Caso Backer: Dietilenoglicol é encontrado em terceiro lote de cerveja
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Caso Backer: Dietilenoglicol é encontrado em terceiro lote de cerveja

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Amostras de um terceiro lote revelaram a contaminação da Capixaba, uma Pilsen idêntica à Belorizontina (Foto: divulgação Polícia Civil-MG)

Laudos do Instituto de Criminalística do Distrito Federal apontaram a presença do dietilenoglicol em mais um conjunto de cervejas da Backer. Trata-se do terceiro lote contaminado com a substância tóxica, responsável por causar sintomas de síndrome nefroneural em 17 pessoas de Belo Horizonte – e o falecimento de uma delas.

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Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, além do dietilenoglicol, outra substância também usada como fluído anticongelante em equipamentos industriais – o monoetilenoglicol – foi detectada no lote L02 1345 da Capixaba, uma Pilsen idêntica à Belorizontina, que já foi recolhida da fábrica da Backer.

Na semana passada, o dietilenoglicol havia sido encontrado em amostras pertencentes aos lotes L01 1348 e L02 1348 da Belorizontina, recolhidas junto aos familiares das vítimas de intoxicação. Exames de sangue dos afetados também acusaram a presença da substância. Na sexta-feira, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) determinou o fechamento da fábrica da Backer.

“Já podemos dizer que três lotes estão contaminados com o monoetilenoglicol e o dietilenoglicol. Podemos afirmar a existência do dietilenoglicol em garrafas recolhidas na empresa, na casa das vítimas e no sangue da vítimas”, afirma Wagner Pinto, delegado-geral e chefe da Polícia Civil de Minas Gerais.

As vítimas acometidas com a doença consumiram as cervejas no bairro de Buritis, mas os três lotes investigados também foram comercializados nos bairros de Lourdes e Cidade Nova, na capital, além de Nova Lima, cidade da região metropolitana de Belo Horizonte.

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Segundo Wagner Pinto, o próximo passo é entender como aconteceu a intoxicação. “Neste contexto há uma necessidade premente do trabalho pericial”, ressaltou, lembrando que até o momento só se pode afirmar a compatibilidade dos sintomas da síndrome nefroneural com o dietilenoglicol.

Saiba mais: Entenda o caso e a posição do mercado

Em nota, a Cervejaria Backer informou que a substância não é utilizada em nenhuma fase ou equipamento de seu processo de fabricação e que continua colaborando com as investigações por meio de apurações internas e perícias independentes para averiguar as possíveis causas do incidente.

Tanques contaminados
Além dos resultados da perícia em garrafas, a Polícia Civil de Minas Gerais divulgou também resultados de exames de amostras recolhidas no tanque de refrigeração usado na produção da Belorizontina. E, neles, foram constatados a presença de monoetilenoglicol.

A substância também é utilizada na indústria para evitar o congelamento de líquido em processos de produção. Ao contrário do dietileno, a perícia realizada na Backer na última quarta-feira recolheu notas fiscais que comprovam a compra de monoetileno pela cervejaria. 

O fato de a empresa afirmar que o dietilenoglicol não faz parte de seu processo de produção levantou a suspeita de que a Backer possa ter sido vítima de um ato de sabotagem. Apesar de não haver indícios concretos, uma informação chamou a atenção do mercado e está sendo levada em conta pela polícia: um supervisor da fábrica registrou, no dia 19 de dezembro, um boletim de ocorrência por ter sido ameaçado por um funcionário demitido. O supervisor, no entanto, não voltou à delegacia para dar continuidade à ação penal.


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