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4 festivais cervejeiros em SP nas próximas semanas

O que não falta são opções para o cervejeiro paulista para as próximas semanas. Em um cenário de aumento das opções de rótulos, as festas e festivais se multiplicaram e quatro das mais importantes delas serão realizadas até o começo de novembro no estado de São Paulo. Reunimos, a seguir,  esses eventos imperdíveis. Confira.

1- Encontro Cerveja Artesanal Brasil
Em sua sétima edição, o “Encontro Cerveja Artesanal São Paulo” expande sua atuação, o que o levou a mudar o nome para “Encontro Cerveja Artesanal Brasil”. O evento aposta em cervejarias brasileiras e 100% independentes. A expectativa é de atrair um público de 3,8 mil pessoas, que terão disponíveis mais de 50 cervejarias, expositoras do “Salão do Cervejeiro Caseiro”, além de área de gastronomia e shows. “Os dois dias do evento reunirão mais de 50 cervejarias (25 cervejarias em cada um dos dias). O modelo do evento é open bar e foi dividido em dois dias pois, assim, o público poderá provar com mais tempo as cervejas disponíveis no evento e os mais fortes, quem sabe, até conseguirão tomar pelo menos uma cerveja de cada cervejaria”, explicam os organizadores do evento.

Serviço:
Quando: 19 e 20 de outubro
Horário: das 19h à 1h e das 16h às 22h, respectivamente
Local: Centro de Eventos São Luís – Rua Luís Coelho, 323 – São Paulo

2 – Slow Brew Brasil
Com mais de 270 rótulos de cervejas artesanais e mais de 70 cervejarias, o evento oferece acesso a diversos lançamentos. É possível conversar com mestres-cervejeiros enquanto se aproveita as atrações musicais e a diversidade de food trucks. Os ingressos são limitados e estão em seu último lote com o preço de R$ 270, parcelados em quatro vezes. O festival contará, ainda, com uma interessante novidade: a cervejaria do ano e os melhores rótulos do evento serão decididos pelo público.

Serviço:
Quando: 3 de novembro
Horário: 12h às 20h
Local: Centro de Eventos Pro Magno – Avenida Professora Ida Kolb, 513 – São Paulo

3 – IPA Day Brasil
Em sua sétima edição, o evento em Ribeirão Preto reúne 40 das melhores IPAs do Brasil. A festa será open bar e as cervejas terão o “acompanhamento” de atrações musicais e gastronômicas. O famoso copo do festival, aliás, será neste ano assinado pela Hocus Pocus. “Serão inúmeras atrações espalhadas por uma cidade que respira cultura cervejeira e que se mobilizou para receber, e entreter, os lupulomaníacos que vêm do Brasil todo para conhecer a verdadeira cidade da IPA”, relatam os organizadores.

Serviço:
Quando: 3 de novembro
Horário: 12h às 22h
Local: Quintalinda Espaço para Eventos – Km 303, Via Anhanguera – Ribeirão Preto

4 – Oktoberfest SP
Iniciado na sexta-feira com atrações musicais e cerveja de qualidade, a Oktoberfest conta com grande infraestrutura para receber o público, com programação cultural diversificada e voltada para toda a família. São mais de cem shows musicais, mais de 70 rótulos de cerveja e 60 opções gastronômicas.

Serviço
Quando: 28 de setembro a 14 de outubro
Local: Sambódromo do Anhembi –  Avenida Olavo Fontoura, 1209

Entrevista: São Paulo Oktoberfest será a festa da democracia

A mais popular das festas mundiais cervejeiras começa nesta sexta-feira em São Paulo. Depois de agradar em sua estreia, a Oktoberfest sofreu mudanças para a segunda edição – especialmente no horário e na unificação do ingresso – e promete muita alegria e democracia ao visitante.

Democracia. É esse mesmo o termo. Em período de turbulência política e intensa confrontação em mídias sociais, a São Paulo Oktoberfest garante que será um contraponto: terá democracia e respeitará a diversidade de todos os visitantes que forem ao Sambódromo do Anhembi, na capital paulista.

Essa é a promessa de Walter Cavalheiro Filho, fundador da São Paulo Oktoberfest, que falou exclusivamente ao Guia da Cerveja. “Essa é a palavra: democracia”, conta o executivo, quando questionado sobre o que definiria o evento que começa nesta sexta, às 17 horas, e vai até o dia 14 de outubro (a festa funcionará de quinta a domingo).

Walter destacou ainda a importância de uma festa tradicional como a Oktoberfest – criada em 1814 para celebrar o casamento do rei bávaro Ludwig, em Munique, e hoje espalhada por outras diversas cidades brasileiras – ter finalmente espaço em uma capital como São Paulo.

“Imagina você que uma família pode vir para cá, ir na Oktoberfest um dia, pegar um Theatro Municipal no outro, ir na Rua 25 de Março fazer uma compra”, destaca.

Confira, a seguir, a entrevista completa com Walter Cavalheiro Filho, fundador da São Paulo Oktoberfest.

O que o público pode esperar da 2ª edição da São Paulo Oktoberfest?
O público pode esperar democracia. Democracia através das mais diversas atividades familiares, em termos de atração, democracia gastronômica, com diversas opções alemãs, democracia através da culinária de diversas outras regiões, como italiana, japonesa, do pessoal vegetariano. Democracia também de um evento que tem um patrocinador master [Eisenbahn] que dá oportunidade para outras 30 pequenas cervejarias entrarem no evento, sendo que esse patrocinador não só abre um canal para que eles se comuniquem e coloquem seus produtos em experimentação, como também ajuda financeiramente, apoiando na produção . Então, acho que a democracia é a palavra que mais abrange, que você consegue percebê-la dentro do festival. E, também, tem a democracia na parte de shows, não só dentro da Biertent, onde teremos uma variedade de músicas típicas alemãs, mas também no Palco Rock, onde estão localizadas as cervejarias artesanais, com mais de 70 apresentações com bandas desse universo. A democracia também do Palco Sunset, onde vamos levar apresentações de músicas eletrônicas, com DJs renomados. Então, essa é a palavra: democracia.

Uma excelente palavra, aliás, para um momento como o de agora.
Exato. Um momento em que a democracia em nosso país precisa estar em evidência.

E quais as principais diferenças em relação à 1ª edição?
A primeira nos deu a oportunidade de entender o fluxo que nossos visitantes desejavam e esperavam para a segunda. Dentro das principais mudanças, acho que a mais perceptível é o evento ter crescido de dois finais de semana para três. Também teve o ajuste dentro do horário, principalmente nos dias de semana, entendendo que o nosso visitante é aquele que vem das empresas, que forma grupos de happy hour. Esses grupos chegam mais à tarde, então ajustamos o nosso horário para começar à tarde, às 17 horas, mas estender também um pouco mais para que o visitante tenha a oportunidade de ficar e passear pelos 24.000 m2 de evento. Outra grande novidade que implantamos foi a adoção do ingresso único. No ano passado, ele tinha diferenças quanto à área aberta, à Biertent. E, neste ano, com um trabalho feito entre a organização e o principal patrocinador, conseguimos entregar – com a exceção dos camarotes corporativos – o ingresso único com acesso a todos esses palcos, todas essas tendas.

Com relação a rótulos e cervejarias, quais serão os principais destaques?
Como disse, o principal destaque é ter ao nosso lado um patrocinador master que acredita na experiência cervejeira. Então, vamos levar cervejas do nosso patrocinador principal, que terá mais de 18 rótulos, entre eles um específico e sazonal que é o Oktoberfest. Tem outros rótulos também, como Weizenbier, Golden Ale, American IPA, envelhecida em barril de carvalho. E aí entramos nas artesanais, nas pequenas cervejarias, dando a oportunidade para que elas ganhem destaque e conotação dentro de um grande festival. Temos uma série de outros rótulos que nos trazem bastante alegria de ter no evento. São Lagers, são IPAs, são APAs, enfim, um universo de cervejas. De verdade, para aquele que gosta de cervejas, é um prato cheio.

O evento, então, é propício tanto ao consumidor ligado ao mainstream quanto aquele mais aficionado por artesanais?
Exatamente. Vai democraticamente abranger esses dois universos dando a opção, dando ao público uma experiência cervejeira inesquecível nesses 11 dias de evento.

O que uma cidade como São Paulo, que já tem uma infinidade de eventos, ganha ao receber uma Oktoberfest?
A cidade de São Paulo foi a primeira a receber as colônias vindas da Alemanha, o que aconteceu há mais de uma centena de anos, e depois elas caminharam para o Sul, para o Rio, para outras localidades do país. São Paulo, além desse fato, é a maior cidade industrial alemã fora da Alemanha. É um fato curioso: nenhuma outra cidade do planeta tem tantas indústrias alemãs como São Paulo. Aqui tem mais indústrias germânicas do que Munique, que é o berço da Oktoberfest. Trazer um evento desse para cá, então, faz todo o sentido. Planejamos isso de forma a trazer um evento que fosse uma réplica do alemão, de Munique. Reconhecemos que o evento de Blumenau é o mais antigo, e que é um sucesso, sem dúvida nenhuma. Mas o molde que gostaríamos de implantar – e conseguimos em 2017 – é de um evento em que os pilares fossem facilmente reconhecidos como: família, gastronomia (e dentro da gastronomia está inserida a cerveja, porque na Alemanha, principalmente em Munique, a cerveja é considerada alimento), música, diversão e amizade.

Festa promete muita música e cultura (Crédito da imagem: Felipe Panfili)

Esses foram os pilares que desenhamos lá atrás e implantamos em 2017 para quebrar paradigmas, porque as pessoas ainda confundiam muito a história do “pô, é Oktoberfest, vou para lá e tomar dez litros de cerveja”. Até pode ir lá e tomar dez litros de cerveja. Mas não é só isso. Você vai encontrar música, cultura, família, diversidade. Para nós, esses era o desafio e o evento mostrou que o paulistano gostou. O paulistano vai continuar indo para Blumenau? Claro, sem dúvida nenhuma. Mas queremos trazer para cá os catarinenses, os mineiros, os paraibanos, os sul-mato-grossense. Porque São Paulo é uma capital, como você disse na pergunta, que reúne diversas qualidades. Imagina você que uma família pode vir para cá, ir na Oktoberfest um dia, pegar um Theatro Municipal no outro, ir na Rua 25 de Março fazer uma compra. Então, São Paulo reúne uma série de outros programas que vão trazer para nossa cidade arrecadação através de tributos, movimentação comercial através de hotéis, de passagens aéreas. Ou seja, o evento contribui não só para diversão, amizade, alegria, mas também para a máquina econômica do município.

Dia do Turismo: Cerveja retoma espaço no serviço das companhias aéreas

Uma recente iniciativa da Azul demonstrou que o viajante tem a comemorar no Dia Mundial do Turismo, festejado anualmente em 27 de setembro: a relação entre companhias aéreas e cervejarias anda excelente. Se os voos perderam sua atmosfera glamourosa e oferecem cada vez menos serviços ao consumidor, a bebida mais apreciada pelos brasileiros surgiu como contraponto desse corte de gastos.

Nas últimas semanas, por exemplo, a Azul fez uma parceria com a Patagonia para lançar uma cerveja nos “ares”. Trata-se da Amber Lager – primeira receita da marca – em latas de 473 ml, que estão sendo primeiramente disponibilizadas em voos que operam na janela entre 17h e 21h, com mais de uma hora de duração entre Guarulhos, Campinas, Curitiba e Porto Alegre. A iniciativa é válida até 15 de outubro.

Se a parceria com a Patagonia é provisória, a Azul apostou em uma relação de longo prazo com a Skol. Depois do sucesso do Happy Hour Azul, em que oferecia cerveja durante o verão, a companhia incluiu a cerveja definitivamente em seu serviço de bordo regular, além de snacks como batata chips e amendoim japonês.

Em latas de 269ml, a Skol está sendo servida de quarta a sexta-feira, das 17h às 21h, em voos acima de 1 hora de duração. O serviço ocorre nas aeronaves Embraer 190 e 195 e Airbus A320 entre as seguintes cidades: São Paulo (Congonhas, Guarulhos e Viracopos), Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro (SDU), Salvador e Vitória.

“Assim como a Azul, a Skol tem um posicionamento de marca moderno, além de ser um produto muito reconhecido pelo público”, conta Renata Lorenzini, gerente de marca e produto da Azul, ao Guia da Cerveja, quando questionada sobre a razão da escolha pela Skol.

A executiva antecipou ainda que a ideia do happy hour pode ser expandida para outras localidades. “A Azul sempre preza em oferecer aos seus clientes um serviço diferenciado e um produto único e estuda a possibilidade de expandir para outros mercados o happy hour a bordo. A empresa está sempre disposta a embarcar em novas parcerias que agreguem valor à Experiência Azul.”

Recentemente a Gol foi outra companhia a apostar na cerveja: até o final do ano, servirá Heineken como bebida do serviço de bordo gratuito nas quintas e sextas-feiras, nos voos que decolam de 17h às 23h dos aeroportos de Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ). O serviço inclui mini-hambúrgueres de picanha Wessel com queijo prato como acompanhamento.

Patrocínio da Brahma ao Santos estreita relação de cervejas com o futebol

A estreita ligação entre futebol e cerveja passa pelas comemorações de vitórias pelos torcedores, mas também pelo mundo dos negócios. E foi nesse cenário que a Ambev, através da marca Brahma, assinou nesta semana um novo acordo de patrocínio ao Santos. Será válido por um ano – começa em 1º de outubro e vai até 1º de outubro de 2019.

O contrato anterior havia se encerrado em maio e ainda não tinha sido renovado, o que agora se concretizou. O apoio é ligado ao programa de sócio-torcedor do Santos, o Sócio-Rei, dando aos seus membros benefícios nos produtos do “Programa Futebol Melhor” e também em uma carta de parceiros da marca, como pneus e passagens aéreas.

“Por meio dessa parceria os sócios-torcedores do Santos poderão aproveitar descontos e benefícios em produtos da Ambev, como cerveja Brahma, Empório da Cerveja e Chopp Brahma Express, além de produtos Bridgestone, Centauro, Copa Airlines, Movida e Pepsico, que são outras empresas parceiras do Movimento por um Futebol Melhor”, explica José Carlos Peres, presidente do Santos.

No ano passado, a Ambev também apoiou o Santos na montagem da academia do CT Rei Pelé, com a aquisição de novos aparelhos e a remodelagem do espaço. E, ao renovar o vínculo, a empresa exaltou essa contribuição com o desenvolvimento do futebol nacional.

“A Brahma sempre teve uma longa ligação com o futebol brasileiro. Nesses 130 anos de história, procuramos apoiar cada vez mais esse esporte, que move os brasileiros. Queremos fortalecer ainda mais nossa parceria com os clubes e a seleção brasileira”, afirma Fred Fontes, gerente de marketing esportivo da Ambev.

Confira, a seguir, 4 outros exemplos históricos de relação estreita entre cerveja e futebol:

1 – Liga dos Campeões e Libertadores
Não existe Liga dos Campeões sem Heineken. A empresa é a patrocinadora oficial da principal competição de clubes do futebol europeu, aparecendo em propagandas que antecedem o início dos jogos e realizando ações de marketing que se tornaram muito conhecidas. Desde o ano passado, através da marca Amstel, a cervejaria também apoia a Copa Libertadores, com anúncios dentro e fora dos estádios e até a entrega de um prêmio que leva o seu nome para o melhor jogador em campo.

2 – Boca e River
A Quilmes, principal marca de cerveja da Argentina, patrocinou os dois principais clubes do país vizinho: Boca Juniors e River Plate. O acordo foi simultâneo, entre 1996 e 2001, e deu sorte a ambos, que venceram a Libertadores nesse período. Hoje, seu apoio está restrito ao clube da sua cidade de origem, o Quilmes.

3 – Corinthians
Na contramão da maior parte dos times do país, que tem o apoio da Ambev, o Corinthians é patrocinado desde setembro de 2016 pela Estrella Galicia. Em sua ação mais chamativa, a marca espanhola distribuiu a bebida sem álcool aos jogadores no gramado do Itaquerão durante a festa da conquista do título brasileiro de 2017.

4 – Romário
No início de 1995, a Brama fez parte do grupo de empresas que viabilizou financeiramente a contratação de Romário – então melhor jogador do mundo e campeão da Copa de 1994 – pelo Flamengo junto ao Barcelona. A empresa tinha um contrato desde antes do Mundial dos Estados Unidos, com o craque exibindo o dedo indicador, em referência ao slogan “Número 1” da cerveja em propagandas e até mesmo em comemorações de gol.

Brasília lidera deflação da cerveja em agosto; Confira demais capitais

A cidade de Brasília puxou a deflação da cerveja em domicílio no mês de agosto. Enquanto o índice medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou queda geral de 0,09% e de 0,10% no preço da bebida no país, a redução na capital federal foi de 5,20%.

Essa baixa amplia a tendência de diminuição do preço da cerveja no Brasil em 2018, que atingiu uma deflação de 2,24% no acumulado dos oito meses do ano.

Além de Brasília, mais sete das 16 capitais pesquisadas pelo IBGE apresentaram queda nos preços da cerveja em domicílio. Foram elas: Curitiba (-2,01%), Campo Grande (-1,67%), Grande Vitória (-0,84%), Porto Alegre (-0,57%), São Paulo (-0,47%), Rio Branco (-0,35%) e São Luís (-0,10%).

Do lado oposto, outras capitais apresentaram elevação nos preços da cerveja em domicílio, sendo que esse aumento foi muito expressivo em Salvador, com 4,16%, Fortaleza, com 3,69%, Aracaju, com 2%, e Belo Horizonte, com 1,23%.

As outras quatro cidades com inflação foram Recife (0,77%), Rio de Janeiro (0,23%), Belém (0,12%) e Goiânia (0,06%).

Em tendência oposta, os preços da cerveja fora do domicílio continuam em alta, com inflação acumulada de 1,47% em 2018 e de 0,12% em agosto. Fortaleza (2,39%), Rio Branco (2,35%), Rio de Janeiro (1,61%) e Recife (1,45%) puxaram o ritmo da elevação no oitavo mês do ano.

Confira, a seguir, onde o preço da cerveja em domicílio mais subiu em agosto:
1 – Salvador: 4,16%
2 – Fortaleza: 3,69%
3 – Aracaju: 2,00%
4 – Belo Horizonte: 1,23%
5 – Recife: 0,77%
6 – Rio de Janeiro: 0,23%
7 – Belém: 0,12%
8 – Goiânia: 0,06%
9 – São Luís: -0,10%
10 – Rio Branco: -0,35%
11 – São Paulo: -0,47%
12 – Porto Alegre: -0,57%
13 – Grande Vitória: -0,84%
14 – Campo Grande: -1,67%
15 – Curitiba: -2,01%
16 – Brasília: -5,20%

E o da cerveja fora de domicílio:
1 – Fortaleza: 2,39%
2 – Rio Branco: 2,35%
3 – Rio de Janeiro: 1,61%
4 – Recife: 1,45%
5 – São Paulo: 0,94%
6 – Goiânia: 0,80%
7 – Belém: 0,43%
8 – Belo Horizonte: 0,28%
9 – Porto Alegre: -0,30%
10 – Grande Vitória: -0,42%
11 – Brasília: -0,56%
12 – Curitiba: -0,65%
13 – São Luís: -0,84%
14 – Aracaju: -0,86%
15 – Salvador: -2,92%
16 – Campo Grande: -3,04%

União e educação: O que o mercado brasileiro pode aprender com o externo

A ainda recente indústria brasileira de cervejas artesanais deve ficar atenta ao trabalho desenvolvido em outros mercados para potencializar seu crescimento nos próximos anos. Embora seja difícil definir referências em um país tão dinâmico como o Brasil, a proximidade e a própria dimensão territorial nos conectam com outras realidades, especialmente com um importante centro cervejeiro mundial: os Estados Unidos.

Amanda Felipe Reitenbach

É o que garante Amanda Felipe Reitenbach, fundadora e CEO do Science of Beer Institute, escola focada na educação cervejeira e responsável pela organização do Concurso Brasileiro de Cervejas, além de disponibilizar cursos nos Estados Unidos e na Europa.

“É difícil achar um comparativo porque aí esbarramos na cultura. Todas as culturas são muito diferentes, até mesmo dentro do Brasil. Se você pegar Rio Grande do Sul e Recife [Pernambuco], você verá uma diferença enorme na questão de estilo, produção e tudo o mais. É difícil achar essa relação”, afirma Amanda ao Guia da Cerveja, antes de completar.

“Mas temos um mercado inspirador, que é os Estados Unidos”, garante a especialista, que fez doutorado na Versuchs- und Lehranstalt für Brauerei, em Berlim. “Temos que olhar, tirar aprendizados, pois acho que funciona como um modelo de inspiração para a gente. Não desvalorizando os outros, claro, as escolas tradicionais, europeias, com seus estilos e suas formas concretas de lidar com o mercado. Mas acho que, até pela proximidade, os Estados Unidos acabam sendo a maior referência.”

Tanto questões mais técnicas quanto aspectos ligados ao estilo, que despontam em imensa quantidade nos Estados Unidos, permitindo uma ampla variedade de inovações ao consumidor, devem servir como referência ao mercado nacional.

“Eles inspiram muito o brasileiro, nós estamos muito de olho no que eles estão produzindo em questão de estilo, tecnologia, insumos. Esse é o mercado para qual o brasileiro olha, se inspira e tem como modelo”, acrescenta.

União e educação
O crescimento do mercado norte-americano, contudo, é recente. Teve início há cerca de 12 anos, em um projeto coordenado pela Brewers Association (BA) – a associação de artesanais dos EUA – para mudar a cultura cervejeira local.

Apostando fortemente na união do setor e em um trabalho de educação do consumidor, ao demonstrar a amplitude que a cultura cervejeira poderia alcançar, a Brewers Association obteve um grande feito: fez mesmo um país essencialmente associado a grandes marcas, como Budweiser e Miller, virar uma referência tão grande em qualidade quanto os principais centros europeus, como Bélgica, Alemanha e Reino Unido.

“Temos muito o que aprender, principalmente com todo o trabalho feito pela Brewers Association para mudar esse mercado, para fazer esse mercado crescer”, aponta Amanda, reiterando que o mercado brasileiro deve se inspirar no trabalho da BA.

“As palavras-chave usadas pelo presidente da Brewers Association é união e educação. Em 12 anos, eles fizeram com que o mercado de artesanais crescesse em praticamente 30% do total. Foi um trabalho muito árduo de uma associação muito consciente que fez esse mercado mudar”, complementa.

Cerveja com 21 prêmios chega ao mercado para sanar “curiosidade” do público

A Colorado decidiu sanar uma das principais curiosidades de seus consumidores ao lançar em garrafa a Guanabara Wood Aged, uma das cervejas mais premiadas do mercado brasileiro.

Embora tenha recebido 21 premiações, o rótulo era acessível para poucos e exposto, especialmente, em grandes festivais cervejeiros. Uma grande curiosidade do público, então, passou a envolver a Guanabara Wood Aged, ainda mais depois de ser condecorada mais uma vez, agora com a medalha de ouro no Mbeer Contest Brazil, no Mondial de La Bière do Rio de Janeiro. Foi o sinal definitivo para “popularizá-la”.

“A Guanabara Wood Aged é uma das cervejas mais premiadas do Brasil e do mundo. É difícil encontrar algum rótulo com mais de 20 prêmios”, destaca Guilherme Poyares, gerente de marketing da Colorado, antes de acrescentar.

“Nos eventos, as pessoas sempre nos procuram com perguntas sobre o estilo e curiosidades sobre onde encontrá-lo. Decidimos, então, fazer esse lançamento para que mais pessoas possam experimentá-lo. Além dos jurados dos concursos, queremos conquistar ainda mais o público com esse exemplar único.”

A Guanabara Wood Aged começou a ser apresentada em chope na sexta-feira, dia 21 de setembro, no Bar do Urso, na unidade Joaquim Floriano, em São Paulo.

Já a venda das garrafas ocorrerá na Toca do Urso, em Ribeirão Preto, e no site do Empório da Cerveja a partir da última semana de setembro. Apenas 1400 garrafas (de 600 ml) serão comercializadas na internet por R$ 59,90. Os chopes de 350ml, por sua vez, saem por R$ 26.

A cerveja é uma Russian Imperial Stout envelhecida em barril de umburana, com 10,5% de álcool e rapadura queimada em sua receita, o que dá “mais complexidade de aroma e de sabor, combinando bastante com a madeira utilizada”, segundo a cervejaria.

Californianas e Hazy IPA são sensações do Great American Beer Festival

O final de semana foi de abundância nos Estados Unidos. Um dos maiores festivais de cerveja do mundo, o Great American Beer Festival (GABF) atraiu em Denver cervejeiros e amantes da bebida do país e do exterior. Ao todo foram 306 medalhas distribuídas em 102 categorias, disputadas por nada menos do que 8.496 rótulos.

As cervejarias californianas foram as mais premiadas e, diferentemente do que aconteceu nas últimas 10 versões do festival, na 36a edição do evento o American Style IPA não foi o estilo com mais inscrições, e sim a “novidade” Juicy ou Hazy IPA, em sua primeira participação na competição.

Cervejaria de Chicago levou ouro nas Hazy IPA

Foram 391 concorrentes na categoria Hazy IPA – e 311 na American IPA. A vencedora da categoria mais concorrida foi a Le Jus, da Alarmist Brewing, de Chicago.

Para João Filho, sommelier de cervejas e instrutor do Senac-CE, a migração para o estilo não chega a ser surpreendente, já que a escola norte-americana tem como uma de suas principais virtudes a criatividade.

“O estilo IPA talvez seja um dos que apresenta mais variações, da White IPA à Black IPA, ou da Session IPA à Double IPA. Quando se trata desse estilo quase tudo é possível”, avalia ele ao Guia da Cerveja.

João Filho classifica a Hazy IPA como uma versão mais fresca e não filtrada de uma American IPA, com corpo cheio e fácil de beber – o que justificaria a popularidade que está ganhando.

“As Hazy não apresentam o amargor intenso de lúpulo, o que deve atrair um público que está dando os primeiros passos no caminho das cervejas lupuladas. Têm aromas de lúpulo em evidência, decorrentes da adição tardia de lúpulos na fervura, e que normalmente  oferece aromas e sabores intensos remetendo a frutas tropicais como goiaba, mamão, manga, melão e lichia”, conta.

 

Já a hegemonia californiana se consolidou com 72 das 306 medalhas distribuídas no evento. Segundo João Filho, isto se deve principalmente à tradição: é possível dizer que a cultura das craft beers tomou corpo na costa Oeste norte-americana e, de lá, se espalhou por todo o país.

“A Costa Oeste tem lúpulo em abundância, fresco, plantado praticamente no quintal das fábricas, o que sem dúvida também colabora para que a região se destaque na produção das artesanais”, diz.

O segundo estado com mais medalhas foi o Colorado, que sediou o evento e que fica no meio-oeste norte-americano, com 32 premiações no total.

Confira aqui a lista dos vencedores por estilo do GABF, e mais:

Polêmica nos EUA: Comediante detona artesanais e Brewers Association reage

Faça sua escolha: Vídeos da Brewers Association exaltam independentes

Cervejas artesanais devem aquecer produção brasileira de cevada

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Embora muitas microcervejarias ainda importem a cevada, o crescimento do mercado de artesanais deve fortalecer a sua produção. Afinal, há um aumento óbvio da demanda pelo grão e nada mais natural do que buscá-lo no produtor local, que está mais próximo para suprir a demanda. Essa é a avaliação de Euclydes Minella, pesquisador da Embrapa Trigo.

“As microcervejarias sabem que precisam de matéria-prima. E a tendência é de que ela seja local. Houve um aumento da demanda sobre informações e variedade no grupo do mercado artesanal”, afirma Minella, um dos mais destacados especialistas brasileiros em cevada.

Nos últimos anos, a área de cevada no Brasil girou em torno de 100 mil hectares, número que pode crescer em função da liquidez de um mercado crescente, o das microcervejarias, que precisará ter a demanda atendida pelos agricultores, segundo avalia o especialista.

“O volume da produção artesanal está crescendo. Na medida que cresce, demanda mais cevada nacional, especialmente as produzidas ao redor das maltarias”, acrescenta Minella, também destacando a relação direta entre produção e seu escoamento, algo facilitado quando as diferentes áreas da cadeia estão próximas.

A necessidade de crescimento das maltarias também pode fazê-las produzir cevada em parcerias, já que o cultivo nacional é feito de acordo com a demanda, além de permitir a integração de diferentes etapas da cadeia.

“Em tese, as maltarias estão sempre próximas da produção. Isso também ocorre com as artesanais. Com as microcervejarias, há necessidade de maltarias e a busca pela cevada. Tem produtor de malte que produz a cevada. E isso deve aumentar”, conclui o pesquisador da Embrapa Trigo.

Cerveja da primavera e saideira do inverno: As novidades da semana

A mudança de estação, do inverno para a primavera, parece ter motivado os lançamentos da semana no mercado cervejeiro. A Cervejaria Nacional lançou duas versões de uma das suas cervejas inspiradas no inverno, enquanto a Mafiosa apostou em um rótulo que harmoniza com alimentos típicos da recém-iniciada primavera. Confira essas e outras novidades, como os lançamentos da Perro Libre.

Últimas do inverno
A Cervejaria Nacional, localizada no bairro Pinheiros, em São Paulo, finalizou a sua Campanha de Inverno com o lançamento de duas versões da Duchesse de Pins: Flanders Red Ale e Framboise. A Flanders tradicional é de coloração avermelhada, tem aroma de acético, baixa carbonatação e leve adstringência, com 4,7% de graduação alcoólica e 22 de IBU. Já a Framboise é similar à tradicional, mas rosada e com aroma e sabor frutados, principalmente da framboesa, adicionada nesta versão.

Primavera
A Mafiosa lançou nesta semana a Vendetta, uma New England IPA com quantidade maior que a usual de trigo e aveia – mais de 60%. Conta, ainda, com duas variedades de lúpulo pouco usadas, o Cashmere, com notas herbais, limão e um toque condimentado, e o Loral, com aromas florais, zest de limão, frutas escuras e certo apimentado. O rótulo harmoniza bem, segundo a cervejaria, com pratos que costumam ficar em alta na primavera, como comida tailandesa, peixes, frutos do mar e queijos de cabra.

Triplete da Perro Libre
A cervejaria paulistana acabou de lançar três novas cervejas em latas de 473ml e barris de 30l:
– #TBT IPA: uma India Pale Ale translúcida, com maltes base Pilsen e Maris Otter, 60 IBUs e 6% de teor alcoólico. Usa os lúpulos Cascade, Chinook, Simcoe e Columbus;
– Mocitra APA: feita com Maltes Pilsen, Carapinl, aveia e trigo em flocos, lúpulos Mosaic e Citra, zero IBU e 5% de teor alcoólico;
– Mocitra APA com Coco & Cacau: inspirada na fruta que faz parte da cultura brasileira, possui maltes, lúpulos, teor alcoólico e IBU iguais aos da Mocitra, mas com adição de coco ralado e nibs de cacau.

Double IPA
A Molinarius, cervejaria de São Paulo, apresentou a Hopped Brain #2.0, a nova versão de Double IPA da linha Hopped Brain. Tem teor alcoólico de 8,1% e 92 IBUs. Ela está disponível nas opções lata e chope.