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Greve atrapalha e produção industrial de bebida alcoólica cai 13% em maio

A produção industrial sentiu o efeito da greve dos caminhoneiros e teve uma acentuada queda de 10,9% em maio na comparação com abril, segundos dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da baixa mais acentuada desde dezembro de 2008 (-11,2%).

A queda reflete os “efeitos da paralisação dos caminhoneiros que afetou o processo de produção de várias unidades produtivas no país. Com o resultado, o patamar de produção retornou a nível próximo ao de dezembro de 2003, ficando, dessa forma, 23,8% abaixo do ponto recorde alcançado em maio de 2011”, segundo explicou o IBGE em nota.

E uma das categorias que mais sentiu o efeito da greve foi o de Fabricação de Bebidas: queda de 18,1% na comparação com abril e de 14,9% com maio do ano anterior. No acumulado de 2018, por sua vez, o segmento apresenta ligeiro crescimento de 0,6%.

Em meio ao caos provocado pela greve dos caminhoneiros, o segmento de bebidas alcoólicas também foi duramente afetado. Apresentou queda de 13% em maio, embora tenha crescido 0,7% em 2018 e 2,9% nos últimos 12 meses.

Confira, a seguir, as estatísticas da produção industrial em maio:

Produção IndustrialMaio201812 meses
Bebidas Alcoólicas-13%0,7%2,9%
Bebidas Não Alcoólicas-16,9%0,6%0,2%
Fabricação de Bebidas-18,1%0,6%1,6%
Geral-10,9%2%3%

Balcão da Copa: 7 a 1 agora é só cerveja

O temor do torcedor brasileiro de enfrentar novamente a Alemanha na Copa do Mundo e tomar outro sacode foi desfeito pela seleção da Coreia do Sul, que despachou para casa os atuais campeões ainda na primeira fase. O 7 a 1 que não veio nos campos, no entanto, voltou a aparecer nas prateleiras: a cerveja Gol da Alemanha, lançada em colaboração entre as cervejarias 2 Cabeças (RJ) e Aeon (MG) após a Copa de 2014, está de volta.

Além do nome que lembra o massacre do Mineirão, tudo em sua receita reforça a memória: trata-se de uma IPA com 7,1o de teor alcoólico, sete ingredientes alemães e um brasileiro (a água…) e amargor de 71 IBUs.

Na essência do rótulo e dos ingredientes da linha da 2 Cabeças, porém, um elemento é primordial: o bom humor, em direção oposta a de grandes cervejarias, que abordam o futebol em suas campanhas com seriedade (como a campanha da Brahma, que resgatou os rótulos dos anos em que o Brasil foi campeão). Parao cervejeiro Bernardo Couto, da 2 Cabeças, é preciso saber rir das derrotas. “Faz parte da vida”, afirma.

“Conversamos com um público menor, que está mais disposto à criatividade e produtos fora do padrão, e baseamos o nosso humor nesta visão”, diz ele, que vê no fato de ser pequeno a vantagem de não precisar falar com todos os públicos, nem de agradar a todos. “Claro que é um produto que traz rejeição de alguns, mas em geral o nosso público reconhece apenas como uma piada”.

Segundo Couto, foram produzidos seis mil litros da Gol da Alemanha, e não há previsão ou intenção de lançar qualquer outro rótulo inspirado na Copa de 2018. “Nossa ideia é criar produtos únicos, com a nossa cara, e a Gol da Alemanha surgiu a partir disso, da criatividade e do bom humor, apenas. Não temos qualquer interesse em nos vincular ao futebol”.

Produção de cevada mantém expansão e cresce 49% nos últimos 12 meses

A produção de cevada em grãos manteve seu ritmo de alta em 2018. Depois de subir quase 13,9% no mês anterior, o cultivo anual da safra apresentou bons números em maio e chegou a 423 mil toneladas, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O número representa um crescimento de 0,8% em relação a abril, quando a safra foi de 423.886 toneladas. Na comparação com o ano de 2017, os últimos 12 meses apresentam um resultado ainda mais expressivo: aumento de 49,2%.

Se o cultivo aumentou em maio, a produtividade da cevada se manteve praticamente a mesma. Foram 3,456 mil quilos por hectare no mês ante 3.453 kg/ha em abril, um crescimento de 0,1%. Quando comparados aos 2.432 kg/ha de 2017, por sua vez, o aumento foi de 42,1%.

Quem também apresentou números positivos foi a safra do trigo em grãos: a produção alcançou 5.620.444 toneladas em maio e subiu 0,2% na comparação com abril. A produtividade, por sua vez, foi de 2.827 kg/ha, praticamente a mesma do mês anterior.

Confira, a seguir, os dados completos da produção de cevada em maio:

Safra Anual de CevadaMaioAbril2017
Produção427.394 t423.886 t286.405 t
Rendimento3.456 kg/ha3.453 kg/ha2.432 kg/ha

 

Preço da cerveja destoa da inflação e cai 0,88% mesmo após greve

A cerveja foi uma das principais “âncoras” da inflação em maio. Se o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,40% no mês, pressionado especialmente pela greve dos caminhoneiros, a bebida consumida em domicílio teve impactante queda de 0,88%.

O resultado da taxa que mede a inflação oficial brasileira, assim, reforçou ainda mais a queda do preço da cerveja no domicílio. Em 2018, o índice apresenta baixa de 2,93%. E, nos últimos 12 meses, o preço subiu apenas 0,77%.

Já a cerveja fora do domicílio sentiu a pressão inflacionária e subiu 0,68% em maio, valor superior ao do índice geral. Fez, assim, o preço se elevar 0,42% no ano e 3,20% nos últimos 12 meses.

O grupo de Alimentos e Bebidas, por sua vez, apresentou elevações menores do que a inflação geral. Subiu 0,32% em maio e 0,89% em 2018. Nos últimos 12 meses, porém, o índice aponta queda de 1,46%.

Confira, a seguir, os dados completos da inflação da cerveja em maio:

IPCA de MaioMaio201812 meses
Cerveja no Domicílio-0,88%-2,93%0,77%
Cerveja Fora do Domicílio0,68%0,42%3,20%
Outras Bebidas Alcoólicas no Domicílio0,11%0,82%1,24%
Outras Bebidas Alcoólicas Fora do Domicílio-0,23%1,07%4,10%
Alimentos e Bebidas0,32%0,89%-1,46%
Geral0,40%1,33%2,86%

 

Cerveja artesanal se destaca na maior feira latina da indústria alimentícia

Embalada pela força do crescente mercado das cervejas artesanais, a Fispal Tecnologia se encerrou no final de junho apresentando marcas expressivas, com mais de 38 mil visitantes. E uma das grandes novidades do evento foi a Arena da Cerveja Artesanal, criada em parceria com o Instituto da Cerveja Brasil (ICB).

O espaço, que teve palestras em temas como gestão, mercado e tecnologia, além de contar com a exposição de equipamentos, foi um dos principais destaques daquela que é considerada a maior feira latina da indústria alimentícia. A expectativa é de que a arena seja mantida às próximas edições da Fispal Tecnologia.

“Consideramos a Arena da Cerveja Artesanal com uma das grandes novidades desta edição da Fispal Tecnologia”, afirma Clélia Iwaki, diretora da Informa Exhibitions, multinacional responsável pela feira. “Nosso objetivo é que a Arena da Cerveja Artesanal se torne uma atração fixa da Fispal Tecnologia.”

Iwaki revela também que a criação do espaço surgiu após uma demanda dos próprios visitantes. “Esta ideia surgiu após uma pesquisa realizada com os visitantes da edição passada, onde eles apontaram o desejo de encontrar no evento algo para essa indústria que cresce a passos largos no Brasil”, conta a executiva, antes de acrescentar.

“A Fispal Tecnologia reconhece seu papel como fomentadora do setor que representa e espera que a Arena da Cerveja Artesanal continue a desenvolver este mercado para que ele mantenha sua curva de crescimento”, complementa Iwaki.

O espaço cervejeiro contou, diariamente, com quatro palestras de professores do Instituto da Cerveja Brasil. Mestre cervejeiro e professor da escola, Marcus Dapper abordou conceitos aplicados em matérias-primas e explicou como a tecnologia pode otimizar a produção. Já o sommelier Guto Procópio trouxe os diferentes estilos da bebida, enquanto Luis Fernando Amaro, sócio da fábrica do ICB, falou sobre os desafios do mercado atual.

“Para o instituto é muito importante ajudar a Fispal Tecnologia a desenvolver esta nova área de microcervejaria, um mercado que segue em amplo crescimento. É, também, uma forma de unir as duas marcas e mostrar que é possível empreender neste mercado”, explica Estácio Rodrigues, sócio e sommelier do Instituto da Cerveja.

Realizada de 26 e 29 de junho, no São Paulo Expo, em São Paulo, a 34ª Fispal Tecnologia teve a presença de 38.600 visitantes e 440 expositores, o “melhor resultado já registrado com relação à qualificação do público visitante”, segundo os organizadores do evento.

Com 12 mil visitantes, Mondial de SP agrada público e garante 2ª edição

A versão paulista do Mondial de la Bière consagrou o crescimento do mercado brasileiro de cerveja artesanal. Durante os quatro dias do evento, realizado pela primeira vez em São Paulo, o tradicional festival recebeu 83 cervejarias, mais de 600 rótulos e 12 mil visitantes. Números que asseguraram a realização de uma segunda edição do Mondial de SP.

“A cidade de São Paulo abraçou o evento”, comemorou Luana Cloper, diretora do Mondial de la Bière no Brasil. “Os resultados da nossa primeira edição nos motivam a já começarmos a trabalhar para o ano que vem. Reunimos uma ótima seleção de cervejarias, recebemos visitas de profissionais do mercado, jornalistas, consumidores com forte cultura cervejeira e novos consumidores das artesanais. Foi um evento feliz, com boa comida, boa música, amigos, famílias.”

Realizado no São Paulo Expo, espaço com 7 mil m², o Mondial de la Bière São Paulo recebeu expositores nacionais dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Distrito Federal. A presença de cervejarias internacionais – Estados Unidos, Alemanha, Bélgica, Irlanda, Escócia, Holanda e República Tcheca – coroou a diversificação.

Além da ampla e diversificada oferta de rótulos, o evento contou com 12 pontos de alimentação, food trucks e uma programação musical liderada pelo rapper Projota e pela banda O Bardo e O Banjo, entre outras atrações.

“Em termos de estrutura, a parte externa com banda ao vivo foi um diferencial”, opina o gerente de marketing Eduardo Martineli. “Ganhei o ingresso em um sorteio e arrastei mais dois amigos comigo”, acrescentou o oftalmologista Rafael Almeida. “Saímos do trabalho e o Mondial foi nosso happy hour com cervejas de qualidade. Valeu a pena.”

Coordenadora de marketing da Cervejaria Blondine, Mariane Marques admitiu que estava insegura com a primeira edição do evento. O resultado, contudo, a fez comemorar. “O primeiro ano é sempre uma incógnita, mas foi muito cheio e com um público bem bacana”, opinou. “Além do pessoal mais especializado, estamos conhecendo um público entusiasta, que está entrando para o ramo e aprendendo a tomar cerveja artesanal.”

Já David Michelsohn, sócio da Cervejaria Júpiter, também elogiou o conhecimento do público. “Não é um evento ‘para encher a cara’, mas sim para experimentação. Encontramos um público interessado e com conhecimento. Por ser a primeira edição me impressionei com o volume (de pessoas)”, garantiu. “Todo mundo traz o que tem de melhor. Isso faz parte do nosso esforço para encantar o público e cativar, para que as pessoas comecem a optar cada vez mais pelas cervejas artesanais.”

Se a próxima edição paulista do Mondial de SP será apenas no próximo ano, o Rio de Janeiro receberá o evento entre os dias 5 e 9 de setembro, no Pier Mauá.

Cerveja Point of View recebe medalha de platina no MBeer Contest

A Cervejaria Dádiva foi a principal destaque no MBeer Contest Brazil. Realizado durante o Mondial de la Bière, ocorrido entre os dias 17 e 20 de maio, o concurso premiou a Point of View com a medalha de platina, o atestado de excelência da disputa.

Lançada neste ano pela Dádiva, a Point of View é uma cerveja do estilo Russian Imperial Stout com adição de goiabada. Foi elaborada de forma colaborativa com a cervejaria dinamarquesa Amager Bryghus e venceu o concurso às cegas que considerava qualidade e sabor, independentemente do estilo.

Se a Point of View levou a platina entre as 136 cervejas inscritas, outras 11 receberam a medalha de ouro: Hop Damage, da Blondine; Half Pint Peach Gose, da Sinergy, Kremilin Reserva, da Antuérpia; Kremer IPA, da Kremer Cervejaria; Bravo, da Backer; Carvoeira, da Lohn Bier; H5, da Hausen Bier; Endorphina e Psicose Espacial, da Doktor Bräu; e Melon Sat e Cryosat, da Satélite.

Jurado do concurso e proprietário da Weird Barrel Brewing Co., Rafael Moschetta elogiou a qualidade das cervejas concorrentes. “Há uma clara tendência das sours, principalmente as Catarina sours com frutas, mas me chamaram atenção alguns bons equilíbrios: cervejas com madeira, cervejas com bastante lúpulo e uma base que sustentava bem, tornando-as muito agradáveis de tomar”, avaliou. “No geral, as amostras tinham uma qualidade boa e as que se destacaram tinham uma qualidade excepcional.”

Também fizeram parte da lista de jurados o peruano Diego Rodriguez, proprietário da Cervecería Barbarian, o jornalista norte-americano Tony Forder, do Ale Street News, e os brasileiros Gabriel Di Martino, mestre cervejeiro da Therezópolis, Bia Amorim, sommelière da Pratinha, e Pedro de Lucca, mestre cervejeiro da Ethos.

Produção de cevada retoma força e cresce quase 14% em abril

A produção brasileira de cevada em grão começou a mostrar força em 2018. Depois de cair quase 25% em 2017, o cultivo anual da safra apresentou bons números em abril e alcançou 423 mil toneladas, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foi um crescimento de 13,9% na comparação com março, que registrou 372 mil toneladas. E de expressivos 48% quando se compara as 286.405 toneladas produzidas no ano anterior.

Os números da cevada também são favoráveis quando se observa a produtividade. Enquanto março teve um rendimento médio de 3,070 mil quilos por hectare, abril alcançou a marca de 3.453 kg/ha, um aumento de 12,5%.

Já a produção anual da safra de trigo em grão alcançou 5.620.444 toneladas em abril e cresceu 1% na comparação com março, semelhante aos números da produtividade: rendimento de 2.828 kg/ha e aumento de 0,9%.

Confira, a seguir, os dados completos da produção de cevada em abril:

Safra Anual de CevadaAbrilMarço2017
Produção423.886 t372.164 t286.405 t
Rendimento3.453 kg/ha3.070 kg/ha2.432 kg/ha