Balcão do CerveJoca: As artesanais e a "transferência de consumidores"

Balcão do CerveJoca: As artesanais e a “transferência de consumidores”

O mercado consumidor de cervejas artesanais está aumentando. Será mesmo? Mercado? O que constitui e como cresce um mercado de consumidores de cerveja? Podemos considerar mercados por estilos de cervejas? Quais estilos de cervejas são considerados no mercado e nas estatísticas e projeções de mercados? Enfim…

No balcão tomando uma Imperial Porter da cervejaria Backer (MG), a excelente Bravo, da linha 3 Lobos, arriscaria dizer, entre um torresminho e outro, que todo dia ganhamos um consumidor novo de cerveja, assim como eu mesmo tive a oportunidade de entrar neste seleto e maravilhoso grupo de apreciadores de cerveja. Verdade que alguns saem do mercado por razões que desconhecemos, mas, ao mesmo tempo, ganhamos novos adeptos neste mercado tão disputado.

Da mesma forma, atrevo-me a dizer que entre os tempos atuais e os meus tempos, 40 anos desde o meu primeiro gole, muita coisa mudou. Pais, tios, avós, amigos eram exemplos e incentivadores para o mercado de basicamente 2 marcas. Tomo Antarctica porque meu pai toma. Tomo Brahma porque meus amigos tomam. Tomo as duas para ficar bem com meus parentes e amigos. Era tomar em garrafa ou garrafa (lembrança boa da garrafinha bojudinha ou meiota da Antarctica) até a Skol lançar a lata, o máximo de sofisticação nas praias, festas e bares, tomadas com sal e limão na borda.

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Hoje, a pessoa começa a beber cerveja por todas as razões do mundo – menos aconselhada por pais e parentes. O melhor conselheiro hoje do novo consumidor é o celular, os “beer influencers”, os coaches, os psicólogos, as celebridades ou a velha máxima que diz “para consumir o que não precisa, com o dinheiro que não tem, para agradar a quem não conhece”.

Meus amigos, tudo isso para considerar que tenho a impressão de que há uma transferência de hábitos entre os consumidores de cerveja de mainstream para as novas opções de marcas artesanais. Experiência de estilos, aromas e amargor atraem para uma proposta diferente na harmonização e no hábito de consumo, com ou sem moderação.

Se há menos gente tomando tradicionais para migrar para as artesanais, significa que há um crescimento do mercado craft, na minha humilde opinião.


Joaquim Campos, o Joca do Cervejoca, é executivo de contas da ForBeer – Feira para a Indústria da Cerveja

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