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 Hop Capital Beer conquista principais categorias no Prêmio Beba Brasília

A Hop Capital Beer foi a principal cervejaria lembrada pelos consumidores no Prêmio Beba Brasília. Inaugurada em março deste ano, a marca faturou nada menos do que três das sete categorias da disputa.

Na principal delas, a de cervejaria favorita dos brasilienses, a Hop Capital foi a mais votada – em seguida vieram a Corina e a  Stadt. A estreante também conquistou o prêmio de estabelecimento e de cerveja favoritas do público, com sua West Coast, uma American Índia Pale Ale com 5,8% de teor alcoólico e 67 IBUs.

Foi, ainda, a segunda mais lembrada na categoria estabelecimento mais frequentado – atrás do  Godofredo Bar – e a terceira na cervejaria mais conhecida.

Criado no ano passado pelo beer sommelier Euller Barros, do projeto Cinema e Cerveja, o Prêmio Beba Brasília busca incentivar o crescente mercado de artesanais na capital, que saltou de uma cervejaria registrada em 2016 para mais de 30.

“O Prêmio Beba Brasília visa atender dois objetivos: divulgar esta pujante cena cervejeira para o público da cidade e reconhecer as marcas que mais se destacaram no ano”, explica Euller.

Mais de três mil pessoas participaram da votação online realizada durante 30 dias. A segunda edição recebeu apoio da Associação das Cervejarias do Distrito Federal (Abracerva-DF) e integrou a importante Semana da Cerveja Artesanal Independente.

Já os premiados foram anunciados durante o Festival Beba Brasília 2018, evento organizado no sábado para celebrar o ano cervejeiro do Distrito Federal. A festa ocorreu na Corina e teve 16 opções de chopps das cervejarias de Brasília.

Confira, a seguir, os mais votados nas 7 categorias do Prêmio Beba Brasília.

Cervejaria favorita do público
1º Lugar — Hop Capital Beer
2º Lugar — Corina Cervejaria
3º Lugar — Stadt Cervejaria

Cerveja favorita do público
1º Lugar — Hop Capital Beer — West Coast IPA
2º Lugar — Godofredo Bar — IPA 408 Norte
3º Lugar — Corina Cervejaria — FIAPO

Cervejaria mais conhecida — Top of Mind
1º Lugar — Stadt Cervejaria
2º Lugar — Corina Cervejaria
3º Lugar—Hop Capital Beer

Melhor Identidade Visual
1º Lugar — Cervejaria Metanoia

Estabelecimento favorito do público
1º Lugar — Hop Capital Beer
2º Lugar—Godofredo Bar
3º Lugar — Corina Cervejaria

Estabelecimento mais frequentado — Top of Mind
1º Lugar — Godofredo Bar
2º Lugar — Hop Capital Beer
3º Lugar — Corina Cervejaria

Estabelecimento com melhor Atendimento/Serviço Cervejeiro
1º Lugar — Publican Bar

Cerveja entre povos: Odin une culturas viking e inca na Palo Santo

A cultura viking, uma árvore vista pelos incas como sendo detentora de poderes místicos e uma cerveja. Esses elementos foram unidos pela cervejaria Odin com o lançamento da Palo Santo Viking Imperial Stout, uma bebida curtida na famosa madeira peruana Palo Santo, que é utilizada em rituais de purificação.

O Palo Santo é usado como incenso em rituais sagrados desde a época dos incas e sua utilização tinha o foco de purificação. A sua árvore é nativa do México, na Península de Yucatán, do Peru e da Venezuela, também sendo encontrada em outras regiões da América Latina.

Flávio Haas, um dos sócios da Odin, revela que a inspiração pelo inusitado componente veio em casa, ao utilizar a madeira sagrada como aromatizante de ambientes, o que lhe despertou uma curiosidade sensorial, algo comum no inventivo mundo das cervejas artesanais.

“Certa vez estava degustando a nossa Viking Imperial Stout, ainda como cervejeiro caseiro em 2014, e ao acender o Palo Santo fiquei curioso para saber como ficaria ao ser utilizado na maturação da cerveja. Fui pesquisar para verificar se existia algum risco à saúde ou algo parecido e descobri que o Palo Santo já havia sido utilizado pela Dogfish Head [cervejaria norte-americana]. A partir daí, comecei os experimentos”, afirma.

E a Odin espera que, assim como acontece com o Palo Santo, a sua cerveja também desperte boas sensações e vibrações nas pessoas. “Assim como os incensos no hinduísmo, a purificação trazida pelo Palo Sato busca canalizar as energias positivas e criativas e combater energias negativas”, lembra Flávio, que considera a Palo Santo a melhor cerveja já produzida por ele.

Lançada durante o Mondial de La Bière Rio, em setembro, a Palo Santo é uma Imperial Stout com graduação alcoólica de 10% e 55 IBUs.

Cervejaria viking
Se um ritual muito utilizado na cultura inca serviu de inspiração à Palo Santo, o surgimento da cervejaria localizada na região Serrana do Rio, em Itaipava, com produção de quase 7 mil litros mensais, veio de outro importante povo na história da humanidade, mas de uma tradição e um período bem distantes: os vikings.

Foram eles que invadiram, exploraram e colonizaram grandes regiões da Europa e das ilhas do Atlântico Norte entre o fim do século VIII até o século XI. E, especialmente, foram eles também que sempre tiveram seus festejos marcados pela presença da cerveja.

Flávio Haas, um dos sócios da “cervejaria viking”

“A cultura e religião viking são extremamente ricas e de profundo enriquecimento espiritual quando bem estudadas”, explica Flávio. “Eu e meu sócio, Felipe Rabah, ao iniciarmos nossa busca por um nome para nossa cervejaria, chegamos ao nome ‘Odin’, conhecido como o ‘pai de todos’, que representa a figura do pai de todos os deuses da cultura nórdica.”

Para os vikings, segundo explica a marca, a cerveja era uma bebida servida durante as refeições, sempre presente em cultos, reuniões e solenidades, quando os convidados acumulavam em um único vaso todo o líquido trazido de casa. As festividades só terminavam quando a cerveja acabava.

Já as celebrações dedicadas a Odin não podiam ser frequentadas por pessoas que não tivessem tomado grandes doses de cerveja. A  maior honra que um viking poderia ter, aliás, era ser aceito no palácio de Odin para beber cerveja à vontade.

A cervejaria procurou manter essa tradição apostando em uma bebida rústica, com envolvimento de toda cultura viking, com aparatos, ornamentos e imagens relacionadas, como copos em formato de chifre, canecas de madeira, estandes com panos e flâmulas, equipe com vestimenta típica, chapeis de chifres e torneios de força e bebida, entre outros atrativos.

“Entendemos, assim, que nossa cerveja já nasceria abençoada e representaria todo lado desbravador da cultura e religião viking, trazendo sempre cervejas com grande drinkability e acessíveis para todos aqueles que desejem beber o líquido sagrado de Odin”, acrescenta o sócio.

Assim, ainda que lide com duas culturas completamente distintas, Flávio garante ser possível, sim, dizer que a Palo Santo una os universos vikings e incas. Tudo em uma garrafa de cerveja. “A ideia da utilização desta madeira e a sua ligação com a Odin vêm do lado espiritual e de purificação, independentemente das diferentes culturas, uma vez que este é o cerne da criação da nossa marca.”

Infográfico: Onde estão concentradas as artesanais no Brasil

O setor cervejeiro está de vento em popa. Nesse mês, um levantamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) mostrou que o crescimento do setor continua em ritmo acelerado. Assim, o país chegou a 835 cervejarias registradas. Trata-se de um crescimento de 23% nos primeiros 9 meses de 2018, embora a concentração ainda seja desigual.

O resultado vem após anos de crescimento significativo na última década. Na análise do diretor da Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM), Carlo Bressiani, os números não deixam dúvidas: a artesanal não é uma tendência, e sim um setor consolidado e em expansão.

“Os números apresentados trazem uma visão bastante positiva tanto sob o ponto de vista de representatividade quanto no que tange as possibilidades de ocupar espaços que ainda não estão cobertos pelo segmento”, explica ele.

No entanto, o estudo mostra um setor ainda mal distribuído. “Os estados do Sul e do Sudeste ainda reúnem mais de 80% dos negócios desse segmento no país e em regiões muito específicas mesmo dentro desse universo”, avalia Bressiani, que ainda enxerga potencial para crescimento país afora. “Além dos estados do Centro Oeste, Norte e Nordeste, dentro dos grandes eixos é possível expandir a atuação de cervejarias”.

Assim, para ilustrar esse desequilíbrio, é possível fazer uma conta simples: nas regiões com maior concentração, há uma cervejarias para cada 70 mil habitantes. Se essa média se repetisse em todos os estados, o Brasil teria quase 3 mil fábricas. “Entendo que é mais uma motivação para que o setor aponte para o alto e adiante”, conclui Bressiani.

Onde ficam
Segundo o levantamento, a concentração se dá nas principais regiões metropolitanas das capitais nacionais. Além delas, os entornos de algumas cidades são bastante profícuos. Os polos mais aquecidos são os de Nova Lima-MG, Caxias Do Sul-RS, Nova Friburgo-RJ, Sorocaba-SP, Juiz De Fora-MG, Ponta Grossa-PR, Joinville-SC, Petrópolis-RJ, Blumenau-SC, Ribeirão Preto-SP, Farroupilha-RS, Novo Hamburgo-RS, Aparecida De Goiânia-GO, Pinhais-PR, Santa Cruz Do Sul-RS e Campinas-SP.

Veja os números do mercado brasileiro no gráfico preparado pelo Guia da Cerveja:

REgiões Sul e Sudeste concentram cervejarias brasileiras

Anne, cervejeira caseira do Piauí, vence reality da Eisenbahn

A nona edição do concurso e reality show Eisenbahn Mestre Cervejeiro terminou com uma boa supresa: a vencedora foi uma mulher, de longe dos grandes focos da cultura etílica nacional. A cervejeira caseira Anne Galdino, técnica em informática de Teresina, teve sua Berliner Weisse escolhida por unanimidade pelos jurados do programa e outros especialistas convidados para a final.

Na final do programa, que reunia dez cervejeiros caseiros selecionados dentre milhares de candidatos, a Berliner Weisse de Anne venceu a dura disputa contra a receita do carioca André Aguilera. Ao longo do programa, os dois finalistas desbancaram os concorrentes em provas que testavam o conhecimento sobre cervejas e estilos, a habilidade técnica na produção e – como todo reality show – demandavam um pouco de sorte.

Anne começou a explorar o universo de cervejas diferenciadas em 2010, enfrentando a dificuldade de encontrar rótulos que fossem além das lager produzidas por gigantes da cerveja. Como a maioria dos cervejeiros caseiros, sua primeira brasagem não foi o que se pode chamar de um sucesso.

A premiação vem em forma de reconhecimento da qualidade de seu trabalho. A receita de Anne vai ser produzida pela Eisenbahn. Além de assinar o novo rótulo, ela ganhou um curso do Instituto da Cerveja Brasil (ICB) e uma viagem para a Alemanha, para conhecer cervejarias de lá.

Já na edição do último episódio da série, que foi ao ar na noite de domingo, no Multishow, Anne demonstrava ter consciência do tamanho de sua façanha. Ela afirmou que sua vitória no reality seria um marco na participação feminina na indústria cervejeira nacional, e que poderia servir como incentivo para muitos novos aventureiros no universo da cerveja. André Aguilera, o segundo colocado, também reconheceu que sua trajetória – ele é autodidata – é a prova de que todos podem fazer cerveja de qualidade. Em entrevista ao Guia no início do reality, a apresentadora Titi Muller previa uma ótima participação feminina no programa.

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Elas passarão: Uma conversa com Titi Müller sobre o Mestre Cervejeiro

Brasil fatura os 2 principais prêmios da Copa Cervezas de América

A semana se iniciou com excelentes notícias para o mercado nacional. As cervejarias brasileiras brilharam na Copa Cervezas de América, a principal competição do continente e uma das dez maiores do mundo, realizada em Santiago, no Chile. Os dois principais prêmios da disputa – o de melhor cerveja da América e o de melhor cervejaria Americana – ficaram para marcas do país.

A Wäls, de Belo Horizonte, foi a grande campeã ao conquistar o prêmio de melhor cervejaria do continente. E a Pratinha, de Ribeirão Preto, também obteve enorme feito ao levar o título de melhor cerveja da América, com a La Culotte De La Duchesse, uma Flanders Red Ale.

Não bastassem as conquistas dos dois principais prêmios, as cervejarias brasileiras lideraram o quadro com 67 medalhas entre ouro, prata e bronze. Em seguida vieram a Argentina, com 42, Chile, com 18, e Estados Unidos, com 13.

Ao todo, 1.685 cervejas participaram do concurso às cegas, realizado durante três dias. “Cada país, por meio das cervejas, trouxe para a Copa a sua própria identidade”, conta Daniel Trivelli, presidente e cofundador do campeonato.“

Confira, a seguir, as principais premiadas da Copa Cervezas de América:

CERVEJARIA GANHADORA DE AMÉRICA OURO
Wäls (Brasil)

CERVEJARIA GANHADORA DE AMÉRICA PRATA
Pratinha (Brasil)

CERVEJARIA GANHADORA DE AMÉRICA BRONZE
Astor Birra (Argentina)

CERVEJARIA GANHADORA DE AMÉRICA BRONZE
Canal Street Brewing Co, LLC d/b/a Founders Brewing Co. (Estados Unidos)

MEJOR CERVEZA AMERICANA ORO
Culotte De La Duchesse (Brasil)

MEJOR CERVEZA AMERICANA PLATA
Feral One (Estados Unidos)

MEJOR CERVEZA AMERICANA BRONCE
Concordia (Equador)

Capital da cerveja: Brasília recebe 2 eventos essenciais à artesanal do país

Iniciada na última sexta-feira, a Semana da Cerveja Artesanal Independente prossegue em Brasília até o próximo domingo com uma série de atrações. E uma das principais começa nesta quarta: a Copa Cerveja Brasil, o primeiro concurso exclusivo para marcas independentes do país.

A Copa Cerveja Brasil, assim como a Semana da Cerveja Artesanal Independente, é organizada pela Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva). E, de acordo com Carlo Lapolli, presidente da entidade, o número de rótulos inscritos superou a previsão.

Carlo Lapolli

“Vão ser avaliadas 550 cervejas”, afirma Lapolli ao Guia da Cerveja, também destacando o ineditismo dessa disputa, por não envolver marcas que possuem ligação com investidores multinacionais e que traz cervejas com produção inferior a 500 mil litros por mês. “É o primeiro concurso independente, então não tem a presença de grandes grupos, que não se enquadram no nosso estatuto”, explica.

A Copa Cerveja Brasil será concluída no domingo. Além das cervejas premiadas com medalhas de ouro, prata e bronze, também haverá prêmios de Best Of Show (primeira, segunda e terceira cerveja com maiores notas, independentemente do estilo). Também serão coroados a cervejaria, o brewpub e a cigana do ano, de acordo com a avaliação dos rótulos.


Semana da Cerveja

Além da Copa Cerveja Brasil, a Semana da Cerveja Artesanal Independente já teve diversas outras atrações, que seguirão até o dia 21, com lançamento de rótulos, workshops e harmonizações, além de visitas guiadas a fábricas.

Com uma agenda recheada de eventos, a expectativa da Abracerva é de atrair um público que ainda não tem muito contato com as artesanais. “Isso acaba ajudando a divulgar a cerveja artesanal para quem não conhece, que é a grande maioria da população”, comenta Lapolli.

A semana, aliás, vem em momento oportuno. O crescimento do mercado de artesanais, visto no evento em Brasília e também na enorme participação de rótulos da Copa Cerveja Brasil, aponta para mudanças na lógica do consumo que eram impensáveis há alguns anos. E é exatamente isso que a Abracerva espera fomentar.

“Na minha geração, eu, que tenho 43 anos, tinha quatro ou cinco cervejas na prateleira. Na geração do meu filho, que tem 20 anos, a prateleira está cheia de cerveja artesanal”, pontua Lapolli.

“Quando chegar a hora dele bancar o próprio consumo, terá um hábito completamente diferente”, acrescenta o presidente da Abracerva, destacando a importância cultural que eventos como a Copa Cerveja Brasil e a Semana da Cerveja Artesanal Independente podem ter para aumentar o público consumidor das cervejas artesanais.

Varejo foca em cerveja, e água lupulada chega ao mercado

A rede Pão de Açúcar, uma das pioneiras entre as grandes redes do varejo na valorização da cerveja artesanal brasileira, deu início nessa semana a terceira edição de seu Festival de Microcervejarias. Durante o mês estarão nas gôndolas de lojas da rede em todo o Brasil rótulos de oito cervejarias artesanais. A ideia do GPA é dar visibilidade e oferecer a preços competitivos produtos de marcas que costumam estar disponíveis apenas em varejos menores e mais especializados em artesanais.

Participam dessa edição 8 cervejarias, Verace, Hoffen, Lund, Bierland, Prime Bier Old, Three Monkeys, Kremer e Zehn. Cada uma delas com com até 5 rótulos, que ficarão disponíveis nas gôndolas da rede até o final de outubro. Em paralelo, um portal da ação traz informações sobre as empresas e produtos participantes. Nele, o consumidor interage votando na melhor cervejaria dentre as selecionadas. No dia 5 de novembro serão anunciadas a melhor cervejaria e a mais vendida do período, que serão comercializadas pela rede de varejo por um ano.

Confira os detalhes e perfil das participantes no link:

www.paodeacucar.com/festivaldemicrocervejaria.

Oktober Extra

Outra marca do mesmo grupo, o Extra, também tem ação com foco em cerveja em outubro: o Oktober Extra. Entre os dias 11 e 24 de outubro, clientes da rede encontrarão mais de 80 rótulos de cervejas nacionais e importadas com até 30% de desconto. A ação se estende também para o aplicativo da marca: clientes do programa de fidelidade Clube Extra poderão ativar no app descontos adicionais em uma promoção “leve 10, pague 6” em rótulos de diferentes estilos.

Para seu Oktoberfest, o Extra produziu em parceria com a Blondine sua própria Marzen, um dos estilos da bebida mais comuns na festa alemã, de aroma suave e maltado, espuma densa e textura cremosa. Além das cervejas especiais, produtos alemães típicos como linguiças, salsichas e salsichões, estarão em evidência durante a ação.

H2HOP

A Cervejaria Araucária lança a primeira água com lúpulo do Brasil, Depois de um pequeno lote experimental, a H₂OP,chega com o objetivo de aproveitar o frescor e sabor obtidos com a combinação entre água gaseificada e infusão de lúpulos americanos. Além disso, segundo os idealizadores, ela deve proporcionar os efeitos antioxidante, antisséptico e calmante da ingestão do lúpulo. É uma bebida sem calorias, açúcar, glúten e não é alcoólica. A bebida é encontrada em latas de de 350 ml, e sua distribuição deve começar pelo Paraná e São Paulo. (

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Jogo compara 50 estilos de cerveja em busca do melhor

A partir de hoje, aquela velha e inócua discussão de qual é o melhor estilo de cerveja tem uma maneira muito boa de ser resolvida: nas cartas. O Super Brejas é um jogo de cartas que põe 50 estilos em confronto e ajuda a decidir de maneira divertida “quem é quem” no mundo da cerveja.

Ele funciona basicamente como o famoso Supertrunfo, muito popular nas últimas décadas do século XX, em que os jogadores confrontam suas cartas disputando quem leva a melhor em determinados atributos. No caso das cervejas, cada uma das cartas representa um estilo diferentes, e a disputa leva em conta os quesitos “ano de invenção” do estilo, cor (Standard Reference Method), amargor (IBU), teor alcoólico (ABV) e gravidade original (OG), que dá a dimensão de sua viscosidade.

O jogo foi desenvolvido pelo casal de publicitários paulistanos Carolina Modaneze e Gabriel Calou, fundadores da startup criadora de jogos Fagulha, e foi lançado no começo do ano. Ele nasceu da condição de curiosos e apreciadores iniciantes de cerveja artesanal dos idealizadores, que há anos se dedicavam a formular jogos corporativos. “Quando decidimos fazer nossos próprios jogos, pensamos em fazer um jogo que não exigisse apoio de outros e que fosse de um tema que gostamos”, conta Carol. O crescimento exponencial do mercado de cervejas artesanais também teve peso na escolha do rumo do jogo.

Por um mês e meio, Carol deixou sua curiosidade falar mais alto e pesquisou a fundo a história e as receitas dos 50 estilos. Ela mergulhou em fontes bibliográficas como o Beer Judge Certification Program (BJCP), a bibliografia do autor britânico Michael Jackson e sites especializados em história da cerveja, como o Zythphile, do também britânico Martyn Cornell. “Tive bastante trabalho com as datas, porque há controvérsias sobre muitas delas”, conta ela. Todos os estilos presentes no jogo constam da lista da BJCP  inclusive Catharina Sour, criado no Brasil e recentemente catalogado.

O jogo foi pensado, a princípio, para ser interessante para o público de cervejeiros caseiros, proporcionando . “O jogador pode pegar a carta e ver se a cerveja que ele está fazendo está dentro do esperado para o estilo”. Depois de lançado, o Super Brejas se mostrou interessante também para um público iniciante na cultura cervejeira artesanal.

“É um jogo super rápido, fácil. Recebemos feedback de iniciantes que, depois que começaram a jogar, passaram a ter mais atenção e a perceber mais características sensoriais das cervejas”.

A abordagem lúdica e leve do universo da cerveja proposta pelo jogo, segundo ela, tem sido bem recebida no meio cervejeiro. “Já fomos convidados a falar em eventos sobre cerveja de uma maneira mais divertida, que não fosse uma degustação ou uma aula, mas sim de curiosidades e dados sobre a cerveja, o que tem a ver com o que a gente acredita.

Hoje o Super Brejas é encontrado em unidades das redes de lojas de insumos Olec e Lamas, bem como pelo site do próprio jogo e em algumas cervejarias das regiões Sul e Sudeste. O preço do baralho é R$44,90, e trata-se de um produto destinado ao público adulto.

Veja no vídeo como funciona o Super Brejas:

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Lançamento da Outubro Rosa, festa em Joinville: 5 eventos para o feriado

 

Lançamento da Outubro Rosa, festa em Joinville: 5 eventos para o feriado

O feriado nesta sexta-feira, em celebração ao dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, permitiu um fim de semana prolongado e que pode ser muito bem aproveitado pelos cervejeiros. São diversas atrações, com destaque para o lançamento de cerveja alusiva ao Outubro Rosa. Confira esse e mais quatro eventos selecionados pelo Guia da Cerveja para você aproveitar os próximos três dias:

Outubro Rosa
A witbier Outubro Rosa será lançada neste sábado, no Bar da Avareza, em São Paulo. O evento contará com discotecagem e show da banda de rock Keep Fire, além da venda da artesanal – uma witbier com framboesa – do rótulo produzido pela Dádiva. A entrada é gratuita para quem chegar ao bar até as 20 horas. Parte do valor da venda da cerveja será revertida para duas instituições que trabalham com a prevenção, diagnóstico precoce e suporte às pacientes com câncer de mama.
Local: Bar da Avareza – Rua Augusta, 591 – São Paulo

Festa em Joinville
A atração para o fã de cerveja em Joinville é a Bierville, que vai desta quinta-feira até domingo. Na sexta e no sábado, serão realizados workshops cervejeiros com os temas “Técnicas de degustação – aprenda a degustar cerveja especial”, “Introdução à cultura cervejeira”, “Marketing cervejeiro” e “Harmonização com cerveja”, além da mesa redonda “Qual a identidade da cerveja brasileira”. Já a festa conta com 19 cervejarias, que comercializarão cerca de 80 rótulos, além de 11 pontos de alimentação. Haverá apresentações de bandas de música alemã da região e de grupos folclóricos.
Local: Expoville – Rua 15 de Novembro, 4315 – Joinville

Festival em Novo Hamburgo
Iniciado em 4 de outubro, o Festival de Cervejas Artesanais prossegue em Novo Hamburgo até o domingo, na Fenac. O evento está em sua quinta edição na cidade gaúcha e ocorre paralelamente à Feira da Loucura por Sapatos. São mais de 80 rótulos de cervejas de 24 artesanais da região. O festival conta com lançamentos de marcas, diversas opções gastronômicas e shows musicais de estilos variados.
Local: Primeiro andar dos pavilhões da Fenac – Avenida Nações Unidas, 3825 – Novo Hamburgo

Hamburgada da Invicta
A Cervejaria Invicta realiza nesta sexta-feira, a partir das 11 horas, a quarta edição da sua Hamburgada no seu novo bar em Ribeirão Preto. Além das diversas opções de hambúrgueres na chapa, haverá chope e cerveja artesanal, incluindo a sazonal Pumpkin, de volta ao mercado após o sucesso de 2017.
Local: Cervejaria Invicta – Avenida do Café, número 1.881 – Ribeirão Preto

Barba – e cerveja de graça
No clima da Oktoberfest, o bar e barbearia Navalha, Beer & Co, com duas unidades em Curitiba, faz uma promoção até sábado aos seus clientes: quem cortar o cabelo e fizer a barba ganha uma cerveja Patagônia. O local conta com uma carta de cervejas de mais de 50 rótulos, com artesanais e marcas como Colorado e Eisenbahn.
Local: Navalha, Beer & Co. – Rua Martin Afonso, 1059 / Praça da Espanha – Rua Saldanha Marinho, 1560

7 demandas da Abracerva para deputados estaduais e federais

A Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) criou uma interessante iniciativa para as eleições de 2018. Buscando construir um cenário mais adequado ao setor nos próximos anos, que vem crescendo dois dígitos apesar dos entraves políticos, a associação estabeleceu uma série de demandas para serem apresentadas aos deputados estaduais e federais.

Segundo estimativa da associação, as cervejarias artesanais independentes geram 15 vezes mais emprego por litro produzido que as grandes marcas. “Lembramos ainda que mesmo com a situação econômica atual do país, e com uma carga tributária esmagadora de 60% em média, são empresas que estão encontrando formas de se manter e de investir no segmento”, afirma a entidade em documento assinado por seu presidente, Carlo Lapolli, e diretor de relações institucionais, Alberto Nascimento.

Alguns candidatos, inclusive, já se comprometeram com as pautas da Abracerva (veja aqui). A entidade reforça, ainda, que “cada vez mais as portas se mostram abertas, e temos angariado simpatia de nossa causa por diversos deputados, senadores, e outros agentes públicos, independentemente de qualquer bandeira partidária”.

Se você tem contato com qualquer deputado eleito, não deixe de apresentar as pautas.

Confira, a seguir, as 7 demandas da Abracerva para deputado estadual:
1- Apoio à proposta de inclusão das cervejarias artesanais independentes em espaços e eventos patrocinados pelos cofres públicos, evitando que haja monopólio das grandes cervejarias em eventos apoiados pelo Estado, e permitindo o fomento das cervejarias artesanais locais.

2- Apoio à revisão da legislação federal concorrencial com a proibição do abuso do poder econômico por parte das grandes cervejarias, e vedação das práticas de compras de exclusividade nos pontos de venda.

3- Apoio ao projeto já aprovado no Senado Federal de inclusão do ICMS ST na metodologia de apuração do Simples.

4- Apoio à redução do ICMS e ICMS ST nos Estados para as cervejarias artesanais independentes, revendo políticas de pauta fiscal e MVA de acordo com a realidade desse setor.

5- Apoio à revisão da metodologia perversa do ICMS ST que encarece em até 80% o valor da cerveja artesanal independente e dificulta a venda de cervejas artesanais para fora dos estados de produção. Metodologia essa que privilegia as grandes cervejarias em função de estratégias de pauta fiscal e dos incentivos fiscais, criando um abismo entre os preços praticados pelas grandes e pelas pequenas. Acreditamos que a diferença de preço entre um produto fabricado por uma microempresa e o produto fabricado por um grande grupo deva se resumir aos ganhos de escala, e não ao fato da tributação.

6- Apoio à Reforma Tributária Geral.

7- Apoio à revisão das legislações municipais e estaduais de regulamentação da instalação de microcervejarias e brewpubs no que diz respeito à adaptação dessa legislação para a realidade desses modelos de indústria.

E as 7 demandas para deputado federal:
1- Apoio à ampliação dos limites do Simples para as indústrias, conforme a proposta original do Sebrae, e a correção anual destes limites.

2- Apoio ao projeto de redução de tributos federais para cervejarias que produzem até 10 milhões de litros de cerveja anuais (PL 5405/16 na Câmara Federal).

3- Apoio à revisão da legislação federal concorrencial com a proibição do abuso do poder econômico por parte das grandes cervejarias, e vedação das práticas de compras de exclusividade nos pontos de venda.

4- Apoio ao projeto já aprovado no Senado Federal de inclusão do ICMS ST na metodologia de apuração do Simples.

5- Apoio à redução do ICMS e ICMS ST nos Estados para as pequenas cervejarias artesanais.

6- Apoio à revisão da metodologia perversa do ICMS ST que encarece em até 80% o valor da cerveja artesanal independente e dificulta a venda de cervejas artesanais para fora dos estados de produção. Metodologia essa que privilegia as grandes cervejarias em função de estratégias de pauta fiscal e dos incentivos fiscais, criando um abismo entre os preços praticados pelas grandes e pelas pequenas. Acreditamos que a diferença de preço entre um produto fabricado por uma microempresa e o produto fabricado por um grande grupo deva se resumir aos ganhos de escala, e não ao fato da tributação esmagadora sofrida pelos pequenos.

7- Apoio à Reforma Tributária Geral.