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Ambev tem redução de quase 60% no lucro líquido do primeiro trimestre

A Ambev registrou redução expressiva do seu lucro no primeiro trimestre de 2020, de acordo com o balanço divulgado nesta quinta-feira. Citando os efeitos iniciais da pandemia do coronavírus e o verão mais fraco do que o previsto, a companhia apresentou um lucro líquido de R$ 1,091 bilhão. O valor representa um recuo de 59% em relação aos R$ 2,661 bilhões do mesmo período no ano passado.

A redução do lucro líquido ajustado da Ambev foi semelhante, de R$ 1,228 bilhão, 55,6% a menos do que no primeiro trimestre de 2019. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da companhia nesse período foi de R$ 4,23 bilhões, queda de 17,3% em relação ao ano passado. E a margem Ebitda ficou em 33,6%, caindo 6,9%.

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“Apesar de nossa forte execução durante o carnaval, o Brasil começou o ano com fraco volume de cerveja, devido à baixa confiança do consumidor e às condições climáticas desfavoráveis”, afirma a Ambev. “No decorrer de março, começamos a sentir os impactos da pandemia da Covid-19 em nossas operações.”

No balanço, além de apontar a redução do lucro, a Ambev informa que terminou o primeiro trimestre de 2020 com receita líquida de R$ 12,6 bilhões, o que representou redução de 0,29% no comparativo ao mesmo período do ano passado. O volume de cervejas vendidas no Brasil foi de 39 milhões de hectolitros, caindo 5,5% em relação a 2019.

O balanço também aponta aumento de 9,3% no custo do produto vendido e de 8,5% nas despesas com vendas, gerais e administrativas.

Análise e impacto do coronavírus
No relatório em que comenta os seus resultados no primeiro trimestre de 2020, a Ambev revela um dado claro do impacto da crise do coronavírus em seus negócios. De acordo com a companhia, houve queda de 27% no volume de cervejas vendidas em abril. Com isso, a multinacional já prevê resultados ainda piores no seu balanço do segundo trimestre.

“O impacto total da pandemia da Covid-19 em nossos resultados futuros permanece bastante incerto, mas esperamos que o impacto nos nossos resultados do 2T20 seja materialmente pior do que no 1T20. Isso já é evidente em nossos volumes de abril de 2020, que caíram aproximadamente 27% em uma base consolidada. Adicionalmente, com a queda do volume e a mudança em direção ao canal off-trade, esperamos um grande impacto em nossa rentabilidade, dada a desalavancagem operacional que deve acompanhar esse movimento”, analisa.

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A companhia também aproveita o documento para enumerar as iniciativas de combate ao coronavírus que têm participado. “No Brasil, estamos produzindo e doando 1 milhão de unidades de álcool em gel e 3 milhões de máscaras plásticas de proteção facial para hospitais públicos. Construímos um centro para o tratamento da Covid-19 na cidade de São Paulo, com 100 leitos em anexo ao hospital do M’Boi Mirim em parceria com a Gerdau, o Hospital Israelita Albert Einstein, a Brasil ao Cubo e a prefeitura de São Paulo. Estamos doando 1,6 milhão de litros de água para comunidades vulneráveis. Por fim, a Stella Artois e a Bohemia lançaram campanhas para ajudar financeiramente restaurantes e bares, respectivamente”, relata.

A Ambev também cita atividades que estão em crescimento durante a crise. É o caso do aumento de pedidos de delivery através do Zé Delivery, um aplicativo para telefones celulares. E destaca ter sido líder e pioneira no apoio aos shows musicais online, as “lives” transmitidas pelas redes sociais durante o período de quarentena.

“Começou como uma iniciativa da Ambev no Brasil patrocinada pela marca Bohemia no final de março. Foi uma transmissão de show ao vivo durante 5 horas que quebrou o recorde mundial de espectadores simultâneos no Youtube até então, com mais de 700 mil espectadores, alcançando 24 milhões de visualizações e 272 mil menções em mídias sociais”, lembra a empresa, ressaltando a entrada das suas principais marcas nesse mercado.

“Isso desencadeou uma aceleração sem precedentes na evolução do nosso modelo de conexões no Brasil e, através da Draftline, expandimos esse formato de transmissões ao vivo de shows de alta qualidade com cantores brasileiros famosos para várias outras marcas, como Brahma, Brahma Duplo Malte, Budweiser e Original, abrangendo diferentes gêneros musicais e pontos de paixão. Ao final de março, nossas transmissões tinham alcançado 24 milhões de visualizações e ao final de abril, mais de 350 milhões, um crescimento de 14 vezes que se traduziu em um aumento da força de muitas de nossas marcas”, acrescenta.

A empresa também buscou destacar iniciativas envolvendo suas marcas premium no primeiro trimestre: ações da Stella Artois no carnaval e no Dia Internacional da Mulher, além do apoio a restaurantes na quarentena, a campanha da Budweiser no Super Bowl, os novos formatos da Beck’s e o patrocínio da Corona à surfista Chloe Calmon.

Já sobre outros marcas, a Ambev destaca o crescimento e a mudança da identidade visual da Bohemia, o lançamento da Brahma Duplo Malte e as campanhas envolvendo Skol e Brahma, que foi a cerveja oficial do carnaval do Rio.

Com participação popular na escolha, Slow Brew divulga 40 cervejarias confirmadas

Considerado um dos principais festivais cervejeiros do país, o Slow Brew segue sua preparação para a edição de 2020 mesmo em meio à pandemia de coronavírus. E, nesta quarta-feira, a organização do evento antecipou 40 cervejarias que estarão na festa marcada para 31 de outubro, das 14h às 22h, no Centro de Eventos Pro Magno, na Avenida Professora Ida Kolb, nº 513, em São Paulo.

A escolha se deu por meio de enquete realizada com os participantes das últimas edições do festival. Foram 1.323 votos entre os dias 1º e 30 de abril, divididos por região. Ainda entraram na lista as cervejarias destaque do evento em 2019 – também por escolha do público.

A organização do evento explica que apenas 50% das cervejarias já foram convidadas – ou seja, haverá a presença de outras 40 marcas, totalizando 80 cervejarias e mais de 400 rótulos.

“Passaremos o mês de maio e junho com o radar ligado em busca de cervejarias que produzem estilos bem variados, que são trends em suas regiões e, claro, de antena ligada no que está para chegar vindo de fora”, comenta Kátia Pereira, curadora do Slow Brew.

“Estamos em busca de quem saiba produzir algo além de IPA, Sour e Stout. São todos estilos deliciosos, mas vamos nos empenhar muito para trazer diversidade no seu copo. Por isso, se lembrar de alguma cervejaria que produza algum estilo bem fora daqueles três ali, pode entrar em contato direto comigo neste email: katia@slowbrew.com.br”, acrescenta a curadora.

Covid-19
A organização do evento também esclarece que, preocupada com o coronavírus, já está reforçando as medidas de prevenção como, por exemplo, aumento do orçamento para investimento em mais efetivo de limpeza e exigência de álcool em gel em todos os estandes, banheiros, área gastronômica, além de divulgação e orientação das instruções da OMS.

“Não é de nosso desejo adiar. Isso só será cogitado e plenamente respeitado se os órgãos públicos emitirem alguma normativa a respeito que alcance a nossa data: 31/10/2020”, avisa a organização do festival.

“Se for necessário um eventual adiamento do #SBB2020 pelos motivos acima mencionados, e não for possível termos a sua presença junto a nós, na suposta nova data, pode ficar tranquilo(a) que efetuamos a devolução o valor do seu ingresso”, complementa.

Os ingressos para o Slow Brew já estão no quarto lote, ao custo de R$ 268,32. Cada entrada dá direito à degustação livre de todos os rótulos em chope e a uma Taça Oficial ISO Sommelier 210ml, entre outros itens.

Confira as 40 cervejarias já selecionadas para o Slow Brew 2020.

Escolhidos pela primeira vez por votação popular:
REGIÃO NORTE/NORDESTE/CENTRO-OESTE
– Caatinga Rocks (AL): 20,59%
– Cerrado Beer (DF): 18,10%
– Hopmundi (AL): 15,54%

REGIÃO SUDESTE (ESPÍRITO SANTO/ MINAS GERAIS/RIO DE JANEIRO)
– Capa Preta (MG): 40,66%
– Noi (RJ): 35,36%
– Tarin (MG): 15,60%

REGIÃO SUDESTE (APENAS SÃO PAULO)
– Japas (SP): 28,52%
– Perro Libre (SP): 24,29%
– Oca (SP): 13,45%

REGIÃO SUL
– 4 Árvores (RS): 17,07%
– Cathedral(PR): 15,06%
– Fermi (SC): 13,51%

Escolhidos novamente por votação popular:
– Dádiva (SP): 43,30%
– Croma (SP): 39,17%
_Bodebrown (PR): 38,94%
– Avós (SP): 33,9
– Koala San Brew (MG): 30,14%
– Three Monkeys: 28,97%
– Cozalinda (SC): 27,26%
– Infected Brewing (SP): 26,56%
– Augustinus (SP): 25,55%
– Bold Brewing (CE): 22,12%

Escolhidos desde a edição de 2019:
– 3 Orelhas
– 5 Elementos
– Demonho
– Devaneio do Velhaco
– Dogma
– Everbrew
– Hocus Pocus
– Hop Flyers
– Juan Caloto
– La Caminera
– Mindubier
– Salvador Brewing CO
– Spartacus
– Sunset Brew
– Trilha
– Vórtex
– What’s on Tap
– Zalaz

Balcão do Advogado: E-commerce e as regras para vender online

Balcão do Advogado: E-commerce e as regras para vender online

Em tempos de pandemia, o e-commerce ganhou ainda mais protagonismo, tornando-se um dos principais aliados das cervejarias no enfrentamento da crise. As empresas e o bares que já possuíam esse serviço saltaram na frente, mas mesmo estas, em boa parte, não cumprem todas as regras de venda online.

A facilidade encontrada para vender produtos ou oferecer serviços de forma eletrônica possui uma contrapartida necessária: a observância aos direitos mais básicos do consumidor, pois a internet já não é, há muito tempo, uma terra sem lei.

Decreto Nº 7.962/2013
Em 2013, entrou em vigor o Decreto nº 7.962/2013, que foi sensível ao esmiuçar as regras protetivas do Código de Defesa do Consumidor (CDC), de 1990, estendendo-as ao comércio eletrônico e trazendo importantes adaptações ao ambiente virtual de contratação de produtos e serviços.

O texto normativo é bem curto – apenas nove artigos – e de fácil compreensão, baseado em três pilares: clareza e disponibilidade de informações, suporte imediato ao cliente e respeito ao direito de arrependimento.

No que tange às informações no e-commerce, as lojas virtuais devem disponibilizar em local de fácil visualização, com destaque, o CPF ou o CNPJ do fornecedor, endereço físico e e-mail para localização e contato, características essenciais do produto ou serviço, discriminação dos itens que compõem o preço final, condições integrais da oferta, forma e modalidade de pagamento, prazo de entrega e eventuais restrições.

Sobre o atendimento do consumidor no ambiente eletrônico, o fornecedor está obrigado a apresentar sumário do contrato antes da contratação (e a disponibilizar a íntegra depois) e a confirmar o recebimento tanto da aceitação da oferta quanto de eventuais demandas. As dúvidas, reclamações e sugestões devem ser atendidas em até cinco dias, mesmo se o site já contar com uma seção de dúvidas ou perguntas frequentes.

Além disso, devem ser utilizados mecanismos seguros e eficazes para proteger as transações e os dados do consumidor, sendo importante ter uma boa política de privacidade e de tratamento de dados.

Além disso, os canais de e-commerce também devem informar, de forma clara e ostensiva, os meios adequados para que o consumidor exerça o direito de arrependimento. Originalmente previsto no art. 49 do CDC, é a possibilidade de o consumidor desistir da contratação de um produto ou de um serviço em até sete dias do recebimento, caso tenha ocorrido de forma não presencial (o que é obviamente aplicável ao comércio eletrônico).

Entre as obrigações do fornecedor nesse aspecto, reside a comunicação imediata à instituição financeira ou à administradora do cartão de crédito para que a transação não seja lançada na fatura, ou para que seja efetivado o estorno do valor caso o lançamento já tenha sido realizado.

Importante frisar que o descumprimento das regras previstas no decreto pode gerar a aplicação de diversas penalidades existentes no Código de Defesa do Consumidor, tais como multas, apreensão de mercadorias e intervenções administrativas.

Observância geral do CDC
É claro que, para além das obrigações específicas previstas para o e-commerce, as lojas virtuais também precisam seguir estrita observância às regras gerais do CDC, especialmente no que tange a produtos e serviços defeituosos. Nesse sentido, é importante explicar brevemente algumas diferenças que a lei determina sobre os direitos do consumidor.

Em primeiro lugar, a garantia legal é assegurada a todos por lei. O consumidor tem 30 dias a contar da entrega para reclamar de defeito aparente (aquele que se constata facilmente) no produto não durável, como por exemplo, alimentos e bebidas. No caso de produtos duráveis, como os eletrodomésticos, a garantia se estende por 90 dias.

A garantia contratual é concedida por escrito pelo fabricante ou fornecedor. Ela varia de acordo com a política do fornecedor ou fabricante e é considerada complementar à garantia legal (ou seja, seu tempo é somado aos prazos acima descritos).

Com relação ao tipo de vício/defeito, temos, de um lado, o vício oculto, aquele que se toma conhecimento somente após o transcurso de determinado tempo. Nesse caso, conta-se o prazo a partir da data da sua ocorrência.

Por outro lado, o vício aparente é aquele de fácil percepção a todos, e o prazo deve ser contado a partir da sua constatação (por exemplo, é possível detectar que a cerveja está estragada logo que ela é aberta ou consumida, e a partir daí começa a valer o prazo).

Nesses cenários, o consumidor entrará em contato com o fornecedor ou fabricante (ou ambos, considerando que a responsabilidade é solidária) para exigir uma das alternativas previstas no artigo 18 do CDC: (i) substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições; (ii) a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos; ou (iii) o abatimento proporcional no preço.

No caso das cervejas (latas, garrafas, growlers/crowlers), se o consumidor comprou rótulos de um mesmo lote, por exemplo, e uma ou mais unidades apresentaram problemas, o fornecedor/fabricante terá o direito de, dentro do prazo de garantia legal (30 dias), realizar a substituição dos produtos por outros idênticos.[1] Somente depois desse prazo é que, em tese, o consumidor poderia exigir o cancelamento do negócio e a devolução do dinheiro.

Outra hipótese de utilização imediata dos incisos do artigo 18 do CDC pelo consumidor é quando não há como realizar a substituição, conforme previsto no § 3º: O consumidor poderá fazer uso imediato das alternativas do § 1° deste artigo sempre que, em razão da extensão do vício, a substituição das partes viciadas puder comprometer a qualidade ou características do produto, diminuir-lhe o valor ou se tratar de produto essencial.

Em qualquer hipótese (direito de arrependimento ou produto defeituoso), o fornecedor/fabricante deverá arcar integralmente com os custos, incluindo o frete. Portanto, não se pode exigir do consumidor que ele pague pela devolução dos produtos defeituosos e/ou pelo envio dos itens substituídos.

[1] Recomenda-se aceitar realizar a substituição de todo o lote (se assim exigido), mesmo que o consumidor só tenha identificado algumas unidades defeituosas, pois não é razoável que se exija dele consumir todas as unidades para se certificar que todas estão estragadas.


André Lopes, sócio do escritório Lopes, Verdi & Távora Advogados, é criador do site Advogado Cervejeiro.

Ambev doará 1,4 milhão de litros de água para 140 comunidades de SP e RJ

A Ambev anunciou mais uma importante iniciativa no combate aos problemas sociais e econômicos provocados pelo coronavírus. Com apoio da Central Única das Favelas (Cufa), a companhia irá doar nos próximos dias mais de 1,4 milhão de litros de água potável para 140 comunidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

A quantidade equivale a 700 mil garrafas de 2 litros, sendo suficiente para ajudar cerca de 240 mil pessoas que vivem em regiões periféricas com estrutura precária de saneamento e acesso à água potável, segundo relata a Ambev.

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“É de grande valia que uma empresa do tamanho da Ambev esteja olhando para as favelas neste momento de tensão. E levando o bem mais essencial a quem está precisando no período atual”, comenta Celso Athayde, fundador da Cufa.

“São atitudes como essa que vão contribuir para que o mundo saia mais forte e mais unido desta grave crise que estamos passando”, acrescenta Athayde, que também é coordenador geral dos programas Cufa Contra o Vírus e Mães da Favela.

Além da distribuição de água nas comunidades, em São Paulo, 18 hospitais da rede pública também receberão garrafas. As iniciativas são da marca Ama, água mineral da Ambev cujo lucro já é 100% destinado a levar água para quem não tem.

“Neste momento, muitas pessoas encontram grandes dificuldades para ter acesso a água, por conta do isolamento que estamos passando, além dos efeitos econômicos que a pandemia da Covid-19 tem na sociedade. Por ser um recurso tão importante, vimos que precisávamos agir de alguma forma”, aponta Carla Crippa, VP de Relações com a Sociedade da Ambev no Brasil.

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A água será envasada do próprio processo produtivo da empresa, uma novidade para a Ambev, que até então não embalava a substância dentro de suas fábricas.

“A Ama nasceu com o propósito de levar água para as pessoas porque sabemos que muitos brasileiros, ainda hoje, vivem sem acesso a esse recurso. Agora, a água se faz ainda mais necessária, em meio à epidemia de Covid-19, por isso Ama se mobilizou”, complementa Carla.

Com pandemia, produção de bebidas alcoólicas recua 20,9% em março

A produção de bebidas alcoólicas no Brasil sofreu retração de 20,9% em março, primeiro mês em que a contaminação pelo coronavírus se expandiu pelo país, forçando a adoção de medidas de isolamento social e freando as atividades da indústria. Este recuo brusco da fabricação foi confirmado pelos dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A redução expressiva se deu em um contexto de queda acentuada da produção industrial brasileira, que caiu 9,1% em março, na comparação com o mês imediatamente anterior com ajuste sazonal. É o recuo mais acentuado desde maio de 2018, período que ficou marcado pela greve dos caminhoneiros. E também o pior resultado para março desde 2002.

“Esse impacto da pandemia fica evidenciado quando se compara com o mês de fevereiro, já que a taxa é fortemente negativa e representa a queda mais intensa desde maio de 2018, quando houve a greve dos caminhoneiros. E não apenas pela magnitude da taxa, mas também pelo alargamento por diversas atividades, incluindo todas as quatro categorias econômicas e 23 das 26 atividades pesquisadas”, analisa André Macedo, gerente da pesquisa.

Em relação a março de 2019, a indústria nacional retraiu 3,8%, no quinto resultado negativo consecutivo. A produção também acumula queda de 1,7% no ano, juntamente com redução de 1% no acumulado dos últimos 12 meses.

Já a produção de bebidas alcoólicas passou a registrar queda em 2020, de 4,7%. Mas ainda há crescimento da fabricação no período de 12 meses, de 1,2%.

O cenário de encolhimento da produção se repete na indústria de bebidas em geral. Houve redução de 18,8% no terceiro mês do ano, com os dados também sendo negativos em 4,3% no somatório de 2020. Nos últimos 12 meses, a expansão foi reduzida e está em 1,6%.

O panorama de retração em março se repetiu com a produção de bebidas não-alcoólicas: 16% na comparação com o mesmo período de 2019, sendo de 3,8% em relação aos três primeiros meses do ano passado. No acumulado dos últimos 12 meses, por sua vez, o crescimento é de 2%.

Ação da Ambev tem 4ª maior perda de abril em mês de leve recuperação do Ibovespa

Ainda que mantendo as consideráveis perdas dos começo do ano, abril foi um mês de recuperação para o índice Bovespa, que subiu mais de 10%. Porém, mesmo sendo um dos principais papéis listados na Bolsa de Valores de São Paulo, a ação da Ambev (ABEV3) seguiu em baixa, com recuo de 4,87% nesse período.

Crise poderá mudar setor cervejeiro e terá impacto maior na Ambev, dizem analistas

A ação ordinária da multinacional cervejeira fechou o pregão da última quinta-feira com o preço de R$ 11,34, sendo que havia começado abril – o primeiro mês completo em que pôde se sentir os efeitos da crise do coronavírus e da quarentena – cotada a R$ 11,92.

A queda da Ambev foi a quarta maior entre os papéis que compõem o Ibovespa no último mês. A redução só ficou atrás das de Embraer, afetada pela desistência da Boeing de comprar a companhia aérea brasileira, Cielo e Telefônica Brasil.

Assim, a Ambev esteve na contramão do mercado nacional em abril, marcado por leve recuperação após as consideráveis perdas de março. Foi o primeiro mês de resultado positivo em 2020, com alta de 10,25% no índice Bovespa, que fechou o pregão de quinta em 80.505,89 pontos, sendo que havia terminado março com 73.019,76.

Ainda, porém, foi insuficiente para recuperar as expressivas perdas dos três primeiros meses do ano, pois o Ibovespa tinha fechado 2019 com 115.645,34 pontos. Ou seja, mesmo com a recuperação de abril, a queda acumulada em 2020 foi de 30,39%.

Esse cenário não deve melhorar muito em maio, quando os efeitos econômicos da crise do coronavírus deverão ficar mais claros. Já na última quinta, o IBGE divulgou que o índice de desemprego chegou aos 12,2% no primeiro trimestre do ano, atingindo 12,9 milhões de pessoas.

Valorização no exterior
Fora do Brasil, ao contrário do que aconteceu com a Ambev, as ações das principais cervejarias do mundo recuperaram parte das perdas de março, que superaram os 15%.

Na Europa, o papel da Anheuser-Busch InBev – multinacional fruto da fusão da belga Interbrew com a empresa brasileira – fechou o quarto mês de 2020 cotado a 41,88 euros. Como havia terminado março valendo 40,47 euros, a alta foi de 3,48% no mês.

Já o aumento do preço do papel da Heineken foi menor. Ele começou o mês custando 76,16 euros e encerrou março com o valor de 77,62 euros. A valorização, portanto, foi de 1,92% em um mês no mercado europeu.

Menu degustação: Latas da Kinke, Semana Beba Independente, kits do Iron Maiden…

A semana cervejeira se encerrou com uma excelente novidade: a criação da Semana Beba Independente, uma campanha para auxiliar as artesanais em um momento conturbado do país. A luta contra a pandemia do coronavírus também reuniu ótimas ações sociais de cervejarias como Schornstein e Therezópolis, além de boas iniciativas de vendas da Kinke e da Bodebrown, entre outras novidades. Confira.

Beba Independente
Para apoiar o consumidor na decisão sobre qual cerveja tomar e dar visibilidade às artesanais no país, a Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) realiza entre 1º e 10 de maio a Semana Beba Independente. A ação tem o apoio do movimento Compre do Pequeno, do Sebrae, que visa promover o consumo dos negócios locais, desde o pequeno agricultor até o restaurante. Na prática, o site do Beba Independente funciona como um guia: são mais de 50 cervejarias e pontos de vendas cadastrados em 14 estados brasileiros. “Queremos valorizar quem é artesanal independente além dos discursos: aqueles que não têm ligação com multinacionais e produzem com foco na qualidade. Para isso, entendemos que é fundamental disponibilizar informação para quem apoia negócios”, comenta Carlo Lapolli, presidente da Abracerva. 

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Kits do Iron Maiden
A cerveja Trooper Brasil IPA, criada pela Bodebrown junto com a banda Iron Maiden, ganhou uma nova linha exclusiva de produtos: dois kits que trazem o rótulo ao lado de itens especialmente confeccionados para celebrar a parceria. O Kit 1 traz um novo copo pint decorado com o mascote Eddie, do Iron Maiden, uma lata de 473ml da cerveja e uma caixa especial colecionável, a R$ 59. Já o Kit 2, por R$ 118, vem com todos os itens do primeiro, mais uma camiseta preta exclusiva da Trooper Brasil IPA, com a mesma imagem que marca o rótulo.

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Kinke em lata
Primeira fábrica de cerveja da região da Pompéia, em São Paulo, a Kinke acaba de lançar suas cervejas em lata, ideais para delivery ou retirada na cervejaria. São elas: Habemus Session (Session IPA), Fantômas (Witbier), Maverinke (American Pale Ale) e Five Leaf Clover (India Pale Lager). Outra novidade é que a marca criou seu aplicativo (disponível apenas para Android) e sua loja virtual para pedidos online das cervejas em lata ou em growlers de 1 litro. Confira o menu de cervejas e as promoções disponíveis no site.

Duranz para cães
A Doutor Duranz, localizada em Petrópolis e integrante da Rota Cervejeira RJ, lançou uma campanha para arrecadação de ração para cães abandonados. A ação, feita em parceria com a entidade filantrópica Dog’s Heaven, ocorre de 27 de abril a 10 de maio. Para participar e receber dois vouchers da cervejaria, basta doar um saco de ração de no mínimo 15kg. No primeiro voucher, será concedido um desconto de 20% para todas as compras de growlers de chopp durante o mês de maio. E, no segundo, o doador recebe um convite para realizar o beer tour da fábrica (que custa, em média, R$ 80), com direito a acompanhante e degustação de cervejas artesanais. O beer tour será agendado quando o funcionamento da fábrica se normalizar.

Ação da Bier Vila
Depois da Cerveja Blumenau arrecadar 5,4 toneladas de alimentos no último domingo em ação de troca por chopes, a Bier Vila, bar especializado que fica no Empório Vila Germânica, em Blumenau, realizou uma arrecadação complementar na segunda e na terça-feira. Foram doados, então, 299 litros de óleo e leite e 264 quilos de macarrão e feijão. Como forma de retribuir a adesão do público, a casa doou mais 100 unidades de leite e óleo, além de 100 kgs de macarrão e feijão, totalizando quase uma tonelada de alimentos. “Ficamos muito sensibilizados por perceber que os nossos clientes e amigos têm vontade de ajudar e sabem que a solidariedade pode e deve aparecer nesse momento”, conta Ulysses Kreutzfeld, sócio da Bier Vila.

Ação da Schornstein
Outra boa iniciativa em Santa Catarina foi realizada pela Schornstein, cervejaria de Pomerode com 13 anos de história. No formato de drive-thru, a marca coletou alimentos para mais de 250 famílias registradas na assistência social do município. Em duas horas, foram arrecadados 1.229kg. A cada quilo de alimento, o público levou para casa um litro da Pilsen da marca. “Mais uma vez o público de Pomerode mostrou que é solidário e que valoriza as ações da nossa cervejaria”, afirma Gilmar Sprung, sócio da Schornstein.

Ação da Therezópolis
Trocando um quilo de alimento não perecível por um growler de um litro ou um engradado com seis latas especiais, a Therezópolis arrecadou duas toneladas de alimentos que serão doadas para instituições em Teresópolis (RJ). A ação, feita em parceria com a Rio Exxperience, surpreendeu os organizadores pelo sucesso de arrecadações. “Pensamos nesta ação com o intuito de gerar uma corrente do bem e ficamos muito felizes com aceitação. Conseguimos levantar mais alimentos do que o estimado e, ainda, levamos nossas cervejas especiais para os participantes, que doaram os alimentos em um gesto de solidariedade”, ressalta Carla Soares, gerente de marketing da Arbor Brasil.

BCB gratuito
O BCB São Paulo, principal evento de destilados premium da América Latina, anunciou que o credenciamento para a feira será gratuito. Foi a maneira de apoiar e ajudar o setor durante o período de pandemia da Covid-19, segundo destaca a organização do evento, que ocorrerá em agosto. Para Fernando Nagamine, gerente da feira, toda situação excepcional exige uma ação diferenciada. “O BCB busca fomentar o mercado de coquetelaria. Entendemos que nosso público está sendo impactado pelo fechamento temporário de estabelecimentos comerciais e, sendo a feira uma rara oportunidade de qualificação profissional e networking, decidimos não cobrar para que o público tenha acesso ao conteúdo que oferecemos”, ressalta. Antes da decisão, cada profissional pagava R$ 80 para participação em um dia ou R$ 130 para dois. Quem já adquiriu os ingressos terá o valor estornado na fatura do cartão de crédito. No caso de dúvidas sobre este procedimento, a organização disponibiliza um canal aberto pelo e-mail bcb@reedalcantara.com.br.

Balcão do Malte Papo: Precisamos falar sobre o consumo de álcool na quarentena

Precisamos falar sobre o consumo de álcool durante a quarentena

Recentemente a Organização Mundial de Saúde (OMS) sugeriu que a venda de bebida alcoólica fosse limitada durante a pandemia do coronavírus, sob o argumento de que o consumo de álcool pode provocar a diminuição da imunidade, facilitando as contaminações. Por outro lado, cervejarias, importadoras e pontos de venda estão adotando cada vez mais o sistema de delivery para conseguir diminuir seu prejuízo e, quem sabe, não precisar fazer demissões.

O que há de errado nisso? Nada. A OMS está correta em fazer o alerta, até porque não proibiu, e sim pediu um controle. Do outro lado, o empresariado está tentando se equilibrar para manter o seu negócio vivo. Neste momento, então, entra a nossa consciência acerca do consumo de álcool durante a quarentena.

Psicologicamente não tem sido um momento fácil para ninguém, e o álcool pode surgir como uma fuga, uma libertação. E é aí que mora o perigo: a associação da bebida com a fuga momentânea é um passo que pode levar ao alcoolismo. Sim, o seu organismo pode te fazer querer beber todo dia para simplesmente “fugir”. Não obstante, sabemos do problema de violência doméstica que, muitas vezes, tem alguém embriagado e/ou alcoolista por trás dela.

Junta-se a isso o fato de estarmos sendo invadidos por “lives” de artistas, algumas delas patrocinadas por marcas de cerveja, com o protagonista, em alguns casos, bebendo sem moderação, se embriagando, chorando e cambaleando, enquanto o público acha graça disso, indiretamente incentivando o alto consumo de álcool – justamente o contrário da recomendação da OMS. O desserviço é grande para o momento.

Pensando na saúde mental, e física também, não estamos limitados para nos exercitar e precisamos achar o ponto de equilíbrio para este consumo, seguindo as recomendações de que seja moderado. Vale lembrar que o álcool é para momentos bons e, se não estamos bem, não é “beber para esquecer”, mas sim buscar ajuda profissional psicológica.

Se não está conseguindo ficar em isolamento, beber demais pode tirar sua imunidade e te deixar mais exposto. Portanto, use o delivery, ajude sim a cervejaria, o importador e o ponto de venda local, mas com a devida moderação e a responsabilidade que o momento pede.

Saúde e boas cervejas.


Ulisses Malacrida, zitologo nas horas vagas, tem paixão pelo universo cervejeiro. É cervejeiro caseiro, técnico em cervejaria, sommelier e responsável pelo Malte Papo no Instagram e YouTube.

Caso Backer: Cervejaria é liberada pelo Mapa para produzir álcool gel na fábrica

Depois de mais de três meses inativa e sob investigação, a Backer voltará a produzir. No entanto, a fábrica da cervejaria mineira não fará cervejas, uísques e gins, seus principais produtos, e sim álcool gel 70%.

Após inspeção na última terça-feira, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) retirou os lacres de tanques interditados e permitiu a remoção e descarte de 472 mil litros de cerveja neles acumulados desde o início das investigações dos casos de intoxicação por monoetilenoglicol e dietilenoglicol. Mas a cervejaria continua proibida de produzir os seus rótulos até que a investigação seja concluída.

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A permissão da retirada do material se deu como resposta a um pedido da própria Backer. Com a parte do material que não apresentou sinais da presença de substâncias tóxicas, a cervejaria pretende fabricar 28,3 mil litros de álcool gel. E o produto deve ser doado para ações de combate ao coronavírus.

No ato de retirada dos lacres, os técnicos do Mapa colheram material para novas análises e realizaram testes nos tanques esvaziados, que apresentaram resultados negativos para as duas substâncias tóxicas que afetaram 42 vítimas, sendo nove delas fatais.

Ainda assim, um tanque da cervejaria continua sob análise, e outros três seguem lacrados por terem recebido líquido daquele que ainda está sob perícia, como parte da investigação da Polícia Civil de Minas Gerais, iniciada em janeiro e que também ouviu 60 pessoas.

“É preciso cautela, pois o inquérito ainda deve ser concluído, mas é uma sinalização importante de que foi algo pontual, isolado, que não há contaminação na fábrica. Toda a linha de produção passará por testes e certificações do Ministério da Agricultura para que a Backer possa voltar a produzir com segurança e qualidade”, afirma o advogado da empresa, Estevão Nejin, sobre a possibilidade de a cervejaria voltar a produzir os seus rótulos.


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Com Liniker, Luedji e Macalé, festival da Devassa acontece de quinta até domingo

Quatro dias, oito festivais e 34 atrações musicais. A enumeração dá o tom da grandiosidade do projeto “Devassa Tropical Ao Vivo”, que está sendo chamado de festival dos Festivais. Os shows serão realizados entre esta quinta-feira e o próximo domingo, aproveitando o fim de semana prolongado, em função do feriado do Dia do Trabalhador. E terá a participação de nomes de peso da música brasileira, como Jards Macalé, Liniker, Zeca Baleiro, Luedji Luna e Tulipa Ruiz.

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O período de isolamento social, medida adotada no Brasil para desacelerar a propagação da pandemia do coronavírus, alterou o modo de realização e consumo de atrações culturais, levando-as para dentro das casas. E, desde o mês passado, a realização de transmissão de “lives” tem dominado o cenário, com audiências relevantes, além do apoio e patrocínio de grandes empresas, especialmente do setor cervejeiro.

A partir desta quinta-feira, a principal delas será a da Devassa. A marca do grupo Heineken reunirá, em um só evento, oito dos principais festivais de música do Brasil, todos de estados diferentes. São eles: Bananada (GO), Carambola (AL), DoSol (RN), GTR (PE), Radioca (BA), Sarará (MG), Se Rasgum (PA) e Wehoo (PE).

Com a transmissão das “lives”, a ideia da Devassa é realizar doações aos profissionais que trabalham nesses eventos, mas que não podem exercer suas funções, pois não há data para realização dos festivais por causa da pandemia do coronavírus e das medidas de isolamento social. Cada evento, inclusive, indicou uma causa para receber apoio.

“Com o festival #DevassaTropicalAoVivo estamos mostrando que, mesmo em um momento delicado como este, estamos fortes e mais unidos que nunca, apoiando a cena musical brasileira independente para que continue exaltando grandes artistas”, comenta o gerente de marketing da Devassa, Gabriel D’Angelo Braz.

O festival será transmitido pelo perfil no YouTube da Devassa. E a apresentação dos shows será do DJ, radiomaker e diretor artístico Patrick Tor4.

Confira a programação completa:

Quinta-feira
17h – Festival Radioca
Josyara; Mallu Magalhães; Teago Oliveira; Anelis Assumpção + Curumin.

20h – Festival GTR
Mestre Anderson Miguel; Tagore; Lia de Itamaracá e DJ Dolores; Schevchenko e Elloco

Sexta-feira
17h – Festival Wehoo
Flaira Ferro | Biarritz; Francisco El Hombre e Luê; Cynthia Luz e Froid; Marcelo Falcão

20h – Festival DoSol
Plutão Já Foi Planeta; Luísa e os Alquimistas; Potyguara Bardo; Heavy Baile.

Sábado
17h – Festival Carambola
Zeca Baleiro; Ana Cañas; Wado e Mopho; Chico César.

20h – Festival SeRasgum
Andre Abujamra e Marisa Brito; Jards Macalé; Keila; Larissa Luz.
23h – After Tropical
Tropkillaz

Domingo
17h – Festival Sarará
Mariana Cavanellas; Luccas Carlos; Luedji Luna; Rael.

20h – Festival Bananada
Felipe Cordeiro; Boogarins; Tulipa Ruiz; Liniker e Os Caramelows.

23h – After Tropical
Baile Tropical com Patrick Tor4