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Coluna Maria Bravura

Balcão da Maria Bravura: Hildegard Von Bingen, a profetisa e bruxa do Reno

Redação Guia da Cerveja
Por Redação Guia da Cerveja
17 de setembro de 2019
Atualizado em: 17 de setembro de 2019
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    Hildegard Von Bingen
    Hildegard Von Bingen

    Balcão da Maria Bravura: Hildegard Von Bingen, a profetisa e bruxa do Reno

    O mundo cervejeiro saúda Hildegard Von Bigen

    Alguém aí já ouviu a respeito desta mulher? É a figura feminina mais poderosa da Baixa Idade Média. Hildegard Von Bingen, também conhecida como Sibila (palavra antiga para designar a mulher profetisa, bruxa e feiticeira) do Reno, foi a primeira feminista de todos os tempos. ‘Uma monja beneditina feminista? Tá de brincadeira?’. É verdade que esta palavra nem existia na época, mas quem liga? De fato, há feministas contemporâneas que a tomam como referência. O que ela produziu, enfrentou e legou a todos nós ultrapassam as fronteiras históricas, puritanas, religiosas e quaisquer preconceitos advindos da desigualdade de gêneros. E, sim, nós do mundo cervejeiro devemos um brinde a esta figura, pois um de seus legados foi especial e essencial para nós!

    Nossa Sibila do Reino ficou assim conhecida porque foi às margens do rio Reno, na cidade de Bingen, que esta estudiosa alemã escreveu alguns de seus tratados científicos. Uma mulher de personalidade bastante estrondosa, mas, de fato, pouco conhecida pelo grande público moderno.

    E por que, cargas d’água, falamos dela no meio cervejeiro? Porque, além de todos os seus feitos, como foi a primeira a descrever os efeitos das ervas medicinais, Hildegard tornou-se parte da lenda de criação da principal bebida alemã, a cerveja. Ela descobriu as propriedades do lúpulo, na mesma época em que a planta passou a ser utilizada para conservar a bebida, a qual compunha a alimentação nos mosteiros nas épocas de jejum.

    Hildegard catalogou à beira do rio Reno milhares de ervas medicinais e seus efeitos – criando uma fonte de pesquisas usada até hoje. Sua história atrai muitos turistas interessados em seguir seus passos, inclusive ‘euzinha’ e, provavelmente, você também – tenho certeza de que até o final deste texto se convencerá do quão interessante é a história dela.

    Embora o lúpulo tenha sido cultivado na Babilônia em 200 d.C., não há registro de seu uso para fazer cerveja até o século XI, quando os germânicos foram os primeiros a empregar o lúpulo na cerveja, conferindo as características básicas da bebida atual. O lúpulo era considerado uma erva com propriedades medicinais, usado como antibiótico e antiinflamatório.

    Hildegard, em seu livro “Liber Subtilitatum Diversarum Naturarum Creaturarum” (Livro das Propriedades   ou Sutilezas   das Várias Criaturas da Natureza), de 1167, descreve cientificamente o lúpulo como uma planta “excelente para a saúde física”, além de “muito útil como conservante para muitas bebidas”. É atribuída a ela a primeira menção sobre as propriedades conservantes e aromatizantes do lúpulo sobre o “pão líquido”. Ela teria escrito em um dos seus textos: “Se alguém pretende fazer cerveja com aveia, ela é preparada com lúpulo”.

    Foi ela quem trouxe à luz o conhecimento do lúpulo aplicado à cerveja e nós só temos a agradecer. Vale lembrar que naquele período histórico os europeus tinham por hábito adicionar à cerveja uma mistura de gengibre, especiarias, ervas, flores e frutas silvestres (chamada de Gruit), substituída pelos lúpulos.

    Multifacetada
    Hildegard conseguiu romper as barreiras e discriminações que sofriam as mulheres de seu tempo, principalmente as do meio religioso, tornando-se respeitada como uma autoridade em assuntos teológicos e exaltada por seus contemporâneos. Hoje é considerada uma das figuras mais singulares e importantes do século XII europeu e suas conquistas têm pouca concorrência, mesmo entre os homens mais ilustres e eruditos de sua geração.

    Abaixo, listo algumas das realizações de Hildegard:

    • Construiu uma proximidade via cartas com papas, bispos, reis e imperadores e, se ela tivesse que reprovar alguma ideia ou atitude deles, o fazia sem pudores;
    • Foi a primeira de uma longa série de mulheres influentes, tanto na religião como na política, a ser uma representante típica da aristocracia cultural beneditina;
    • Foi poetisa e compositora talentosa, deixando obras excepcionais e originais;
    • Também fez muitas observações da natureza com uma objetividade científica até então desconhecida, especialmente sobre as plantas medicinais – incluindo o lúpulo -, compilando-as em tratados, onde abordou ainda vários temas ligados à medicina e ofereceu métodos de tratamento para várias doenças;
    • Escrevia em latim (lembrando que em seu tempo, mesmo as mulheres do clero, não eram incentivadas a estudar, tampouco escrever. Pelo contrário);
    • Enfrentou a resistência do clero e dos monges ao combater o abuso sexual sofrido por suas irmãs, quando decidiu restaurar e administrar outro mosteiro, levando diversas monjas – algumas delas lhe abandonaram;
    • Mesmo velha e muito doente (enfrentou enfermidades por toda a sua vida), viajou pela Alemanha e França a fim de pregar, um privilégio nunca outorgado a mulheres. Suas pregações eram audaciosas e veementes, denunciando os vícios do clero e combatendo as heresias;
    • Possuía uma forte tendência a analisar tudo sob uma perspectiva holística, onde muitos movimentos ecológicos, pacifistas e naturistas modernos se basearam;
    • Ela se recusava a ver a doença como um assunto exclusivamente de ordem física, fazendo constantes conexões entre os males que afligiam a alma e aqueles de que padecia o corpo;
    • Seu Livro das Propriedades   ou Sutilezas   das Várias Criaturas da Natureza foi o primeiro livro de ciência natural escrito no Sacro Império Romano-Germânico, influenciando fortemente o estudo da Botânica na Europa do norte até o século XVI;
    • Ofereceu instruções sobre higiene geral para as gestantes e mães com uma franqueza inédita em sua época; abordou a sexualidade e suas disfunções, provendo remédios para elas;
    • Analisou detalhadamente o desejo e o prazer, considerando o ato sexual e o prazer positivamente, comparando-os à música, e o corpo humano a um instrumento musical.

    Santificada
    Hildegard permaneceu sempre em atividade, escrevendo, debatendo com outros religiosos e atendendo à crescente multidão de pessoas que vinham à procura de seus conselhos e dos remédios que preparava.

    O papa Bento XVI reafirmou oficialmente sua santidade e a proclamou Doutora da Igreja em 2012. Seu dia, comemorado no dia 17 de setembro – data de sua morte -, é festejado em muitas dioceses alemãs. E hoje, completam-se 840 anos da morte de Hildegard, a mulher mais poderosa da Baixa Idade Média! Já escolheu qual a cerveja lhe fará jus?

    Recomendo: assistam ao filme Vision (Visão), que conta sua história. Um brinde à liberdade, ao respeito e aos direitos conquistados! Saúde!


    Fernanda Pernitza é fundadora e sócia-proprietária da Maria Bravura Cervejas Especiais, beer sommelier e psicóloga

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      3 COMENTÁRIOS

      1. Rodrigo Rodrigo 23 de setembro de 2019 No 10:19

        Chamar de bruxa uma santa e doutora da Igreja Católica é ignorância ou má intenção?

        Responder
      2. Fernanda Pernitza Fernanda Pernitza 25 de setembro de 2019 No 18:37

        Olá, Rodrigo! Prazer ter você por aqui. Achei fantástico seu comentário, porque é justamente isso que me dá agora a oportunidade de discutir a respeito desta palavrinha tão odiada por alguns: BRUXA. No artigo, não seria tão apropriado eu me alongar nessa história, uma vez que o tema central não era esse. Mas eu estava mesmo com muita vontade de falar sobre isso, então, obrigada! Só pra esclarecer um ponto inicial, não fui eu quem a chamou de Sibila (que significa bruxa e feiticeira), mas seus contemporâneos e, assim sendo, resolvi titular o artigo com a expressão pela qual ela ficou conhecida. Aqui, faço um breve “parentes”: Sibila de Cumas foi uma personagem mitológica grega, sacerdotisa de Apollo. Tinha o dom de visões proféticas desde seu nascimento e fazia previsões. Seu nome tem múltiplas aparições em escritos, tendo forte presença na Idade Média e, provavelmente, foi o que inspirou as pessoas a se referirem à Hildegarda nesses termos, uma vez que ela também ficou conhecida como profetisa. Mas, me empolguei! Vamos voltar à história para falarmos das BRUXAS! A atração e o medo provocados pela figura mística da bruxa remontam a antiguidade clássica (século VIII a.C.), quando a magia era considerada crime. A partir do fim da Idade Média (final do século XV), foram lançadas as sementes para o pânico e a histeria geral que resultaram no genocídio, ou melhor, num feminicídio horrendo: O historiador Robert Thurston acredita que 85% das pessoas assassinadas naquela época eram mulheres (foram mortas mais de 50.000 pessoas). No início, a caça às bruxas foi feita em conjunto à perseguição de outros grupos acusados de heresia, como os homossexuais e outros indivíduos que não se submetiam aos dogmas da Igreja. Depois, o estereótipo da bruxa “praticante de magia negra que faz pactos com o diabo e come criancinhas” se espalhou de forma absurdamente devastadora (pipocando nos livros infantis de contos de fadas, porque, né…o marketing da bruxa era forte), ceifando a vida de várias pessoas que, na verdade, estavam sendo acusadas por viverem em desacordo com a norma religiosa (não eram casadas; traíram o marido; não acreditavam no Deus do cristianismo; não contribuíam financeiramente com a Igreja; ganhavam dinheiro de forma independente, viviam de forma sexualmente condenável; dentre outras coisas). Rumores, superstições, questões políticas, preconceito étnico, misoginia e fanatismo religioso parecem mais prejudiciais do que a tão temida BRUXA. Hoje, quando falamos de BRUXAS, pensamos nas mulheres sábias em completa comunhão com seus próprios corpos, com suas irmãs e com a natureza. Atacar a palavra/denominação “BRUXA” ou, até mesmo, usá-la de forma destrutiva é preservar o medo do desconhecido. A história da nossa civilização é vasta e cheia de mistérios e é importante não nos iludirmos com estereótipos – que têm como princípio nos deixar no raso. O ser humano tende a diminuir aquilo que não entende e condenar aquilo que não conhece, mas há muito a ser descoberto através do contato com o outro, se estivermos dispostos a ouvir. Acredite você na beleza e força desta palavra (BRUXA) ou não, Rodrigo, o essencial é respeitar a história que a compõe e perceber que o mundo é muito mais do que nos fizeram acreditar. E é essa dimensão poderosa, com a conotação da mulher sábia e conectada à natureza, que foi um dia, com razão – em minha opinião -, atribuída à Hildegarda.

        Responder
      3. Hamilton Hamilton 15 de dezembro de 2020 No 22:44

        quero pedir, por favor, as fontes primárias das suas informações, principalmente sobre a dita caça às bruxas (que foi feita, na verdade, pela Inquisição Protestante).

        Responder

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