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Ações de cervejarias caem mais de 15% com pandemia do coronavírus

Em mês de crise no mercado financeiro global por causa do coronavírus, ação da Ambev tem queda de 17% em março

A pandemia de coronavírus provocou mais de 14 mil mortes nas últimas semanas em diferentes lugares do mundo, infectou ao menos 335 mil pessoas e causou graves problemas econômicos, que devem se agravar nos próximos meses. Diferentes setores já vêm sentido seus efeitos, o que pode ser constatado pela baixa generalizada das principais bolsas de valores. Não tem sido diferente para o Brasil e o segmento cervejeiro, que registrou nas últimas três semanas quedas nos preços superiores a 15% em suas ações.

Esse cenário é perceptível com o papel da Ambev (ABEV3) na Bolsa de Valores de São Paulo. Após fechar fevereiro cotada a R$ 14,54, na sequência da divulgação do seu balanço anual, a ação da cervejaria encerrou a terceira semana de março (dia 20) com o preço de R$ 12,05. A redução foi, portanto, de pouco mais de 17% nesse período.

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A queda no preço das ações da Ambev se deu em um contexto de declínio brusco da principal bolsa brasileira. O índice Bovespa, formado pelas ações com maior volume negociado, terminou fevereiro em 104.171,57 pontos. E fechou a última sexta-feira em apenas 67.069,36 pontos. Ou seja, a redução superou os 35%.

Não à toa, o circuit breaker, o “botão do pânico” da bolsa, utilizado quando a redução do índice Bovespa é superior a 10%, foi acionado seis vezes em março, nos dias 9, 11, 12 (duas vezes), 16 e 18, interrompendo o pregão.

Baixa também no exterior
A queda das ações do mercado cervejeiro se repete no cenário internacional. Na Europa, por exemplo, a ação da Anheuser-Busch InBev – empresa fruto da fusão da belga Interbrew com a Ambev – terminou fevereiro cotada a 50,73 euros. E fechou o pregão de 20 de março custando 40 euros, uma redução de 21%.

O mesmo se deu com a Heineken. Começou o mês com sua ação custando 90,22 euros e encerrou a última sexta-feira com valor de 75,02 euros. A queda nos preços, portanto, foi de quase 17% no mercado europeu.

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Refletido no Ibovespa abaixo dos 70 mil pontos e na cotação do dólar acima de R$ 5, o pânico do mercado financeiro só vai se encerrar quando as ações adotadas pelos governos para conter o coronavírus e as iniciativas dos bancos centrais para minimizar seus efeitos na economia surtirem efeito, permitindo a recuperação do preço desses ativos. Será preciso, ainda, apresentar os estímulos que vão impedir uma recessão mundial severa.

O problema é que o contágio pelo coronavírus está em crescimento em várias partes do planeta, incluindo o Brasil, com a pandemia bastante distante de um ponto de inflexão – o mundo todo vive o que China passou há alguns meses. Não é possível, portanto, dizer que o mercado financeiro já está em seu fundo do poço, assim como ainda não se sabe se e quando haverá êxito nas ações para conter a disseminação da virose.

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