Se você pretende ir embora para Pasárgada e ser amigo do rei, saiba que não será o primeiro – ou o segundo, se considerarmos o alter-ego de Manuel Bandeira – a realizar o feito. Pois duas amigas mineiras acabam de consagrar a trajetória: abriram uma cervejaria no condomínio Pasárgada, em Nova Lima (MG), depois de ficarem amigas de Marco Falcone, um dos “reis” da cerveja artesanal brasileira.
O resultado da poética jornada foi o surgimento da Amigas do Rei Cervejaria, nova marca que ingressa no mercado mineiro sob a coordenação de duas pupilas de Falcone, Carolina Campos e Raquel Velloso.
E o primeiro rótulo da cervejaria já chegou informalmente ao mercado. Trata-se obviamente da Pasárgada, uma Brut IPA clara, refrescante, com 7% de teor alcoólico e 24 IBUs.
“Em 2019 vamos lançar oficialmente, mas ela já está circulando no mercado cervejeiro no intuito de ajustar cada dia mais a receita, conforme o retorno que estamos tendo do mercado e de amigos cervejeiros”, conta Carolina Campos ao Guia, acrescentando que elas já pensam em um segundo rótulo, embora ainda não esteja definido.
Lançada há pouco mais de dois meses e com produção mensal de 200 litros, a Brut IPA foi brassada com a presença de Marco Falcone e a coordenação de seu filho Max, um dos nomes essenciais do processo de remodelação da Falke Bier, icônica cervejaria mineira que ajudou a impulsionar a artesanal brasileira. “Isso para nós foi um grande privilégio e de grande importância para iniciarmos no mercado cervejeiro.”
Falcone, aliás, teve influência direta no surgimento da marca: foi em uma conversa informal em seu pub que as amigas tiveram a ideia da cervejaria. Não à toa, a sala de brassagem da Amigas do Rei leva o nome de Marco Falcone.
O poeta e o rei
Se o experiente cervejeiro guiou Carolina e Raquel em seus novos caminhos, Manuel Bandeira e seu poema sobre a cidade persa as influenciaram com a presença de outro rei, este imperador de fato: Ciro, o Grande, o fundador de Pasárgada.
Foi ele um dos maiores conquistadores da história e o responsável pela formação do Império Persa, em 550 a.C., que dominou parte do mundo por quase dois séculos até ser tomado por Alexandre Magno, da Macedônia. “A principal característica da marca é a ligação do universo poético representado por Manuel Bandeira com um grande fato histórico, os impérios persas que foram conquistados pelo Rei Ciro”, pontua Carolina.
Assim, inspirada pelo universo poético de Bandeira, pela experiência de Falcone e pelo lado explorador de Ciro, a Amigas do Rei espera conquistar o mercado brasileiro de artesanais em 2019.
“No próximo ano queremos nos inserir no mercado cervejeiro explorando novos rótulos, cultura, aromas e sabores em um universo tão amplo e apaixonante como o da cerveja artesanal”, complementa a sócia da cervejaria.
As artesanais tiveram papel decisivo na geração de empregos do mercado cervejeiro em 2018. Entre janeiro e outubro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), 1.757 vagas foram criadas pelo setor. Desse total, 951 vieram de empresas de pequeno porte, ou seja, com até 99 funcionários – número que equivale a 54,13% do total.
Se as artesanais geraram 951 empregos, as grandes indústrias – acima de cem funcionários – foram responsáveis por 806 vagas. O resultado apenas confirma o potencial das artesanais brasileiras, que contavam com 835 marcas independentes até setembro de 2018, um crescimento de 23% em apenas nove meses.
Entre os estados que mais criaram empregos “artesanais”, Minas Gerais liderou o ranking, com 278 vagas, seguido por Rio Grande do Sul (111) e Santa Catarina (92). No geral, aparecem São Paulo (563), Minas Gerais (382), Rio Grande do Sul (191), Goiás (156) e Rio de Janeiro (110).
“O público está cada vez mais exigente com a qualidade dos produtos, o que acaba destacando as marcas independentes. Isso explica o aumento do consumo e, consequentemente, a produção e geração de empregos”, finaliza Lapolli.
Com 76 anos e disposição de sobra, John Hall, o fundador da icônica cervejaria Goose Island, de Chicago, desembarcou em São Paulo na última sexta-feira. Seu objetivo principal era participar no domingo da primeira edição da Block Party SP, festa de rua já tradicional promovida pela marca nos Estados Unidos. Mas, horas depois de chegar à capital, ele estava na ativa, conhecendo a brewhouse da marca em São Paulo, uma das nove espalhadas pelo mundo e batendo papo com cervejeiros locais e imprensa.
Hall fundou a Goose Island em 1988, momento em que a cerveja artesanal ainda engatinhava. De lá para cá, cresceu se consolidando como uma tradição de Chicago e uma das maiores expoentes do movimento craft norte-americano. Em 2011, a cervejaria foi adquirida bela AB-Inbev, que possibilitou a expansão internacional.
Seus dias por São Paulo foram de muita troca de experiência com cervejeiros locais. Junior Bottura, da Avós, após levá-lo ao seu recém-inaugurado brewpub na Vila Ipojuca, pôde ouvir conselhos do experiente Hall. “Foi uma surpresa bacana, uma tarde surreal”, conta ele, ressaltando a simplicidade e o interesse de Hall, que sentou-se na calçada para experimentar as cervejas da casa.
“A postura dele é de embaixador do mundo craft, ficou muito preocupado em dar dicas não só de cerveja, mas de como trazer o bairro para junto da cerveja, como crescer o mercado se preocupando com o entorno e com as pessoas que não estão totalmente inseridas no mercado,” conta Bottura. “Dá para ver que ele está realmente interessado em aproximar e dividir a experiência dele.”
Visita à cervejaria Avós
Entre fatias de filé à milanesa servidas pela Goose Island SP e goles de sua Session IPA Midway e da limitadíssima Bourbon County Brand Stout, Hall conversou com o Guiasobre as dificuldades de ser artesanal dentro de uma gigante da cerveja, sobre inovação e sobre como se constrói uma cultura cervejeira consistente.
Confira, a seguir, a entrevista exclusiva com John Hall, o icônico fundador da Goose Island.
É sua primeira vez no Brasil. O que você já conhecia do mercado de artesanais brasileiro? Eu conheço o Marcelo [Carneiro], da Colorado, de outros eventos que participamos juntos. Conheci as cervejas deles e são sensacionais. Viajo muito, já estive em diversos lugares, conheço cerveja artesanal do mundo todo, e não necessariamente conseguimos conhecer tudo.
A Goose Island começou como cervejaria independente em 1988 e há 7 anos foi comprada pela AB-InBev. Como foi esse processo? Primeiro, não começamos a cervejaria pensando em algum dia vender, ninguém faz isso e com certeza o Marcelo também não fez. Mas chega uma hora, em um negócio em que a intensidade do capital é tão alta, que você precisa tomar decisões. A não ser que você seja Fritz Maytag e tenha uma máquina de lavar Maytag funcionando atrás de você, em algum momento você vai precisar de parceiros [Hall faz alusão ao antigo dono da Anchor Brewing Company, de Iowa, cuja família administrava diversas indústrias de manufatura e tinha a fabricação de inovadoras máquinas de lavar roupas como seu principal negócio].
Pense do meu ponto de vista: há fundos de private equity querendo fazer negócio com você, outras cervejarias querendo fazer negócio com você, e você tem empréstimos no banco, tem a hipoteca da casa da sua avó para resolver – como todo mundo – e 76 anos… Você olha para tudo isso e a AB-InBev chega e diz “cara, você quer conversar?” Eu teria que ser um idiota para dizer “não, não estou interessado.” Se olhar em retrospectiva, tomamos a decisão de vender obviamente baseados no volume de dinheiro oferecido, mas é igualmente importante saber o que vai ser dos meus empregados. Eu tenho orgulho da minha cerveja, e tenho mais orgulho ainda dos empregados que fazem essa cerveja.
Então a grande questão é o modo como se faz o acordo? É um negócio que requer intensidade de capital, alguém com dinheiro grande tem que estar envolvido em algum momento. Nem eu nem você andamos por aí com o bolso cheio de dólares. AB-Inbev ou qualquer outra grande cervejaria estão no mercado de cerveja há muito mais tempo do que a gente, eles entendem do mercado, são elementos de longo prazo nesse jogo. Se você de fato se alia a eles, se confia neles, como eu confiei, nossos empregados se dão melhor, nossa cerveja melhora, conseguimos continuar inovando e, o melhor, eles continuam investindo na minha cidade de origem, Chicago. É um bom acordo.
E como é o espaço para a inovação nesse cenário? Quais são as facilidades e os obstáculos? Inovação tem sempre sido uma questão imensa para a Goose Island. Inovamos continuamente no mercado de cerveja. Nós atraímos, mais do que ninguém, cervejeiros que despertaram e começaram sua própria cervejaria. Eles viram nosso modelo, como fizemos e, a partir disso, fizeram tantas outras coisas interessantes. Nós continuamos inovando. Olha só o que acontece aqui [refere-se ao evento na brewhouse da marca em São Paulo]. Isso é pura inovação. O Guilherme [Hoffman, mestre-cervejeiro da casa] veio conversar comigo, ele veio por meio de nosso programa, mas demos liberdade para ele criar, pois se queremos ter sucesso, temos que implementar aqui um programa que se relacione com São Paulo, com a estrutura do prédio escolhido, com tudo o que acontece por aqui. E eu não poderia estar mais orgulhoso de ver tudo o que foi construído e como eles estão interagindo com as pessoas.
A Goose Island foi construída com o propósito de se envolver com a comunidade e ser relevante para a construção de uma comunidade melhor. E é exatamente o que está sendo feito aqui, meus olhos se enchem de lágrimas… Olhar para o negócio dessa maneira faz com que as pessoas que trabalham aqui se sintam bem e se sintam importantes, que sejam parte de algo maior do que apenas sair para trabalhar todo dia.
A marca tem planos traçados para São Paulo ou outras cidades brasileiras? Não podemos falar muito disso. Mas em cada país que estamos (são 9 no total) é tudo muito diferente. Nos EUA é difícil para caramba, por conta do tanto de taprooms espalhadas. O mercado é mais complicado para cervejarias do nosso porte. Estamos mantendo o foco na inovação, em trazer mais cervejas para o mercado, tentando interagir com mais proximidade nos locais em que temos uma presença mais forte. Mas, aqui, estamos em um “modo de crescimento”. Não ficaria surpreso se víssemos em algum momento um novo brewpub ou uma casa como essa, pois esse é um modo muito efetivo de espalhar a mensagem não só da marca, mas da cerveja. É por isso que somos felizes em ter os outros cervejeiros juntos conosco por aqui. Queremos crescer como comunidade.
Falando nisso, nos EUA, a Sierra Nevada tomou a iniciativa de juntar cervejarias e levantar fundos em prol da reconstrução da cidade atingida pelo incêndio na Califórnia. O que acha dessa iniciativa? Fabulosa. Estamos nesse movimento também, fazemos parte dele. Isso é a comunidade cervejeira, esse é o espírito. Todo mundo que conhece a Sierra Nevada sabe que eles são aquilo em que todos deveriam se espelhar. Para ser honesto, eles já me inspiraram muito. Já fizemos muitas coisas juntos, nos ajudamos trocando conhecimento, são um exemplo.
A temporada de festivais para 2019 está inaugurada. E da melhor maneira possível. O All Beers Sessions acaba de confirmar as marcas para sua festa, enquanto o Slow Brew abrirá na segunda-feira o primeiro lote de vendas para o próximo ano.
Em sua quarta edição, que será realizada no dia 19 de janeiro, das 13h às 18h, no Espaço Escandinavo, na Rua Job Lane, em São Paulo, o All Beers Sessions terá a presença de 42 cervejarias, sendo 28 nacionais e 14 internacionais (leia no fim da matéria).
Destaque para alguns nomes de peso, como Anderson Valley (EUA), Bodebrown, Brewdog (Escócia) e Zalaz, entre tantas outras que vêm para consagrar a proposta de ser uma festa “pequena e com foco na qualidade, trazendo grandes cervejarias nacionais e internacionais, boa comida, arte e música em um ambiente descontraído e agradável”, segundo a organização do evento.
Com a presença de atrações artísticas, DJ e inúmeros food trucks, o All Beers Sessions está em seu segundo lote de ingressos, com preços a R$ 140 (+ R$ 14 de taxa). Clique aqui para comprar.
Slow Brew
Outro importante festival do calendário paulistano também divulgou novidades. Trata-se do Slow Brew, que abrirá o primeiro lote de vendas no dia 10 de dezembro, às 18 horas, com a disponibilização de mil ingressos.
A direção do festival também comunicou a mudança da data, anunciada anteriormente para o final de novembro, mas que será agora em 7 de dezembro de 2019, no mesmo Pro Magno, na Avenida Profa. Ida Kolb, 513, em São Paulo.
Confira as 42 cervejarias confirmadas no All Beers Sessions
2Cabeças
Anderson Valley (EUA)
Bodebrown
BoldBrewing
Boulevard Brewing (EUA)
Blondine
Brewdog (Escócia)
Caravan
Cozalinda
Croma
Dádiva
Daoravida
Duvel (Bélgica)
Heroica
Infected Brewing
Japas
Jever (Alemanha)
Juan Caloto/Freaktion
Kerel (Bélgica)
Lohn Bier
Maniba
Molinarius
Nils Oscar (Suécia)
Octopus
Paulaner (Alemanha)
Pilsener Urquell (Rep. Tcheca)
Quatro Graus
Red Stripe (Jamaica)
Satélite
Sixpoint (EUA)
Suricato Ales
Synergy
Tarantino
Thornbridge (UK)
Three Monkeys
Treze
Tre Fontane (Itália)
Unicorn
UXBrew
Val-Dieu (Bélgica)
WayBeer
Zalaz
A produção industrial de bebidas alcoólicas ampliou a tendência negativa em outubro. Caiu 5,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Manteve, assim, o cenário de baixa dos dois meses anteriores.
Essa redução na fabricação de bebidas alcoólicas em outubro impactou diretamente na estatística de 2018, que agora é negativa em comparação ao mesmo período de 2017 – queda de 0,6%. Porém, ainda há registro de crescimento nos últimos 12 meses, de 0,7%.
Cenário similar viveu a fabricação de bebidas não alcoólicas em outubro: caiu 2,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Ainda assim, registra alta de 2,4% em 2018. E, nos últimos 12 meses, o resultado é positivo em 2%.
Como havia ocorrido nos meses anteriores, a indústria de bebidas apresentou queda, agora de 4% na comparação entre outubro e setembro de 2018. No ano, por sua vez, há crescimento acumulado de 0,8%, enquanto o índice dos últimos 12 meses é de 1,3%.
A queda da fabricação de bebidas em outubro se deu no sentido oposto ao da produção industrial brasileira, que registrou crescimento, ao contrário do que ocorrera anteriormente. Na comparação entre setembro e outubro, a expansão foi de 0,2%. Quando a base é o mesmo período de 2017, o índice é de 1,1%.
Confira, a seguir, os números da produção industrial de outubro:
Produção industrial
Outubro
2018
12 meses
Bebidas alcoólicas
-5,6%
-0,6%
0,7%
Bebidas não alcoólicas
-2,1%
2,4%
2,0%
Fabricação de bebidas
-4,0%
0,8%
1,3%
Geral
1,1%
1,8%
2,3%
PIB e consumo
De acordo com dados divulgados pelo IBGE na semana passada, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,8% no terceiro trimestre na comparação com o segundo trimestre de 2018. Também houve variações positivas nos demais comparativos: 1,3% em relação ao mesmo período de 2017, 1,4% no acumulado em quatro trimestres e 1,1% de janeiro a outubro de 2018.
Para isso, pesou o crescimento da despesa de consumo das famílias, com aumento pelo sexto trimestre seguido, agora de 1,4%. O resultado também é positivo, em 2%, no acumulado até setembro. Já no somatório dos quatro últimos semestres, a alta foi de 2,3%.
A Sociedade Nacional de Agricultura (SNA) apontou um cenário positivo na colheita de cevada nos estados da região Sul do Brasil, especialmente no Paraná e no Rio Grande do Sul, a partir de dados do relatório de acompanhamento de safras da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O vice-presidente da SNA, Hélio Sirimarco, destacou que o crescimento da colheita de cevada no Rio Grande do Sul tem avançado e alcança quase 25% da área. Porém, ele ponderou sobre problemas provocados na condição da cultura pelas chuvas, deixando a qualidade do grão abaixo do padrão exigido pela indústria local.
“Isso faz com que se tenha o risco de um grande aumento da quantidade de cevada que acaba servindo para a alimentação de animais”, diz o vice-presidente da SNA, destacando que a produtividade da cevada no Rio Grande do Sul também foi impactada pelas chuvas.
Ainda assim, Sirimarco enxerga um cenário positivo, especialmente levando em consideração os resultados de 2017. “Em comparação com a safra anterior, segundo a Conab, o resultado atual foi 24,6% superior”, diz.
Os dados da Conab também apontam que a colheita de cevada já atingiu 3% da área plantada no Paraná, que está estimada em 55,7 mil hectares, o que representa um aumento de 10,9% em relação à safra anterior.
Essa produção está diretamente fomentada pela presença de maltarias no Estado, com a compra de 100% da produção que possui qualidade para ser transformada em malte. E a Conab destaca que 77% das lavouras estão em boas condições, atendendo essa demanda, 22% em média e 1% ruim. Já o rendimento estimado é de 4.392 kg/ha, um número 33% superior ao da safra anterior, que foi afetada pelas geadas.
Já em Santa Catarina, a produção da cevada não foi afetada pelas instabilidades climáticas na região de Campos Novos, onde se concentra o cultivo da cevada. E, baseada no relatório da Conab, a estimativa da SNA também é de aumento da produção da cevada no Estado. “Na safra 2017 foram 282.100 toneladas, e em 2018 deverão ser 385.800 toneladas”, finaliza Sirimarco.
“Chopin esqueceu de fazer essa”. Foi assim que Vinicius de Moraes definiu “Samba em Prelúdio”, música de Baden Powell e que, posteriormente, recebeu letra do Poetinha. A classificação que resolveu um imbróglio regado a uísque entre dois dos principais nomes da história da música popular brasileira é a explicação suficiente para a grandiosidade da canção, uma das homenageadas pela cervejaria paulistana Dogma em lançamentos realizados para marcar os seus três anos.
Nascida em junho de 2015 da união entre três cervejarias ciganas, a Noturna, a Prima Satt e a Serra de Três Pontas, a Dogma logo se firmou no mercado com histórias e rótulos especiais, como Orfeu Negro e Magnum Opus. E o crescimento contínuo da cervejaria permitiu rapidamente a abertura de uma fábrica.
“Nosso foco foi sempre produzir cervejas de qualidade e, depois desse tempo de história, acumulamos conhecimento e até abrimos nossa fábrica na Vila Buarque, o que nos deu mais confiança para crescer”, conta Bruno Brito, um dos sócios-fundadores da Dogma, em entrevista ao Guia da Cerveja.
O terceiro ano da cervejaria foi celebrado com o lançamento de seis rótulos que homenageiam lendas da música brasileira. Cinco delas são IPAs claras e remetem seus nomes aos cinco prelúdios para violão de Heitor Villa-Lobos. Já a sexta, para fechar a série, é uma Black IPA denominada “Samba em Prelúdio”, uma das diversas músicas que surgiram da parceria entre Baden Powell e Vinicius de Moraes.
“Queremos contar histórias através de nossos rótulos, então a cada cerveja que lançamos buscamos uma inspiração. Para esses rótulos nossa inspiração foi a música, importante manifestação cultural que é capaz de transformar e inspirar as pessoas de diferentes personalidades”, afirma Bruno.
E a música escolhida para o sexto rótulo da série dificilmente poderia ter sido mais emblemática. Nos anos 1960, Baden e Vinicius se uniram para criar diversas canções. De acordo com a história contada pelo próprio Baden, em um dos encontros entre eles, Vinicius travou e não fazia a letra da música que se tornaria “Samba em Prelúdio”. A justificativa desagradou o amigo: “Isso é plágio de Chopin”.
Para resolver o impasse durante uma madrugada em Petrópolis, eles acionaram a arbitragem de Lucinha, a então esposa de Vinicius e fã do compositor polonês nascido no século XIX. Acordada pelos parceiros, ela não encontrou traços que pudessem apontar na música alguma cópia da obra de Chopin. Restou, então, ao Poetinha, reconhecer o engano com o “esquecimento” de um dos maiores compositores para piano da história. E se sentar à máquina de escrever para, de uma vez, criar a letra.
Os Afro-Sambas, um dos maiores discos da história da música brasileira
“Samba em Prelúdio” foi apenas uma das diversas músicas criadas pela profícua parceria entre Baden e Vinicius. Em 1966, inclusive, a união resultou no lançamento da obra-prima “Os Afro-Sambas”, com músicas como “O Canto de Ossanha”.
“Os Afro-Sambas de Baden e Vinícius ganharam notoriedade mundial. Importantes não só a nível harmônico, mas também para a difusão da cultura e religiosidade afro-brasileira. Em boa parte das letras observamos saudações e pedidos direcionados aos Orixás. Uma verdadeira obra-prima da música brasileira”, avalia Aline Calixto, cantora, compositora e apresentadora do Papo De Samba, da rádio Inconfidência.
Tão marcante quanto as próprias músicas era o processo de composição da dupla boêmia. Obviamente, sempre regado a muito álcool. “O Vinicius chegou na casa do Baden para musicar uma letra, com uma caixa de uísque. E aí fizeram mais de 20 músicas”, narra Acir Antão, radialista e jornalista com mais de 50 anos carreira dedicados à música e hoje apresentador do programa “A Hora do Coroa”, na rádio Itatiaia.
Vinicius, Baden, Os Afro-Sambas e o Samba em Prelúdio são alguns dos marcos desse gênero musical que se tornou uma das principais manifestações culturais do Brasil: o samba, que tem seu dia celebrado neste domingo. Um reconhecimento ao gênero que teria surgido na Bahia como um dos símbolos da cultura negra e que depois se expandiu para o país. Uma data que, segundo Aline Calixto, serve para celebrar a ancestralidade e a luta do brasileiro.
“O Dia Nacional do Samba é uma data de celebração e afirmação dos nossos valores culturais, do gênero musical genuinamente brasileiro por excelência, criado nos terreiros, como o da Tia Ciata, e de lá ganhou o mundo. Comemorar o Dia do Samba é também reconhecer a história do nosso povo, sua ancestralidade, sua luta.”
O seu marco original oficial foi a gravação de “Pelo Telefone”, composto por Donga e considerado o primeiro samba registrado. A partir daí, então, abriu novas frentes, sendo muito associado ao carnaval e a compositores dos morros cariocas, até se tornar uma característica decisiva da identidade nacional. E, claro, de ser homenageado por inúmeras cervejarias, como a Dogma e sua Imperial India Black Ale com 9,0% de álcool (leia no fim mais detalhes sobre o rótulo).
Villa-Lobos
Além de lembrar o “Samba em Prelúdio”, de Vinicius e Baden, a Dogma também homenageou Heitor Villa-Lobos e os “Cinco Prelúdios” para violão. Cada um deles, aliás, é uma ode a um aspecto diferente da cultura. O primeiro homenageia o sertanejo brasileiro. Os outros, em ordem, lembram o capadócio, Bach, o índio do Brasil e a vida social carioca.
“Decidimos nos inspirar nos prelúdios por serem considerados um marco na carreira de Villa-Lobos, um ponto de equilíbrio entre suas obras iniciais mais simples e suas obras revolucionárias, chamadas de os 12 estudos”, afirma Bruno Brito, explicando a decisão da Dogma de homenagear os prelúdios de Villa-Lobos.
Além disso, como ocorre com os prelúdios de Villa-Lobos, cada uma das cervejas tem uma característica marcante. “Cada rótulo possui sua própria identidade, assim como os prelúdios, então nos inspiramos nessas músicas para criarmos cervejas que impactassem nossos clientes através de sabores únicos, elaborados com ingredientes diferenciados”, complementa Bruno.
Nascido no século XIX e identificado com a música clássica, Villa-Lobos tem uma característica que o torna único na história da música brasileira, pois inseriu elementos da cultura popular, regional e indígena nas suas composições.
“Dentro do espírito da música erudita, ele colocou a música brasileira, com o tamborim, o surdo… Fez isso com maestria porque estava enfronhado no espírito da música popular”, aponta Acir Antão, destacando, também, a amizade entre Villa-Lobos e Cartola, um dos maiores expoentes do samba brasileiro.
Os 6 prelúdios da Dogma
Prelúdio No1 – American IPA com 6,2% de álcool com os lúpulos Loral, Equinox e Mosaic. Marcada pelo equilíbrio entre aromas frutados, resinosos e cítricos.
Prelúdio No2 – American IPA com 6,7% de álcool com os lúpulos Mandarina Bavaria, Ella, Citra e Chinook. Marcada pelos aromas cítricos e resinosos com notas de tangerina, laranja e toranja.
Prelúdio No3 –Double IPA com 9,1% de álcool com os lúpulos Amarillo e Vic Secret. Marcada por aromas de frutas amarelas como maracujá e manga.
Prelúdio No4 – American IPA com 7,3% de álcool com os lúpulos El Dorado e Galaxy. Feita para apresentar aromas frutados e cítricos intensos, abacaxi, manga e casca de laranja presentes no sabor e aroma.
Prelúdio No5 – West Coast DIPA com 8,5% de álcool com os aromas cítricos e resinosos clássicos vindos dos lúpulos Simcoe, Citra e Centennial.
Samba em Prelúdio – Imperial India Black Ale com 9,0% de álcool, inspirada na Cafuza, porém com aveia e o lúpulo HBC472. O resultado é um corpo aveludado, repleto de aromas achocolatados dos maltes com o complemento amadeirado que lembra baunilha e coco do HBC472.
Dezembro iniciou em ritmo de festa no mercado cervejeiro. Depois de completar sete anos, a Edelbrau repaginou a fachada, demarcando as principais referências de sua história. Já a Molinarius apresentou uma IPA com damasco, bebida perfeita para as festas de final de ano, segundo a marca, enquanto a Bellavista festejou uma importante conquista. Confira, a seguir, as novidades da semana.
Novas Cores
A Edelbrau acaba de completar 7 anos. E, para celebrar a data, a tradicional cervejaria de Nova Petrópolis convidou o artista Jasom Souza para remodelar a fachada com elementos que retratam as principais referências da marca: o mascote, Cuco; o foco na sustentabilidade; o lúpulo, presente em todos os rótulos; e o balão, que representa a diversão. O resultado foi um grafite inspirador, colorido e alegre. Outra novidade veio no rótulo de sua Blond Ale, que ganhou uma arte inspirada na fachada. A embalagem terá edição limitada, mas será comercializada no mesmo valor da tradicional.
IPA com damasco
Totalmente focada no estilo IPA, a Molinarius lançou uma nova linha: a Jams, com adição de polpa de frutas. E o escolhido para iniciar a série foi o damasco, que chega para realçar as propriedades do lúpulo. “Com lote de 180 kg de polpa pura de damasco, sem adição de açúcar, a cerveja tem um presente aroma e sabor de damasco combinado com os lúpulos Citra e Azacca, com corpo baixo e com uma leve acidez da fruta, tornando uma excelente opção para as festas de final de ano”, pontua Sérgio Müller, cervejeiro da marca paulistana. A Jams Damasco tem 6,4% de teor alcoólico, 50 IBUs e será comercializada tanto em lata (473 ml) como em chope.
Bellavista premiada Poucos meses depois de ser lançada, a Bellavista recebeu um importante troféu. Trata-se do prêmio oferecido pela Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), na categoria produto lançamento do ano. Para Júlio Eggers, diretor de marketing da Fruki, marca responsável pela cerveja, o prêmio demonstra que a Bellavista tem muito a crescer. “A Fruki se orgulha em receber esse prêmio dos supermercadistas. Nossa preocupação sempre foi lançar um produto que estivesse alinhado às mudanças do mercado e ao desejo de nossos consumidores, cada vez mais exigentes com sua bebida. A história da Bellavista só tem a crescer e esse reconhecimento solidifica isto.”
Assuntos de grande repercussão movimentaram o mercado da cerveja de maneiras diferentes nos Estados Unidos e no Reino Unido. Enquanto as atenções dos britânicos ficaram por conta do Brexit, o “Camp Fire”, maior incêndio que já atingiu a Califórnia, ultrapassou a mesa do bar e chegou às cervejarias norte-americanas.
Por todo o país, marcas estão produzindo a mesma cerveja, batizada de Resilience Butte County Proud IPA, nome da localidade mais atingida pelo fogo que deixou 88 mortos, 196 desaparecidos, destruiu quase 14 mil moradias e devastou grandes áreas de floresta.
Trata-se de uma iniciativa da californiana Sierra Nevada, que fica na cidade de Chico, a 37 quilômetros de Butte, foco do incêndio. Casas de funcionários da empresa foram atingidas. Para auxiliar as vítimas e reverter 100% do valor das vendas a um fundo de apoio à reconstrução de Butte County, a marca está providenciando a receita e, junto de seus fornecedores, a matéria-prima para que cervejarias e brewpubs de todo o país também produzam a IPA.
“Sabemos que o processo de reconstrução vai levar muito tempo, mas estamos juntos nessa longa batalha. Esperamos levar a Resilience IPA a taprooms de todo o país e criar uma base sólida para o futuro da nossa comunidade”, afirma Ken Grossman, fundador da cervejaria, em comunicado.
E os resultados apareceram imediatamente: na quinta, dia 29 de novembro, a ação anunciada no dia 27 já contava com mais de mil microcervejarias participantes. O início das vendas deve acontecer no final de dezembro.
Brexit impulsiona consumo? A importante ação norte-americana, porém, não foi a única a entrelaçar cerveja e questões nacionais. No Reino Unido, o acirrado debate em torno do Brexit – sua provável saída da União Europeia – pode estar exercendo efeito positivo no mercado. A rede de pubs Greene King afirma ter observado aumento no movimento de suas 2.900 unidades espalhadas pelo país, e “culpa” a polêmica por isso.
“As pessoas estão cansadas do Brexit, e isso está se traduzindo em benefícios para os pubs. Nossas vendas subiram 2,9%”, afirmou Rooney Anand, executivo-chefe da companhia, que produz cervejas como a Greene King IPA e a Old Speckled Hen. “Os pubs estão se beneficiando em alguns aspectos, pois cada vez que ligamos a televisão, o rádio ou lemos o jornal, tudo que você ouve é sobre o Brexit, e isso não anima”.
Correto ou não o diagnóstico de Anand, de fato há números para usar como justificativa. O lucro calculado antes de impostos da Greene King cresceu 3,2% e chegou a US$ 163,84 milhões nas 24 semanas anteriores até 14 de outubro. A empresa anunciou também que as vendas comparáveis da Pub Company, braço que administra sua cadeia de pubs, restaurantes e hotéis, aumentaram 2,7 %. E, mesmo no clima pré-Brexit, as reservas para o Natal estão muito acima das do ano passado.
Localizada a quase 600 quilômetros de São Paulo, a cidade de Presidente Prudente consagra sua recente cena cervejeira com um festival de artesanais. E o evento no interior paulista é apenas um entre tantos outros do final de semana. Na capital, por exemplo, haverá festas imperdíveis da Goose Island e do Capitão Barley, além do tradicional Festival até R$ 10. Em Ribeirão Preto, por sua vez, a Invicta recebe o Velhas Virgens para o seu último Knock Down do ano. E, no Rio de Janeiro, ocorre um desafio que mescla cerveja com bicicleta. Confira, a seguir, a agenda da semana.
Sudeste
Presidente Prudente – Festival Cervejeiro:Despontando no cenário paulista da cerveja artesanal, com o surgimento de inúmeras e interessantes marcas, a cidade recebe neste final de semana o Festival Cervejeiro de Presidente Prudente. O evento, organizado pela Suinga, pela Enter Produtora e pelo Festival Food, terá a presença de mais de 70 rótulos e de 12 cervejarias, com destaque para nomes como Ficus, Wayne 190, Inprudente, 018, Maria Bravura, Eden e Johnny Crow, além da própria Suinga. Contará, ainda, com a presença de música ao vivo e food trucks. Será na sexta, a partir das 17h, e no sábado e no domingo, a partir das 12h, no IBC, na Rua Dr. Hugo Lacorte Vitale, 46.
São Paulo – Block Party: Realizada pela Goose Island em vários lugares do mundo, sempre com o objetivo de unir a comunidade, a Block Party verá sua primeira edição em solo brasileiro. O evento será no tradicional Largo da Batata e terá muita música, gastronomia e, claro, uma grande variedade de rótulos da marca. A festa contará ainda com a ilustre presença de John Hall, fundador da cervejaria, e Ken Stout, presidente internacional, que farão sua primeira visita ao país. “Percebemos que a Block Party tinha a cara de São Paulo. Além de ser uma festa incrível, será um momento perfeito para apresentar o país e nossa casa ao John e ao Ken”, conta Beatriz Ruiz, gerente de marketing da Goose Island. Será no domingo, das 12h às 20h, no Largo da Batata, em Pinheiros.
– Artesanal até R$ 10: Mais uma vez, o Memorial da América Latina será palco do Festival de Cerveja Artesanal até R$ 10, que nesta edição terá a companhia do Festival de Comida Alemã. Destaque para a presença de marcas consagradas como Antuérpia, Cevada Pura, Doktor Bräu, Mea Culpa, Tribal e Votus, entre outros bons nomes. “O Festival é a ocasião perfeita para conhecer as novidades, experimentar estilos, se iniciar no mundo das cervejas artesanais, ou simplesmente apreciar o rótulo preferido”, informam os organizadores da festa. Para acompanhar as cervejas, que custarão até R$ 10 nos copos descartáveis (as engarrafadas terão outro valor), haverá pratos típicos como joelho de porco e salsichões. Será no sábado e no domingo, das 11h às 21h, no Memorial da América Latina, na Avenida Auro Siares de Moura Andrade, 664 – ao lado da estação Barra Funda.
– Aniversário do Capitão Barley: Um dos bares referenciais da cerveja artesanal paulistana, o Capitão Barley fará uma festa para comemorar seus cinco anos. Terá comida e bebida à vontade, com destaque aos três primeiros chopes produzidos pela casa: West Coast IPA, Session IPL e Sour. Haverá, ainda, outros 22 rótulos, como o Cafuza, da Dogma, o norte-americano Anchor Steam Beer e o Abyssal, da 5Elementos. “Caprichamos na seleção”, garante Saul Caffarena, sócio e beer sommelier da casa. Outra atração será o cardápio assinado pelo chef Fred Caffarena, que inclui rabada na cerveja escura e guioza de camarão. Será no sábado, das 14h às 20h, na sede do bar, na Rua Cotoxó, 516. Para comprar o ingresso, que hoje sai por R$ 220 (+ R$ 22 taxa), clique aqui.
Ribeirão Preto – Velhas Virgens na Invicta: Na última edição do ano de seu tradicional Knock Down, chamada de Jingle Beer, a Invicta levará aos palcos a irreverente banda Velhas Virgens. O evento terá entrada gratuita e muito chope da marca, além de outros parceiros nas torneiras e nos food trucks. “Quem comparecer vai ganhar de presente um Knock Down com os Velhas Virgens, que é uma banda muito querida pelo nosso público. Vai ser a despedida de 2018 em grande estilo”, garante Rodrigo Silveira, diretor e mestre-cervejeiro da Invicta. Será no sábado, das 14h às 21h, no espaço de eventos da cervejaria, na Avenida do Café, 1881.
Santos – Brewpub da Everbrew: Depois de ser inaugurado nesta quarta-feira, o brewpub da Everbrew está oficialmente aberto à população de Santos. Serão 14 torneiras de chope com sistema de autosserviço, mais uma com água filtrada à vontade. “O brewpub nos proporcionará liberdade para criar novas cervejas e, o melhor de tudo, receber nossos amigos e clientes em casa”, afirma Celio Ongaro Jr., sócio-proprietário da Everbrew. O cardápio traz uma boa variedade de opções, como o Baixada Burguer (pão brioche, blend da casa, bacon, cheddar, tomate alface, cebola roxa, maionese e crispy de couve) e torresmo com molho de goiabada. Fica na Avenida Siqueira Campos, 351.
Rio de Janeiro – Beer Bike: A Estação 2cabeças fará uma interessante mescla de cerveja com bicicleta. Ao lado da Special Adventure Bike Shop, a cervejaria realizará a primeira edição do Beer Bike, desafio que consiste em fazer 4 rounds de 400 metros no rolo de treinamento revezados com a Bali, a Hop Lager da Trópica. Quem fizer o circuito em menos tempo leva uma caixa com 6 garrafas da 2cabeças, 6 da Trópica e um capacete da Cannondale. O valor do ingresso é R$ 50 e inclui os 4 copos de 300 ml. Será no sábado, das 16h às 19h, na Estação 2cabeças, na Rua General Polidoro, 168. Clique aqui para se inscrever.
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