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Inflação da cerveja desacelera em novembro; acumulado de 12 meses se aproxima ao IPCA

A inflação da cerveja fechou o mês de novembro com variação de 0,73%, acima da inflação oficial do país captada pelo IPCA, que subiu 0,18%, mas abaixo do registrado em outubro, quando a variação ficou em 0,75%.

No acumulado de 12 meses, os preços da cerveja em domicílio variaram 4,53%, em consonância com o indicador geral, de 4,46% no mesmo período.

Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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IPCA: Inflação geral e da cerveja mês a mês nos últimos 12 meses
MêsGeralCerveja em domicílioCerveja fora do domicílio
novembro 20250,180,730,78
outubro 20250,090,75-0,08
setembro 20250,480,640,44
agosto 2025-0,1110,42
julho 20250,260,450,06
junho 20250,240,36-0,17
maio 20250,260,110,11
abril 20250,430,480,61
março 20250,560,370,17
fevereiro 20251,31-0,291,07
janeiro 20250,160,49-0,09
dezembro 20240,52-0,640,24
novembro 20240,390,850,79
Fonte: IBGE

Inflação da cerveja

Este é o sexto mês consecutivo em que a cerveja tem resultado superior ao índice geral. No ano, a variação acumulada da cerveja é de 5,20% e, em 12 meses, de 4,53%. Ambos os acumulados estão superiores ao do índice geral: 3,92% e 4,46%, respectivamente.

De acordo com o IBGE, a variação de preços é explicada porque os preços da cerveja foram reajustados por alguns fabricantes, com possível reflexo ao longo dos meses para o consumidor final. 

Goiânia tem maior aumento e São Luís, maior recuo

Na análise entre as 17 capitais avaliadas pelo IBGE, a que teve maior variação de preços da cerveja em novembro foi Goiânia, com avanço de 1,85%, seguida por Belém e Campo Grande (1,65% cada) e Curitiba (1,58%).

Os maiores recuos foram registrados em São Luís, com redução de -1,89% nos preços, seguida por Porto Alegre (-0,91%) e Belo Horizonte (-0,34%).

Produção industrial segue em ritmo de recuperação

Os dados da PIM-PF (Pesquisa Industrial Mensal — Produção Física), também divulgados pelo IBGE, apontam que a fabricação de bebidas alcoólicas recuou -1,3% em outubro, em mais um mês de recuperação gradual do setor desde julho, quando o recuo atingiu o menor nível do ano, de -14,8%.

No acumulado do ano, de janeiro a outubro, a variação também ficou negativa em -4,3%, levemente acima do acumulado até setembro, quando ficou em -4,7%.

O acumulado de 12 meses, de outubro de 2024 a outubro de 2025, teve recuo de -4,4%.

Élida Oliveira
Élida Oliveira
Jornalista formada pela PUC-PR, escreve sobre economia, investimentos, educação, ciência e saúde. Tem passagens pelo Estadão, Folha de S.Paulo, g1, El País, UOL e InfoMoney. Sempre curiosa por aprender e informar.
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