
      Cultura

      As mulheres cientistas que estão dando um “RG” brasileiro à cerveja nacional

      6 de março de 2026
      Indústria

      Confira o guia de cursos de cerveja do primeiro semestre de 2026

      5 de março de 2026
      Mercado

      PIB da cerveja soma R$ 254 bilhões na economia

      4 de março de 2026
  • Colunas
    • TodosColuna Advogado CervejeiroColuna Ana PampillónColuna Bia AmorimColuna Chiara BarrosColuna do TributaristaColuna Entre um Gole e OutroColuna Jayro NetoColuna Xirê Cervejeiro
      Coluna Jayro Neto

      Meu amor pelas Saisons

      1 de março de 2026
      Coluna do Tributarista

      Cerveja zero e low alcohol na engenharia de produto: quando a inovação reduz imposto e quando vira reclassificação arriscada

      22 de fevereiro de 2026
      Coluna Ana Pampillón

      Turismo cervejeiro: o plano das cervejarias da Serra Fluminense para atrair o turista estrangeiro

      15 de fevereiro de 2026
      Coluna Advogado Cervejeiro

      Comece 2026 com o pé direito: 5 ações para alavancar o ano da sua cervejaria

      8 de fevereiro de 2026
InícioNotíciasCulturaCongo, Brasil e cerveja: Como se entrelaça uma relação que se transformou...
Cultura

Congo, Brasil e cerveja: Como se entrelaça uma relação que se transformou em tragédia

Redação Guia da Cerveja
Por Redação Guia da Cerveja
8 de fevereiro de 2022
Atualizado em: 8 de fevereiro de 2022
Compartilhado
Facebook
Twitter
WhatsApp
Linkedin
    cerveja congo
    cerveja congo

    Um jovem negro é açoitado até a morte em praça pública. A cena, corriqueira em momentos do período escravocrata do Brasil, voltou a se repetir neste começo de 2022, no Rio. Os sinais a uni-las vão além do racismo e das relações de trabalho. Envolvem, também, o Congo, uma país marcado por tragédias provocadas por quem chega de fora e que tem sua história tão intrinsecamente ligada à brasileira quanto o desconhecimento dessa trajetória por aqui, o que inclui a relação dessa nação africana com a cerveja de banana.

    De colonização portuguesa, o Brasil forjou a sua sociedade sob diversas influências. Uma das notáveis, foi a da região da África onde está localizado o Congo, de onde veio um expressivo contingente de escravizados. E que trouxe, consigo, aspectos culturais importantes ao país, como a fundamental participação da construção do samba. Uma ligação que se transformou em tragédia no fim de janeiro, com a morte de Moïse Mugenyi Kabagambe, expondo o racismo do país. E que ainda possui uma tímida ligação através da cerveja, a de banana, muito presente no território do Congo.

    Leia também – Quem é o influenciador do “sextou” que arrecadou R$ 2,6 mi para vítimas da chuva

    A composição étnica do Brasil é, hoje, predominantemente influenciada pelos descendentes africanos, que dão origem a mais da metade da população. Uma ancestralidade que vem do período escravocrata, quando os africanos trazidos de forma forçada ao país eram, em sua maioria, da região onde está o Congo.

    Essa história é permeada, também, por outra tragédia, afinal o Congo, como um reino, funcionava de modo sistematizado e complexo, tendo como seu apogeu o século XV. Além disso, seus habitantes eram considerados grandes agricultores e tinham bom conhecimento de metalurgia e de línguas de regiões próximas. É, inclusive, essa característica que deu muitas palavras de origem banto ao vocabulário da população brasileira.

    Algo rompido com a chegada dos portugueses ao seu território. “O historiador e antropólogo Angolano Patrício Batsikama, afirma que a democracia nasceu no Reino do Congo. Segundo ele, embora o poder fosse centralizado na figura do líder, chamado de Manicongo, existia um conselho que o auxiliava nas funções administrativas. Em tese, o Manicongo, ouvia o conselho, que era formado por pessoas da comunidade, antes de tomar qualquer decisão. O reino possuía moeda própria, coletava impostos e comerciava com outros povos”, destaca, ao Guia, Sara Araújo, sommelière de cervejas, graduada em Ciências Sociais, pós-graduanda em História da África e da Diáspora Atlântica.

    Mas a correlação entre o Congo e o Brasil vai bem além do uso de palavras de origem banto. As primeiras manifestações que dariam origem ao samba datam do século XVI com negros de Angola e do Congo que chegaram ao Brasil, escravizados, e trouxeram o batuque africano. Foi dessa semente que emergiu um ritmo imediatamente associado ao país em qualquer localidade do mundo.

    Assim, como a tragédia impingida por estrangeiros ao Congo não se resume à passagem dos portugueses por lá.  Afinal, a Conferência de Berlim, em 1884 e 1885, fatiou a África entre países europeus e destinou o Congo para a Bélgica. Deixou, assim, o país sob as mãos de Leopoldo II, rei do país e um dos mais sanguinários homens da história, sendo responsável por milhares de mortes e por degolar parte do corpo de milhares de congoleses, para amedrontá-los.

    Uma mudança de poder que desestabilizou o país, com seguidas guerras civis e disputas por suas riquezas naturais. Assim, a população não consegue usufruir das benesses de uma terra que tem, em seu solo, recursos como cobalto, diamante, cobre, urânio e ferro.

    Imigração ao Brasil
    Resta, assim, a muitos congoleses a opção da imigração. E muitos deles escolhem o Brasil, país com mais descendentes africanos fora do continente original. De acordo com o Sistema Nacional de Cadastramento de Registro de Estrangeiros, eram 2.064 congoleses no Brasil em 2020, com uma predominância de homens solteiros, entre 20 e 24 anos, morando em São Paulo ou no Rio de Janeiro.

    Era exatamente esse o perfil de Moïse Kabagambe, que deixou o Congo em função dos conflitos na província de Ituri.

    O que muitos deles não sabem é que o Brasil é o país mais racista do mundo e mais letal para pessoas pretas. O Brasil foi instrumentalizado para receber pessoas oriundas do continente europeu e aparelhado para desumanizar ou matar corpos pretos

    Sara Araújo, sommelière, pós-graduanda em História da África e da Diáspora Atlântica

    Com 24 anos, Möise, havia migrado em 2011 para o Brasil, fugindo da guerra, com a sua família, mas acabou sendo morto em 24 de janeiro. Isso se deu após ir ao quiosque Tropicália, onde trabalhava, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, para cobrar duas diárias ainda não pagas. Vídeos mostram que ele foi amarrado e espancado, inclusive com um taco de beisebol.

    O caso de Möise só veio à tona em 29 de janeiro, com protestos ocorrendo em todo o Brasil, no último sábado (5), em que se condenou a xenofobia e o racismo, um clamor reforçado por outra morte brutal de um negro, no dia 3, quando Durval Teófilo Filho foi baleado. Ao chegar em sua residência, em São Gonçalo (RJ), um vizinho atirou, sob a alegação de achar se tratar de um assaltante.

    A cerveja de banana do Congo
    Mas a história do Congo, um país com quase 90 milhões de habitantes e forte potencial agrícola, e a relação com o Brasil são pouco difundidas no país. Não à toa, há um total desconhecimento dessa trajetória de tragédias, das suas riquezas e da relação com a cerveja. Por lá, é bastante difundida a “cerveja de banana” que, semanticamente, pode até não se inserir no conceito adotado no Brasil para a cerveja, como admite Sara.

    “Você aí do outro lado vai dizer: ‘mas, Sara, não se entende como cerveja o que está estabelecido no artigo 2º e seus parágrafos, da Instrução Normativa 65/22019? Desse modo, cerveja de banana não seria uma outra bebida?’ Pode ser no entendimento eurocêntrico. Para os congoleses, não. E, aqui, precisamos romper com o mito da história única”, defende.

    A produção da cerveja de banana se dá de modo artesanal, nas comunidades do Congo, com a primeira etapa sendo a extração do suco da banana, que é embalada e enterrada, depois sendo espremida. O suco, então, é colocado em um barril, com o intuito de ser fermentado.

    “Um volume de água é adicionado a cada três volumes de suco de banana. Isso torna os sólidos solúveis totais baixos o suficiente para a levedura agir. Os cereais são moídos e torrados e adicionados para melhorar a cor e o sabor do produto final. A mistura é colocada em um recipiente, que é coberto com polietileno para fermentar por 18 a 24 horas. As matérias-primas não são esterilizadas por fervura e, portanto, fornecem um excelente substrato para o crescimento microbiano”, relata, em documento, a FAO.

    O uso da banana, um recurso retirado da terra, para criação de uma cerveja no Congo faz lembrar o Brasil com o crescimento do apelo por rótulos com frutas. “É comum vermos pessoas da comunidade cervejeira fazendo piadas com relação às cervejas de banana produzida na região do Congo, mas não fazem piadas com as cervejas que levam frutas como laranja, coentro, abacaxi, limão, uva, pitaia, jabuticaba, caju, e por aí vai. Só para observarmos que tudo vem de África, é lido como algo exótico, mas não é exótico uma cerveja que leva frutas se elas vêm de origem europeia, como a Witbier, por exemplo”, critica a sommelière.

    Cerveja ou não, a bebida produzida no Congo é bastante tradicional e uma importante fonte de receita para uma parcela da população.

    A cerveja de banana é uma é uma bebida artesanal muito popular que leva o nome de kasiksi. É feita através do suco de dois tipos de banana, que é a base do mosto, levedo de cerveja, cevada e painço

    Sara Araújo, sommelière, pós-graduanda em História da África e da Diáspora Atlântica

    Típica do Congo, a cerveja por lá é produzida por mãos como as de Möise, de herdeiros de escravizados e de negros que até recebem refúgio no Brasil, mas têm suas vidas ameaçadas apenas por serem negros. “É preciso romper com o racismo, com a desumanização dos corpos pretos e o apagamento de sua história”, conclama a sommelière.

    • Tags
    • cerveja de banana
    • congo
    • Moïse Mugenyi Kabagambe
    • racismo
    • sociedade
    Compartilhado
    Facebook
    Twitter
    WhatsApp
    Linkedin
      Artigo anterior
      Com alta da Covid-19, Festival Brasileiro e Feira da Cerveja são adiados para maio
      Próximo artigo
      Especial rotulagem: Entenda a importância da aplicação em embalagens de cerveja
      Redação Guia da Cerveja
      Redação Guia da Cerveja
      NOTÍCIAS RELACIONADAS
      Cultura

      As mulheres cientistas que estão dando um “RG” brasileiro à cerveja nacional

      6 de março de 2026
      Cultura

      Menu Degustação: Estrella Galicia se torna cerveja oficial da Porsche Cup e renova com piloto na F1

      28 de fevereiro de 2026
      Cultura

      Dani Lira e o Torneira Boteco: onde o propósito encontra o pé no chão

      20 de fevereiro de 2026

      1 COMENTÁRIO

      1. Jaime Cabral Jaime Cabral 14 de fevereiro de 2022 No 11:27

        Excelente artigo.
        Parabéns pela ousadia em abordar o tema

        Responder

      DEIXE UMA RESPOSTA Cancelar resposta

      Por favor digite seu comentário!
      Por favor, digite seu nome aqui
      Você digitou um endereço de e-mail incorreto!
      Por favor, digite seu endereço de e-mail aqui

      MAIS POPULARES

      Qual a cerveja menos calórica? Veja um infográfico com ranking de 12 opções

      World Beer Awards premia 12 cervejas brasileiras como melhores do mundo

      Artigo: Consumo moderado e ciência — o que era ontem, não é mais hoje

      INTERNACIONAL

      Budweiser Budvar desafia o mercado e registra recorde de vendas

      Cervejaria mais antiga do mundo feita em monastério é comprada para evitar fechamento

      Carlsberg quer “desbloquear” potencial das cervejas de baixo teor alcoólico na Dinamarca

      ÚLTIMAS NOTÍCIAS

      Menu Degustação: Santa Catarina conquista 40% das medalhas do Concurso Brasileiro de Cervejas

      As mulheres cientistas que estão dando um “RG” brasileiro à cerveja nacional

      Confira o guia de cursos de cerveja do primeiro semestre de 2026

      Logo

      SOBRE NÓS

      A missão do Guia da Cerveja na comunidade cervejeira nacional é a de proporcionar um espaço de debate e divulgação da efervescente cultura que cerca a cerveja, oferecendo informação relevante e atualizada e análises profundas sobre o que acontece nesse universo.

      Contato: contato@guiadacervejabr.com

      REDES SOCIAIS

      Facebook
      Instagram
      Linkedin
      Youtube

      © Guia da Cerveja 2025. Desenvolvido por Conecta Marketing Digital

      • Home
      • Sobre Nós
      • Notícias
      • Colunas