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Crise da Backer é pontual e não afetará setor, mas fake news preocupam, dizem analistas

Entrevistados pelo Guia, especialistas e empresários do setor avaliam que caso Backer não deve impactar vendas das artesanais

Além das perguntas ainda não respondidas pela investigação da contaminação de cervejas em Belo Horizonte, a cadeia produtiva da artesanal brasileira possui inúmeras questões que estão sendo debatidas: será que a crise da Backer vai afetar o segmento?; vendas e consumo irão cair?; qual o impacto do caso na cerveja artesanal brasileira?

Em busca de reflexões a respeito, o Guia ouviu especialistas e empresários do setor. E a avaliação geral é de que não houve queda em vendas, pelo menos por enquanto, embora exista uma preocupação com as informações que chegam ao público leigo, que ainda não conhece sobre cerveja artesanal.

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“Não perdemos nenhum cliente por causa disso e continuamos com as nossas vendas normalmente, conforme já havíamos planejado antes do caso”, informa Gilberto Tarantino, sócio-diretor da cervejaria Tarantino, de São Paulo.

Para ele, inclusive, a crise da Backer traz um ponto positivo: mostrar que cerveja é um assunto realmente importante no Brasil. “Um aspecto que devemos considerar é o grande espaço na mídia que o caso ganhou. Isso mostra que o tema cerveja tem muito interesse do brasileiro”, avalia Gilberto.

Mayra Viana, analista do núcleo de Alimentos e Bebidas da Unidade de Competitividade do Sebrae Nacional, é outra especialista a avaliar que o caso não trará grandes impactos ao setor. “De uma forma geral, o consumidor está entendendo que o caso é isolado. No geral, os empresários não estão preocupados e nem sentindo uma queda de vendas”, aponta ela.

Já Carlo Lapolli, presidente da Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva), também reforça que, apesar de inédito, o caso Backer é isolado e não irá prejudicar o crescimento do setor.

“O caso é inédito neste mercado. Estamos à disposição, assim como as indústrias, para mostrar o processo e para que o consumidor veja que o negócio da cerveja artesanal é sério, profissional e passa por acompanhamento constante dos órgãos de fiscalização”, defende Lapolli.

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Outro importante indicativo de que o setor não sentiu respingos do caso Backer é o fato de que analistas do Bradesco BBA mantiveram a classificação de investimento da Ambev, com a justificativa de acreditarem ser um caso isolado e de que não deve gerar mudanças no cenário de consumo das cervejas especiais.

Mas a confusão de informações e a falta de respostas da investigação podem afetar o consumidor que não conhece o mercado de artesanais. Para o chef e sommelier Ronaldo Rossi, também empresário do varejo cervejeiro, o principal desafio é enfrentar um problema que tem afetado até aspectos conjunturais do país: as fake news.

“O público já consumidor de cervejas especiais conhece a Backer, entende a qualidade da Backer e percebe o que está acontecendo. O grande problema é o público leigo, que recebe um monte de correntes no WhatsApp que não fala nada com nada, que não fala nada que faz sentido, e acaba achando como verdade absoluta a partir daí. Isso, de fato, preocupa”, alerta Ronaldo Rossi.

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