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Estrella Galicia promove encontro entre Toquinho e músicos espanhóis

Em mais uma iniciativa de cervejaria no fomento da cultura nacional, a segunda edição do Son Estrella Galicia “Brasil abraça Espanha” promove o intercâmbio entre as riquíssimas tradições culturais brasileiras e espanhola: Toquinho, Silvia Pérez Cruz e Javier Colina se encontram em São Paulo para celebrar essa união.

“Será um encontro de gerações e sotaques. Para a arte não há fronteiras, mas sim contornos e composição. Talento, origem e diversidade são alimentos essenciais”, avalia Juan Paz, Diretor de Marketing da Estrella Galicia.

O projeto já fez o intercâmbio entre artistas brasileiros e espanhóis com Liniker e os Caramelows e a banda Modelo de Respuesta Polar em 2017. Dessa vez, o evento acontece dia 7 de novembro, na Estrella Galicia Estação Rio Verde, em São Paulo – uma parceria da marca espanhola com o Centro Cultural Rio Verde, que vem promovendo shows desde o ano passado.

Uma das maiores referências artísticas do Brasil, Toquinho é cantor, compositor e exímio violonista. O paulistano  de 72 anos, 50 anos de carreira e mais de 500 composições, é respeitado nos meios da Bossa Nova, samba, MPB, instrumental e até por suas composições infantis.

Toquinho recebe Silvia Pérez Cruz, uma das vozes mais marcantes da cena musical espanhola atualmente. Autora de  “No Te Puedo Encontrar” e “Ai, ai, ai”, canções vencedoras do Prêmio Goya dede melhor música original de 2014 e 2017, tem uma parceria sólida com com o contrabaixista Javier Colina, desde o projeto “En la Imaginación” (2011).

Silvia Pérez Cruz

Colina ganhou notoriedade por sua atuação como contrabaixista. Já se apresentou ao lado de grandes ícones do jazz como George Cables, Tete Montoliú, Chucho Valdés e Jerry González. Entre seus vários projetos, destacam-se “Lágrimas Negras”, em parceria com Bebo Valdés e Diego El Cigala e também seu último álbum “De cerca”, com Josemi Carmona.

SON Estrella Galicia – Brasil Abraça Espanha
Toquinho, Silvia Pérez Cruz e Javier Colina
Dia 7 de novembro
Horário: 21h30
Local: Estrella Galicia Estação Rio Verde (Rua Belmiro Braga, 118)
Ingressos aqui 

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Festa em Jales, na Let’s Beer, na Bodebrown: A agenda cervejeira do feriado

Festa em Jales, na Let’s Beer, na Bodebrown: A agenda cervejeira do feriado

O feriado prolongado chegou com excelentes eventos ao cervejeiro. A pequena cidade de Jales, por exemplo, com pouco mais de 50 mil habitantes, recebe sua primeira festa dedicada às artesanais. Já casas tradicionais como a Let’s Beer e a Bodebrown terão celebrações especiais, enquanto dois dos principais festivais open bar do país ocorrem no sábado: o IPA Day Brasil e o Slow Brew. Confira, a seguir, em detalhes, cada um desses eventos.

Jales
– November Fest:
Localizada no interior de São Paulo, na fronteira com Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, a pacata cidade de Jales se tornou um polo de entusiasmados cervejeiros caseiros. E, para celebrar o movimento, as locais Sertão Homebrewers, Bier Lems Cervejas Especiais e o Canal do Chop se reuniram para criar a 1ª November Fest – Encontro de Cervejeiros Caseiros de Jales e Região. Será no sábado, a partir das 11h, na sede da Bier Lems, na Rua México, 3286. O evento será gratuito e contará com  espetinhos, som ao vivo e muita cerveja, levada por cerca de dez produtores artesanais da região.

Ribeirão Preto
– IPA Day Brasil:
Em sua sétima edição, o evento em Ribeirão Preto reúne 40 das melhores IPAs do Brasil. A festa será open bar e as cervejas terão o “acompanhamento” de atrações musicais e gastronômicas. O famoso copo do festival, aliás, terá assinatura da Hocus Pocus. Será no sábado, das 12h às 22h, na Quintalinda Espaço para Eventos, Km 303, Via Anhanguera.

São Paulo
– Festa na Let’s Beer:
Uma das mais tradicionais casas especializadas de São Paulo, a Let’s Beer recebe nesta sexta, a partir das 14h, na Rua Joaquim Távora, 961, na Vila Mariana, a linha completa de bebidas da Narcose. E, para celebrar a novidade, o bar fará uma festa: serão quatro chopes e oito rótulos em latas da cervejaria. Pelo valor de R$ 84, o cliente escolhe quatro pints e ganha um copo da marca.

– Slow Brew: Com 75 cervejarias nacionais e internacionais, que levarão mais de 370 rótulos, o aguardado Slow Brew Brasil ocorre neste sábado das 12h às 20h, no Centro de Eventos Pro Magno, na Avenida Professora Ida Kolb. Além de oferecer os mais diversos estilos de cerveja, o evento terá mais de 50 lançamentos e 13 rótulos exclusivos.

Curitiba
– 34 lúpulos na Bodebrown: A tradicional cervejaria curitibana fará uma edição especial de feriado para o seu Growler Day e destacará a Lupulol 34, uma Double IPA que conta com 34 tipos diferentes de lúpulo, 10% de teor alcoólico e um blend de St. Arnould 10, Wood Aged Amburana e Dry Hopping. O evento, que traz preços promocionais do rótulo para completar o growler, ocorrerá nesta quinta, das 17h às 20h, e no sábado, das 9h30 às 16h, na Rua Carlos de Laet, 1015.

Quer incluir seu evento em nossa agenda? Escreva para nosso editor: itamar@guiadacervejabr.com

50 lançamentos que serão apresentados no Slow Brew

Com 75 cervejarias nacionais e internacionais, que levarão mais de 370 rótulos, o aguardado Slow Brew Brasil ocorre neste sábado das 12h às 20h, no Centro de Eventos Pro Magno, na Avenida Professora Ida Kolb, em São Paulo.

Um dos festivais cervejeiros mais tradicionais não só de São Paulo, como de todo o país, o Slow Brew disponibilizá as cervejas no esquema all inclusive, uma vez que o ingresso garante a degustação livre.

Além de oferecer a degustação dos mais diversos estilos de cerveja, o Slow Brew também vem se notabilizando como um centro de novidades. Tanto que, nesta edição, serão mais de 50 lançamentos e 13 rótulos produzidos exclusivamente para o evento.

Reunimos, aqui, para facilitar a circulação no festival, 50 lançamentos – como é marca na festa, eles serão lembrados pelo toque das cornetas. E, mesmo que você não tenha comprado o ingresso, vale ficar de olho para saber as próximas novidades do mercado.

Confira, a seguir, 50 lançamentos do Slow Brew.

12h
– Narcose Brett Sour Barrel Aged
– Octopus Littlefield Mango – NE IPA
– 5Elementos Coconut & Pancake Brunch Stout – RIS com lactose, Maple e Coco
– Juan Caloto La Revelación de Karina Cristina – Double NE IPA
– Salvador – MK2 Piña Colada – NE IPA com Abacaxi e Coco
– Avós Tmave da Mantiqueira – Tmave
– Dádiva Bioma – RIS
– Dogma Dynamic Distortion – Double IPA
– Hocus Pocus Pineapple Express – West Coast Double IPA
– Hocus Pocus Spiral Architect  – NE IPA
– Infected Brewing Veuve Brutale – Brut IPA
– Narcose Not So Heavy Barrel Aged Porto – Wee Heavy
– Quinta do Malte Redcall – Catharina Sour com Morango, Hibiscus e Hortelã
– Tábuas Cipó – NE IPA em Amburana
– Maniba Sabrage IPA – Brut IPA

12h30
– Fürst Brut IPA
– Fürst Catharina Sour Acerola
– Fürst Hop Lager – India Pale Lager

12h45
– Jybá New England IPA
– Avenida 42 Fruit Beer com Pêssego, Manga, Hibiscus e Anis

13h
– Cevada Pura NE IPA

13h15
– Caravan Bellini Brett IPA
– Freaktion Rumpel Trip CND – American IPA com Blueberry e Maple

13h30
– Molinarius Red IPA
– Narcose Vin De La Maison – Specialty Grain

13h45
– Dama Bier New Flowers Rosa  – Brut IPA

14h
– Juan Caloto El Gordón Moranguito – Smooth Berliner Morango (Blendar com Cerveja da Freaktion).
– Freaktion Él Magrito Laranjón – Sour com Laranja (Blendar com Cerveja da Juan Caloto).

14h10
– Black Princess (Lançamento Surpresa #01)

14h15
– Everbrew Even Mo Ever Mais – Double IPA

14h30
– Hocus Pocus Overdrive Triple Dry Hopped  – NE Double IPA
– Petra (Lançamento Surpresa)
– Salvador Macau Hot Stout #3 – Milk Stout com café em barril de Tequila, Cacau, Pimenta, Baunilha e especiarias.

14h45
– Cozalinda Pedras De Angra – Lambic
– Cozalinda Rosé De Verolme – Mixed Culture Brett com Framboesas
– Dádiva Purple Sour – Berliner Weisse com Jabuticaba e Mirtilo

15h
– Caravan W.O.T.’S Up Caravan?  – RIS em Carvalho Europeu, Canela, nibs de Cacau e Café

15h15
– Avenida 42 Barley Wine com Damasco
– Avós Vó Joaquina com Morango  – Double India Pale Lager
– Croma Monkey Night Coco Edition  – RIS com Banana, nibs de Cacau, Amêndoas, Coco Queimado e Baunilha.
– Satélite Space Lab  Mission 001 – Dark Strong Ale com Rapadura

15h30  
– Synergy Overbatch Vanilla  – RIS com Baunilha
– Zalaz Ybyrá Ajucá Barrel Aged – Farmhouse Ale

15h40
– Black Princess (Lançamento Surpresa #02)

15h45
– Octopus Old Black – Imperial Stout em Amburana
– Bodebrown 4 Blés Au Cognac – Specialty Ale em Carvalho Francês que continha Conhaque.

16h
– Avós Gramma’s Juice  – India Pale Lager com Limão Siciliano
– Infected Brewing Dark Enemy Barrel Aged Brett – Strong Dark Ale, Whisky Bourbon e 6 tipos de Brettanomyces.
– Salvador Engesa Oil Brunch Stout – RIS com Café, Maple e Bacon

16h30
– Hocus Pocus The Stoned Ape Theory – RIS com Banana

Exportação de cerveja sofre nova queda e amplia ano complicado

A exportação brasileira de cerveja de malte sofreu queda expressiva em setembro. Mantendo países da América do Sul como principais destinos, o produto alcançou US$ 5,06 milhões em vendas para o mercado externo no nono mês de 2018, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

O valor é 35,5% menor na comparação com setembro do ano passado, quando a exportação brasileira de cerveja de malte foi US$ 2,79 milhões maior.

Essa queda reforça a forte baixa nos números acumulados de 2018. Os nove primeiros meses do ano registraram US$ 58,87 milhões e 90.419,44 toneladas de cerveja exportadas, diminuições respectivas de 20,7% e 22,9% na comparação com igual período de 2017.

Tais números fazem com que a cerveja tenha apenas 0,03% de participação nas exportações brasileiras e ocupe o 183º posto no ranking dos produtos negociados pelo país de janeiro a setembro deste ano.

Já os principais destinos da cerveja brasileira nos nove primeiros meses de 2018 foram Paraguai (69%), Argentina (13%) e Bolívia (11%), além do Uruguai (5%).

Voz etílica: Frank Sinatra inspira série de cervejas envelhecidas da Mafiosa

“A Voz”. É assim que muitos fãs se referem a Frank Sinatra, lenda da música norte-americana e reconhecidamente um dos maiores artistas do século XX. Mas, multifacetado, ele também possui outros capítulos interessantes na sua história, alguns motivos de lendas até hoje. Um deles versa sobre o seu envolvimento com a máfia. E esse controverso traço o “uniu” a uma cervejaria de Valinhos, no interior paulista: a Mafiosa.

Surgida em 2013, a cervejaria recebeu esse nome porque os seus criadores viram na produção caseira, naturalmente com vários improvisos em seu início, uma lembrança da fabricação de bebidas durante o período que vigorou a Lei Seca nos Estados Unidos, entre 1920 e 1933, quando a produção era controlada pela máfia italiana.

Desde então, a Mafiosa expandiu e ampliou a sua carta de opções, tendo a Crooner, uma American Strong Ale, entre as suas opções de sazonais. Como o nome indica, a inspiração é clara: o cantor que eternizou My Way e Strangers in the Night, entre outros standards, e teria sido a inspiração de Mario Puzo para o personagem Johnny Fontane, um cantor protegido pela máfia em Poderoso Chefão, livro transformado em trilogia nos cinemas por Francis Ford Coppola.

E se não há coletânea que possa resumir a carreira de Sinatra, a Mafiosa aproveitou uma reserva especial da Crooner para lançar a Irrefutabile #1. Trata-se da primeira cerveja de uma linha Barrel Aged, de aroma frutado, criada a partir dessa reserva e tendo sido envelhecida em barris de carvalho norte-americano por seis meses.

“Já havia um tempo que queríamos envelhecer uma cerveja em madeira. Quando criamos a Crooner, nos inspiramos em Frank Sinatra, sua história com a máfia e sua paixão por uísque. Pensamos em trazer a cerveja no primeiro momento, fresca, usando uma variedade de lúpulo que trouxesse as características da madeira e da bebida (madeira, coco, baunilha). Depois relançaríamos a mesma cerveja, a princípio seria o mesmo nome, com o envelhecimento na madeira”, explica Gui Matheus, sócio-fundador e cervejeiro da Mafiosa.

A primeira Irrefutabile
Embora originária de um lote da Crooner, a Irrefutabile #1 tem diferenças se comparada com a cerveja que lhe deu origem, advindas das barricas de carvalho utilizadas em sua produção.

“Separamos esse lote em quatro barricas de carvalho norte-americano, semi-novos. Cada barrica trouxe uma peculiaridade para a cerveja. Uma agregou um pouco de acidez, a outra trouxe características mais presentes do carvalho, as demais tinham um funky de leveduras selvagens. O blend das quatro barricas ficou incrível. Trouxe muita complexidade, aromas de madeira. O envelhecimento também arredondou a cerveja, deixando-a mais seca, com um leve aquecimento remetendo ao uísque ou bourbon”, acrescenta o cervejeiro da Mafiosa.

A Irrefutabile #1 tem 9% de álcool e 70 IBUs, com destaque para baunilha, caramelo, coco, madeira e uma leve acidez com toque de funky. Tem harmonização sugerida para carnes assadas, de caça e cordeiro, assados ou grelhados, queijos maturados e sobremesas com caramelo. É comercializada em chope e em garrafas rolhadas de 375ml, com preço sugerido de R$ 42.

Como indica o número 1 no nome da cerveja, não se trata de uma mera artesanal, mas do começo de uma linha da Mafiosa. Gui Matheus destaca que a ideia de criar uma série de cervejas envelhecidas surgiu durante a realização desse processo com a Crooner. E a promessa é de que a linha, como diz o seu nome, será irrecusável para qualquer apreciador de cerveja.

“Enquanto ela estava descansado nas barricas, decidimos envelhecer outras cervejas. Com isso, ao invés de chamar a cerveja com o mesmo nome e só acrescentar o Barrel Aged, decidimos criar uma linha de cervejas únicas e especiais, irrecusável! Assim surgiu a linha – Irrefutabile”, conclui.

Os próximos passos da Mafiosa
Barrel Aged – Também inspirada no Poderoso Chefão, em uma frase dita por Peter Clemenza, a Leave the Gun! Take the Cannoli será a próxima dá série. Trata-se de uma Russian Imperial Stout que está descansando em barricas de vinho do Porto.

Lawless – Para 2019, segundo antecipa Gui Matheus, a Mafiosa quer trabalhar ainda mais com madeira. “Estamos planejando resgatar mais, pelo menos, um estilo histórico para a nossa linha Lawless [que também resgata a época da Lei Seca]. Além disso, uma Milkshake IPA e uma American Sour.”

Produção de cevada sofre queda pelo terceiro mês seguido

A produção de cevada em grãos voltou a ter resultado negativo pelo terceiro mês seguido. Após os números positivos apresentados no primeiro semestre, a safra do cereal cervejeiro caiu em setembro, dessa vez para 384.985 toneladas, uma redução de 1,9% na comparação com agosto, segundo dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado reflete a diminuição da área plantada e do rendimento no último mês. A área passou de 99.601 hectares para 98.408, uma redução de 1,2%. Já a queda do rendimento foi de 0,8%, de 3.942 kg/ha em agosto para 3.912 kg/ha em setembro.

A nova diminuição da área plantada ampliou a redução no comparativo com 2017, agora apresentando queda de 16,4%. Mas a produção, com aumento de 34,4%, e o rendimento médio, com elevação expressiva, de 60,9%, ainda indicam a recuperação da safra anual de cevada em 2018, mesmo com os números negativos de setembro.

Os dados do nono mês de 2018 também não foram positivos para o trigo. A produção retraiu 0,5%, com queda de 2,1% no rendimento. Já a área plantada apresentou elevação de 1,6%. Apesar disso, o cenário continua sendo de recuperação na comparação com os números do ano passado.

Confira, a seguir, os números da cevada em setembro:

Safra da Cevada
Setembro
Agosto
2017
Produção
384.985 t
392.633 t
286.405 t
Rendimento
3.912 kg/ha
3.942 kg/ha
2.432 kg/ha
Área
98.408 ha
99.601 ha
117.779 ha
 
E os números do trigo:

Safra do Trigo
Setembro
Agosto
2017
Produção
5.849.671 t
5.879.675 t
4.241.602 t
Rendimento
2.864 kg/ha
2.925 kg/ha
2.217 kg/ha
Área
2.042.691 ha
2.009.981 ha
1.913.226 ha

Marinha norte-americana acaba com a cerveja da capital da Islândia

O que era para ser apenas um exercício militar de tropas dos países da Organização para o Tratado do Atlântico Norte (Otan) teve consequências inusitadas na Islândia. Em metade de uma semana, milhares de marines (nome dado aos oficiais da marinha dos Estados Unidos) beberam simplesmente toda a cerveja disponível na capital Reykjavik.

Entre quarta-feira, dia 24 de outubro, e domingo, 28, cerca de 7 mil militares norte-americanos estiveram na capital Reykjavik. Os oficiais participavam de um exercício militar batizado Trident Juncture, que envolveu 65 embarcações, 150 aeronaves e 10 mil veículos militares dos países da Otan, Suécia e Dinamarca.

Para se ter uma ideia, a população da Islândia é de pouco menos de 340 mil habitantes, o que significa um aumento temporário de 2% no número de pessoas na ilha – todos sedentos por cerveja.

O simpático centro de Reykjavik tem uma cena noturna agradável. Conta com diversos bares interessantes para o público norte-americano, como o Dillon Whiskey Bar, com tema gângster, o bar Lebowski, inspirado na comédia hollywoodiana O Grande Lebowski, de 1998, e um pub batizado The English.

Ao portal norte-americano Star and Stripes e ao portal local Vísir, proprietários e trabalhadores dos bares da cidade relataram que as vendas ultrapassaram o dobro do previsto para o final de semana de exercícios militares.

“Tivemos que mandar funcionários do bar para o nosso depósito para buscar correndo mais cerveja”, afirmou o barmen Ingvar Svendsen, do American Bar, um dos destinos preferidos do público. Os estabelecimentos com estoques maiores colaboraram emprestando a quem tinha menos reserva.

A cervejaria Olgerdin Egill Skallagrimsson, que faz a cerveja mais popular do país, a Gull, precisou mandar remessas extra emergenciais para abastecer os estoques dos bares. Apesar da correria, os comerciantes locais relataram que os marinheiros tiveram comportamento exemplar, e não causaram problemas.

4 benefícios dos concursos para o setor cervejeiro

“O importante não é vencer, mas competir. E com dignidade.” O lema, ligado ao Barão de Coubertin, sempre lembrado durante a realização dos Jogos Olímpicos, também pode ser associado ao setor de cervejas artesanais diante do crescimento da realização de concursos, normalmente durante festas, feiras ou encontros.

Só nas últimas semanas, três importantes concursos foram realizados: o Mbeer Contest Brazil, a Copa Cervezas de América e a Copa Cerveja Brasil.  Mais do que apenas oferecerem medalhas e o reconhecimento da qualidade da cerveja, contudo, esses  eventos servem como importante avaliação e podem indicar a definição de rotas a serem tomadas pelas artesanais.

Além disso, os concursos são benéficos para todas as pontas do setor. Afinal, além do grande potencial para atração de um público maior, que pode usar seu resultado como balizador no momento de definição do consumo, também servem como indicador para onde o mercado está se direcionando, apontando tendências.

A partir de conversa com Amanda Felipe Reitenbach, fundadora e CEO do Science of Beer Institute, escola focada na educação cervejeira e responsável pela organização do Concurso Brasileiro de Cervejas, uma das competições mais tradicionais e valorizadas do setor, o Guia da Cerveja apontou quatro benefícios da realização dos concursos. Confira:

1- Avaliação qualificada da cerveja que está sendo produzida
O concurso é a oportunidade ideal para o microcervejeiro receber uma avaliação qualificada sobre a qualidade da bebida que está produzindo. “Permite que a cervejaria tenha um feedback muito qualificado. Não é uma mera avaliação, mas uma avaliação feita por um time de jurados muito competente”, afirma Amanda.

2- Dicas de correções a serem feitas nas cervejas
Independentemente do resultado do concurso, com a conquista de uma medalha ou não, os apontamentos dos avaliadores podem ser valiosos na busca de rumos e para a correção de detalhes. “Ganhando ou não medalha, é importante para saber como está seu produto, como você pode direcioná-lo para o mercado, como corrigir, se tiver coisas a corrigir”, explica.

3- Mapeamento do mercado pelos profissionais do setor
Alguns concursos envolvem centenas de rótulos, o que permite aos jurados, em um espaço curto de tempo, ter contato com uma parcela considerável do setor de artesanais. Isso permite ao especialista “dimensionar algumas estatísticas de como o mercado está indo, como o mercado está se desenvolvendo, quais os estilos as cervejarias estão desenvolvendo, qual é a constância desses estilos”, enumera Amanda.

4– Indicação de tendências para o futuro
A lista de inscritos e o tipo de cervejas participantes podem escancarar mudanças no setor, especialmente se comparadas com as edições anteriores dos concursos, revelando tendências. “O concurso serve como um senso. É importante para observar as mudanças que o mercado vem apresentando”, comenta.

Biscoito ou bolacha: Confira as novidades cervejeiras da semana

A semana trouxe criativas novidades para o universo cervejeiro. A rivalidade entre paulistas e cariocas e a clássica divisão nacional – é biscoito ou bolacha? – rendeu duas cervejas feitas em parceria entre a Treze e a 2cabeças. Já a Dádiva apostou na jabuticaba e no mirtilo para lançar o quarto rótulo de sua linha Pink Lemonade. Confira, a seguir, as novidades da semana.

Biscoito ou bolacha?
A rivalidade entre paulistas e cariocas resultou em uma nova e criativa cerveja ao mercado brasileiro. A paulista Treze e a carioca 2cabeças se uniram para brincar com outra clássica divisão nacional: afinal, qual o termo correto, biscoito ou bolacha? Dessa questão nasceu duas Double Brown Ales: a Biscoito, que leva baunilha e côco na receita; e a Bolacha, com baunilha e cacau. As duas possuem 8,8% de teor alcoólico e colocação marrom escuro. “O estilo Double Brown Ale tem um perfil sensorial que lembra bolacha, bolo, panificação, nozes e cereais. Ainda adicionamos baunilha e dividimos em duas finalizações diferentes, com os ingredientes dos dois sabores mais clássicos de bolachas e biscoitos: coco e cacau”, conta Eduardo Marques, sócio da Treze. “Bolacha é para apoiar o copo cheio de cerveja, no máximo. O certo mesmo é biscoito, é indiscutível. Mas, estamos muitos felizes nessa criação com a Treze que, apesar de paulistas e não saberem o que falam, são grandes amigos. No fim, temos duas cervejas deliciosas” brinca Bernardo Couto, da 2cabeças.

Purple Sour
A Dádiva lançou o quarto rótulo de sua linha Pink Lemonade. Trata-se da Purple Sour, uma Berliner Weisse de cor púrpura que ganhou uma combinação de jabuticaba e mirtilo, com um toque final aveludado de baunilha. Possui teor alcoólico de 4%, sabor intenso de frutas escuras e uma acidez típica do estilo. “Sempre que vejo uma jabuticaba, me lembro da minha avó Deilah. Ela dizia que eu tinha olhos de jabuticaba. Então, quando decidimos fazer uma Berliner Weisse com a fruta, vasculhei os baús da família para encontrar uma foto com a qual pudesse homenageá-la”, relata Luiza Lugli Tolosa, sócia-fundadora da Dádiva.

Oktoberfest da Blondine
A Blondine entrou no clima de festa ao lançar um rótulo comemorativo da Oktoberfest. A Märzen, que faz alusão ao mês de março, caracteriza esse tipo de cerveja produzida em março para ser consumida em setembro e outubro. “A Oktober possui aroma maltado, de coloração dourada ao vermelho-âmbar e textura cremosa, tem um paladar adocicado com final seco. Este é um rótulo que não só celebra uma das mais tradicionais festas cervejeiras, como também busca democratizar o seu acesso, com um produto de muito sabor e ótimo preço”, diz Mariane Marques, gerente de marketing da Blondine.

Catharina com seriguela
A Kairós utilizou a seriguela como inspiração para lançar a Maricota Catharina Sour, uma cerveja ácida e refrescante que faz parte da série “Lendas da Ilha”, que homenageia o folclore de Florianópolis. No rótulo, estão retratados os personagens Maricota, Bernúncia e Boi-de-mamão, retratando a história de Mateus, um vaqueiro simples do interior da Ilha que, ao ver seu boi de estimação morto, busca um médico e um curandeiro para ressuscitá-lo. Ao fim, o boi volta à vida e todos comemoram com cantorias e danças. Quem dança e rodopia é a Maricota, uma mulher que alcançaria o melhor fruto da seriguela para produzir a cerveja.

Lei Seca: Confira como será o segundo turno no seu estado

Os mesmos 12 estados brasileiros que adotaram a Lei Seca no primeiro turno das eleições vão restringir  venda ou consumo de bebidas alcoólicas no segundo turno. A decisão sobre a restrição depende da interpretação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de cada estado. Há, ainda, estados em que a aplicação da lei ficou a cargo do juiz de cada zona eleitoral – o que torna a questão mais confusa ainda e indefinida até agora.

Em diversos estados (como Pará e Paraná), a liberação da Lei Seca foi obtida na Justiça por meio de liminar concedida a representantes dos setores de bares e restaurantes, alegando que o período sem poder vender significa um grave prejuízo financeiro.

Mesmo com a liberação da Lei Seca na maioria dos estados, é preciso ficar atento a às regras que determinam as condutas adequadas no dia das eleições. Em suma, as autoridades estão atentas a qualquer “bagunça” nos locais de votação, e não é permitido votar embriagado.

Abaixo, a lista dos estados que terão a proibição, com suas regras e horários específicos para o segundo turno:

  • Acre: proibição em diversas cidades, com horários diferentes:
    • Xapuri e Capixaba: 0h às 18h do dia 28.
    • Sena Madureira e Santa Rosa: 18h do dia 27 às 18h do dia 28.
    • Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter e Rodrigues Alves : 23h59 do dia 27 às 19h do dia 28.
    • Tarauacá e Jordão: 20h do dia 27 às 19h do dia 28.
    • Brasileia, Epitaciolândia e Assis Brasil: 22h do dia 27 às 22h do dia 28.
    • Feijó: 22h do dia 27 às 20h do dia 28.
    • Senador Guiomard, Acrelândia e Plácido de Castro: 18h do dia 27 às 21h do dia 28.
  • Amazonas: proibido o consumo em locais públicos das oh às 17h do domingo
  • Amapá: proibido o comércio, distribuição, venda e consumo das 0h às 18h de domingo
  • Ceará: em Fortaleza, proibido o comércio, distribuição, venda e consumo das 0h às 19h de domingo. Em outras cidades, a decisão dos juízes eleitorais deve sair hoje.
  • Maranhão: proibido o comércio, distribuição, venda e consumo das 18h de sábado às 23h59 de domingo
  • Mato Grosso do Sul: proibido o consumo das 3h às 17h de domingo em lugares públicos, mas liberado em estabelecimentos que funcionem apenas como restaurantes entre 11h30 e 14h40
  • Minas Gerais: proibido o comércio, distribuição e venda das 6h às 18h de domingo, o consumo não foi proibido
  • Piauí: proibido o comércio, distribuição, venda e consumo em locais públicos das 0h às 17h de domingo
  • Rio Grande do Norte: proibido o comércio, distribuição e venda das 6h às 18h de domingo
  • Pará: proibido o comércio, distribuição e venda das 0h às 18h de domingo, além da proibição de festas em clubes, casas de shows, boates e bares
  • Roraima: proibido o comércio, distribuição e venda das 6h às 18h de domingo