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Coluna Bia Amorim

Balcão da Bia: O bar virtual em tempos de coronavírus

Redação Guia da Cerveja
Por Redação Guia da Cerveja
13 de maio de 2020
Atualizado em: 17 de maio de 2020
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    Coluna bia amorim
    bia amorim

    Balcão da Bia: O bar virtual em tempos de coronavírus

    Tomei banho, coloquei uma roupa que não é o pijama. Para que a fac-símile funcionasse bem, até calcei os sapatos. Penteei os cabelos, passei lápis nos olhos, contornei a boca com aquele batom novo. Ou velho? Não sei mais que dia é hoje. Sei que estou bonitona.

    Garçommmmm! Gritei sozinha em casa. Só não fez eco porque a televisão está sempre ligada, para não esquecer o que acontece fora da bolha. Uma tristeza, uma tragédia que veio à tona.

    O bar, virtual atual, é uma live no Instagram. Na minha época xovem (pelos idos dos anos 90) tinha o chat do UOL e as salas eram nomes bizarros de qualquer coisa que nos trazia empatia ou mostravam que você não tinha idade para aquele papo.

    Hoje em dia, eu converso com minhas amigas na parte de baixo do vídeo, fazendo comentários engraçados ou apenas tonificando qualidades em sinal de amor e carinho, enquanto outras amigas estão em um papo sobre receitas e cervejas na tela de cima.

    Depois, sem perigo de direção, sem bafômetro e com a cerveja na mão, parto para a próxima tela onde profissionais conversam sobre o futuro do lúpulo no mundo, o papel do empreendedor neste momento de crise e um debate de como ali na frente será o futuro do mercado de cervejas.

    Os fatos mudaram e a onda de realidade vai chegar, mas com um novo formato. Engulo seco. Em seguida, 1 hora depois, encontro a turma no “episódio” boteco do dia, sempre com aquela gente engraçada e divertida, que faz piada ao vivo e a cores, nos comentários ou na tela de cima. E pode ser apenas para esconder as angústias que o dia trouxe, mas também manter a tradição de encontrar as pessoas que nos fazem bem. Vou à cozinha e bebo água. Já estou sem os sapatos. Tenho de me segurar para não virar uma beberrona.

    O happy-hour é na verdade o “insta-hour”. Por isso lavo minha louça ao vivo mais cedo. Menos concorrência e mais trabalhos “de casa”. Talvez só queira ser a diferentona.

    Vivemos uma era pós conexão dial up. E se você não sabe o que é isso, provavelmente ainda não pode beber, só lavar a louça, as roupas e as mãos! Uóóóóóó zuim zuim zooommmm, era a música da conexão. Lenta. Pausada. Sem vídeo. Sem memes, sem nada. E ainda assim, eu era felizona.

    Falando em Zoom, os bares e festas virtuais ganharam também a sua bolha, seus nichos. Os encontros de família e amigos, sem plateia, sejam no Meet, no Zoom, e até nos já manjados Sykpe e Whatsapp, são a forma de remodelar e ressignificar as festas de aniversário, comemorações de datas importantes, conversar sobre qualquer coisa, apenas estar junto, mesmo que separado. Cada um em sua casa, com refri, com vinho, com receitas sendo trocadas ou apenas uma atualizada nos papos sobre o que nada acontece. Mas tem gente que não quer saber de papo, liga o Netflix e prefere uma maratona.

    O bar virtual não possui os longos códigos que tínhamos no ICQ. Mas vez ou outra tem gente que não entende os códigos atuais. Não é o Código Morse, são as panelas sendo batidas com o código #fora. Às vezes BBB, às vezes corona, sempre Bozo. Os códigos formatados na sociedade são muitos e cada um de nós está em sua própria comunidade, dentro de uma rede social, ou apenas na solidão. Não tenho uma banheira para estar “só”, como a Madonna.

    Retirei meu copo da mesa, deixei os sapatos na sala. Tirei a maquiagem, coloquei o pijama. O coração repleto de contatos, assuntos, pessoas, angústias, realidades, utopias. Torço para acordar e tudo ter sido apenas um pesadelo. Essa vida virtual não é pra mim. Essa fac-símile de bar só contenta pouco, assim como as coisas que não têm tempero. Matam a fome, mas eu preciso de mais solidez na minha existência. Para o contexto é bom, mas para uma vida, ainda é uma mesa vazia, sem o tilintar dos pratos, sem o vento do corredor com bandejas indo e vindo, com o calor humano que uma tela não transmite.

    Vem o pensamento de gente passando fome. Vem a realidade à tona. Coisas que o mundo virtual não vai preencher. O enfrentamento da realidade precisa ser sóbrio. Volto às caraminholas da mente e como enfrentar o corona.

    Saudações virtuais, mas verdadeiras. Nos encontraremos, espero que live por aí.


    Bia Amorim é sommelière de cervejas, filosofa de boteco on live, escritora de botequim virtual, a tia louca da louça. No instagram, @biasommelier no trabalho, @startupbrewing e vertentes.

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