Mondial vira palco de grandes parcerias entre artesanais e setor industrial
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Mondial vira palco de importantes parcerias entre artesanais e indústria

Mondial de la Biere Rio Firjan Fiemg
Enquanto a Firjan apresentará duas cervejas colaborativas no Mondial Rio, a Fiemg lançará marca coletiva de artesanais

Um dos mais aguardados festivais brasileiros do ano, o Mondial de La Bière Rio não está sendo palco somente de interessantes lançamentos tão aguardados pelo público cervejeiro. É cenário, também, de importantes parcerias com associações industriais que podem auxiliar muito no desenvolvimento do setor.

Tanto a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), em parceria com o Senai, quanto a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), ao lado do Sebrae e do Sindibebidas, protagonizaram “lançamentos” no festival que começou nesta quarta-feira e vai até domingo, nos armazéns 2, 3 e 4 do Píer Mauá.

“Nossa ideia principal é divulgar as cervejas. Muitos ainda não conhecem nem as cervejarias locais e nem os estilos. Então, queremos mostrar isso, essa variedade, que a cerveja não é só Pilsen”, conta José Gonçalves Antunes, especialista de bebidas da Firjan, que lançará no primeiro trimestre de 2019 a sua escola especializada em cerveja.

Para desenvolver sua iniciativa, a entidade apresentou um projeto de produção de duas cervejas colaborativas: uma Gose com a Suburbana, aposta para revitalizar uma antiga tradição alemã – a de produzir uma bebida que não segue a lei da pureza e leva sal marinho e coentro como matérias-primas; e uma Weizenbock com a Esplêndido, estilo pouco explorado no Brasil e tradicional na Alemanha, segundo José Antunes.

A receita com a Esplêndido, porém, trouxe ainda um componente especial: em um projeto sustentável, utilizou resíduo de pão na fabricação, enquanto a sobra da cerveja se tornou produtos como cookies, pães e bolos que estão expostos no estande da Firjan durante o festival.

“Estamos criando uma receita nova usando resíduos de outro setor. Essa ideia agrega valor a todos os envolvidos”, detalha Mariana Boynard, cervejeira e administradora da Esplêndido.

As duas cervejas estão disponíveis no estande da Firjan. E o sucesso foi tamanho, segundo o especialista, que outras cervejarias já solicitaram uma parceria. “A receptividade foi muito boa. Gostaram bastante e já teve gente querendo conhecer, cervejarias pedindo para participar”, relata Antunes.

A Firjan também levou três cursos especializados a seu estande: Tecnologia Cervejeira, Análise Sensorial e Técnicas de Lupulagem. “A Firjan Senai tem vários serviços, que vão da educação profissional à prestação de serviços laboratoriais e consultorias voltadas para a melhoria do processo e do produto. O projeto foi criado para dar suporte às micro e pequenas cervejarias”, acrescenta Antunes.

Selo mineiro
Se a Firjan apresentou duas cervejas colaborativas, entre outras iniciativas, a Fiemg, o Sebrae e o Sindibebidas fizeram nesta quinta-feira o lançamento de uma marca coletiva de artesanais mineiras.

Trata-se da Cervejas de Minas – Livres por Tradição, um “selo” que vai identificar as artesanais mineiras e agregar valor, diferencial e garantia de origem às bebidas produzidas no estado. Uma ideia, aliás, semelhante à do queijo Canastra: de garantir autenticidade ao produto local.

O principal detalhe, contudo, está na escolha do slogan. Vice do Sindibebidas, proprietário da Falke Bier e um dos grandes nomes brasileiros da cerveja artesanal, Marco Falcone conta que o termo Livres por Tradição demorou para ser escolhido, mas resumiu precisamente a autenticidade mineira.

“Demorou quase um ano e meio para ser criado. A ideia era mostrar o que o mineiro tem de diferenciado, e passamos esse tempo pesquisando. E, nessa pesquisa para entender como éramos vistos, chegamos ao slogan: o mineiro é muito ligado à tradição, mas quer liberdade como poucos”, conta Falcone.

A importante iniciativa integra o projeto Cerveja Artesanal da Região Metropolitana de Belo Horizonte, que luta para fortalecer e aumentar a competitividade dos pequenos negócios mineiros ligados ao setor. Entre suas ações estão o trabalho de acesso a mercados e projetos voltados para a qualificação técnica.

O projeto possibilitou também a criação de uma central de negócios formada por 20 cervejarias, entre elas, sete que estão no Mondial Rio: Austen, Brüder, Engine, Falke Bier, Fürst Bier, Prussia Bier e Vinil. Essa central visa, principalmente, aumentar o poder de barganha das empresas na compra de insumos.

“Vai gerar conhecimento, intercâmbio de experiências. Tem um potencial enorme pela frente”, finaliza Falcone.


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