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Com que growler eu vou? Conheça os modelos e saiba escolher

Passado um primeiro momento de surpresa, a cultura do growler tem se mostrado dinâmica e evolui com rapidez. “Uma vez que o consumidor opta por ele, costumo dizer que é um caminho sem volta”, afirma André Lourenço, diretor comercial da Siphon Growlers, resgatando as características positivas da embalagem. Após anos de maturação, o mercado brasileiro hoje oferece produtos de materiais diferentes e uma enorme variedade de tamanhos e formas.

Mas, então, o que deve ter um bom growler? A resposta mais provável seria o bom e velho “depende”. Depende de fatores como o gosto pessoal, o que cada consumidor mais valoriza na hora de beber e, claro, o bolso. No entanto, segundo Lourenço, há dois itens básicos: “Para ser considerado adequado, ele precisa garantir a vedação completa e que a luz não incida sobre a cerveja”, afirma.

O fechamento perfeito garante que a cerveja não perca sua carbonatação. A vedação ideal é obtida por meio de tampas flip-top ou do uso de anéis de borracha – naqueles modelos com tampa de rosca, geralmente de inox. Além do inox, os growlers mais comuns são de vidro e cerâmica. Já a não incidência de luz depende do material e do modo como ele foi produzido.

A seguir, confira as principais características dos modelos mais comuns.

 

OS MODELOS DE GROWLER

De vidro, linha Rock`n`growler da My Growler

 

Vidro: É o mais popular e barato dos materiais usados em growlers, o que torna os produtos de vidro, de maneira geral, mais acessíveis. Tem um porém: com o vidro, a troca de temperatura com o ambiente é mais rápida do que com os outro materiais disponíveis. Assim, por ser transparente – mesmo o vidro escuro, do qual é feito o growler – o material pode não bloquear 100% da incidência de luz – o líquido ainda pode sofrer alterações e perder um pouco de suas características originais.

 

De cerâmica, La Muerte da Siphon

 

Cerâmica: O growler de cerâmica é provavelmente a opção mais interessante quando se fala em conservação da bebida. Sua vantagem vem do fato de ele ser totalmente opaco e não permitir a entrada de luz externa. Quanto à sua capacidade de manter a temperatura, a cerâmica também se destaca. Por suas características, ela mantém a bebida gelada por mais tempo do que o vidro. Em geral, é o material mais caro.

 

Mini keg de inox, My Growler

 

Inox: O material usado para fazer kegs é extremamente resistente e leve. Geralmente não permite a entrada de luz alguma. Há modelos que não têm paredes duplas, e isso faz com que troquem calor com o ambiente com grande velocidade, esquentando com rapidez. “Algumas pessoas relatam um leve sabor metalizado nestes produtos”, afirma o diretor comercial da Siphon, André Lourenço.

 

Há, também, no mercado, growlers feitos de garrafa PET. No entanto, eles acabam não trazendo grande parte dos benefícios esperados dele (discutidos aqui). Assim, acabam fazendo as vezes de uma grande garrafa. “Eles custam para o consumidor e são descartáveis. A proposta original é de ser reutilizável, mais econômico, sem resíduos, gerando um vínculo que entre quem vende o growler e o chopp, e quem o consome”, afirma Rodrigo Fernandes, CEO da My Growler.

Já é comum encontrar growlers a venda em cervejarias, empórios e lojas dedicadas à cerveja. Uma grande variedade de modelos, tamanhos, grafismos e acessórios estão disponíveis nos sites da My Growler e Siphon Growlers.

 

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Entrevista: Nova lei pode transformar BH na “Bélgica Brasileira”

Belo Horizonte pode ganhar centenas de brewpubs nos próximos anos e se tornar oficialmente a “Bélgica Brasileira”. Essa é a avaliação de José Bento Valias Vargas, sócio da Lamas Brew Shop de Belo Horizonte, da Cervejaria Dunk Bier e um dos fundadores da Associação dos Cervejeiros Artesanais de Minas Gerais (Acerva Mineira).

José Bento Valias Vargas, um dos responsáveis pela aprovação do PL

Um dos principais nomes envolvidos no Projeto de Lei 475/2018, importante proposta que foi aprovada pela Câmara dos Vereadores e aguarda a assinatura do prefeito Alexandre Kalil para entrar em vigor, José Bento assegura que a nova lei pode representar um marco sem precedentes à cerveja mineira.

“Podemos acreditar que essa lei permitirá Belo Horizonte se tornar realmente a Bélgica Brasileira, como já é apelidada pela quantidade de estilos diferentes de cerveja que são produzidos na região”, assegura o especialista.

Em entrevista exclusiva ao Guia da Cerveja, José Bento narra os detalhes da aprovação do PL de Belo Horizonte e enumera todas as boas mudanças que o setor pode vivenciar nos próximos anos.

Confira, a seguir, a entrevista completa com José Bento Valias Vargas, sócio da Lamas Brew Shop de BH, da Dunk Bier e um dos fundadores da Acerva Mineira.

Como e quando surgiu a ideia do PL?
A ideia do PL surgiu em 2011 dentro da Acerva Mineira e foi apresentada para a prefeitura de Nova Lima com o nome de Lei Pró Artesão. Essa lei permitia diversas facilidades – e não só para o setor de cerveja. Mas, no caso, permitia que fosse aberta uma cervejaria em qualquer local do município de Nova Lima, seguindo-se determinadas regras.

Quem esteve engajado e como foi o desenvolvimento?
Na época o projeto foi capitaneado pelo associado da Acerva, o Sr. Alfredo [Figueiredo], então dono da cerveja VM Beer, atualmente sócio da Krug Bier. Esteve no projeto a diretoria da Acerva, então formada pelos Srs. Humberto Mendes, Daniel Gontijo, Juliano Caldeira e José Bento Valias Vargas, além de órgãos da Prefeitura de Nova Lima, o Gabinete do prefeito, a Secretaria de Turismo e alguns vereadores. Na atual versão, em Belo Horizonte, o projeto foi capitaneado por membros da Acerva Mineira, especialmente os Srs. Marcelo Maciel, proprietário da cervejaria Astúcia, e Gustavo Alves, proprietário do bar Köbes. Eles receberam apoio do gabinete do vereador Léo “Burguês” de Castro, líder do governo na Câmara.

As tratativas foram difíceis?
Nesse primeiro momento, em Nova Lima, o projeto tinha apoio do prefeito e de sua base, e a aprovação da lei levou menos de um ano. Desde então, essa lei passou por várias mãos. Foi entregue a vários vereadores, prefeito, até mesmo deputados, pela diretoria da Acerva. Quando a chamada Lei Pró-Artesão se desenvolveu no PL atual, os envolvidos tiveram grande apoio do vereador [Léo Burguês] através do seu gabinete, da Secretaria de Turismo de BH e do próprio parlamentar, que trabalhou com seus pares para a aprovação do projeto sem, inclusive, alterações propostas por outros parlamentares, que seriam prejudiciais ao texto original.

O que a lei pode mudar efetivamente?
A principal mudança da lei é a quebra do zoneamento da cidade para a criação de empreendimentos de pequeno porte em todas as suas regiões. Essa maior facilidade de se criar empreendimentos cervejeiros vai ajudar imensamente a cultura cervejeira a crescer na cidade e vai propiciar a diversos empreendedores que tenham seu negócio de forma mais viável, em um país que basicamente vai contra a iniciativa privada. A lei será de extrema importância para o franco crescimento do setor e, vale dizer, ela não flexibiliza obrigações importantes como a segurança alimentar e os cuidados necessários para melhorarmos nossos índices de poluição, especialmente da água.

Confirmada a aprovação, qual será o impacto ao setor?
A lei visa facilitar a criação de nanocervejarias e, especialmente, brewpubs no município. Como Minas, especialmente BH, tem um movimento cervejeiro muito forte, a lei vai propiciar a criação de empreendimentos cervejeiros espalhados pela cidade, que já é conhecida como a cidade dos bares. Até então, muitos desses empreendimentos eram criados em Nova Lima, mesmo sendo de pessoas de Belo Horizonte. Podemos acreditar que essa lei permitirá Belo Horizonte se tornar realmente a Bélgica Brasileira, como já é apelidada pela quantidade de estilos diferentes de cerveja que são produzidos na região.

É possível mensurar esses benefícios em números?
É muito difícil mensurar em números. Mas é preciso considerar que atualmente Nova Lima tem mais de 20 cervejarias construídas, que atendem dezenas de cervejeiros ciganos, além de outras cervejarias da região metropolitana de BH. É preciso considerar também que a Acerva Mineira tem atualmente mais de 300 associados, que produzem suas cervejas em casa e, obviamente, desejam ter seu negócio no ramo. Há, ainda, milhares de bares na cidade. E tudo isso estará associado à possibilidade de um empreendimento desse porte ser pautado pelas regras do Simples Nacional. Pode-se acreditar, então, em pelo menos uma centena de brewpubs surgindo em Belo Horizonte, com alguns milhares de novos empregos e, talvez, centenas de milhares de reais em impostos arrecadados para município, estado e União.

 

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Festival reúne reggae, Mestre Lumumba e cerveja artesanal afro-brasileira

Se você é de São Paulo, gosta de música, aprecia uma boa cerveja e apoia movimentos sociais e culturais, há uma atração definitivamente imperdível neste final de semana: o 1º Chopp Reggae Festival.

O evento será realizado sábado e domingo no Centro Cultural Butantã e terá, entre suas inúmeras atrações, o lançamento do chopp e da cerveja artesanal afro-brasileira Otim’Bé.

O anfitrião da festa será Benedito Luiz Amauro, o Mestre Lumumba, poeta, compositor e mobilizador cultural que, há décadas, vem fazendo um precioso trabalho que o colocou como uma das grandes representações da cultura afro-brasileira.

“Estamos ocupando o Centro Cultural Butantã uma vez por mês com poesia, teatro, música. Toda uma gama de produção cultural da comunidade negra que não tem espaço específico”, comenta Mestre Lumumba.

“Você que gosta de ser feliz, aliás, que deseja ser feliz, que acredita na felicidade, estou te convidando para chegar aqui, no Centro Cultural Butantã, às 22 horas, no dia 11 de agosto, e descobrir que você tem muito mais pessoas amigas do que você imagina”, acrescenta o mestre.

No sábado, além de uma intervenção cultural com a Cia Os Crespos e o lançamento da cerveja, haverá um show com Mestre Lumumba e sua banda. E, no domingo, acontece a vivência de construção e toques de tambores com o mestre, a partir das 11h.

Serviço
Quando: 11 e 12 de agosto
Horário: sábado, a partir das 22h; domingo, a partir das 11h
Preço: R$ 10 até as 23h de sábado e R$20 com direito a um chopp após as 23h; R$ 10 no domingo
Local: Centro Cultural Butantã, na Av. Corifeu de Azevedo Marques, 1880/1882, São Paulo

 

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Dia dos Pais: Descubra qual a cerveja ideal para o seu pai

Pai amigo, festivo, companheiro de aventuras. Pai rígido, disciplinador, preocupado com o seu futuro. Pai trabalhador, distante, nem sempre presente. Pai que trocou fraldas, que teve nojo de fraldas, que deu banho, que ensinou a gritar gol, que brincou de boneca, que desaparecia, que apresentou a música, que lavou louça, que fez a lancheira, que salgou a comida. Não importa o tipo. Domingo é Dia dos Pais e, independentemente do perfil, é uma data para celebrá-lo.

E, como comemoração está essencialmente atrelada à cerveja, o Guia da Cerveja fez uma parceria com o Clube do Malte para traçar o perfil cervejeiro de seu pai – e descobrir qual estilo se adequa a ele.

Seja ainda um brahmeiro, um desbravador ou já um veterano desse universo, há certamente uma cerveja especial aguardando por ele. Confira, a seguir, qual é a do seu pai. E que o domingo de vocês seja ainda mais feliz com o presente – ou o brinde – ideal!

qual é a cerveja ideal para presentear O Contido
Nem todo pai é apaixonado por cerveja. Alguns, claro, estão interessados em inúmeras outras atividades. Outros, trabalham tanto que quase não têm atividade. Mas, mesmo que o seu seja um desses que verdadeiramente só bebe “socialmente”, em festas ou em poucos fins de semana, a cerveja também pode ser uma excelente opção para o Dia dos Pais. Nesse caso, aproveitando que o volume consumido é menor, surge uma boa oportunidade para brincar com estilos “suaves”. “Ele pode variar bastante nos estilos, em cada degustação provar um diferente. Para começar, cervejas mais leves são as mais indicadas. Os estilos Pilsen, Weiss e Witbier são os mais indicados”, avalia Ana Paula Komar, jornalista do Clube do Malte.
Cervejas ideais: 1795 Original Czech LagerPaulaner Hefe-Weissbier Bodebrown Blanche Curitiba

O Raiz
Embora as artesanais tenham se popularizado nos últimos anos, provocando a descoberta dos mais diversos estilos, ainda há uma boa parcela da população cervejeira que se diz de “raiz”. Ou seja, é aquele bebedor convicto, fiel ao combo cerveja e futebol de domingo, mas ainda preso à tradição das Pilsens – e das Brahmas, Antarcticas, Skols da vida. Convenhamos que, ao menos no Dia dos Pais, é bom respeitar essa tradição – depois você terá o ano todo para convertê-lo. “A cerveja do estilo Pilsen é maltada, encorpada com notas abiscoitadas (lembrando pão), tem um amargor um pouco mais pronunciado, mas ainda fácil de beber e muito saborosa”, explica Komar. Nada melhor, então, do que uma cerveja da República Checa, país onde está localizada a cidade de Pilsen, a precursora desse estilo tão essencial ao brasileiro. Ou mesmo de uma Pilsen diferente – artesanal e local.
Cervejas ideais: Praga Premium PilsBamberg Pilsen

O Desbravador
A disseminação das cervejas de trigo – nacionais ou importadas – fez surgir um outro perfil de bebedor: aquele ainda atrelado às Pilsens, mas que gostou da Weiss e começou a desbravar esse universo. Se o seu pai segue nessa rota, aproveite a oportunidade: o Dia dos Pais é a ocasião ideal para acelerá-lo nesse caminho. “Além das cervejas do estilo Weiss, que geralmente são uma porta de entrada para o mundo cervejeiro, para quem está começando a provar novidade vale conhecer os sabores e aromas do lúpulo. E, para isso, nada como uma boa IPA”, garante a jornalista do Clube do Malte.
Cervejas ideais: BrewDog Punk IPA, Bodebrown Cacau IPADie Fizzy Yellow da Way Beer

O Viajado
Se o seu pai gosta de viajar e começou a se aprofundar nesse universo em pubs estrangeiros, por meio de cervejas como Guinness, Erdinger e Delirium, entre tantas outras, o Dia dos Pais é uma excelente oportunidade para brincar com roteiros. Você pode, assim, escolher um local marcante para ambos e fazer uma seleção de cervejas alemãs, norte-americanas, belgas, etc. “Aqui você irá encontrar uma infinidade de estilos de cervejas importadas, mas alguns são característicos de determinados países, como a inglesa English Pale Ale, a alemã Weizenbier (ou simplesmente Weiss), a belga Witbier. E por aí vai”, enumera Komar.
Cervejas ideais: Wells BombardierErdinger Weissbier,  Urbana Busanfe

O Festeiro
Agora, se o seu pai é festeiro como você, que o acompanha não apenas em risadas e copos, mas também em eventos cervejeiros, nada melhor do que homenageá-lo com bebidas que são referências em festivais. E, aqui, não tem como esquecer da Oktoberfest, a maior festa cervejeira do mundo. “Nada como uma boa cerveja do estilo Oktoberfest para celebrar os festivais cervejeiros. Uma cerveja que é suave, mas bastante complexa, com características evidentes do malte, tanto no aroma, quanto no paladar. Mais adocicada, este é um dos clássicos estilos maltosos, complexa e elegante, mas nunca enjoativa”, orienta a especialista.
Cervejas ideais: Paulaner Oktoberfest, Hofbräu Oktoberfest, Bamberg Die Wiesn

Por fim, se você quiser dar mais uma turbinada no presente e inserir ainda mais seu pai no universo da boa cerveja, outra sugestão é o growler, uma maneira prática e sustentável de ele ter sempre sua cerveja preferida fresquinha. Confira as vantagens de ter um growler aqui.

 

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Inflação desacelera em julho, mas preço da cerveja destoa e sobe quase 1%

O preço da cerveja segue totalmente descalibrado do mercado brasileiro. Se o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) voltou a ficar mais controlado em julho, depois de sentir o efeito da greve dos caminhoneiros e bater um recorde de 23 anos em junho, a bebida teve uma alta significativa no mês.

Mesmo com a greve, o preço da cerveja em domicílio havia seguido sua tendência de queda e caído 0,17% em junho. Mas, neste mês, quando o índice que mede a inflação oficial brasileira desacelerou, a bebida teve um aumento de 0,98%, segundo divulgou nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ainda assim, em decorrência da baixa dos últimos meses, a inflação da cerveja apresenta queda de 2,14% no acumulado de 2018. E, nos últimos 12 meses, o IPCA da bebida subiu 1,97%.

Já o preço da cerveja fora do domicílio também teve alta em julho e subiu 0,67%, chegando a 1,35% no ano e 3,27% nos últimos 12 meses.

Apesar da alta significativa em julho, o preço da cerveja – tanto no domicílio quanto fora – segue abaixo da inflação em 2018. O IPCA brasileiro subiu 0,33% no mês, alcançou 2,94% no ano e 4,48% nos últimos 12 meses, “acima dos 4,39% dos 12 meses imediatamente anteriores”, segundo o IBGE.

Confira, a seguir, os números da inflação em julho:

IPCA de JulhoJulho201812 meses
Cerveja no Domicílio0,98%-2,14%1,97%
Cerveja Fora do Domicílio0,67%1,35%3,27%
Outras Bebidas Alcoólicas no Domicílio0,69%1,44%1,95%
Outras Bebidas Alcoólicas Fora do Domicílio-0,01%1,42%3,67%
Alimentos e Bebidas-0,12%2,82%1,40%
Inflação Geral0,33%2,94%4,48%

 

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Fim de uma tradição? Pint se torna “impagável” para maioria dos ingleses

Sair para tomar um pint de cerveja é uma das tradições mais reconhecidas e consolidadas da Inglaterra. Mas, atualmente anda em baixa: segundo estudo da Camra (Campaign for Real Ale, uma associação de cervejeiros tradicionais do país fundada na década de 1970), o preço do pint é considerado “impagável” por 56% dos ingleses.

O valor médio cobrado no país é de  £ 3.50 (equivalente a R$ 19,90), mas não há padrão: enquanto em cidades menores do interior chega a £ 2,35 (R$ 11,36), como em Carlisle, o preço médio em Londres é de £ 5,20 (R$ 25,14) – e em alguns bairros chega facilmente a £ 6 (R$ 29).

Segundo a Camra, o preço alto da cerveja nos pubs está levando muitos ingleses a preferirem comprar cerveja em lata e consumir em casa, o que sai muito mais em conta: o preço médio de uma garrafa ou lata de 330ml de cerveja artesanal é de £ 1,50 em supermercados, e o de lagers produzidas em larga escala fica por volta de £ 1.

A entidade ainda coloca na conta do alto preço a dificuldade pela qual passa o setor de bares no país, que vê uma avalanche de fechamento de pubs: entre 12 e 18 estabelecimentos encerram as atividades a cada semana. Grandes redes conseguem minimizar o efeito dos impostos usando seu poder de barganha em negociações com fornecedores, enquanto os menores sentem o impacto com mais força.

A Camra teme que a situação piore no ano que vem, já que o orçamento do governo inglês de novembro deve ratificar o aumento dos impostos pagos por pubs em 2019, após dois anos de congelamento que ajudou o setor a respirar. Além disso, deve cair também o subsídio de £ 1 mil por ano concedido a pubs de pequeno porte.

Presidente da entidade, Jackie Parker não vê surpresa na situação. “Bebedores de cerveja vão naturalmente procurar por alternativas com melhor custo-benefício para consumir sua bebida”, afirma ele, citando não só a compra em supermercados como o mercado ilegal como possíveis alternativas.

(Com informações do The Guardian)

Após fim da greve, fabricação de bebidas alcoólicas sobe 9% em junho

A indústria brasileira se recuperou da forte queda sofrida em maio. Depois de despencar 10,9%, um efeito imediato da greve dos caminhoneiros, a produção teve aumento de 13,1% em junho na comparação com o mês anterior.

Esta foi a maior alta da série histórica, iniciada em 2002, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “A alta de 13,1% na indústria na passagem de maio para junho de 2018 reflete o crescimento de todas as grandes categorias econômicas e de 22 dos 26 ramos pesquisados”, explica a instituição.

E uma das categorias que mais contribuiu para esse desempenho foi a de fabricação de bebidas: aumento de expressivos 33,6% na comparação com maio, chegando a 2,7% no ano e 2,6% no acumulado dos últimos 12 meses.

A fabricação de bebidas alcoólicas também apresentou aumento e recuperou-se da queda de 13% sofrida em maio. Chegou aos 9% em junho – contra 18,9% das não alcoólicas – e acumulou crescimento de 2% no ano. Nos últimos 12 meses, por sua vez, a alta é de 3,1%.

Confira, a seguir, as estatísticas da produção industrial em junho:

Produção IndustrialJunho201812 meses
Bebidas Alcoólicas9%2%3,1%
Bebidas Não Alcoólicas18,9%3,5%2%
Fabricação de Bebidas33,6%2,7%2,6%
Geral13,1%2,3%3,2%

 

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O frio chegou forte nos últimos dias. E, para embalá-lo, nada melhor do que cerveja. Especialmente na Região Sul, onde as temperaturas costumam assustar os mais desacostumados – e onde ocorrerá, ao menos, cinco grandes eventos cervejeiros nos próximos dias.

Curitiba, por exemplo, será palco do Festival da Cultura Cervejeira Artesanal, um evento que vem coroar o excelente momento da cerveja paranaense, premiada em inúmeros concursos neste ano. Já Porto Alegre fará uma conexão latina por meio do Festival Sul-Americano de Cerveja, evento com mais de 30 cervejarias confirmadas, enquanto a germânica Pomerode receberá a segunda versão de sua Bierfest.

Confira, a seguir, mais detalhes desses eventos. Aproveite.

Festival da Cultura Cervejeira
Curitiba receberá um importante evento cervejeiro em 25 de agosto. Trata-se do 3º Festival da Cultura Cervejeira Artesanal – FCCA 2018, que ocorrerá na Praça João Candido, nas Ruínas São Francisco, no Largo da Ordem. Organizado pela Associação das Microcervejarias do Paraná (Procerva) em parceria com a Prefeitura de Curitiba e o Instituto de Turismo, o evento é a maior festividade etílica da cidade e contará com 35 cervejarias – como a Bastards, a Araucária, a DUM e a Oak Bier – e mais de 200 rótulos. A entrada é gratuita e os chopps de 300 ml custarão a partir de R$ 8.
Serviço
Quando: 25 de agosto
Horário: a partir das 11h
Local: Praça João Candido, nas Ruínas São Francisco, no Largo da Ordem, em Curitiba

Festival Sul-Americano
Porto Alegre também sediará um importante evento nos próximos dias: o Festival Sul-Americano de Cerveja, que será realizado entre 10 e 12 de agosto, no Centro de Eventos da Fiergs. O festival terá mais de 30 cervejarias nacionais e internacionais – como a Lohn Bier, a Zapata, a Bodebrow, a Irmãos Ferraro e a Jimmy Eagle –, além de food trucks, shows de diversas bandas e um encontro de colecionadores cervejeiros.
Serviço
Quando: 10 a 12 de agosto
Horário: sexta das 18h à 1h; sábado das 15h à 1h; e domingo das 15h às 21h
Local: Centro de Eventos da Fiergs, na Av. Assis Brasil, 8787, em Porto Alegre 

Pomerode Bierfest
Depois do sucesso em 2017, o Pomerode Bierfest ganhou uma segunda edição. Será entre os dias 7 e 9 de setembro, no Centro Cultural de Pomerode , com entrada gratuita. O evento catarinense terá pratos típicos da culinária germânica, bandas e grupos folclóricos e, claro, muita bebida boa – 16 cervejarias já estão confirmadas. “Desde a escolha do local – um dos principais pontos turísticos e o coração da cidade – até a data, um feriado prolongado, foi pensado para atrair não só o público das redondezas, mas turistas de todos os locais do país”, conta Diego Pezenatto, organizador do evento. A novidade ficará por conta do 1º Concurso de Cervejas Caseiras, que será coordenado pela Acerva Catarinense e premiará os três melhores rótulos no estilo Altbier.
Serviço
Quando: de 7 a 9 de setembro
Local: Centro Cultural de Pomerode 

Festa da SUD
A SUD Birrificio Artigianale fará uma festa neste sábado para comemorar o seu novo lançamento, a SUD Russian Imperial Stout, uma cerveja inspirada nas autênticas Imperial Stouts britânicas, com “estilo robusto e alcoólico criado para suportar o seu envio da Inglaterra para a Rússia pelo gelado Mar Báltico”, segundo a cervejaria. O evento ocorrerá das 12h às 19h, na sede da SUD, em Bento Gonçalves, e terá show acústico de Maurício Santos. Destaque para a rodada dupla do novo rótulo – por R$ 15 – e pela presença do chef Lorenzo Cavallet, que levará a receita de seu hambúrguer artesanal.
Serviço
Quando: 11 de agosto
Horário: das 12h às 19h
Local: Fábrica da SUD, na Rua Angelina Fracalossi, 1140, em Bento Gonçalves 

Blau Fest
Para lançar oficialmente as suas versões em long necks, a Alles Blau organizou um evento que reunirá boa cerveja e música de qualidade. Trata-se do Blau Fest, que acontece no dia 18 de agosto, no pátio da fábrica da cervejaria. O evento, com entrada gratuita, terá a participação do DJ Rafael Barros e das bandas Máfia SA e The Headcutters, esta uma boa representante da nova safra do blues brasileiro. No cardápio etílico, destaque para os nove estilos das long necks da marca, além de opções de chopes.
Serviço
Quando: 18 de agosto
Horário: das 11h às 20h
Local: Fábrica da Alles Blau, na Rua Dr. Pedro Zimmermann, 5180, em Blumenau

 

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Política tributária mais efetiva poderia impulsionar artesanais

Apesar dos problemas conjunturais, o mercado brasileiro de cervejas artesanais cresceu dois dígitos nesta década e foi uma das grandes exceções da indústria nacional, que tem lutado nos últimos anos contra a retração. A questão, então, é: qual não seria hoje o desenvolvimento do setor se o cenário fosse minimamente favorável?

Se olhar no retrovisor pouco vai pavimentar os buracos desse trajeto, sempre é possível projetar um futuro menos nebuloso, ainda mais quando se aproxima o tão aguardado – ou seria desesperançado? – período eleitoral.

Para delinear as grandes demandas do setor, o Guia da Cerveja conversou com referências do mercado para saber qual seria o apoio político ideal. E, entre algumas variáveis, um ponto trouxe uma espécie de consenso: a indústria cervejeira precisa de uma matriz tributária menos nociva.

Baterista do Nenhum de Nós e um dos grandes especialistas brasileiros em cerveja, Sady Homrich avalia que o sistema é mal distribuído. Sem qualquer equilíbrio, a matriz tributária acaba penalizando as microcervejarias.

“Não tenho dúvida que o setor carece de uma política mais justa na matriz tributária. Não há ponto de equilíbrio na escala da microcervejaria, até porque não há diferenciação pelo volume produzido”, aponta Sady.

Avaliação similar é feita por José Bento Vargas, sócio da Lamas Brew Shop de Belo Horizonte, da Cervejaria Dunk Bier e um dos fundadores da Associação dos Cervejeiros Artesanais de Minas Gerais (Acerva Mineira). Para ele, o sistema prejudica o pequeno produtor.

“Atualmente as grandes cervejarias têm muito mais benefícios de impostos que as pequenas, sendo que estas geram muito mais empregos e são muito mais focadas em formar um mercado de consumidores conscientes, e não de alcoólatras que causam problemas sociais e custos de tratamento para o governo”, afirma Vargas.

A conclusão, então, é praticamente unânime: para que a indústria cervejeira cresça com menos percalços, a política tributária ao setor precisa ser revista. “É preciso alterar a carga de impostos para torná-la mais justa e ajudar o setor crescer de forma sustentável”, conclui o sócio da Dunk Bier.

Confira, nas próximas semanas, a sequência do nosso especial sobre eleições e mercado cervejeiro. E, se quiser indicar alguma demanda, escreva para nosso editor: itamar@guiadacervejabr.com.

Tour cervejeiro aposta na “harmonização” de boa bebida com mergulho cultural

O dia 11 de agosto reserva uma excelente oportunidade para quem gosta de misturar turismo com cerveja. É quando o Polo Cervejeiro da Região Metropolitana de Campinas (RMC) fará a oitava edição do tour cervejeiro, um passeio que promete “harmonizar” boa bebida com um mergulho na cultura local.

O primeiro destino do tour, que será realizado no próximo sábado com saídas de São Paulo, Valinhos e Campinas, será uma visita à fábrica da Kalango, em Americana.  A cervejaria é reconhecida por servir uma bebida com brasilidade, reinterpretando clássicos com elementos nacionais. Três rótulos estarão disponíveis para degustação: BrasileirIPA, Cacau Stout e ESB (Exímio Sabor Brasileiro).

Depois, sempre sob a orientação do mestre-cervejeiro Aurã Martins e da sommelier Miriam Martins, será a vez de conhecer a Toca da Mangava, localizada entre os distritos de Sousas e Joaquim Egídio. A nanocervejaria trabalha em um ritmo próprio, com matéria prima selecionada e de forma totalmente artesanal, sem pressa. Um complemento ideal ao tour interiorano.

Os passeios ocorrem mensalmente alternando as 11 cervejarias participantes do Polo Cervejeiro da RMC. “Uma das formas de estimular o mercado local é com o turismo e queremos fazer, como o mercado de vinho, que as pessoas, ao visitarem à cidade, queiram conhecer as cervejarias locais”, conta Samuel Mendonça, presidente do polo.

“Nós queremos um pedaço desse mercado tão grande da cerveja. O gosto das pessoas passou de cervejas internacionais para nacionais e, agora, estamos tentando fazer com que esse público e novos consumidores passem a gostar das bebidas regionais. Isso ajudará o crescimento do consumo local”, finaliza Mendonça.

Serviço
Quando: 11 de agosto
Horário: 11h às 21h30 (de São Paulo) – Saída e retorno do Metrô Vergueiro; 12h30 às 20h (de Valinhos) – Saída e retorno do bairro Castelo; 13h às 19h45 (de Campinas) – Saída e retorno em frente ao Hotel Ibis
Incluso no passeio: transporte, degustações nas duas cervejarias, água sem gás e salgadinho durante os trajetos e brinde especial
Link para inscrição: https://goo.gl/forms/p9lIFrYjbvAR9xpl1