Não é incomum curtir música apreciando uma boa cerveja. E, quando se trata de jazz, a cerveja precisa estar à altura da excelência musical. Unindo paixões, a cervejaria mineira Vinil, de Nova Lima (MG), decidiu engarrafar uma homenagem ao famoso selo fonográfico Jazz Is Dead e criou, no ano passado, dois novos rótulos: Jazz is Dead e Jazz Está Morto. A iniciativa deu tão certo que entrará em uma segunda edição neste ano, com novos lotes chegando ao público em maio e junho, para acompanhar festivais de música locais.
A inspiração, o Jazz is Dead, é um projeto cultural criado em 2017 por Adrian Younge e Ali Shaheed Muhammad, em Los Angeles (EUA). A iniciativa se tornou um selo musical que se propõe a gravar álbuns inéditos de mestres do jazz, soul e funk, de todo o mundo. Entre eles, há inclusive brasileiros, como Marcos Valle, Azymuth e João Donato.
Jazz e vinil, uma combinação perfeita
A cervejaria Vinil já trazia em seu DNA a ideia de unir a qualidade da cerveja ao amor pela música – não à toa leva o nome do formato de gravação que, ainda hoje, desperta paixões ao reproduzir música com ruídos característicos.
A ideia de criar uma cerveja em homenagem ao projeto surgiu naturalmente, de acordo com o diretor executivo Alfredo Lanna, quando um dos sócios da cervejaria foi morar na Califórnia, berço do projeto, e chegou a trabalhar com a dupla idealizadora do Jazz is Dead.
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“Vimos uma sinergia muito grande com a marca, cultuando grandes nomes da música e com grande admiração pelo projeto com a música brasileira. Sabíamos de uma turnê que iria ocorrer em abril do ano passado junto de grandes nomes como Marcos Valle, Céu, Hyldon e Carlos Dafé e então preparamos duas receitas especiais”, conta. A turnê a que ele se refere é a “Something About April”, que aconteceu em abril do ano passado.
Cervejas com lúpulos nacionais e brincadeira com idiomas

Lanna conta que, para materializar essa homenagem, foram produzidos dois lotes iniciais que somaram 10 mil litros de cerveja – 5 mil de cada rótulo. Ambos com lúpulos nacionais.
A cerveja Jazz Is Dead (em inglês) é uma Summer Ale refrescante que valoriza o terroir nacional ao utilizar o Lúpulo Mantiqueira.
Já a cerveja Jazz Está Morto (em português) é uma Session IPA feita com uma variedade de lúpulo americano cultivado em solo mineiro.
Lanna explica que a decisão pelos nomes não tem relação com direitos autorais ou problemas de licenciamento. “O próprio projeto Jazz is Dead utiliza os nomes traduzidos dependendo do artista, tendo traduções em francês e espanhol também”, diz.
“A repercussão foi muito boa, principalmente pelo nome curioso e provocativo do projeto. Muitos clientes mandaram mensagem falando que conheceram os discos através da cerveja”, lembra.
Novos lotes a caminho
Agora, novos lotes das cervejas estão a caminho. A Jazz Está Morto ficará pronta em maio e a Jazz Is Dead, em junho. A reedição, com lotes de 1 mil litros, foi escolhida para acompanhar os festivais de jazz e blues do meio do ano que ocorrem na região, como o Vijazz e o Ibitipoca Blues, onde a Vinil atende cerca de 15 mil pessoas e vende 8 mil litros de chopes e cervejas.
Segundo Lanna, os fãs de música e cerveja poderão encontrar as cervejas no site Central da Cerveja assim que os estoques forem repostos.


