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6 Oktoberfests imperdíveis no Brasil

Já não é mais preciso ir à Alemanha para aproveitar a Oktoberfest. Surgida em 1814 para celebrar o casamento do rei bávaro Ludwig, a festa se internacionalizou ao longo dos seus mais de 200 anos e se tornou evento obrigatório para os amantes da cerveja. Não é diferente no Brasil, com a realização de inúmeros eventos em diferentes Estados. O Guia da Cerveja selecionou 6 deles para você aproveitá-los nas próximas semanas. Confira:

São Paulo
A capital paulista recebe a sua segunda edição da Oktoberfest, festa que já integra o calendário de eventos oficiais da cidade. A programação cultural é diversificada e voltada para atrair toda a família. Serão mais de cem shows musicais e a expectativa de um público de 120 mil pessoas, atraídas por mais de 70 rótulos de cerveja e 60 opções gastronômicas. “A 2ª São Paulo Oktoberfest vai se transformar em uma parte bastante divertida da Alemanha durante os 11 dias de festa”, garante Walter Cavalheiro Filho, fundador da São Paulo Oktoberfest.
Serviço
Quando: 28 de setembro a 14 de outubro
Local: Sambódromo do Anhembi, na Avenida Olavo Fontoura, 1209

Blumenau
Colonizada por alemães, a cidade do interior catarinense é sinônimo de Oktoberfest no Brasil: desde 1984, realiza a maior e mais tradicional festa do estilo no país. O evento costuma reunir 500 mil pessoas anualmente, com pratos típicos da gastronomia germânica que podem ser harmonizados com chopes e cervejas artesanais e envazados. Também conta com desfile, concurso da realeza, shows e diversas outras atrações.
Serviço
Quando: 3 a 21 de outubro
Local: Parque Vila Germânica, na Rua Alberto Stein, 199

Belo Horizonte
Conhecida pelos seus bares e pela produção de diferentes cervejas artesanais, a capital mineira organiza a sua primeira Oktoberfest em 2018. O evento contará com a presença de mais de 50 cervejarias mineiras, disponibilizará cerca de 300 rótulos e terá foco na harmonização com restaurantes. Destaque ainda para as atrações musicais – com muito blues, folk, jazz e rock – que animarão o público em dois palcos.
Serviço
Quando: 4 a 6 de outubro
Local: Expominas, na Avenida Amazonas, 6200

Maricá
Outra cidade a receber sua primeira edição da festa é Maricá, localizada no interior do Rio de Janeiro. Serão dezenas de estilos diferentes de cerveja artesanal, além de comida alemã, shows ao vivo, danças típicas e concursos de trajes típicos, entre outras atrações. A bebida oficial do evento será da São José do Imbassaí, a primeira cervejaria da cidade. Mas outras convidadas também complementarão o “cardápio”.
Serviço
Quando: 27 e 28 de outubro
Local: Esporte Clube Maricá, na Rua Álvares de Castro, 172

Santa Cruz do Sul
Recheada de atrações culturais e artísticas, a Oktoberfest da cidade do interior gaúcho ocorre pela 34ª vez e homenageia os colonizadores alemães com o tema “Nossa Terra, Nossa Gente”. Haverá apresentações de grupos folclóricos e de corais, jogos germânicos e desfiles temáticos. “Através da dança, da música, da gastronomia, dos jogos germânicos e dos desfiles de carros alegóricos, mostramos para toda comunidade um pouco da herança cultural dos imigrantes. É isso que dá sentido para a Festa da Alegria e que a torna conhecida e reconhecida como a maior do Rio Grande do Sul”, destaca Mártin Brackmann Goldmeyer, coordenador de cultura do evento.
Serviço
Quando: 10 a 21 de outubro
Local: Parque da Oktoberfest, na Rua Galvão Costa, 755

Igrejinha
Realizada desde 1988 na cidade do interior do Rio Grande do Sul, a Oktoberfest apresenta shows de grandes artistas brasileiros, danças folclóricas, comida e bandinhas típicas. São diversos palcos espalhados no parque que recebe o evento, contando também com bandas de baile, orquestra e DJs. No dia 11 de outubro, véspera do início do evento, a Carreata do Chopp parte de Novo Hamburgo e percorre as cidades do Vale do Sinos e Paranhana, anunciando a chegada de bebida que abastece as mais de 150 chopeiras da festa.
Serviço
Quando: 12 a 21 de outubro
Local: Parque de Eventos Almiro Grings, na Rua Arlindo Geis, 255

Outubro Rosa: Confrarias femininas se unem para lançar a Batom Vermelho

Em tempos de barbárie política, o mercado brasileiro de cerveja ganhou um importante ingrediente na luta por uma sociedade mais equilibrada. Com o objetivo de conscientizar as mulheres sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, confrarias e coletivos femininos cervejeiros de todo o país se uniram para lançar um rótulo temático e alusivo ao Outubro Rosa.

Idealizado pela Confraria Maria Bonita, importante organização pernambucana que luta pela inclusão da mulher no mercado cervejeiro, o projeto recebeu o apoio de outros 18 coletivos e confrarias. E, dessa união, surgiu a Batom Vermelho, uma cerveja que servirá para ampliar o debate sobre o Outubro Rosa.

Brassagem da Batom Vermelho feita na Dádiva

A ideia central é que o rótulo, além de aumentar a conscientização com o compartilhamento de informações, arrecade doações para instituições de combate ao câncer de mama e aumente a autoestima das mulheres que passaram por processo de mastectomia e quimioterapia.

“Vamos aproveitar o rótulo para servir de prevenção e ampliar a discussão. Essa é a ideia”, conta Nadhine França, consultora cervejeira, organizadora de eventos e uma das fundadoras da Maria Bonita.

Feita entre os dias 10 e 11 de setembro, a Batom Vermelho é uma Catharina Sour, estilo brasileiro que se tornou o primeiro a ser reconhecido pelo Beer Judge Certification Program (BJCP), importante instituição mundial de juízes do setor.

A cerveja leva adição de maracujá e hibisco, utilizado para dar uma cor que vai do rosa ao vermelho. É de trigo e de alta fermentação, leve e refrescante, com teor alcoólico médio, amargor imperceptível, acidez assertiva e com destaque no aroma e sabor para a fruta utilizada.

Quatro parceiros foram decisivos na produção da cerveja: a Dádiva, onde foram produzidos os 2 mil litros da cerveja; a Realli e a Levteck, que cederam os insumos; e a Label Impressões, responsável pelo rótulo.

Primeiro passo
O importante surgimento da Batom Vermelho derivou de uma iniciativa ocorrida há dois anos. A nova cerveja, segundo Nadhine, surgiu nos mesmos moldes do coletivo E.L.A. (Empoderar, Libertar, Agir), criado em 2016 para questionar o machismo no meio cervejeiro.

“Foi muito importante e arrecadou dinheiro para instituições que trabalham contra a violência da mulher. Essa cerveja tem o mesmo intuito, mas para o Outubro Rosa”, explica a integrante da Maria Bonita.

A iniciativa, aliás, pode desencadear em um marco histórico ao mercado brasileiro: o surgimento da Associação Feminina Cervejeira no Brasil (leia mais nas próximas semanas). “Algumas movimentações femininas estão rolando, não só no Brasil, mas pelo mundo”, pontua Nadhine.

E a própria escolha do nome da cerveja – Batom Vermelho – parece demarcar a força desse movimento: representa a valorização da autoestima feminina ao mesmo tempo em que, segundo as organizadoras, demonstra que não “existe obrigação de se maquiar para se sentir mulher, do mesmo jeito que não é obrigado longos cabelos. É preciso descontruir a imagem idealizada da mulher e dar um novo olhar as mulheres reais que estão ao nosso redor”.

3 tendências do mercado de embalagens para 2019

O mercado de embalagens estabeleceu uma linha de tendências que pode inspirar no desenvolvimento de produtos para o próximo ano. São decorações e formas de concepção de garrafas que também podem servir de base à indústria cervejeira, com benefícios ao consumidor e ao produtor.

Para 2019, segundo conta Catarina Peres, supervisora de marketing da Verallia, três tendências foram definidas: Urbanites, Ultimate e Joyful. Elas constam na Selective Line, linha de garrafas premium da empresa, que lançou o Livro de Tendências de 2019.

“O mercado de cerveja inspira vários alcoólicos clássicos (vinhos, champanhes) a fim de atualizar e torná-los premium. Essas tendências são fonte de inspiração para as cervejarias e foram apresentadas aos clientes da Verallia, tanto de cervejas como os outros”, revela Catarina ao Guia da Cerveja.

As três tendências detalhadas foram produzidas por diferentes empresas de decoração da Verallia: as francesas Saga Décor e a Société Charentaise de Décor e a polonesa Verallia Polska.

“Essas três tendências estão representando os movimentos na moda, nas arquiteturas, nas cores e no modo como as formas e decorações estão mudando”, acrescenta Catarina.

Confira, a seguir, segundo a Verallia, as 3 tendências do mercado de embalagens para 2019:

Urbanites
O entusiasmo que foge ao clichê, mais habituado aos locais híbridos. Com sua criatividade, há uma mescla de gêneros – o mercado de massa revestido de luxo, a arte com o trivial cotidiano – a fim de reinventar o mundo urbano e repensar os clássicos com um entusiasmo verdadeiro. A decoração colour blocks do modelo Celeste 330 ml em tonalidade ébano expressa um conjunto de formas imperfeitas, geométricas e ultracoloridas. Confeccionada com impressão em jato de tinta pela Saga Décor.

 

Ultimate
O entusiasmo equilibrado em tons vespertinos, acostumado aos locais simbólicos. O consumo será nobre e ponderado, acompanhado de uma reflexão sobre o universo e a terra. A busca de um guia holístico almejada no cotidiano para alcançar uma nova forma de sabedoria e reencontrar um aprazível equilíbrio. A decoração labiríntica ilustra este belo exemplo de minimalismo estético, confeccionado pela Verallia Polska. A garrafa Kyoto se apresenta revestida com uma serigrafia em tonalidade dourada e sublimada por uma marcação a quente que concentra os holofotes.

 

Joyful
O entusiasmo despojado dos fins de semana em locais ecléticos. A tendência Joyful proporciona uma atitude cool e extrovertida. O frescor e a candura serão as palavras de ordem para um consumo despojado e lúdico. Uma tendência em alta cor a fim de romper com a monotonia. A decoração de linhas marítimas vem impressa sobre a garrafa Paris vinho, que conta ainda com uma picura em forma de diamante. Um espírito à beira-mar com elevada perfeição estética, em tinta serigráfica luminescente que revela diamantes sob a ação dos raios de luz negra (UV). Projetada pela Société Charentaise de Décor.

Entrevista: A incrível raiz africana da Otim’Bé, a cerveja de Ya e Lumumba

Toda a monumental ancestralidade da cultura africana metonimizada em uma garrafa de cerveja. Essa é, em linhas gerais, a ideia central da Otim’Bé, uma cerveja produzida na histórica São Luís do Paraitinga que chegou nos últimos meses ao mercado brasileiro.

Por trás da cerveja, figuras não menos históricas: Benedito Luiz Amauro, o Mestre Lumumba, poeta, compositor e mobilizador cultural que, há décadas, vem fazendo um precioso trabalho de divulgação da tradição afro-brasileira; e sua esposa Ya, a Yalorixá Nadya Sant’Anna.

Integrante do Grupo de Teatro Evolução, um marco na história do movimento negro brasileiro, e reverenciado como um dos precursores do reggae nacional, Mestre Lumumba fundou com Ya um terreiro de candomblé em São Luiz do Paraitinga em 1987, a Comunidade Cultural Religiosa de Matriz Africana Ilê Asè Omò Ayé.

De lá, do sítio que abriga a comunidade, veio a semente da cerveja. E, depois de mais de 30 anos, Mestre Lumumba e Ya consolidaram o projeto, apresentando uma bebida que representa a cultura afro-brasileira.

Para conhecer mais sobre a histórica Otim’Bé, o Guia da Cerveja conversou com Vera Ventura, coordenadora de produção, e Marcelo Azevedo, engenheiro de alimentos e responsável técnico.

Confira, a seguir, a entrevista completa com Vera Ventura e Marcelo Azevedo.

Como surgiu a ideia de lançar a Otim’Bé?
A ideia de produzir uma cerveja de forma autônoma surgiu com o início da formação do Ilê Asè Omò Ayé, há mais de 30 anos com Mestre Lumumba e Ya. A realização desse sonho se deu com a produção artesanal de cerveja nas instalações do sítio em São Luís do Paraitinga (SLP), onde nasce a água que proporciona a alta qualidade sensorial do produto final. O lançamento da Otim’Bé (cerveja em Ioruba) é a apresentação e o compartilhamento da concretização desse sonho.

Quem faz parte da cervejaria e como foi o processo de produção?
Todos que fazem parte de nossa Egrégora, de alguma forma, fazem parte da Otim’Bé, ao contribuir com a cervejaria desde a produção de matérias primas até a coordenação do projeto. O leme da Cervejaria Otim’Bé é conduzido por Mestre Lumumba e Ya (direção), Vera Ventura (coordenadora de produção) e Marcelo Azevedo (engenheiro de alimentos – responsável técnico).

Quais as características da cerveja, o volume de produção, etc.?
A produção da cerveja é realizada na cozinha industrial pelas mãos de Vera Ventura sob supervisão de Marcelo Azevedo. O processo produtivo conta com maltes e lúpulos de alta qualidade, mel extraído por famílias parceiras da região e com as águas que brotam dos seios das montanhas da zona rural de SLP. A qualidade de todo o processo produtivo garante o sabor característico e peculiar da Otim’Bé em suas duas versões, a Honey Pale Ale e a Black Honey Pale Ale. De sabor levemente adocicado e crítico, leve em sua versão clara e encorpada com tons biscuit quando escura, a Otim’Bé leva ao consumidor a explosão de sentidos de satisfações. Produzida de maneira artesanal, tem uma produção mensal atual de 500 litros.

Como as características da cerveja estão interligadas à cultura afro-brasileira?
A cerveja, por si só, já faz parte da vida do povo brasileiro, incluindo a cultura afro-brasileira, em que em certos momentos de sua vivência consome-se cerveja. Nada mais justo que oferecer uma cerveja não só “tomável”, mas feita pelos próprios afro-brasileiros de forma autônoma.

É possível estabelecer uma relação entre cerveja e cultura afro-brasileira? E qual a importância da Otim’Bé nesse contexto?
Ao integrar os membros de nossa comunidade, se utilizando de formas integradas de produção e auto sustento tribal, resgatamos a ancestralidade dos povos originários da América fundidos à cultura e modos de vida africanos, transmitida por gerações, tendo como resultado um produto que consideramos parte de nossa cultura afro-brasileira.

Quais os planos futuros relacionados à Otim’Bé?
Preocupada com a geração de renda, integração social e ambiental de nossa Egrégora e suas gerações futuras, a Otim’Bé se consolida como uma experiência viável e alternativa ao sistema econômico vigente. Por esse motivo o crescimento da cervejaria é necessário para cumprir de forma eficiente sua missão ao ser modelo econômico de vida que nos leve a liberdade, autonomia e felicidade.

Exportação de cerveja sofre pequena queda em agosto e confirma ano difícil

A exportação brasileira de cerveja de malte sofreu uma nova queda em agosto. Tendo como principais destinos os países da América do Sul, o produto alcançou US$ 5,12 milhões em vendas para o mercado externo no último mês, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

O valor é 1,7% menor na comparação com agosto do ano passado, quando a exportação brasileira de cerveja de malte foi US$ 90,89 mil maior.

Essa queda reforça a forte baixa nos números acumulados de 2018. Os oito primeiros meses do ano registraram US$ 53,81 milhões e 81.945,21 toneladas de cerveja exportadas, diminuições respectivas de 18,9% e 22,7% na comparação com igual período de 2017.

Tais números fazem com que a cerveja tenha 0,03% de participação nas exportações brasileiras e ocupe o 181º posto entre os produtos negociados de janeiro a agosto deste ano.

Já os principais destinos da cerveja brasileira nos oito primeiros meses de 2018 foram Paraguai (68%), Argentina (14%) e Bolívia (12%).

Boas práticas: O que a indústria cervejeira pode aprender com a alimentícia

A indústria cervejeira possui suas especificidades, mas as empresas que a integram precisam entender algumas bases que também compõem as premissas do setor alimentício. Quem faz esse alerta é Cynthia Jurkiewicz Kunigk, professora do curso de Engenharia de Alimentos do Instituto Mauá de Tecnologia.

Cynthia Jurkiewicz Kunigk

A principal recomendação de Cynthia recai sobre dois pontos específicos: seguir as Boas Práticas de Fabricação e o sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle.

O “produto deve ter qualidade e estar livre de contaminações que possam causar algum dano à saúde do consumidor”, avisa a professora ao Guia da Cerveja, lembrando os riscos da contaminação microbiológica.

Contar com sistemas de boas práticas e de controle é preceito básico na indústria cervejeira, segundo ela, pois os microrganismos contaminantes podem ter origem em qualquer etapa do processo: na própria matéria-prima, nos equipamentos mal higienizados, no ambiente de produção ou mesmo nos manipuladores.

Assim, há o risco de no processo de fermentação, por exemplo, o microrganismo contaminante se multiplicar e inibir o crescimento da linhagem de levedura selecionada para a produção de cada tipo de cerveja. Os efeitos drásticos serão percebidos, então, no produto final.

“As características sensoriais da cerveja serão alteradas, levando a perda do lote e a um grande prejuízo econômico”, afirma Cynthia.

A produção de cervejas artesanais, com longo tempo de produção, aumenta ainda mais a importância do controle de qualidade e da sua presença em todas as etapas desse processo. É possível, assim, evitar que problemas sejam descobertos apenas quando a bebida estiver pronta.

“O controle de qualidade deve existir em todas as etapas de produção, de forma que qualquer alteração no produto seja detectada rapidamente durante o processo e não apenas no produto final”, completa a professora do Instituto Mauá.

Mondial Rio registra 45 mil pessoas e 25 toneladas de alimentos arrecadadas

A sexta edição do Mondial de la Bière Rio de Janeiro foi um grande sucesso. Em balanço divulgado nesta terça-feira, a organização informou que cerca de 45 mil pessoas compareceram ao evento, realizado entre 5 e 9 de setembro, nos armazéns 2, 3 e 4 do Píer Mauá.

Foram arrecadadas, ainda, 25 toneladas de alimentos não perecíveis por meio do ingresso cervejeiro solidário – quem optasse por ele pagava preço promocional e deveria entregar 1kg de alimento na entrada do festival.

Instituições apoiadas pelo Sesc, como o Sopão do Alcides de Castro, o Projeto Ruas, a Casa de Apoio à Criança com Câncer Santa Teresa e a Fundação Gol de Letra, entre outras, foram as beneficiadas.

A presença animada do público e a iniciativa solidária foram a tônica de um evento que se consolidou como sucesso de crítica. Embalados pela paisagem espetacular do Píer Mauá, com direito a vista da Ponte Rio-Niterói e do Museu do Amanhã, os cervejeiros puderam provar mais de 1500 rótulos dos mais variados estilos, com destaque para as Catharina Sour, uma das estrelas do festival.

Mas foi com uma Russian Imperial Stout – a Nikita Cherry Hickey – que a Antuérpia levou a medalha de platina do MBeer Contest Brazil, premiação do festival que ainda concedeu 13 medalhas de ouro aos mais diversos estilos.

Outras atrações também se destacaram no Mondial Rio. A parceria inédita fechada com a Rockcetera, por exemplo, levou inúmeras bandas que empolgaram o público. Foi o caso da Jackstone, com seu tributo aos Rolling Stones, e a Pepper Spray, com covers da californiana Red Hot Chili Peppers, entre tantas outras.

O estúdio Lady Luck Tatto ainda fez 236 desenhos e 116 piercings durante os cinco dias, complementando a enorme festa dos cervejeiros presentes no Mondial Rio. “Nosso principal objetivo nesta edição foi ampliar a experiência dos expositores e do público visitante”, conta Luana Cloper, diretora do Mondial de la Bière.

Polêmica nos EUA: Comediante detona artesanais e Brewers Association reage

A poucos dias do início do Great American Beer Festival, um dos maiores festivais de cerveja dos EUA, a bebida se tornou assunto constante na mídia e nas redes sociais país afora. Mas uma esquete de humor do comediante Jim Gaffigan questionando as craft beer norte-americanas deixou a comunidade cervejeira furiosa.

No programa Morning Show, da rede de TV CBS, o comediante disse que as artesanais são todas ruins. Questiona, ainda, por que hoje em dia há tantos sabores de cerveja quando ele, “um norte-americano gorducho de 40 e poucos anos”, só quer uma cerveja com gosto de… cerveja?

“Agora, parece que toda cidade ou aldeia que eu visito tem sua própria cerveja feita por locais: cervejas especiais, de microcervejarias, artesanais feitas por artesãos da comunidade. E eu tenho que te dizer, que, sem exceções, são todas ruins”, diz o texto da esquete.

Jim é conhecido por abordar frequentemente assuntos que envolvem comida e os hábitos alimentares dos norte-americanos. Uma de suas esquetes mais famosas questiona “como o McDonalds vende 6 bilhões de sanduíches no ano se ninguém admite comê-los”. Por isso, críticos ainda o acusaram de inverter a própria lógica de seu humor: de criticar o senso comum.

O que deixou a comunidade cervejeira dos EUA realmente irritada foi o fato do texto aparentemente não ter sido interpretado por um personagem incorporado – como ele normalmente faz – e sim declamado pela própria persona de Jim. Assim, o humorista foi criticado nas redes sociais por admiradores de cervejas minimamente diferentes. Sua esquete foi considerada rasa, e, se era o próprio Jim falando ali, extremamente defasada em seu entendimento da cena cervejeira local.

Quem também entrou na discussão, mantendo o bom humor, foi a Brewers Association (BA), entidade que representa as microcervejarias do país. Em texto assinado por sua diretora, Julia Herz, a associação “explica” o lado bom de não haver apenas cervejas com o mesmo sabor no mercado – a escolha.

“Você não reprime o tanto de ingredientes usados por um chef, nem de piadas que um comediante conta ou quantos papéis um ator faz. Por que os cervejeiros deveriam se limitar a água, levedura, malte e lúpulo? E por que os amantes de cerveja deveriam apenas tomar ‘light American Lager?’”

Confira o polêmico vídeo de Gaffigan, e a resposta da BA a ele.

Votus e Heusch promovem bons eventos cervejeiros nesta semana

O cervejeiro paulista tem boas razões para estar animado. A semana, afinal, começa com a promessa de dois interessantes eventos: uma degustação harmonizada da Votus e o lançamento da Heusch.

O evento da Votus ocorre na sexta-feira, dia 21 de setembro, no Empório Frei Caneca, no Shopping Frei Caneca, em São Paulo, às 19 horas. Será uma palestra com degustação harmonizada dos seus principais rótulos.

Entre os destaques está o último lançamento da marca, a Trippelbock envelhecida em barril de carvalho, uma “cerveja potente, com aromas e sabores de maltes escuros, apresentando toda complexidade do envelhecimento na madeira, trazendo notas que lembram frutas secas e vinho Jerez”, segundo a cervejaria.

O convite sai por R$ 80 e 50% do valor será revertido para compras dos rótulos degustados no evento. Os interessados devem entrar em contato com atendimento@emporiofreicaneca.com.br ou pelo telefone (11) 3472-2082.

Cerveja medieval
Já a Heusch, uma nova cervejaria artesanal paulista, inaugurará fábrica e pub no sábado, dia 22 de setembro, às 16 horas, com uma festa aberta ao público na Rua General Rondon, 65, em Atibaia, a 66 km de São Paulo.

O evento terá, além da presença bandas de rock e blues, o lançamento de quatro estilos de cerveja ainda não revelados, inspirados nas clássicas escolas cervejeiras internacionais com toques inovadores, segundo a cervejaria. A entrada será gratuita e haverá espaço exclusivo para crianças.

A Heusch – termo que vem da expressão alemã “Herz Und Schwert Prämie Bier”, que significa “Cerveja Premium do Coração e da Espada” – aposta em uma temática medieval. Seus produtos são inspirados nos antigos cavaleiros medievais que consumiam a cerveja com fins medicinais e comemorativos ao final de suas batalhas.

Parceria entre Azul e Patagonia, Tripel da SUD: Confira as novidades da semana

Um lançamento nos ares. Essa foi a ideia da Patagonia ao fazer uma parceria com a Azul para apresentar sua tradicional Amber Lager – agora em lata – para o mercado brasileiro. A semana trouxe ainda uma interessante Tripel Wood Aged da SUD Birrificio, além de uma nova versão da New England IPA da Everbrew. Confira todas as novidades.

Lata nos ares
A Patagonia trouxe uma grande novidade ao Brasil. Trata-se do lançamento de sua Amber Lager – primeira receita da marca – em latas de 473 ml. E, para celebrar a notícia, a cervejaria argentina fez uma interessante parceria com a Azul: as latas serão primeiramente disponibilizadas em voos que operam na janela entre 17h e 21h, com mais de uma hora de duração entre Guarulhos, Campinas, Curitiba e Porto Alegre, até 15 de outubro. “A Patagonia acredita muito na experiência, e queremos propor que todos saiam da inércia, seja na vida ou na escolha da cerveja. Desejamos que todos vivenciem algo novo e queremos que a Patagonia seja o ponto de partida desse momento”, afirma Nathalia Cajueiro, responsável pelo marketing da Patagonia no Brasil. “Com a lata, conseguimos estar presentes em mais momentos, desde um encontro entre amigos até as ocasiões a sós na natureza. Tudo isso, trazendo versatilidade para o consumo.”

Tripel da SUD
A gaúcha SUD Birrificio Artigianale lançou neste sábado um novo rótulo: a Tripel Wood Aged, com teor alcoólico de 8,4%, cor clara e com aromas que remetem a frutas amarelas. Foi envelhecida em barricas de carvalho norte-americano por três anos, o que lhe conferiu notas aromáticas muito intensas, segundo Fabiana Gava, gerente da cervejaria. “Um estilo belga de cerveja que irá compor nossa linha e que nos orgulhamos muito em poder apresentar ao mercado brasileiro”, acrescenta.

Wäls do Coco Bambu
A cervejaria mineira Wäls e o restaurante Coco Bambu fizeram uma parceria para lançar a Wäls Coco Bambu, uma Premium Lager de coloração amarelo claro e boa formação de espuma. A novidade está à venda com exclusividade nas 31 unidades da rede e teve inspiração nas receitas à base de frutos que são tradição do estabelecimento, resultando em notas frutadas sutis e um amargor moderado com toque floral. “Com um baixo teor alcoólico, a leveza do sabor e do aroma irão harmonizar perfeitamente com o cardápio do Coco Bambu”, avalia Roberto Leão, mestre-cervejeiro da Wäls.

Everbrew 2
A Everbrew Evermont ganhou uma nova versão. A New England IPA com 4% de teor alcoólico e 70 IBUs recebeu uma variação na levedura – agora trazida dos Estados Unidos – que oferece uma percepção sensorial diferente, resultando na Evermont 2. A cervejaria cigana conta com uma linha com vários estilos e produz atualmente na Dádiva.