O Brasil estreia neste sábado (13) na Copa do Mundo 2026, a maior de todos os tempos, com três países-sede, 48 seleções e 104 jogos. Com a bola no pé, a Seleção Brasileira é favorita no confronto direto contra Marrocos, time africano que encontrou seu futebol recentemente, mas que sofre com muitos desfalques. Mas quem venceria esse jogo se o Mundial fosse sobre cerveja?
Foi essa pergunta que levou a equipe do Guia da Cerveja a elaborar uma competição própria: a Copa do Mundo da Cerveja. Nela, os países se enfrentam por meio de seus mercados cervejeiros. E como num “Super Trunfo”, eles são comparados em cinco critérios: tamanho do mercado, consumo per capita, preço, tradição cervejeira e variedade. A vitória é dada a quem marcar mais gols, ou seja, quem tiver maior nota em cada um dos quesitos.

Confira como seria esse jogo. Spoiler: Brasil goleia Marrocos, sem dar chances para o adversário.
Tamanho do mercado
O primeiro golaço brasileiro é no tamanho do mercado. A indústria nacional produziu mais de 15 bilhões de litros de cerveja em 2025, segundo o Anuário da Cerveja 2026 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Isso garante ao Brasil um lugar de destaque como terceiro maior produtor da bebida do planeta, atrás apenas da China (35,9) e dos Estados Unidos (19,3). Ou seja, uma nota oito no geral.
Já Marrocos ficou comendo poeira — ou grama! — nesse critério, com nota 0,5, já que fabrica uma quantidade muito menor. De acordo com os números mais recentes, do Barth Haas Report 2025, o país do norte da África produziu apenas 81,8 milhões de litros em 2024, o equivalente a aproximadamente 0,5% do total brasileiro.
Consumo per capita
A superioridade do país canarinho também se mostra no consumo de cerveja por pessoa, critério no qual o Brasil marca mais um lindo gol.
Por aqui, cada brasileiro bebeu em média 70,3 litros em 2024, segundo números do relatório Global Beer Consumption da Kirin Holdings. Já o consumo marroquino é de apenas 2,15 litros/ano, flutuando historicamente entre 2 e 2,6 litros, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
O motivo é religioso. Sendo um país de maioria muçulmana, o Marrocos possui uma vasta taxa de abstêmios na população geral. Estimativas internacionais apontam algo superior a 85%.
A nota brasileira aqui, no entanto, fica em 4,7, já que na Copa do Mundo também está a seleção da República Checa, onde cada habitante consome impressionantes 148,8 litros/ano — essa seria a nota 10. Proporcionalmente, então, Marrocos fica com nota 0,2.
Preço
O critério de preço é o único em que as notas são inversamente proporcionais. Afinal, quanto mais barata a cerveja, melhor. Aqui, no entanto, a jogada do gol foi mais disputada, com nota 8 contra 5.
Isso porque o preço da cerveja no Brasil, em torno de 1,38 dólares, é em média 66% mais barato que a média mundial, de 4,06 dólares. Já Marrocos enfrenta, além das restrições religiosas, impostos elevados que levam o preço para 2,4 dólares em média. Por lá, a variação é grande, podendo chegar a 5 dólares em bares e restaurantes em cidades turísticas, como Marraquexe e Casablanca.
Tradição cervejeira

Apesar do Brasil ser um dos maiores produtores mundiais hoje, a tradição cervejeira nacional pode ser considerada mediana para efeitos de nota. Nosso país não tem uma identidade própria na cerveja ainda, mal conquistamos o primeiro estilo de cerveja nos guias internacionais e só começamos a pensar numa cerveja brasileira muito recentemente. Ou seja, ainda precisamos treinar muito para competir com os maiores, como Alemanha, Reino Unido, Bélgica e Estados Unidos.
No entanto, a história da cerveja no Brasil é longa. O território em que hoje se encontra o país teve uma das primeiras cervejarias do continente, instalada pelos holandeses em 1640 em Recife durante o período em que dominaram a região Nordeste. Além disso, o Brasil teve cervejas inglesas importadas ainda no século 19 e a cultura cervejeira do país teve forte influência alemã.
Já Marrocos só conheceu a cerveja após o início do Protetorado Francês em 1912 — período em que o país foi dominado militarmente pela França. Antes disso, religião e Estado se misturavam na figura dos Sultões e a proibição do álcool era ainda mais forte. Depois, com a independência do país em 1956, a monarquia foi restaurada e, apesar da proibição de beber álcool não estar na legislação, ele é muito restrito.
O Brasil aqui marca mais um gol, com nota 5.
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Variedade
Com tudo isso, a variedade cervejeira no Brasil acaba sendo muito maior do que no Marrocos. Nosso país ampliou consideravelmente a presença de tipos e estilos de cerveja nos últimos 30 anos, com o Renascimento da Cerveja Artesanal sendo refletido por aqui. Já o país africano não sofreu influências significativas dessa nova corrente cultural cervejeira.
Para finalizar a goleada, o Brasil repete a jogada com nota 5. Marrocos tem apenas nota 1 novamente.
Brasil goleia Marrocos por 5 x 0
Todo o brasileiro já sabia o resultado antes do início do jogo: o Brasil goleia Marrocos na Copa do Mundo da Cerveja. O jogo foi fácil, dado o amplo favoritismo do mercado verde e amarelo, superior em todos os quesitos ao marroquino. Com um tamanho 200 vezes maior e sem as restrições religiosas — que afetam preço, consumo per capita, tradição e variedade cervejeira —, pode-se dizer que a vitória foi “de lavada”.
Vamos torcer para que o mesmo se repita em campo, no futebol, nessa estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026. O jogo acontece no MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA), a partir das 19h (horário de Brasília).


