Início Site Página 324

Produção de cevada cai pelo segundo mês consecutivo no Brasil

A produção de cevada em grãos sofreu queda pelo segundo mês consecutivo. Depois de apresentar bons números no primeiro semestre, segundo dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a safra do cereal cervejeiro ficou em 392.633 toneladas em agosto, queda de 7,3% na comparação com julho.

 

O resultado se deve especialmente à expressiva diminuição da área plantada no último mês, que passou de 122.671 hectares para 99.601, uma redução de 18,8%. O dado positivo nesse cenário foi a elevação do rendimento para 3.942 kg/ha, um crescimento de 14,2% em comparação a julho.

 

A redução da área plantada em agosto já reflete no comparativo com 2017, apresentando diminuição de 15,4%. Mas a produção, com elevação de 37,1%, e o rendimento médio, com crescimento expressivo de 62,1%, ainda indicam a recuperação da safra anual de cevada em 2018.

 

Já o trigo apresentou aumento de 9% no rendimento e de 8,2% na produção, mas queda na área de apenas 0,7% em agosto. E esses dados confirmam a recuperação do grão na comparação com 2017.

 

Confira os números da cevada em agosto:

Safra da Cevada     

Agosto

Julho

2017

Produção

392.633 t

423.348 t

286.405 t

Rendimento               

3.942 kg/ha

3.451 kg/ha

2.432 kg/ha

Área

99.601 ha

122.671 ha

117.779 ha

 

 

Confira os números do trigo em agosto:

Safra do Trigo

Agosto

Julho

2017

Produção

5.879.675 t

5.434.240 t

4.241.602 t

Rendimento               

2.925 kg/ha    

2.684 kg/ha

2.217 kg/ha

Área

2.009.981 ha

2.024.734  ha1.913.226 ha

 

Preço da cerveja retoma tendência do ano e cai em agosto

O preço da cerveja em domicílio retomou em agosto sua tendência de queda. Depois de subir 0,98% em julho, a inflação oficial da bebida caiu 0,10% no último mês, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado, aliás, aproximou a inflação da cerveja do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que apresentou queda de 0,09% em agosto, o menor resultado para o mês desde 1998, quando registrou -0,51%.

Com os números, o preço da cerveja em domicílio acumulou uma considerável queda de 2,24% em 2018. Nos últimos 12 meses, por sua vez, o índice teve ligeira alta de 0,77%.

Em relação à cerveja fora de domicílio, a inflação não apresenta a mesma tendência de queda: alta de 0,12% em agosto, 1,47% em 2018 e 2,76% nos últimos 12 meses.

“Com a taxa de -0,34%, o grupo Alimentação e Bebidas registra deflação pelo segundo mês consecutivo, ficando a taxa de agosto bem próxima à de fevereiro (-0,33%)”, informa o IBGE em nota, explicando as razões do IPCA atingir o menor índice em agosto desde 1998.

Confira, a seguir, os números da inflação para o mês:

IPCA

Agosto

2018

12 meses

Cerveja no Domicílio

-0,10%

-2,24%

0,77%

Cerveja Fora do Domicílio

0,12%

1,47%

2,76%

Outras Bebidas Alcoólicas no Domicílio

0,88%

2,32%

1,77%

Outras Bebidas Alcoólicas Fora do Domicílio

-0,50%

0,91%

2,59%

Alimentos e Bebidas

-0,34%2,46%

2,15%

Inflação Geral

-0,09%

2,85%

4,19%

Com concurso, Brasília recebe Semana da Cerveja Artesanal em outubro

A cidade de Brasília vai receber entre os 15 e 21 de outubro a primeira edição da Semana da Cerveja Artesanal Independente. Organizado pela Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva), o evento terá como uma das principais atrações a Copa Cerveja Brasil.

Primeiro concurso exclusivo para marcas independentes brasileiras, que ocorrerá de 17 a 21 de outubro, data da premiação, a copa terá seu julgamento realizado por mais de 50 juízes de diferentes partes do país e contará com a participação de influentes especialistas.

O concurso é exclusivo para marcas independentes, que não possuem ligações com investidores multinacionais. De acordo com a Abracerva, mais de 300 rótulos já estão inscritos na disputa que espera estimular as marcas a aprimorarem ainda mais seus produtos através das avaliações de juízes.

“O concurso será incrível e trará especialistas no segmento para a cidade. Mas queremos ir além das salas de júri. Nosso intuito é que o público prove, visite os bares e cervejarias e se permita viver uma nova experiência com a bebida. Só assim vamos sensibilizar para um consumo de qualidade”, afirma Carlo Lapolli, presidente da Abracerva.

A Semana da Cerveja Artesanal Independente, por sua vez, contará com uma série de outras ações, como lançamento de rótulos, workshops e harmonizações, além de visitas guiadas a fábricas. Algumas atividades ocorrerão antes mesmo do começo oficial da programação e serão realizadas no fim de semana dos dias 12, 13 e 14 de outubro.

A programação completa da Semana da Cerveja Artesanal Independente, com  informações sobre datas, horários e valores das atividades, podem ser conferidas na página no Facebook da Abracerva: www.facebook.com/abracerva.

Aquecimento global põe em risco tradicional estilo de cerveja

Parece inacreditável, mas está acontecendo: o aquecimento global que vem se acentuando nas últimas décadas (apesar de alguns negarem) pode colocar em risco uma das mais tradicionais variedades de cerveja: a Lambic belga. Em conjunto, cientistas da Universidade do Novo México, do site Lambic.info e da cervejaria Cantillon conduziram um estudo das temperaturas em Bruxelas, capital belga, e na região de Pajottenland (sudoeste da Bélgica). E os resultados colocam em xeque a possibilidade do estilo continuar sendo feito por dentro de 80 anos.

Isso acontece pois a Lambic é fermentada ao ar livre – por meio da exposição a leveduras selvagens e bactérias do ar – e precisa de temperaturas entre -8ºC e 8ºC no período da noite para um melhor resfriamento. Historicamente, o melhor período para a produção é de outubro a abril. Depois de resfriada, é armazenada em barris de madeira e exposta a seus microorganismos. A temperatura ideal para esta etapa é de até 25ºC. Acima disso, há o risco de bactérias indesejadas se manifestarem.

Mas o estudo mostrou que, com o aquecimento global, a janela em que as temperaturas ideais são encontradas diminuiu de 165 dias, tomando como base o ano de 1900, para 140 dias atualmente. Há o temor de que, no futuro, esse período se encurte ainda mais, levando a problemas como o de 2015, quando milhares de litros tiveram que ser descartados por terem fermentado na temperatura errada.

“Os resultados mostram que a Cantillon está vivendo uma mudança de condições de produção de cerveja, e que as mudanças para se adaptar à nova condição requerem alterações no modo de produção que estão fora do alcance de seus métodos tradicionais”, afirma Mark Stone, pesquisador da Universidade do Novo México.

A Cantillon produz 400 mil garrafas por ano e já aceita que sua capacidade de produção pode estar comprometida no longo prazo. Jean Van Roy, proprietário da cervejaria, disse ao blog Brussels Beer City que resfriar o mosto artificialmente alteraria o sabor da cerveja.

“Se tivéssemos que fazer isso toda temporada, seria um problema e precisaríamos de mudanças”, afirma. Para isso, ele cita medidas como o uso da mão de obra nos finais de semana para aproveitar ao máximo a janela. “Ou podemos mudar nossa cervejaria para a Dinamarca ou Suécia, talvez”, diz, se referindo a países onde o aquecimento global está mais longe de comprometer as condições ideais para a Lambic.

Com informações do The Guardian e Brussels Beer City

Veja também no Guia:

Contra poluição, Carlsberg elimina plástico das embalagens de 6 latas

Entrevista: Bia Amorim fala sobre reality da Eisenbahn e cultura cervejeira

Imagine um reality show em que todos os participantes fossem muito parecidos. Haveria pouca possibilidade de discussão, discordância e, consequentemente, menos emoção. Felizmente não é isso o que está acontecendo na segunda temporada do Eisenbahn Mestre Cervejeiro, pois ele reflete a pluralidade da cena cervejeira brasileira. Essa é a opinião de Bia Amorim, sommelière e jurada do programa.

“O clima tem competição sim, mas não a ponto de alguém passar uma rasteira no outro”, relata Bia, que também é criadora da revista Farofa Magazine.

Em uma conversa exclusiva com o Guia da Cerveja, ela falou ainda sobre como os participantes encaram a produção de cerveja e o futuro de quem sai do programa criado pela Endemol Shine Brasil, desenvolvido pela SunoCreators e que vai ao ar no Multishow e na TV Globo.

Confira, a seguir, a entrevista completa com Bia Amorim, jurada do Mestre Cervejeiro.

A comunidade cervejeira vem crescendo de maneira a estreitar laços entre seus membros, e o que o programa Eisenbahn Mestre Cervejeiro propõe é uma competição. Qual é o clima do programa em relação à competição?
A comunidade cervejeira é formada por nichos. Dentro desses mini universos diferentes pessoas circulam e se conhecem. O programa tem esse intuito também, mostrar pessoas diversas e a forma como a cerveja os une. O clima tem competição sim, mas não a ponto de alguém passar uma rasteira no outro – e não é nem esse o intuito do reality. Todo mundo sai dali muito amigo. Chama para fazer cerveja junto, carregar e moer o malte, beber e jogar conversa fora. A turma da primeira temporada se encontra até hoje.

Em que âmbito da cultura cervejeira ele deve ter mais repercussão: fomentando a tradição da degustação, incentivando o homebrewing ou outra faceta desse universo?
Acredito muito que quanto mais plurais nós formos, mais vamos alcançar diferentes paladares. A cerveja artesanal não tinha chegado desta forma, tão legal e leve na TV aberta. Pouco se mostrava dentro dos programas ligados às áreas de culinária e bebidas sobre cerveja feita em casa. No Eisenbahn Mestre Cervejeiro, unimos todos esses temperos em uma receita de sucesso. Ensinamos de uma forma descontraída os vários estilos, que fazer cerveja em casa precisa de conhecimento – mas não é um bicho de sete cabeças – e que a Pilsen é mais uma em um universo de possibilidades.

Você vê o risco de o programa se comunicar apenas com um nicho, ser atraente só para cervejeiros relativamente avançados?
Um dos pilares de Eisenbahn é democratizar o acesso à cerveja de qualidade e disseminar o conhecimento cervejeiro. Esse é um dos principais objetivos do programa, que une duas paixões do brasileiro: cerveja e reality show. Muita gente de fora do meio cervejeiro veio me contar que assistiu e curtiu muito, que já está torcendo para uma pessoa, que achou divertida a participação do Thiago Carmona, apresentador e comediante.

De maneira geral, qual é o nível técnico dos participantes e de sua produção?
Temos de tudo. Ali eu encontrei pessoas apaixonadas pela ciência em fazer cerveja. Ainda tem quem goste de executar os processos sem se preocupar com a rebimboca da parafuseta. E aqueles que tem o maior prazer quando a cerveja está pronta e só. Alguns não sabem a diferença entre lúpulo americano do inglês. Mas a receita, quando na panela, circula maravilhosamente bem, as leveduras trabalham a seu favor. São muitos perfis que refletem a grande diversidade de público que o segmento de cervejas caseiras dialoga.

Que caminhos você vê para os participantes no futuro? Que lugar pessoas com esse nível de conhecimento, qualidade de produção e visibilidade podem ter mercado atual?
O concurso atrai pessoas que gostam do prazer destes processo de fabricação de cervejas, da união com as pessoas, o deleite de ter em casa uma boa cerveja do jeitinho que quiser. Quem cobiçar trabalhar na área tem que ralar como todo mundo. É preciso carregar saco de malte pesado, fazer contas, vivenciar a cultura cervejeira, divulgar as boas práticas, o consumo consciente, provar de tudo, conhecer o mercado… Estamos em um trabalho de formiguinha e todo novo parceiro é bem-vindo.

Mondial Rio: Na #mondialdelabiererio sempre cabe mais um

Desde quarta-feira, o Píer Mauá é palco de um dos maiores festivais cervejeiros do mundo, o Mondial de la Bière Rio. São mais de 160 cervejarias e milhares de visitantes a cada dia experimentando mais de 1500 rótulos, devorando toneladas de comida boa e, como não poderia deixar de acontecer nos dias de hoje, registrando tudo nas redes sociais.

Instagram, Twitter e Facebook receberam uma verdadeira enxurrada de posts com a #mondialdelabiererio, com registros de todos os tipos. Só no Instagram, a rede mais querida pelos cervejeiros, foram mais de 10,3 mil posts com a hashtag até o final do sábado, penúltimo dia de evento.

Tem post de tudo que é tipo: críticas feitas por sommeliers, brincadeiras com os personagens e material das marcas, comidas apreciadas, amigos, transmissões ao vivo e, claro, muita foto de copo cheio com o belo visual do Píer Mauá ao fundo.

Confira o que é possível encontrar com a #mondialdelabiererio e, quem sabe, você se inspira para prestigiar o último dia do evento.

Contra poluição, Carlsberg elimina plástico das embalagens de 6 latas

A cervejaria dinamarquesa Carlsberg, uma das maiores do mundo, deu um passo significativo no combate à poluição dos oceanos, abolindo as argolas de plástico usadas nos packs de 6 latas de seus produtos. Vistas há um bom tempo como ameaça à vida marinha, depois que fotos de tartarugas enroscadas nelas chocaram o mundo, as argolas foram substituídas por pequenas gotas de cola para juntar as latas, em uma tecnologia batizada de Snap Pack.

A adoção da nova tecnologia integra uma série de medidas que a cervejaria vem tomando para tornar sua produção mais sustentável. Ela deve estar disponível no varejo do Reino Unido a partir de 10 de setembro. A Snap Pack vem junto de outras decisões como o uso de garrafas retornáveis de maior vida útil, embalagens recicladas e com pigmentos menos agressivos para o meio ambiente.

“Estamos trabalhando duro para cumprir nossa ambiciosa agenda de sustentabilidade e ajudar a combater a mudança climática”, afirmou o CEO do grupo Carlsberg, Cees ‘t Hart. “Esperamos dar ao nosso consumidor uma melhor experiência em cerveja com menos impacto ambiental”.

Dessa maneira, a companhia prevê uma redução de descartes de plástico na ordem de 1200 toneladas por ano, o equivalente a 60 milhões de sacos plásticos. Trata-se, no entanto, de uma parcela ínfima do plástico produzido e despejado nos oceanos anualmente. Mesmo assim, a medida foi aplaudida por ambientalistas.

Mondial vira palco de importantes parcerias entre artesanais e indústria

Um dos mais aguardados festivais brasileiros do ano, o Mondial de La Bière Rio não está sendo palco somente de interessantes lançamentos tão aguardados pelo público cervejeiro. É cenário, também, de importantes parcerias com associações industriais que podem auxiliar muito no desenvolvimento do setor.

Tanto a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), em parceria com o Senai, quanto a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), ao lado do Sebrae e do Sindibebidas, protagonizaram “lançamentos” no festival que começou nesta quarta-feira e vai até domingo, nos armazéns 2, 3 e 4 do Píer Mauá.

“Nossa ideia principal é divulgar as cervejas. Muitos ainda não conhecem nem as cervejarias locais e nem os estilos. Então, queremos mostrar isso, essa variedade, que a cerveja não é só Pilsen”, conta José Gonçalves Antunes, especialista de bebidas da Firjan, que lançará no primeiro trimestre de 2019 a sua escola especializada em cerveja.

Para desenvolver sua iniciativa, a entidade apresentou um projeto de produção de duas cervejas colaborativas: uma Gose com a Suburbana, aposta para revitalizar uma antiga tradição alemã – a de produzir uma bebida que não segue a lei da pureza e leva sal marinho e coentro como matérias-primas; e uma Weizenbock com a Esplêndido, estilo pouco explorado no Brasil e tradicional na Alemanha, segundo José Antunes.

A receita com a Esplêndido, porém, trouxe ainda um componente especial: em um projeto sustentável, utilizou resíduo de pão na fabricação, enquanto a sobra da cerveja se tornou produtos como cookies, pães e bolos que estão expostos no estande da Firjan durante o festival.

“Estamos criando uma receita nova usando resíduos de outro setor. Essa ideia agrega valor a todos os envolvidos”, detalha Mariana Boynard, cervejeira e administradora da Esplêndido.

As duas cervejas estão disponíveis no estande da Firjan. E o sucesso foi tamanho, segundo o especialista, que outras cervejarias já solicitaram uma parceria. “A receptividade foi muito boa. Gostaram bastante e já teve gente querendo conhecer, cervejarias pedindo para participar”, relata Antunes.

A Firjan também levou três cursos especializados a seu estande: Tecnologia Cervejeira, Análise Sensorial e Técnicas de Lupulagem. “A Firjan Senai tem vários serviços, que vão da educação profissional à prestação de serviços laboratoriais e consultorias voltadas para a melhoria do processo e do produto. O projeto foi criado para dar suporte às micro e pequenas cervejarias”, acrescenta Antunes.

Selo mineiro
Se a Firjan apresentou duas cervejas colaborativas, entre outras iniciativas, a Fiemg, o Sebrae e o Sindibebidas fizeram nesta quinta-feira o lançamento de uma marca coletiva de artesanais mineiras.

Trata-se da Cervejas de Minas – Livres por Tradição, um “selo” que vai identificar as artesanais mineiras e agregar valor, diferencial e garantia de origem às bebidas produzidas no estado. Uma ideia, aliás, semelhante à do queijo Canastra: de garantir autenticidade ao produto local.

O principal detalhe, contudo, está na escolha do slogan. Vice do Sindibebidas, proprietário da Falke Bier e um dos grandes nomes brasileiros da cerveja artesanal, Marco Falcone conta que o termo Livres por Tradição demorou para ser escolhido, mas resumiu precisamente a autenticidade mineira.

“Demorou quase um ano e meio para ser criado. A ideia era mostrar o que o mineiro tem de diferenciado, e passamos esse tempo pesquisando. E, nessa pesquisa para entender como éramos vistos, chegamos ao slogan: o mineiro é muito ligado à tradição, mas quer liberdade como poucos”, conta Falcone.

A importante iniciativa integra o projeto Cerveja Artesanal da Região Metropolitana de Belo Horizonte, que luta para fortalecer e aumentar a competitividade dos pequenos negócios mineiros ligados ao setor. Entre suas ações estão o trabalho de acesso a mercados e projetos voltados para a qualificação técnica.

O projeto possibilitou também a criação de uma central de negócios formada por 20 cervejarias, entre elas, sete que estão no Mondial Rio: Austen, Brüder, Engine, Falke Bier, Fürst Bier, Prussia Bier e Vinil. Essa central visa, principalmente, aumentar o poder de barganha das empresas na compra de insumos.

“Vai gerar conhecimento, intercâmbio de experiências. Tem um potencial enorme pela frente”, finaliza Falcone.

Antuérpia leva medalha de platina no Mbeer Contest Brazil

A Antuérpia foi a grande vencedora do Mbeer Contest Brazil, premiação ocorrida na abertura do Mondial de la Bière Rio, que começou nesta quarta-feira e vai até domingo, nos armazéns 2, 3 e 4 do Píer Mauá.

Depois de levar sete novidades ao Mondial Rio, a cervejaria mineira viu uma delas receber a medalha de platina, a premiação máxima da competição. Foi com a Nikita Cherry Hickey, uma Russian Imperial Stout com cereja.

O concurso teve 376 rótulos inscritos sem estilos pré-definidos. Além da platina, os 11 jurados distribuíram 13 medalhas de ouro, com destaque para as cervejas ácidas e frutadas.

A realização do Mbeer Contest Brazil no primeiro dia do festival, aliás, foi uma das grandes novidades desta edição. “Dessa forma, as pessoas sabem desde o início a lista dos rótulos vencedores e podem se programar para degustá-los”, conta Luana Cloper, diretora do Mondial de la Bière no Brasil.

A cerimônia de premiação teve a ilustre condução de Jeannine Marois, idealizadora e presidente do Mondial de la Bière internacional, e de Luana Cloper.

Confira, a seguir, todos os rótulos premiados:

Medalha de platina
Antuérpia, com o rótulo Nikita Cherry Hickey

Medalhas de ouro
Suburbana, com o rótulo Treta, estilo Berliner Weisse;
Roter Brauhof, com o rótulo Roter Sour Ale, estilo Sour Ale;
OverHop, com o rótulo Aeternum, uma American Imperial Stout, e GraviOH-Lá-Lá, uma Catharina Sour;
Mistura Clássica, com o rótulo Catharina Sour Goiaba, estilo Catharina Sour;
Wonderland Brewery, com o rótulo Gone Mad, uma American IPA;
Dádiva, com o rótulo Brewer’s Cut, do estilo American Sour;
Bodebrown, com os rótulos Regina Sour Framboesa, uma Berliner Weisse, e Cacau IPA Wood Age, uma American IPA;
Thirsty Harks Farm Brewery, com o rótulo Ginga De La Boe, envelhecida em barril de gim;
Matisse, com o rótulo Saboya, uma Catharina Sour;
Farra Bier, com o rótulo comemorativo #2anos, estilo Catharina Sour;
Colorado, com o rótulo Guanabara Wood Aged, uma Russian Imperial Stout.

40 lançamentos cervejeiros do Mondial de La Bière Rio

O Mondial de La Bière Rio começou nesta quarta-feira confirmando a sua fama de um dos maiores eventos cervejeiros do planeta. Com mais de 160 cervejarias e 1500 rótulos, o festival que vai até domingo e ocorre nos armazéns 2, 3 e 4 do Píer Mauá, no Rio de Janeiro, se firmou como ponto central das novidades nacionais ao trazer uma série sem fim de excelentes lançamentos. Tem para todos os gostos. E, para facilitar seu trabalho, reunimos 40 deles. Aprecie!

Antuérpia
A cervejaria mineira está levando nada menos do que sete novidades. A principal delas é a Quintal, uma Catharina Sour em três versões: Jabuticaba, Mexerica e Morango com Hibisco. Outra novidade é a Perdição, uma New England IPA com adição de lactose e goiaba, inspirada em um dos grandes clássicos de Shakespeare, Romeu e Julieta. Destaque, ainda, para a Nikita, apresentada no Mondial de São Paulo e feita em parceria entre o Chef Ronaldo Rossi e Giancarlo Vitalle, mestre-cervejeiro da Antuérpia. A Russia Imperial Stout com adição de lactose chega também em três versões: Nikita Vanilla Orgasm, com baunilha, Nikita Hazelnut Stuck, com avelã, e Nikita Cherry Hickey, com cereja.

Brassaria Ampolis
Criada em homenagem ao humorista Mussum, a cervejaria apresentou dois rótulos: a Chilli Peppis, uma Pepper Lager refrescante e aromática, com 4,5% de álcool e adição de pimentas rosa e dedo-de-moça; e a Esfumaçadis, uma New England IPA que leva aveia e trigo, blend único dos lúpulos Magnum, Amarillo, Mandarina e Calypso, com notas tropicais.

BrewLab
Conhecida por sua inventividade, a cervejaria de Niterói apostará em algumas novidades, dentre as quais vale destacar: a Aristocrat, uma English Barley Wine “extremamente elegante” feita em colaboração com Thiago Ribeiro; a Gambiarra, uma Imperial Stout “com toda graça trazida dos subúrbios cariocas” em parceria com a Suburbana; e a Cascadian Wood Storm, rótulo que tem como base a cerveja Cascadian Hop Storm, uma Black Rye IPA de linha, mas agora envelhecida em barris de carvalho com uma microbiota diversa. Foi feita em parceria com a Lagos.

Búzios
Em sua quarta participação no festival, a cervejaria lançará o oitavo rótulo. Trata-se da Búzios Forno, uma Irish Red Ale com tom avermelhado e, como todos os outros lançamentos da marca, inspirada em uma praia do balneário, a Praia do Forno – no caso, pela cor avermelhada do local.

Dogma
Para sua estreia no evento, a consagrada cervejaria paulista fez um interessante “intercâmbio” baiano. Trouxe cacau da fazenda Yrerê de Ilhéus – que comercializa seus produtos no Salon du Chocolat, em Paris – para produzir a Theobroma Brasilis, uma Russian Imperial Stout que promete marcar sua participação no Mondial Rio.

Doktor Bräu
Com sua explosiva combinação envolvendo o universo médico e o cervejeiro, a marca apresenta no festival a Adrenaline, uma Double New England IPA com cafeína e pó de guaraná. É uma cerveja encorpada, que remete à manga e frutas tropicais amarelas e com álcool discreto, apesar do teor de 8,1%. A cafeína e o pó de guaraná, aliás, segundo a Doktor Bräu, não têm influência no sabor, mas sim na energia que “essa cerveja vai te dar”. Outra novidade é a Weiss, o segundo rótulo da linha standard (o primeiro foi   a Pilsen), criada para democratizar o acesso à cerveja artesanal de qualidade.

Ekaüt
Tradicional cervejaria pernambucana, a Ekaüt promete uma série de novidades no evento, com destaque para a Sour Cajá, uma Berliner Weisse. Com polpa de cajá e alta carbonatação, é uma bebida leve e cítrica, perfeita para combinar com o final de semana, segundo a cervejaria.

Goose Island
A cervejaria norte-americana aproveitou o festival para lançar em solo nacional a Midway IPA, uma Session IPA que promete ser leve e refrescante. Essa mesma receita já foi feita na Austrália, na Inglaterra e nos Estados Unidos. Agora, estreará no Brasil em pleno Mondial.

Matisse
Estreante no festival, a cervejaria de Niterói leva sete rótulos, com destaque para o lançamento da Camille. Trata-se de uma Witbier com pera e cardamomo para quem gosta de refrescância e baixo amargor, segundo a marca.

Mistura Clássica
Uma das precursoras do movimento das artesanais, a cervejaria de Volta Redonda comemora 15 anos em 2018 em grande estilo, com uma das grandes novidades do festival: uma versão de sua tradicional Layla com adição de framboesa, colocada em barril e maturada por quase três meses em nada mais nada menos do que no fundo do mar. Não bastasse, a marca ainda apresenta a Deusa dos Reis, uma Belgian Dark Strong Ale.

Oceânica
A cervejaria niteroiense aguardou o festival para apresentar oficialmente a Wild Ruby, uma Flanders Red Ale maturada em barris de carvalho por 6 meses, com um mix de frutas vermelhas, Brettanomyces e Lactobacillus. “Ácida, complexa e irresistível”, segundo a cervejaria, que aposta também na chegada da Bright Sparks. É uma Brut IPA – estilo que promete ser a vedete do Mondial – refrescante, carbonatada e lupulada na medida. Foi a primeira cerveja em que a Oceânica utilizou milho na composição da base de cereais, com o objetivo de atingir uma sensação bem baixa de corpo.

Odin
Duas grandes novidades surgem como atração da cervejaria no festival: a principal delas é a Palo Santo Viking Imperial Stout, uma Viking Imperial Stout curtida na famosa madeira peruana Palo Santo, que é utilizada em rituais de purificação. Destaque ainda para um aplicativo cervejeiro inédito, com realidade aumentada via QR Code nos rótulos.

OverHop
Depois de se destacar no Mondial de Montreal com algumas colaborativas, a OverHop aguardou o festival para apresentar oficialmente as novidades no país. Terá, assim, o total de oito lançamentos:  Tranquille (colaborativa com a Motim), uma Catharina Sour com cupuaçu e morango (4% ABV); La Passion Sure (colab com a Oshlag), uma Catharina Sour com maracujá e chips de carvalho embebidos na Hazy destilada (4%); Dark Forest (colab com RockBird e Common Good), uma Black Sour Ale com blueberry, morango, framboesa e cereja (7%); Savage (colab com a Shelton), uma New England Brett Ipa (6,5%); GraviOH-Lá-Lá (colab com a Avant-Garde), uma Catharina Sour com graviola e chips de amburana (4%); Kalter Atem (colab com a Verace), uma Gose com limão (4%); Dark Wild, uma Black IPA envelhecida em barril de carvalho e fermentada com Brettanomyces (8%); e Aeternum, uma American Imperial Stout (10%).

Paulistânia
Conhecida por suas referências a São Paulo, a cervejaria trouxe uma novidade ao Rio: a Viaduto do Chá, uma Hop Lager com erva mate e teor alcóolico de 5%. O dry hopping ressalta a presença dos lúpulos, segundo a marca, e a adição de erva mate dá um toque especial, remetendo às tradições gaúchas.

RockBird
Em seu terceiro festival, a cervejaria aposta em quatro novidades e se mantém fiel a sua tradição “defumada”. Uma delas é a Reverberator, uma Rauch Doppelbock com 9,3% de álcool. Já a convidada Fire It Up Monk, da Hop Lab, é uma Rauchbier que promete forte ligação com o bacon. A acidez, outra marca da RockBird, está presente na estreia brasileira da Dark Forest Ale, uma Dark Sour apresentada inicialmente no Mondial de Montreal. Outra novidade é a The Outsider, uma Session India Pale Lager com quatro variedades de lúpulos cítricos.

Rota Cervejeira RJ
Formada por 23 cervejarias, entre outros estabelecimentos, a associação reuniu seus sócios para produzir uma IPA com adição de tangerina da região serrana do estado. Criou, assim, a Tangeripa, produzida na cervejaria Pontal com lúpulos Mandarina Bavária e Magnum, além de tangerina orgânica.

Sundog
Apostando em seus estilos escandinavos e milenares, a cervejaria traz duas grandes novidades: a Sahti, uma Viking Strong Ale com 11% de álcool, fermentada com pão e que remete aos primeiros vikings; e a Pictii, uma Braggot, gênero medieval que une cerveja e hidromel – e apresenta poderosos 20% de teor alcoólico.