A indústria ideal: Os primeiros passos da montagem de uma cervejaria
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A indústria ideal: Os primeiros passos da montagem de uma cervejaria

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Nova série especial aborda o que é preciso para ter uma cervejaria "ideal". Primeiro passo é um bom planejamento financeiro

De fã de cervejas a dono da sua própria artesanal. A história é comum e conhecida dos que trabalham no setor: o consumidor que se apaixona por diferentes estilos de cerveja, resolve se aprofundar no assunto, faz pesquisas na internet, dá os primeiros passos e começa a compreender sobre os processos e ingredientes envolvidos na concepção de uma cerveja até se arriscar na produção do seu próprio rótulo.

O próximo passo é transformar esse hobby em negócio. E isso tem sido cada vez mais comum no Brasil, tanto que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) apontou que houve um crescimento de 30% no número de cervejarias no país no último ano, passando de 679 em 2017 para 889 em 2018.

Mas, para transformar esse sonho em um empreendimento viável, com retorno financeiro e durabilidade, é necessário seguir um planejamento por etapas desde o início. E, de acordo com especialistas consultados pelo Guia, o primeiro deles é a realização do que costumeiramente se denomina como plano de negócios.

“O plano de negócios aborda legislação, o mercado, as vendas, os volumes de produção e os resultados financeiros, dando uma visão bastante aproximada do ganho financeiro do empreendimento”, detalha Edmundo Albers, sócio do Beer Business, uma consultoria empresarial de Porto Alegre.

Nesse processo, o interessado em abrir a sua microcervejaria também deve buscar agregar conhecimento a partir da realização de cursos sobre como empreender nessa área de negócios.

“É importante para ver e aprender sobre questões de mercado, de custo, com toda a parte de elaboração de produção e projeto, terminando a oficina e podendo avaliar a viabilidade do negócio”, afirma Lidia Espindola, gestora estadual do projeto de cervejas do Sebrae no Rio, que oferta a realização de oficinas aos interessados.

Ter recursos financeiros também é fundamental na fase de concepção da cervejaria. E, nesse caso, contar com um investidor como parceiro pode ser o cenário ideal.  “Para quem tiver a oportunidade de buscar recursos em banco e investidores, como os chamados ‘anjos’, fica mais fácil para apresentar o projeto numa instituição financeira”, aponta a profissional do Sebrae.

Com esses pontos alinhados, o responsável pelo empreendimento precisa se voltar ao mercado para tomar uma série de decisões. Elas envolvem a definição da marca e também qual será o seu posicionamento dentro do setor. “Muitas vezes se faz uma projeção que não é compatível com o projeto”, alerta Lidia.

Assim, definir um foco de atuação no mercado é primordial. E, para isso, José Antunes, especialista setorial de cervejas da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), aponta as perguntas que o empreendedor deve fazer a si mesmo, encontrando as respostas necessárias para seguir em frente com o seu negócio.

“Tem que estar bem claro para empresa qual será o seu foco de atuação no mercado. Por exemplo, a cervejaria irá trabalhar, somente, com estilo diferenciado, ou pretende se aventurar no mercado de lagers de baixo custo? No local onde a fábrica foi instalada, qual o nível de concorrência enfrentada, tanto pela distribuição de grandes cervejarias, quanto por fábricas de menor parte? Este mercado consegue absorver a entrada dentro de mais uma empresa, ou já está saturado?”, conclui.

Confira, nas próximas semanas, a sequência do nosso especial sobre como montar uma indústria cervejeira ideal. E, se quiser indicar alguma demanda, escreva para nosso editor: itamar@guiadacervejabr.com.


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