Na contramão do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que desacelerou para apenas 0,07%, a inflação da cerveja de julho cresceu 1,05 ponto percentual em relação a junho e atingiu 0,76%. A inflação da cerveja no ano já registra variação de 1,65% e de 5,63% nos últimos 12 meses.
Já a produção industrial de junho cresceu 1,7% em relação ao mesmo mês do ano passado, revertendo o quadro de queda de maio. Os números são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Inflação da cerveja

A inflação da cerveja em domicílio também contrasta com os números dos grupos em que está inserido. No subgrupo de Alimentação em domicílio e no grupo de Alimentos e Bebidas em geral foram registradas deflações de -1,14% e -0,67%, respectivamente. Já fora de domicílio, a cerveja registrou alta de preços de 0,61%, assim como o subgrupo de Alimentação fora de domicílio, que chegou a 0,55%.
| Categoria / Subgrupo | Variação mensal — Julho/2026 |
|---|---|
| IPCA Geral | +0,07% |
| Alimentação e Bebidas | -0,67% |
| Alimentação no Domicílio | -1,14% |
| Cerveja (no domicílio) | +0,76% |
| Alimentação fora do Domicílio | +0,55% |
| Cerveja (fora do domicílio) | +0,61% |
Geograficamente, houve alta no preço da cerveja nos supermercados em 14 das 15 capitais pesquisadas em julho. Apenas São Paulo registrou queda de -0,57%. As maiores inflações foram em Brasília (1,96%) e Rio de Janeiro (1,81%). As menores, foram em Recife (0,45%) e Curitiba (0,86%).
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No acumulado de 12 meses, os preços subiram mais no Rio de Janeiro (8,87%), Campo Grande (8,68%) e Goiânia (8,06%). A inflação acumulada foi menor no período em Recife (1,27%) e Salvador (2,47%).
| Capital | Cerveja (no domicílio) — Julho/2026 | Cerveja (no domicílio) – Acumulado em 12 meses |
|---|---|---|
| Aracaju (SE) | +0,92% | +5,45% |
| Belém (PA) | +0,93% | +6,10% |
| Belo Horizonte (MG) | +1,49% | +4,83% |
| Brasília (DF) | +1,96% | +6,90% |
| Campo Grande (MS) | +1,07% | +8,68% |
| Curitiba (PR) | +0,86% | +7,08% |
| Fortaleza (CE) | +1,47% | +6,59% |
| Goiânia (GO) | +1,02% | +8,06% |
| Grande Vitória (ES) | +1,31% | +7,13% |
| Porto Alegre (RS) | +1,64% | +2,71% |
| Recife (PE) | +0,45% | +1,27% |
| Rio Branco (AC) | – | – |
| Rio de Janeiro (RJ) | +1,81% | +8,87% |
| Salvador (BA) | +1,70% | +2,47% |
| São Luís (MA) | +0,87% | +5,46% |
| São Paulo (SP) | -0,57% | +5,52% |
Produção Industrial
Os dados recém-divulgados da Produção Física Industrial (PIM-PF) de junho mostram recuperação no setor de bebidas. Bebidas alcoólicas registraram alta de 1,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em maio, houve registro de queda acentuada de -4,2%. O resultado está alinhado ao crescimento de 1,7% do setor industrial como um todo no mesmo período.
Já o setor de bebidas não alcoólicas cresceu 4,5% em junho de 2026 em relação a 2025.
No acumulado dos últimos 12 meses, a indústria de bebidas alcoólicas — segmento em que a indústria cervejeira representa quase 90% da produção — acumula queda de -3%. Já a fabricação de bebidas não alcoólicas teve aumento de 1,1%.
| Grupo Industrial | Variação relação ao mesmo mês do ano anterior (%) | Acumulado no Ano (%) | Acumulado em 12 Meses (%) |
|---|---|---|---|
| Bebidas Alcoólicas (11.1) | +1,7% | +1,5% | -3,0% |
| Bebidas Não Alcoólicas (12.2) | +4,5% | +1,5% | +1,1% |
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