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Caso Backer: Contaminação chega a 8 rótulos e 21 lotes de cerveja

Conforme as investigações e os testes conduzidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) avançam, mais produtos da cervejaria mineira Backer são detectados com contaminação. Nesta quinta-feira, os técnicos do ministério anunciaram que foi encontrada a presença de monoetilenoglicol e dietilenoglicol em amostras de outras seis marcas da empresa – além da Belorizontina e da Capixaba.

Leia também: Mapa identifica água contaminada e cogita hipótese de sabotagem

Em nota oficial, o Mapa afirmou que análises conduzidas pelos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária constataram 21 lotes contaminados, que incluem agora Capitão Senra, Pele Vermelha, Fargo 46, Backer Pilsen, Brown e Backer D2. Em seu portfólio fixo, a cervejaria conta com 22 rótulos.

As apurações para identificar as circunstâncias da contaminação continuam, segundo o ministério, que segue tomando medidas para mitigar o risco apresentado pelas cervejas contaminadas.

Na quarta, o Mapa concluiu que a contaminação das cervejas se deu por meio da água utilizada na produção. No entanto, ainda não está claro como isto aconteceu. Os técnicos trabalham com três hipóteses: má utilização das substâncias, vazamento e até sabotagem industrial.

A fábrica da Backer teve seu fechamento e a retirada de todos os seus produtos do comércio determinados pelo Mapa na semana passada. Segundo a pasta, essas condições devem prevalecer até que sejam restabelecidas e comprovadas as condições de operação.

“Ressaltamos que a empresa permanecerá fechada até que se tenha condições seguras de operação e os produtos somente serão liberados para comercialização mediante análise e aprovação do Mapa”, diz a nota.

Por meio de suas redes sociais, a Backer tem se colocado à disposição das autoridades para colaborar com as investigações e dar suporte aos familiares.

Outra morte
A Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais informou a morte de um homem de 89 anos que teria sido infectado pela síndrome nefroneural, acarretada pela ingestão de cerveja contaminada.

Trata-se da terceira morte (dois habitantes de Belo Horizonte e um de Juiz de Fora) comprovadamente ligada ao caso. O falecimento de uma mulher, comunicado pelas autoridades de Ubá, pode também ter origem no envenenamento dos produtos. No entanto, a hipótese não está comprovada.

Uma outra morte na cidade de Pompéu foi notificada, mas ainda está sendo investigada.

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