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Consumidor

7 tipos de cerveja refrescantes e com muito sabor para curtir no Carnaval

Luís Celso Jr.
Por Luís Celso Jr.
5 de fevereiro de 2026
Atualizado em: 5 de fevereiro de 2026
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    Confira os tipos de cerveja recomendados para refrescar no Carnaval (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)
    Confira os tipos de cerveja recomendados para refrescar no Carnaval (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

    Há muitos estilos e tipos de cerveja no mundo. São tantos que é comum montar listas para o verão, para o inverno, para quando se chega em casa de um dia cansativo, quando se viaja para a praia ou até mesmo quando o dedão do pé está doendo. São seleções por características comuns que fazem sentido naquele ambiente ou ocasião. Então, como seria uma lista de cervejas para o Carnaval?

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    Tipos de cerveja para o Carnaval

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    O primeiro e mais importante critério é, sem dúvida, a refrescância. E tem tudo a ver com o clima. O Carnaval acontece em pleno verão e “pulando como pipoca” atrás do bloquinho, a temperatura sobe ainda mais. É aí que a mágica acontece. Esse frescor de alguns tipos de cerveja entra como um contraponto. Quando você bebe, chega a ter a sensação que deu um mergulho numa piscina geladinha. 

    Mas para atingir esse efeito, o mestre cervejeiro elabora a bebida com uma série de características. Uma delas é a leveza. Há tipos de cerveja mais e menos densos, que fazem maior ou menor peso na língua. Nesse caso, tem que ser leve e suave.

    Depois, o álcool traz uma sensação de aquecimento quando ingerido. Então, para não gerar esse efeito, o tipo de cerveja ideal é que o teor alcoólico seja baixo. Além disso, como são muitas horas dançando atrás dos trios elétricos, pegar leve no teor alcoólico é o melhor jeito de curtir a festa até o final. 

    E estar bem geladinha, é claro, conta muito!

    Porém, se as cervejas artesanais ensinaram algo, é que não é necessário abrir mão do sabor para ter tudo isso. Há, sim, tipos de cerveja que conciliam refrescância com aromas e sabores mais interessantes.

    Lagers e Pilsens

    São as cervejas regulares, encontradas nos mercados. E as mais populares do mundo justamente por reunir essas características de maneira exemplar. Mas também são muito delicadas e sofrem muito com condições de transporte e armazenamento inadequados. Se você puder escolher, procure pelas mais frescas — com datas de validade mais distantes.

    A marca é a cargo do freguês. Brahma, Amstel ou, se você é das artesanais, a Banho de Mangueira da Cervejaria Dádiva, de Várzea Paulista (SP). Ela é uma Hoppy Lager, uma versão com mais lúpulo de aroma, tem só 3,9% de álcool e foi lançada no mês passado.

    Cervejas de trigo Witbier

    Entre os tipos de cerveja mais conhecidos, estão aquelas feitas com trigo. A versão alemã, estilo conhecido como Weizebier ou Weissbier, tende a ser mais encorpada e até adocicada. Já a versão belga, chamada de Witbier, é mais leve e tem notas de cascas de laranja e sementes de coentro, que turbinam a refrescância.

    Hoegaarden e Blue Moon são marcas fáceis de encontrar nos mercados, mas várias microcervejarias têm ótimas opções também. A Bodebrown, da capital paranaense, tem a Blanche de Curitiba, por exemplo.

    Cervejas saborizadas

    Saborizada com limão, cerveja Fliyng Fish é nova aposta da Ambev (Crédito: Divulgação)
    Saborizada com limão, cerveja Fliyng Fish é nova aposta da Ambev (Crédito: Divulgação)

    São uma tendência bem atual. Marcas como a Flying Fish e Heineken Lager Spritz trouxeram o conceito para o grande público no ano passado, a primeira com limão na receita e a segunda com botânicos. Entre as artesanais, é algo já explorado com frutas, ervas, condimentos in natura ou via extratos há um bom tempo. A Cervejaria Alpendorf, de Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro, tem a premiada Margherita Gose, cerveja ácida feita com sal rosa, tomate e manjericão — como a pizza.

    Cervejas sem álcool

    Esse segmento está na moda. Segundo o Anuário da Cerveja do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), ele cresceu mais de 530% em 2024 e ocupa hoje 4,9% do mercado nacional. Em parte porque o público está mais preocupado com a saúde, mas também por conta das novas tecnologias de produção que trouxeram um sabor melhor do que no passado.

    Hoje elas representam uma opção, não uma restrição. Não se limitam a quem está dirigindo ou tem questões de saúde. Passaram a constituir uma alternativa honesta para qualquer momento ou ocasião, inclusive o Carnaval. Um exemplo é o que especialistas estão chamando de consumo zebra — você alterna entre cervejas convencionais e versões sem álcool. Assim, controla melhor o consumo e diminui a quantidade de álcool ingerida, além de se manter hidratado, algo sempre recomendado.https:https://guiadacervejabr.com/13-cervejarias-em-sao-paulo/

    Sim! Cerveja Melancia Sour n’ Salt: cerveja brasileira premiada na categoria sem álcool no World Beer Cup, considerada a maior competição mundial (Crédito: Sim! Cerveja / Divulgação)
    Sim! Cerveja Melancia Sour n’ Salt: cerveja brasileira premiada na categoria sem álcool no World Beer Cup, considerada a maior competição mundial (Crédito: Sim! Cerveja / Divulgação)

    Heineken 0.0 e Corona Cero são rótulos fáceis de encontrar. A Sim! Cerveja é uma marca artesanal especializada somente nesse tipo de bebida. Foi uma das medalhistas brasileiras em 2025 no principal concurso de cervejas do mundo, o World Beer Cup, realizado nos Estados Unidos. O rótulo Melancia Sour n’ Salt ganhou medalha de ouro em sua categoria. Trata-se de uma cerveja ácida e salgada, do estilo Contemporay Gose, com adição de melancia, trazendo um sabor muito peculiar e muito refrescante. Vale a pena provar.

    Cervejas sem glúten

    Estão nessa lista por terem corpo ainda mais leve que as convencionais. Isso porque o processo pelo qual passam para “quebrar” o glúten também diminui o “peso” da bebida. Experimente a Amstel Ultra ou Stella Artois Pure Gold. Ano passado, a Salva Craft Beer, sediada em Bom Retiro do Sul (RS), transformou todos os seus rótulos em versões sem glúten. Ou seja, não são só as tipo Pilsen. Há uma grande variedade de estilos à disposição.

    O segmento sem glúten cresceu 136,1% no país entre 2023 e 2024. E hoje ocupa 0,46% do total da produção nacional de cerveja, também segundo o Anuário da Cerveja.

    Catharina Sour

    Campinas IPA zero, multipremiada cerveja sem álcool do estilo India Pale Ale (Crédito: Divulgação)

    O primeiro estilo de cerveja brasileiro a constar nos guias internacionais também é uma escolha inteligente para a folia. A cerveja Catharina Sour é ácida, leve, sequinha e refrescante, sempre feita com frutas. Dependendo da escolha, elas também podem impulsionar ainda mais o combate ao calor. A Unika, de Rancho Queimado (SC), faz ótimos rótulos desse estilo. A Morangueira, feita com morango e goiaba, recebeu medalha de prata no Concurso Brasileiro da Cerveja 2025.

    Session IPA

    As India Pale Ales (IPAs) tem lá sua refrescância, mas o teor alcoólico elevado pode atrapalhar. O estilo permite variação entre 6% e 7,5% de álcool. Então, a melhor solução para os fãs do seu amargor assertivo são as Session IPAs — versões com menos de 5% de álcool. Terezópolis Session IPA, Goose Island Midway e Lagunitas DayTime são boas escolhas fáceis de encontrar.

    A Leopoldina Session IPA, de Bento Gonçalves (RS), é também uma excelente artesanal com apenas 4% de álcool. Foi medalhista nos dois últimos Concursos Brasileiros da Cerveja, faturando prata em 2025 e ouro em 2024.

    Se a questão é o teor alcoólico, versões sem álcool estão mais do que liberadas. A Campinas IPA Zero, de Campinas (SP), é uma opção bem avaliada pelos críticos. Entre outros prêmios, conquistou ouro e o título “Country Winner Brazil” na etapa nacional do concurso britânico World Beer Awards em 2021 e 2022.

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      Luís Celso Jr.
      Luís Celso Jr.
      É jornalista, escritor e sommelier de cervejas. Formado pela PUC-PR, se especializou em jornalismo digital e em gestão de Pequenas e Médias Empresas (FIA Business School). No ramo da cerveja, foi premiado no 1º Campeonato Brasileiro de Sommelier de Cervejas em 2014, defendo o Brasil no mundial em 2015. É professor do Instituto da Cerveja, juiz de concursos nacionais e internacionais (National BJCP), consultor e fundador do BarDoCelso.com — blog mais antigo de cerveja da internet brasileira que completa 20 anos em 2026. Premiado no Edital Fermenta!, é autor do livro “Uma viagem pela história da cerveja no Brasil” (no prelo).
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