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Ex-funcionários acusam BrewDog de adotar cultura do medo; Marca promete mudar

Uma das mais cultuadas marcas do segmento de artesanais, a escocesa BrewDog passa por uma crise envolvendo queixas pelo tratamento dado aos contratados. Recentemente, 60 ex-funcionários que expuseram seus nomes e outros 45 de modo anônimo publicaram uma carta aberta em que relatam suas reclamações. Co-fundador e CEO da marca escocesa, James Watt se desculpou publicamente e anunciou mudanças na empresa.

As denúncias foram divulgadas em um texto intitulado Uma Carta Aberta à BrewDog. “No rastro do seu sucesso, há pessoas esgotadas, com medo e miseráveis. A verdadeira cultura da BrewDog é, e aparentemente sempre foi, o medo”, afirma o documento.

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“O crescimento, a todo custo, sempre foi percebido como o foco número 1 da empresa, e o combustível que você usou para alcançá-lo é polêmico. Ser tratado como um ser humano, infelizmente, nem sempre foi um dado para aqueles que trabalham na BrewDog”, acrescenta.

De acordo com o documento, muitos funcionários da BrewDog concordam com as reclamações, mas evitaram assinar o texto sob o temor de sofrerem retaliações. “Um número significativo de pessoas admitiu ter sofrido de doença mental como resultado de trabalhar na BrewDog, e que assiná-lo os deixaria extremamente vulneráveis.”

Os responsáveis pelo documento afirmam, ainda, que as campanhas publicitárias da BrewDog estariam muito distantes da realidade enfrentada pelos funcionários no cotidiano da empresa. “Mentiras, hipocrisia e engano podem ser ferramentas úteis. Campanhas de relações públicas repetidas continuamente no LinkedIn – até que você realmente acredite nelas – são boas para aumentar a conscientização, e se alguém questionar a validade de suas afirmações, você pode simplesmente seguir para a próxima campanha.”

O documento também assegura que alguns anúncios de ações pela BrewDog foram fraudes e não aconteceram, além de acusar, por exemplo, que mulheres têm dificuldades em obter licença maternidade ao contrário do que é apregoado publicamente pela cervejaria.

“Quantas vezes mais veremos as histórias sobre o envio de cerveja de protesto para a Rússia (você não fez), James e Martin mudando seus nomes para Elvis (eles não mudaram), premiando um Funcionário do Mês por uma lata com palavrões (que não foi um acidente e foi realmente aprovado para impressão por James), ou oferecendo licença maternidade (que muitas funcionárias simplesmente nunca têm permissão para tirar)?”, enumera a carta.

Os ex-funcionários da BrewDog questionam, ainda, o discurso público de combate às emissões de carbono, lembrando casos em que houve desperdício de recursos pelo comando da cervejaria. No ano passado, a marca anunciou um conjunto de investimentos em sustentabilidade que soma 30 milhões de libras, além da promessa de plantar uma floresta para remover da atmosfera duas vezes o volume de carbono emitido globalmente por suas fábricas e redes de pubs.

“Hoje em dia, você afirma que deseja salvar o planeta – uma missão admirável, mas um pouco prejudicada quando você olha para trás, ao longo de anos de projetos vaidosos. Fretar voos pelo Atlântico que tiveram que ser preenchidos com funcionários para justificar sua continuação? Preparar um Saison ‘ecológica’ com água de geleira (metade da qual foi despejada no ralo) para que os lucros pudessem ir para a caridade (mas somente depois que a doação foi reduzida porque era muito)? Esperamos que o uso de um jato particular tenha terminado, mas não nos surpreenderia se não acabasse”, completa o documento.

Resposta
Cofundador da BrewDog, James Watt publicou um texto em seu perfil no Linkedin em que se desculpou e assumiu a responsabilidade pelas reclamações. “A carta que ex-colegas nos escreveram é 100% minha culpa. A todos os signatários e a toda a nossa equipe e comunidade que foram afetados pela carta, sinto muito”, aponta no texto intitulado O Caminho à Frente para a BrewDog.

O CEO da BrewDog disse que vai contratar uma agência independente para ajudar na revisão das práticas dentro da empresa. “Estamos muito próximos de nomear uma agência independente para conduzir uma revisão de nossa cultura e práticas de pessoal para garantir que possamos fazer mudanças positivas e inclusivas em todos os níveis de nosso negócio.”

Watt ainda prometeu uma revisão estrutural na equipe da BrewDog. “Estamos conduzindo uma revisão completa com cada chefe de departamento das estruturas de equipe nas próximas semanas, para identificar os principais pontos fracos e para colocar um plano em prática para fornecer recursos adequados para essas áreas”, acrescenta.

Ele prometeu, ainda, que a BrewDog vai adotar uma revisão salarial já no próximo mês. “Nossa revisão salarial anual de janeiro foi adiada como resultado do impacto contínuo do lockdown da Covid-19 no início do ano. Estamos agora agendando para que isso aconteça, com o objetivo de que haja mudanças em vigor para o dia 1º de julho.”

O texto de Watt também sugere a adoção de outras medidas, como pesquisas com os funcionários que se desligaram nos últimos 12 meses, formação de um grupo representativo de funcionários e desenvolvimento e treinamento de carreira.

A BrewDog
Fundada em 2007, a BrewDog tem uma das artesanais mais famosas do mundo, a Punk IPA, considerada a mais vendida do segmento no Reino Unido, estando presente em diversos países, incluindo o Brasil. A empresa tem as ações de marketing como um aspecto fundamental do seu negócio, atuando a favor de causas progressistas, como os direitos LGBTQIA+ e o combate à crise climática.

A Brewdog já vendeu 22% da sua participação para um fundo de private equity. Também possui parcela do seu público como “pequenos acionistas”, após participação em um crowdfunding. As estimativas são de que a cervejaria escocesa tenham mais de 2 mil funcionários, com vendas anuais de 215 milhões de libras.

Menu Degustação: Malte sustentável da Heineken, fábrica da Suricato…

A semana cervejeira teve novidades que devem causar mudanças na operação de empresas do segmento. É o caso, por exemplo, do Grupo Heineken, que fechou acordo com a Cooperativa Agrária para a compra de malte sustentável de origem brasileira a partir de 2023. A Cervejaria Suricato, por sua vez, anunciou que terá a sua própria fábrica. Além disso, criou um clube de assinaturas para se aproximar dos consumidores.

Falando no público cervejeiro, o Boteco Bohemia apoia cinco bares tradicionais de Belo Horizonte, além de resgatar histórias dessas localidades. E após receber mais de 560 inscrições de cervejeiros amadores de todo o país, a primeira edição do Prêmio Wienbier anunciou o seu ganhador.

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Confira, abaixo, essas e outras novidades da semana no Menu Degustação do Guia:

Heineken e Agrária
O Grupo Heineken anunciou acordo com a Cooperativa Agrária para a compra de malte sustentável de origem brasileira a partir de 2023. A maltaria receberá investimento de mais de R$ 1 bilhão na próxima década. O acordo com a cooperativa visa atender à previsão de crescimento dos negócios da Heineken no país, e tem como contrapartida a compra de malte nos próximos dez anos. A instalação da maltaria será no Paraná, na região dos Campos Gerais, por conta do clima propício para a plantação de cevada, com um potencial que pode atingir até 100 mil hectares por ano. A fábrica deverá produzir 240 mil toneladas de malte anualmente, volume que hoje representa 15% da produção nacional, e tem previsão de gerar mais de mil empregos diretos e indiretos.

Fábrica da Suricato
A cervejaria gaúcha Suricato anunciou que deixará de ser cigana e, agora, terá a sua própria fábrica, em Porto Alegre, com total liberdade e controle sobre suas criações. “Depois de pouco mais de 5 anos como ciganos, rodando por fábricas de todo o país, fazendo cervejas e trocando experiências, montar a própria fábrica e poder acompanhar todas as produções de perto nos permite aprimorar ainda mais as nossas cervejas, além de nos dar muito mais flexibilidade para explorar insumos e processos para entregar produtos ainda mais surpreendentes”, comenta Estevão Chittó, sócio-fundador e cervejeiro da Suricato. Além disso, será lançado nos próximos dias um clube de assinaturas.

Novo restaurante da Stella
A Stella Artois inaugurou a Portinha Artois, novo restaurante da marca em São Paulo. O espaço conceito funcionará por apenas um mês sob a liderança da chef Ieda de Matos, fomentando as experiências e a troca de conhecimento em torno da gastronomia. De 17 de junho a 18 de julho, a cozinheira baiana comanda a casa instalada em São Paulo, no bairro da Consolação. O restaurante é adaptado para funcionar no cenário atual (presencialmente e delivery) e tem um cardápio diverso que reúne não só as referências da Chapada Diamantina (terra natal da chef), mas também da cozinha africana da Bahia.

Alok com a Petrópolis
Produtor musical e um dos maiores DJ’s do mundo, Alok fechou parceria com o Grupo Petrópolis. Ele será o novo parceiro de negócios da companhia e terá o papel de contribuir com o desenvolvimento de estratégia das marcas com foco na experiência do consumidor, tendo como pilares a inovação, o entretenimento e a responsabilidade social. O DJ também irá assumir um papel social ligando as iniciativas do Grupo Petrópolis ao Instituto Alok. A parceria resultará em contribuição mútua em diversos projetos, tais como criação de músicas, produção de conteúdo exclusivo, intervenções e interações do DJ com colaboradores.

Prêmio Wienbier
Após receber mais de 560 inscrições de cervejeiros amadores de todo o país, a primeira edição do Prêmio Wienbier teve um vencedor: o assistente administrativo Marco Ferraz, com sua receita exclusiva de American Pale Ale. Marco levou para casa o troféu de Cervejeiro Caseiro Wienbier 2021. O carioca assinará a Wienbier nº 60, produzida pela cervejaria NewAge, que chegará ao mercado nos próximos meses. Realizado pela NewAge, o concurso contou com a parceria do VADELATA, movimento em prol da lata de alumínio, da Agrária e da Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM). “Foi muito tempo para chegar até aqui, muito malte que cozinho há anos naquela panela. Agora estou ansioso para ver minha cerveja no mercado!”, comemora Marco.

Boteco Bohemia em BH
A Bohemia lançou a campanha Boteco Bohemia, em prol da defesa e do fortalecimento dos bares mineiros. Em Belo Horizonte, a iniciativa celebra a força do boteco resgatando histórias boêmias dos icônicos Bar do Zezé, no Barreiro, Bar do Antônio (Pé de Cana), no Luxemburgo, Pé de Goiaba, no Nova Suíça, Bar do Orlando e Bar do Bolão, ambos no Santa Tereza.

O músico Thiago Delegado e representantes da cultura belorizontina revelam muitas histórias botequeiras em websérie publicada quinzenalmente no canal da Bohemia no YouTube. A novidade para os fãs desses templos da boemia belorizontina é que, além da websérie, a campanha oferece ao público pôsteres tipográficos produzidos pela 62pontos, além de camisetas estampadas desenvolvidas pela Casca Fina, com vendas nos locais e nos sites das parceiras.

Roupas da Corona
A cerveja Corona e a marca carioca Levh Rio lançaram uma collab exclusiva de roupas, que inova ao transformar plástico e redes de pesca em nylon reciclado, utilizar algodão certificado e tecido biodegradável para criar peças sustentáveis de alta qualidade. São três tipos de tecidos que compõem diferentes peças: o primeiro é feito de nylon regenerado a partir de itens de plástico e redes de pesca retirados dos oceanos, levando uma tecnologia exclusiva que dá ao tecido as mesmas características do original; o segundo é biodegradável, com decomposição em aterros sanitários em no máximo três anos, em comparação a outros que levam até 150 anos para passar pelo mesmo processo; o terceiro é o algodão sustentável, certificado pela Better Cotton Initiative, que inclui uma série de medidas para beneficiar toda a cadeia de produção e gerar o mínimo impacto ao meio ambiente.

Curso sensorial do Science
Pensando em auxiliar a indústria de bebidas no processo de avaliação e controle de qualidade, o Science of Beer anunciou o curso MultiSensory, que visa estudar e desmistificar a ciência sensorial e seus métodos analíticos em todas as etapas, desde o planejamento de um laboratório de qualidade, passando por execução, aplicação, tratamento estatístico e interpretação de testes sensoriais a partir de diferentes metodologias. Com carga horária de 28 horas, divididas em 7 encontros online ao vivo, das 19h às 22h30, as aulas ficam disponíveis por 30 dias na plataforma de ensino. O curso conta com certificação pelo Science of Beer Institute e World Beer Academy. O valor do investimento é de R$ 620 em 3 parcelas no cartão de crédito ou R$ 590 à vista.

Projeto da Hoegaarden
Parceira de várias edições do Paint and Drink, a cervejaria Hoegaarden se une novamente ao projeto para promover a edição Botanic Sessions, um evento dedicado à botânica dividido em quatro oficinas e guiado por artistas plásticos com diferentes propostas e aprendizados. Além das aulas, a edição traz uma parceria inédita com a ONG Iniciativa Verde. A cada kit de arte vendido, uma árvore será plantada pela ONG.

As oficinas acontecem nos meses de junho, julho, agosto e setembro, com música ao vivo e transmissão simultânea, em sala exclusiva, pela plataforma Zoom. Os interessados em vivenciar novas experiências com a arte, com Botânica e ainda em desenvolver trabalhos guiados por artistas experientes, além de ajudar o planeta, devem adquirir o kit por meio do site oficial da Paint and Drink.

Kit da Küd
A cervejaria Küd anunciou a chegada de mais um lote da Eclipse e da Crazy Train e resolveu oferecer um kit para amantes de café. Ele está disponível com duas Crazy Train, uma Imperial White Stout com adição de café, nibs de cacau, casca de laranja e melaço, sendo uma colaborativa com a Cervejaria D’Alaje. O kit também é composto por duas Eclipse, uma Lager com café, leve, equilibrada, porém, com características aromáticas de grãos de café bem pronunciadas, além de duas taças Windsor 330ml em vidro com a marca da Cervejaria Kud e 250 gramas de Café Noete, a mesma safra usada para o lote da Eclipse.

Festival da Colheita do Lúpulo terá 2ª edição em fevereiro e contará com feira

Dando continuidade ao movimento de fomento ao mercado e à cultura do lúpulo no Brasil, o engenheiro agrônomo Rodrigo Baierle, da Lúpulos 1090, confirmou a 2ª edição do Festival Nacional da Colheita do Lúpulo. O encontro está previsto para acontecer entre os dias 25 de fevereiro e 1° de março de 2022, em Curitibanos (SC). E já gerou a criação de uma feira.

Durante o festival do próximo ano, Baierle, que lidera a organização, também vai realizar a 1ª Feira Brasileira do Lúpulo, com a expectativa de reunir 2 mil pessoas. “Preparamos muitas novidades para o próximo evento. O cronograma está recheado de atrações técnicas de renome nacional”. Além do engenheiro agrônomo, Romualdo Petters Pietrovski, da Lothbrok Cervejaria, também coordena a organização do evento pela segunda vez.

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Embora a primeira edição do festival tenha sido realizada durante a pandemia da Covid-19, o que limitou o número de participantes a 80 pessoas, Baierle avalia que o encontro, em fevereiro, foi satisfatório. “Fora isso, não interferiu em nada e tivemos pessoas do Brasil todo”, conta.

Segundo ele, justamente por isso, a expectativa para a próxima edição do Festival do Lúpulo será maior. “O público será em torno de 150 pessoas e com pacotes premium de acesso às palestras, visita à plantação, hotel, comida e bebida. Tudo incluso.”

Para o evento do próximo ano, o público terá mais atrações. A segunda edição do Festival Nacional da Colheita do Lúpulo, por exemplo, terá cinco dias, dois a mais do que a primeira. Além disso, as palestras técnicas serão realizadas em dois auditórios, com algumas delas ocorrendo simultaneamente.

A programação ainda está sendo finalizada, mas alguns detalhes já foram divulgados pelos organizadores. Para os participantes, além do workshop, estará disponível visitação a uma plantação de lúpulo, colheita, brassagem coletiva e muita comida, bebidas e atrações musicais. Os pacotes para o festival são individuais ou duplos e a acomodação ocorrerá no Gaboardi Park Hotel, um hotel quatro estrelas. E, como no evento deste ano, haverá translado para os participantes.

Confira abaixo a programação do Festival Nacional da Colheita do Lúpulo. E, para mais informações, entre em contato com Romualdo Petters Pietrovski no (47) 99734-3000.

Sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022
Recepção a partir das 15h no Gaboardi Park Hotel

Sábado, 26 de fevereiro de 2022
Café da manhã no hotel

9h às 12h – Palestra de abertura – Tema: Cultivo de Lúpulo – Engenheiro agrônomo Rodrigo Baierle (Produtor de Lúpulo, Proprietário da Empresa Lúpulos 1090 e Autor do Livro Cultivo de Lúpulo no Brasil). Local: Auditório Principal.

12h às 15h – Churrasco tradicional

15h às 18h – Tema: Aguardando definição – Douglas Merlo (BJCP Certified, Beersomelier, Homebrewer e Consultor). Local: Auditório principal.

15h às 18h – Tema: Programa de Melhoramento das Variedades Nacionais do Lúpulo – Engenheiro agrônomo Renan Furlan (Proprietário da Lúpulo Tropical). Local: Auditório 2.

11h – Feira e Festa Popular no Parque Municipal.

Domingo, 27 de fevereiro de 2022
Café da manhã no hotel

9h às 12h – Palestra de abertura – Tema: Colheita, Beneficiamento e Mercado de Lúpulo – Engenheiro agrônomo Rodrigo Baierle (produtor de lúpulo e proprietário da Empresa Lúpulos 1090 e autor do livro Cultivo de Lúpulo no Brasil). Local: Auditório principal.

12h às 15h – Churrasco Tradicional

15h às 18h – Visita a plantação da Fazenda Lúpulos 1090 e colheita.

A partir das 18h – Jantar na Fazenda Lúpulos 1090, com atração musical.

Segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022
Café da manhã no hotel

9h às 12h – Mesa redonda com os principais nomes do lúpulo nacional.

12h às 15h – Churrasco tradicional

15h às 18h – Tema: Aguardando definição – Marcos Odebrecht (Maltes Catarinense). 

15h às 18h – Tema: Adubação e irrigação – Engenheiro agrônomo Gabriel Fortuna (Brazuca Lúpulos). Local: Auditório 2.

18h – Festa de encerramento com atrações musicais.

Terça-feira, 1º de março de 2022
Café da manhã no hotel
9h às 12h – Tema: Humulus lupulus: A história que não te contaram – Duan Ceola. Local: Auditório principal.

Heineken traz cerveja Tiger ao país e reforça presença no segmento puro malte

Em busca do reforço da sua presença no segmento de puro malte no Brasil, a Heineken anunciou o lançamento da cerveja Tiger, uma das principais marcas globais do grupo. O rótulo chegará ao Sul do país em julho, entrando no mercado das regiões Sudeste e Nordeste em agosto.

A Heineken já estava presente no segmento puro malte no Brasil com a Amstel, que chegou ao país em 2015. Agora, então, o grupo amplia o seu portfólio nesse mercado que está em expansão, como destaca o seu CEO, Maurício Giamellaro. Não à toa, a Tiger está sendo tratada como principal lançamento do grupo no país em 2021.

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“O mainstream é hoje o maior segmento do mercado brasileiro de cerveja, responsável por cerca de 62% do volume. No último ano, as marcas puro malte ganharam mais espaço e relevância, crescendo 39%, segundo dados da Nielsen, mostrando que o brasileiro busca opções que combinem acessibilidade com qualidade”, aponta Giamellaro.

A Tiger foi lançada em Singapura, em 1932, e hoje está presente em mais de 50 países, tendo conquistado premiações em festivais internacionais como a World Beer Cup e a Australian International Beer Awards.

 “Estamos muito contentes com o lançamento e ele reforça o nosso compromisso com o consumidor. Tiger é uma das cinco principais marcas globais do grupo e vai somar muito ao portfólio do Brasil, não poderíamos estar mais felizes por isso”, acrescenta Giamellaro.

A Tiger será vendida pelo Grupo Heineken no Brasil em lata de 350ml, em garrafa de 600ml e em barril de 50 litros. E será produzida nas fábricas de Pacatuba, no Ceará, e Itu, em São Paulo. Além disso, há a expectativa de que ela seja consumida, principalmente, pelos young millenials, que hoje têm entre 18 e 24 anos.

“Tiger é uma cerveja que nasceu nas ruas de Singapura em 1932 e vem conquistando o mundo com coragem e otimismo. É uma marca urbana, voltada para as pessoas que encaram de frente seus desafios, sempre olhando o copo meio cheio. Tiger é uma cerveja para celebrar nossas conquistas. Para a marca, não importa de onde você vem, mas sim aonde você quer chegar”, comenta Renan Ciccone, diretor de marketing do Grupo Heineken.

Wäls junta cerveja e doce de leite em série que homenageia sabores de Minas

Uma das mais icônicas marcas de cerveja artesanal de Minas Gerais, a Wäls tem usado produtos e sabores reconhecidos como típicos do estado nas suas criações. E a última delas, lançada no mercado nesta sexta-feira, leva o doce de leite. Para isso, criou a Doce da Mata, segundo rótulo do projeto Wäls Expedições.

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A Doce da Mata combina o doce de leite Souvenir, da cidade de Tabuleiro, com a cerveja da Wäls. E tem sugestão de harmonização com queijo parmesão, dadinho de tapioca e até com chocolate branco, segundo o mestre-cervejeiro do Ateliê Wäls, Célio Gutstein.

“Juntamos duas delícias mineiras em uma novidade que tem gostinho de tradição. O resultado é uma cerveja bronzeada de corpo leve, com aroma e dulçor que se sobressaem. E como boa mineira, nossa cerveja harmoniza perfeitamente com a suavidade do queijo Minas e nos convida a revisitar a combinação clássica do queijo com o doce de leite”, aponta Gutstein.

A Doce da Mata está disponível a partir desta sexta em algumas das principais cidades da Zona da Mata e de regiões próximas, casos de Juiz de Fora, Barbacena, Cataguases, Ubá e Muriaé.

A cerveja com doce de leite faz parte do projeto Wäls Expedições, sendo que a primeira havia sido a Pequi do Norte – lançada em abril, ela foi inspirada no aroma e no sabor do pequi. Ainda em 2021, a marca artesanal de Belo Horizonte pertencente à Ambev pretende apresentar mais dois rótulos dessa coleção.

Sucesso em Maringá e muitos lançamentos: Os segredos da multicampeã Cathedral

Mesmo com menos de dez anos de história, a Cervejaria Cathedral conseguiu se posicionar como uma referência no segmento como vencedora de concursos. Algo confirmado agora em 2021, quando foi eleita pelo quarto ano consecutivo a melhor cervejaria do Concurso Brasileiro, prestigiosa premiação realizada em Blumenau (SC). Uma situação relacionada com a sua origem e a aceitação na cena de Maringá, a sua cidade, além da aposta em um portfólio diverso.

Em Maringá, é ampla a difusão e aceitação dos produtos locais pelos moradores, algo associado à grande produção e lançamentos de cervejas pela Cathedral. Em sua trajetória, são mais de 100 diferentes rótulos de cervejas oferecidos ao público.

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“Isso faz com que as cervejarias da cidade busquem sempre inovar e caprichar no desenvolvimento de suas cervejas”, explica Daniel Chaves Garcia da Silveira, engenheiro químico, idealizador e proprietário da Cathedral.

Afinal, também foi de Maringá o melhor brewpub do Concurso Brasileiro, o Sabores do Malte. E, para o proprietário da Cathedral, a cidade paranaense vem há tempos se destacando na produção de cervejas. Tanto é que a região abriga a Confraria dos Cervejeiros Artesanais de Maringá e Região (Concerva Maringá) e o Núcleo das Cervejarias de Maringá (Nucem), que possui 12 filiadas e tem a finalidade de representar os fabricantes de cerveja locais, desenvolver o mercado e transformar a cidade em um polo cervejeiro.

Na Cathedral, diferentemente do modelo adotado por diversas cervejarias, o planejamento de produção foi idealizado para a fabricação de diversos estilos de forma simultânea. A marca possui também bares próprios que precisam ser abastecidos com uma grande variedade de cervejas autorais.

“A facilidade na manutenção de um grande mix de produtos no portfólio possibilita o lançamento de itens variados, assim podemos explorar a criação de muitos tipos de estilos de cervejas diferentes”, aponta Daniel. “Todas elas passam por um rigoroso critério de coleta de dados ao longo de todo o processo, além de análises sensoriais. Dessa forma, conseguimos entender exatamente o que deu certo e o que deu errado, em cada receita.”

Segundo o engenheiro químico, com essas informações, o passo seguinte é buscar a estabilidade do perfil sensorial lote a lote, assim como a aceitação do público em geral. E isso tem rendido medalhas, como as 14 conquistadas na última edição do Concurso Brasileiro.

O resultado dos concursos expressa o zelo pela gestão da qualidade aliado ao trabalho de uma equipe dedicada e apaixonada por cerveja

Daniel Chaves Garcia da Silveira, proprietário da Cathedral

Com um portfólio que mistura cervejas de estilos clássicos com outros inovadores, a Cathedral assegura que as inscrições nos concursos são fruto dos produtos que estão em estoque, todos eles consumidos por clientes, em sua maioria em Maringá. O engenheiro revela que a relação com o público após cada título é sempre muito positiva. E ser reconhecida como a “melhor” certamente faz da marca uma referência.

“O Concurso Brasileiro de Cervejas é reconhecido pelo seu profissionalismo, aceitação e dimensão, pilares que sustentam sua credibilidade. Tal reconhecimento atrai atenção e curiosidade das pessoas, que consequentemente sentem vontade de consumir nossos produtos”, comenta Daniel.

Mudanças na pandemia
A pandemia da Covid-19 modificou todos os segmentos e impactou drasticamente os setores de bares e restaurantes e de eventos, principais destinos das cervejas da Cathedral. O proprietário da marca revela que a crise sanitária foi um grande empecilho para os planos de expansão da marca.

Entre as saídas encontradas para manter-se no mercado, a Cathedral recentemente inaugurou uma loja virtual, onde o cliente pode realizar o pedido de um kit com 6 growlers de 1 litro, tendo estilos variados à disposição, não pasteurizados, que saem da adega cervejeira e são entregues dentro de um recipiente térmico diretamente na residência dos consumidores.

No período anterior à pandemia, a marca possuía diversos e variados projetos de ampliação das atividades. Mas, dentro desta nova realidade, trocou o perfil “arrojado” pelo “conservador”. “Não somente nós, mas a grande maioria das cervejarias independentes sofreram muito e continuam sentindo na pele os efeitos deste problema que estamos enfrentando”, finaliza o proprietário da Cathedral.

Colorado lança Session IPA com maracujá para brasileiro encarar notícias surreais

A Colorado decidiu apostar no bom humor aliado ao maracujá em sua mais recente cerveja, com a intenção de permitir que o consumidor consiga encarar os momentos difíceis e as notícias surreais de um período complicado à humanidade. A marca do Grupo Ambev anunciou o lançamento da Kuyá, uma Session IPA que tem a fruta como seu principal ingrediente e vai chegar às lojas a partir de julho.

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A Kuyá fará parte do portfólio de rótulos fixos da Colorado, que conta também com nomes como Indica e Appia, entre outros. E, segundo a marca, a novidade apresenta aromas intensos de frutas tropicais, com cor dourada, 4% de graduação alcoólica e amargor de 30 IBUs.

“Trata-se de uma cerveja leve, refrescante, inspirada no bom humor dos brasileiros ao lidar com situações inusitadas. Ela vem para complementar o nosso portfólio e ser uma opção de Session IPA. A missão desse rótulo é confirmar que o brasileiro é a principal inspiração da Colorado”, comenta Daniel Carneiro, gerente de marketing da Cervejaria Colorado.

Na campanha de divulgação do lançamento da Kuyá, a Colorado usa, em diferentes propagandas, notícias consideradas surreais, como a de que gansos são usados como segurança e a de que um ladrão teve a bicicleta roubada enquanto realizava um assalto.

Com muito humor, assim, a ideia da Colorado é associar a dificuldade do brasileiro de encarar tais situações com uma cerveja que possui maracujá, fruta popularmente conhecida pelo seu poder tranquilizante.

Beats atende demanda por diversidade e lança coleção com temática LGBTQIA+

O mês de junho é marcado pela comemoração mundial do Orgulho LGBTQIA+ e pelos alertas sobre a importância do respeito à diversidade. A discussão sobre a liberdade afetiva é urgente e vem cada vez mais ganhando espaço em diversas vertentes da sociedade, além de ser reforçada pela atuação de diversas marcas, como a Beats, no segmento cervejeiro.

Em sua iniciativa mais recente, a Beats anunciou o lançamento da Love is in the Beats: uma coleção limitada, que chega para brindar o amor e pedir para as pessoas esquecerem as regras pré-estabelecidas sobre relacionamentos, apoiando a diversidade.

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Assim, a Beats atendeu a uma demanda antiga dos seus consumidores para que se posicionasse sobre a temática LGBTQIA+ e criasse produtos direcionados para este público, como revelado por Cauê de Souza, gerente de marketing da marca.

“Estamos sempre conectados aos nossos consumidores e, com o Studio Beats, conseguimos desenvolver com mais rapidez o que eles desejam. Pelas redes sociais, produtos com a temática LGBT são um dos mais pedidos”, destaca Cauê.

A coleção
A Love is in the Beats traz latas decoradas com diferentes personagens, o que permite ao consumidor criar diferentes tipos de casais. À venda na loja online da marca, a coleção, inclusive, é o primeiro projeto do Studio Beats, plataforma de inovação da marca.

A Beats anunciou também que todo o valor arrecadado com a venda da coleção será doado para a Casa Neon Cunha, ONG de acolhimento para pessoas LGBTQIA+ em situação vulnerável que atua em São Bernardo do Campo e no restante do Grande ABC paulista.

Entrevista: Conheça a artesanal que “não existe” e pôs o Acre no mapa da cerveja

O Acre não existe. A piada, muitas vezes de tom jocoso, pode ser explicada pelo isolamento do estado, que não possui ligação rodoviária com qualquer outro do Brasil. Adotada por parcela da população local, a brincadeira também virou slogan da primeira cervejaria acreana registrada no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Seringal Bier, de Rio Branco, como conta a sua sócia e mestre-cervejeira em entrevista ao Guia.

“A cerveja que não existe” é o slogan da Seringal Bier criada pela mestre-cervejeira Elisane Grecchi e seu marido, tendo sido registrada no Mapa em novembro de 2019. Para parte relevante do setor, porém, a sua existência só foi oficialmente notada em abril deste ano, com a divulgação do Anuário da Cerveja de 2020. Se tornou, assim, oficialmente, uma das 1.383 cervejarias registradas no país. E, principalmente, a única do Acre.

A formalização foi mais um passo na realização do sonho de Elisane, uma paranaense radicada no Acre desde 2006, onde teve dois filhos e fomentou a paixão pela cerveja. E, para torná-la um empreendimento, saía de lá para estudar, como relata nessa entrevista, voltando com o conhecimento que se transformaria, posteriormente, em produção caseira.

Os testes em panelas se transformaram na Seringal Bier, com os seus 6 estilos de cerveja, sendo 4 fixos – Cream Ale, Pilsen, Red Ale e American IPA – e dois sazonais – German Pils e Russian Imperial Stout. Mas Elisane não quer parar nisso.

Após encarar a pandemia do coronavírus logo nos primeiros meses de existência do empreendimento, ela agora trabalha com a ideia de criar uma marca mais popular, com o intuito de ampliar a cultura cervejeira no Acre. É a nova tarefa da “cerveja que não existe”.

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Ao Guia, ela relata esses planos, além de temas como os passos para a construção da Seringal e o cenário cervejeiro no Acre. Confira, abaixo, a entrevista com Elisane Grecchi:

Como foi a sua trajetória cervejeira até culminar no surgimento da Seringal Bier?
Sempre gostei muito de cerveja, da história que a envolve, e de gastronomia. Sou do interior do Paraná, mudei para o Acre casada, onde tive meus filhos. Foi o estado que me abraçou. Estou aqui há 16 anos. Foi aqui onde surgiu o interesse, onde comecei a produzir cerveja caseira, porque estava gastando demais com artesanais, pois só chegavam as importadas. Para produzir algo diferenciado, decidi tentar começar a fazer. Comprei os equipamentos, me interessei pelos estudos, começando a oferecer a produção para amigos e outras pessoas. E elas começaram a gostar, perguntando onde podiam comprar. Mas só fazia 50 litros e não sobrava muito.

E como essa “brincadeira” se transformou na Seringal Bier?
Meu marido passou a me dar muito incentivo para vender. Comecei a fazer cursos em São Paulo, no Rio Grande do Sul, e fui me apaixonando por esse universo. E a única coisa que queria fazer era cerveja. Disso tudo, surgiu a Seringal. Com esse nome, porque foi o estado que nos abraçou, e não é valorizado tanto quanto merece. O nosso slogan é “a cerveja que não existe”. É uma brincadeira que todos aqui fazem. E todo mundo adorou.

Qual foi a reação inicial do público no contato com a Seringal Bier?
Esperávamos que as pessoas demorassem a gostar, mas a resposta do público foi imediata, antes mesmo da pandemia. A nossa inauguração foi em novembro de 2019, assim como o registro no Mapa, embora só tenhamos figurado agora no anuário.  Somos um brewpub, com um espaço para 500 pessoas. Ampliamos o espaço apenas dois meses após a inauguração, pela demanda, comprando um terreno ao nosso lado. A produção antes da pandemia era, em média, de 15 mil litros/mês. Hoje, depende da demanda, em função da pandemia.

Como a Seringal Bier enfrentou a pandemia que eclodiu quando vocês tinham apenas alguns meses de trajetória?

Foi um desafio enorme, tínhamos apenas 4 meses de inauguração. Ficamos abalados no começo, planejando o que fazer. Fizemos cortes no que pudemos fazer, com renegociações. Esperamos que o pior tenha passado. E estamos voltando com bastante ânimo. Entramos nos maiores supermercados de Rio Branco há 3 meses. E estamos presentes em restaurantes e bares. Antes da pandemia, mandamos cervejas para Cruzeiro do Sul, uma parceria que ainda não foi retomada por causa da crise sanitária

A Seringal é a primeira cervejaria do Acre, mas como está o setor no Estado? E quais são os seus principais desafios?
Sei de umas 30 pessoas no Acre que produzem cerveja caseira, mas pode haver mais. Temos dificuldades de acesso aos insumos, pois o frete é muito caro, assim como para compra de equipamentos cervejeiros. E isso dificulta a disseminação da cultura cervejeira. A gente faz um planejamento de compra, mas o malte é o que mais pesa. A cerveja acaba encarecendo por causa do frete. Ainda assim, como vendemos na casa, conseguimos oferecer um preço acessível. Malte, lúpulo e levedura são importados, mas chegam através de uma importadora do Rio Grande do Sul, vindos de São Paulo.

Ainda não é tão comum ver mulheres empreendendo no setor cervejeiro. Encara isso como um desafio extra?

Como mulher, mestre-cervejeira que está empreendendo, nunca senti algum tipo de preconceito. Não quero que a cerveja seja vendida por ser feita por uma mulher. Quero que o produto seja bom. Espero chegar ao momento em que não choque por ser uma mulher que fez um prédio ou uma cerveja. Mas sei que isso ainda causa essas reações

A Seringal Bier conta com seis estilos, mas você tem um preferido? E quais são os próximos passos da produção de vocês?
Tenho dois estilos que gosto muito: a Russian Imperial Stout, que sei que pode ser considerada muito forte para o clima acreano, mas me encanta, e a American IPA. Mas também gosto de uma Pilsen bem feita. Temos a intenção de constituir uma nova marca, mais popular, para estar nos bares, na periferia e disseminar a cerveja. A gente é um peixinho, mas quer ter a oportunidade de chegar em mais estabelecimentos. Nesse caso, seria algo mais leve, uma Light Lager.

Ao mesmo tempo em que a Seringal é uma disseminadora da cultura cervejeira no Acre, como se dá o seu contato com esse universo?
Conheci gente no curso, professores, vendedores de equipamentos. Temos amigos, mestres-cervejeiros, que nos permitem uma troca legal de informações. Com as redes sociais, a gente não está mais sozinho. Do nosso lado, o brewpub facilita bastante, porque as pessoas podem ir direto até a fonte, veem como é a produção. E isso chama a atenção. Aos pouquinhos, a gente vai criando o conhecimento cervejeiro e introduzindo as pessoas a um mundo que elas ainda não conhecem.

Apoio à causa LGBTQIA+ une mais de 20 empresas do setor para criação de cervejas

A luta pelas causas da comunidade LGBTQIA+ uniu mais de 20 cervejarias brasileiras. Em busca de uma maior conscientização do setor, diversas marcas se juntaram através do projeto Brewing Love para a criação de receitas exclusivas, que vão levar o rótulo da campanha e referências às cores do arco-íris.

A Brewing Love foi lançada no mês em que se celebra o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+. E envolve as seguintes cervejarias: Octopus, que lidera o movimento, Ambev, Unicorn, Bernargriê Brewing Co., Cara Preta Cervejaria, Captain Brew, Dádiva, Escafandrista, Everbrew, Japas Cervejaria, KSB, KUD, Libertária, Mesopotâmia, MinduBier, Prussia Beer, Salvador, Sigilo Total, Spartacus, Suméria, Suricato Ales, Tarin Cervejaria, Under Tap, Verace e Espaço 09.

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“Entendemos que o mais importante do projeto é abrir e garantir espaço para debater questões que atravessam a experiência de ser LGBTQIA+ no Brasil. Nosso objetivo é unir o maior número de cervejarias ao Brewing Love Project, criando um movimento colorido, plural e agregador, que reforça a diversidade e abraça a singularidade”, explica Walter Costa, designer do projeto visual da campanha e analista de marketing da Cervejaria Octopus.

Agora, então, essas cervejarias vão desenvolver suas próprias bebidas, com receitas de estilos, famílias e ingredientes diferentes para serem vendidas em todo o Brasil. E parte do lucro obtido com a venda será destinado a instituições de acolhimento, proteção e inclusão da população LGBTQIA+.

Marjorie Inoue, coordenadora de produção da Unicorn, destaca a importância das marcas se posicionarem, ajudando a construir um segmento que fique marcado por ter um ambiente de diversidade.

Para nós, a importância da representatividade no mundo cervejeiro com a comunidade LGBTQIA+ é que, neste mercado predominantemente heteronormativo, é preciso romper barreiras para que consigamos criar um ambiente e um futuro inclusivo, mostrar para todos a importância de enxergar consumidores e profissionais como semelhantes

Marjorie Inoue, coordenadora de produção da Unicorn

As participantes do projeto esperam que as primeiras cervejas sejam envasadas e colocadas à venda para o público ainda em junho, com os detalhes sobre ONGs e movimentos apoiados, além de onde comprar as bebidas, podendo ser encontradas no site da iniciativa liderada pela Octopus e nas redes sociais das integrantes da Brewing Love. Destacam, porém, que a iniciativa não se resume ao Mês do Orgulho LGBTQIA+. Até por isso, garantem que a ação está aberta para a entrada de outras marcas.

“Essa iniciativa mostra que o mercado cervejeiro, embora tenha um longo caminho a percorrer, está aberto para todas as pessoas que desejam fazer parte dele. O respeito deve sempre prevalecer”, destaca Paula Guedes, mestre-cervejeira e gerente de consumer science da Ambev.