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Brasileiras levam 6 medalhas no European Beer Star

O European Beer Star, organizado pela Private Brauereien desde 2004, teve seis cervejas brasileiras premiadas em sua décima quinta edição. Trata-se de um dos principais concursos cervejeiros internacionais, que premia estilos de cervejas com origem europeia, mas é aberto a cervejarias do mundo todo

O Brasil foi o quinto país com mais rótulos inscritos, com 123, atrás de Alemanha (927), EUA (254), Itália (221) e Áustria (148). A Alemanha foi também o país com mais medalhas, 78 ao todo, enquanto EU levaram 29 e Itália 19.

Dentre as seis cervejas brasileiras premiadas, quatro cervejarias levaram duas medalhas de ouro, duas de prata e duas de bronze.

As de ouro foram para Bamberg Altbier (Bamberg, Votorantim – SP), no estilo Düsseldorf-Style Altbier, e Baden Baden Golden (Baden Baden, Campos do Jordão – SP), no estilo Herb And Spice Beer.

Levaram medalhas de prata a Passione, da cervejaria de Niteroi Noi, no estilo Wood And Barrel Aged Sour Beer, e Bohemia Wee Heavy, da Bohêmia (Petrópolis), do estilo Scotch Ale Wee Heavy.

Já as medalhas de bronze ficaram novamente com a Bamberg Rauchbier, no estilo Smoke Beer Traditional Franconian Style – Bamberg Rauchbier e com a Noi, com sua Specialty Honey Beer Noi Diavolo.

A lista completa das premiadas você encontra aqui.

Mais do que bebida: Marcas inovam com rótulo em Braille e embrulho especial

Já se foi o tempo em que uma cerveja conquistava o público meramente pelo efeito provocado no paladar do consumidor. Com o aumento da concorrência pelas diversas opções ofertadas pelo mercado em expansão das artesanais, os fabricantes vêm apostando em ações inovadoras para conquistar um espaço que vai muito além dos sabores variados.

Isso se confirma pelas novidades apresentadas pela Noi e também por um rótulo colaborativo desenvolvido pela Doktor Bräu e pela Tribal. Essas cervejarias mostram que a inventividade está em alta no setor com apostas visuais que pretendem chamar a atenção do público e confirmar o aspecto democrático das artesanais, conhecidas por suas diferentes opções.

A cerveja colaborativa da Doktor Bräu e da Tribal atende a um aspecto social importante. A Braille Brut IPA, como o próprio nome indica, possui o sistema de leitura tátil no seu rótulo, o que lhe dá um caráter especialmente inclusivo. E conta com uma mensagem que só poderá ser compreendida por quem conhece essa escrita.

“De acordo com dados do Censo 2010 do IBGE, no Brasil existem mais de 6,5 milhões de deficientes visuais, então decidimos chamar a atenção para o sistema de leitura tátil, que favorece a inclusão dessas pessoas na sociedade, no rótulo de nossa cerveja”, explica Nuberto Hopfgartner, médico e sócio da mineira Doktor Bräu. “E tem mais: o rótulo traz uma frase que só quem lê Braille saberá qual é”, instiga ele.

A paulistana Tribal, por sua vez, destaca que “segundo dados recentes, a cada cinco segundos, uma pessoa se torna cega no mundo. Além disso, 3,5% da população já declarou ter algum tipo de dificuldade”.

Antes mesmo de lançar a Braille Brut IPA, aliás, a Tribal já demonstrara sua sensibilidade ao tema ao criar a campanha #pracegover. “Esse despertar aconteceu quando uma consumidora com deficiência visual agradeceu o recurso #pracegover que era utilizado nas redes sociais da Tribal”, explica a cervejaria. “Ainda pouco disseminado, é bastante simples de usar: após inserir a hashtag, basta descrever detalhadamente a imagem postada, incluindo cores, textos, descrição de roupa, efeitos, e um aplicativo de áudio-descrição faz a leitura.”

O lançamento da Braille Brut IPA está agendado para o próximo sábado, no Empório Alto de Pinheiros, em São Paulo, a partir das 14 horas. E, depois do evento, estará disponível em diversos bares do país. A cerveja possui coloração dourada, espuma persistente e 8% de teor alcoólico. Será sazonal e vendida em garrafas rolhadas de 375ml. E custará R$ 40 por unidade no seu lançamento.

De acordo com seus fabricantes, no aroma e sabor, as notas remetem à amora e ao limão devido à acidez – e, apenas no aroma, à frutas cítricas amarelas que se destacam graças ao mix de lúpulos utilizados.

É uma bebida seca, de corpo leve, que combina com verão e, segundo as cervejarias, harmoniza com peru defumado, tender com molho agridoce, risoto de morango com camarão ao molho de champanhe, canapés de salmão ao molho taré, haddock defumado, pastel de escarola com bacon e cheesecake com calda de amora.

Cerveja emotiva
Outra novidade que promete mexer com os sentidos e emoções do público é um recente lançamento da Noi, de Niterói. A Passione, uma Belgian Strong Ale, vem embrulhada em papel especial com 12 declarações de amor, escolhidas através de um concurso realizado pela própria marca em suas redes sociais.

A cerveja integra o selo Fuoriserie, de bebidas sazonais e de tiragem única da Noi. Envelhecida por dois anos em barricas de carvalho, a Passione apresenta intenso aroma frutado de ameixas secas e uvas passas e paladar licoroso de vinho xerez, com 12% de teor alcoólico e 24 IBUs, segundo a cervejaria.

A cervejaria explica que foram produzidas 2,6 mil unidades em garrafas de 330ml, que só serão vendidas nos restaurantes Noi Gastronomia, localizados no Estado do Rio de Janeiro.

“A Noi foi uma das desbravadoras no mercado de cervejas artesanais do Rio. Ver este crescimento é emocionante! Ele é fruto de trabalho duro e da nossa paixão pelas cervejas. A Passione faz parte da nossa linha sazonal (Fuoriserie) e foi feita com muito amor! Foram dois anos maturando em barricas de carvalho, trouxemos garrafas francesas para o envase e as embrulhamos com declarações de amor. É uma cerveja para ocasiões especiais”, explica Bárbara Buzin, diretora da Cervejaria Noi.

Festas da Vaia, da Otim’bé, da Bodebrown: 6 eventos para o feriado

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Não faltam festas para embalar o feriado. Cervejarias como a Vaia, a Otim’bé e a Prussia promovem eventos especiais, enquanto a Bodebrown levará um lançamento a seu tradicional Growler Day. Destaque ainda para o shopping Ilha Plaza, no Rio, e seu festival cervejeiro. E o já clássico Festival da Cerveja de Porto Alegre. Confira, a seguir, a agenda completa do feriado.

 

Sudeste

São Paulo
Festa da Vaia: Cervejaria parceira do Let’s Beer, tradicional bar de artesanais na Vila Mariana, a Vaia lançará a sua Transa Lager Wine 12%, uma criação que uniu técnicas das lagers Doppelbocks alemãs e das modernas Barleywine norte-americanas. A cerveja, aliás, foi inspirada no clássico disco de Caetano Veloso, Transa. E, para celebrar a novidade, ao custo de R$ 150, haverá uma festa open bar com a presença de chopes como Zalaz & Everbrew India Black Ale e Batom Vermelho Sour Ale. Será nesta quinta-feira, a partir das 14h, na Rua Joaquim Távora, 955.

Show com Otim’bé: A cervejaria artesanal afro-brasileira apresenta mais uma edição da festa Mestre Lumumba Convida. Dessa vez haverá a participação de Saloma Salomão e da bateria da Comunidade Cultural Quilombaque. Para embalar o show, é claro, não faltará a presença de muita Otim’bé. Será neste sábado, a partir das 19h, no Centro Cultural Butantã, na Avenida Corifeu de Azevedo Marques, 1880.

Rio de Janeiro
Ilha Beer: Localizado na Ilha do Governador, o shopping Ilha Plaza realizará a 3ª edição de seu Ilha Beer Festival, com a presença de cervejarias destacadas como Noi e Dos Hermanos. Hambúrgueres, petiscos e sobremesas gourmetizadas são algumas opções gastronômicas do evento, que terá ainda a apresentação de bandas de rock. Será no sábado e no domingo, a partir das 14h, na Avenida Maestro Paulo e Silva, 400.

São Gonçalo do Rio Abaixo (MG)
Aniversário da Prussia: Para comemorar seus quatro anos, a Prussia fará uma festa com destaque para o lançamento de um novo rótulo, que será mantido sob sigilo até o evento. Haverá, ainda, a presença de outros seis estilos de chopp da cervejaria: Pilsen, Pale Ale, Weiss, IPA, Bohemian Pilsner e Red Ale. Destaque ainda para as opções gastronômicas, como os steaks na grelha de chão, assados na cerca e em fogo de chão. Será no sábado, das 11h às 17h, na Fábrica da Prussia, na Rodovia MG 129, KM1,4. Acesse o site para comprar seu ingresso.

 

Sul 

Curitiba
Growler com Lançamento – O tradicional Growler Day da Bodebrown terá uma novidade especial neste final de semana: o lançamento de sua nova criação, a Chocolat à la Framboise. Trata-se de uma cerveja que “leva toques delicados de chocolate e framboesa”, segundo a marca, e inspirada em tortas doces de chocolate, café e framboesa. “É uma cerveja forte, escura, com notas deliciosas de chocolate, caramelo e café provenientes dos maltes escuros tostados”, conta Samuel Cavalcanti, fundador da Bodebrown. Será na sexta-feira, das 17h às 20h, e no sábado, das 9h30 às 16h, na Rua Carlos de Laet, 1015.

Porto Alegre
Festival POA – Um dos mais tradicionais eventos do calendário cervejeiro brasileiro, o Festival da Cerveja de Porto Alegre ocorre neste final de semana com a presença de 50 cervejarias artesanais, expositores gastronômicos, uma feira com empresas inovadoras e 13 shows representando a música gaúcha. Destaque para a presença de marcas como Irmãos Ferraro, Zapata e Narcose, entre tantos outros nomes consagrados (clique aqui para comprar seu ingresso). Será  na sexta-feira, das 16h à 1h, no sábado e no domingo, das 13h à 1h, no Centro de Eventos do Shopping Iguatemi, na Avenida João Wallig, 1800.

Quer incluir seu evento em nossa agenda? Escreva para nosso editor: itamar@guiadacervejabr.com

Skol Beats faz campanha que une sexo e consumo inteligente de álcool

A Skol Beats lançou nesta semana uma campanha de conscientização que trata da necessidade de consumo inteligente de bebida alcoólica, focada nos prejuízos que o excesso pode trazer para as pessoas, especialmente no momento do sexo.

Voltada principalmente ao público jovem, a campanha tem o lema: “If you Drink Right, you F*** Right (Se você bebe direito, f… direito, em tradução livre) – Quem bebe menos se diverte mais”.  Sob essa temática, a bebida apresenta vídeos, site com dicas para o público, além de realizar ações em bares.

A campanha da Skol Beats também conta com a participação de artistas, como a cantora Anitta, que divulgou um vídeo sobre o tema em seu perfil no Instagram em que relata uma noite frustrada pelo excesso de consumo de álcool.

Anitta Skol Beats Sexo Seguro

“Nosso desejo é conscientizar as pessoas sobre o consumo inteligente e a importância deste comportamento em todos os momentos do dia a dia. O excesso no consumo de bebidas é prejudicial também na relação entre as pessoas”, afirma Maria Fernanda Albuquerque, diretora de marketing da Skol.

Para atingir o público com a campanha de consumo inteligente, a Skol Beats preparou algumas ações com parceiros. No site do Empório da Cerveja, por exemplo, os packs da bebida adquiridos estarão acompanhados por uma água – serão três garrafas, sem custo extra.

Isso também se repetirá em três casas noturnas de São Paulo – Cine Joia, Lions Club e Yatch Club -, com o consumidor recebendo gratuitamente uma garrafa de água para cada Skol Beats. A ideia obviamente reflete um dos nortes da campanha: manter a pessoa hidratada enquanto bebe a cerveja.

A Skol Beats também preparou folders para distribuição com informações, que são acompanhados por águas e camisinhas da marca Prudence. O material possui dicas de como alimentar-se antes de beber, intercalar drinques com água, ter sempre a mão proteção e saber que “não é não”.

 “Ao contrário do que muitos pensam, o sexo não combina com o excesso de bebida alcoólica. O consumo exagerado implica em fatores emocionais, como a pessoa não estar 100% envolvida com o momento e acaba não aproveitando aquela relação por inteiro. Além disso, o excesso de bebida no organismo pode causar outros efeitos, como deixar a relação menos prazerosa. Informações como estas precisam chegar ao conhecimento dos jovens para contribuir na formação de uma cultura de sexo saudável e consciente, por isso a importância de campanhas como Drink Right F*** Right”, explica a sexóloga Rose Villella no material divulgado pela Skol Beats.

Todo o material pode ser encontrado no site drfr.com.br. Já o filme da campanha, criada criado pela agência Wieden+Kennedy, pode ser visto no link: https://youtu.be/gnfrqyzOB14.

Ex-hostel, Escambo se reinventa com fábrica-bar e cozinha sustentável

Um hostel descolado que assumiu sua vocação cervejeira e, de quebra, reforçou o lema de incentivar produtores locais. Se histórias são importantes para construir a reputação de um estabelecimento, não faltam excelentes premissas para o Escambo, uma “nova” fábrica-bar localizada no Paraíso, em São Paulo.

Inaugurado em 2012, o Escambo funcionou em seus primeiros anos como um hostel, instalado em um aconchegante sobrado na Rua Coronel Oscar Porto. E sua vocação cervejeira esteve presente desde o início: as geladeiras viviam repletas de rótulos nacionais e o espaço sediava encontros da Associação dos Cervejeiros Artesanais (Acervas). Natural, então, que ocorresse a transição.

Depois de reformarem o hostel, os sócios reinauguraram o espaço e “mudaram” o nome para Escambo Gastronomia & Nanocervejaria, uma fábrica-bar com capacidade de produção de 1.600 litros.

Em parceria com a piracicabana Tutta Birra, a fábrica do Escambo abastece suas 10 torneiras com estilos diversos e chopes colaborativos, criados em parceria com outras marcas do estado de São Paulo. Destaques para rótulos como o Summer Ale, o English Pale Ale e o West Coast IPA, entre outros.

Os chopes vêm em opções de 300 ou 400 ml e, usualmente, complementando o cardápio, são servidas bebidas como chá de lúpulo e Kombucha.

Cozinha local e autêntica
Mas o Escambo não aposta somente em sua boa oferta de chopes e bebidas. Para forrar o estômago do cervejeiro, o bar conta com um cardápio enxuto, “sem frescura, que valoriza a sazonalidade dos ingredientes”, segundo os sócios.

E todo o cardápio parte de uma interessante premissa sustentável: com o objetivo de ressaltar o lema de suporte e incentivo ao consumo local, o Escambo busca comprar alimentos e insumos de produtores regionais, pequenos e independentes.

O resultado dessa soma de fatores é a presença de petiscos com bom custo-benefício, como a Linguiça artesanal (R$ 26), servida com pães, geleia de tomate e picles, e a Batata Chips (R$ 18) com alecrim e alho.

Se a fome for maior, vale ficar de olho nos grelhados. É o caso do Prime Rib Duroc suíno (R$ 33/350gr) e o Short Rib Angus bovino (R$ 45/450gr), acompanhados de guarnições como legumes salteados, salada verde, purê ou batata chips.

Há, também, a presença de bons sanduíches como o Ares (R$ 33), feito com hambúrguer de carne de cordeiro, queijo serra da canastra, bacon e kimchi, e o Veggie (R$25), com abobrinha grelhada com queijo da canastra, berinjela defumada e ketchup fermentado na casa.

“O nosso diferencial é que somos uma nanocervejaria que entra com uma cozinha muito forte. Para quem gosta de carne, há boas opções. Também tem os hambúrgueres, como o de cordeiro, por exemplo, que não tem igual. Então, esse é o nosso diferencial: uma cerveja de bom custo-benefício com uma cozinha autoral e bem autêntica”, garante Rodrigo Amorim, um dos sócios do Escambo.

Escambo Gastronomia & Nanocervejaria
Endereço: Rua Coronel Oscar Porto, 33, Paraíso, São Paulo
Horário de Funcionamento: Terça a sexta das 12h às 15h e das 18h às 23h30; sábado das 12h às 24h; e domingo das 14h às 20h
Telefone: (11) 3051-5344

Estudo sobre cerveja revela que brasileiro prefere qualidade à quantidade

O mercado brasileiro de cerveja vive uma drástica mudança. Se o crescimento exponencial das artesanais deixava a sensação de que o slogan “beba menos, beba melhor” ganhava espaço considerável, um estudo publicado nesta terça-feira pela Mintel não deixa qualquer dúvida sobre o assunto: de fato, o consumidor nacional está priorizando a qualidade em detrimento da quantidade.

A pesquisa inédita revela que 57% dos entrevistados afirmam preferir beber pequenas quantidades de cerveja cara, em vez de grandes quantidades de cerveja de menor custo. Esse comportamento é ainda mais perceptível no grupo socioeconômico AB: mais de dois terços dos consumidores – 68% – priorizam a qualidade, estatística que chega a 52% dos cervejeiros das classes C12.

Homens, por sua vez, segundo a pesquisa, são mais propensos do que as mulheres a preferir cervejas nacionais: 47% contra 41%, ante 26% para homens e 23% para mulheres em relação às marcas internacionais.

Quando se trata de experimentar novos tipos de cerveja, a pesquisa da inglesa Mintel aponta que dois quintos – 42% – dos consumidores mencionaram “um novo sabor/sabor inovador”, como frutas e mel. Entre jovens de 18 e 24 anos, essa estatística chega a 53%.

“A nossa pesquisa indica que os consumidores, principalmente os mais jovens, são atraídos por sabores novos e interessantes ao provar novos tipos de cerveja. As marcas podem, portanto, investir em sabores inovadores e exóticos para atrair esse público por meio da curiosidade”, explica Ana Paula Gilsogamo, especialista em Alimentos e Bebidas da Mintel, uma das maiores empresas de pesquisas do mundo.

Para agradar os consumidores que preferem qualidade à quantidade, Ana Paula recomenda a aposta em embalagens menores. “Já em relação ao fato que as preferências dos consumidores estão mudando de grandes quantidades para quantidades menores de mais qualidade, investir em embalagens menores para produtos premium pode ser uma oportunidade para atrair as classes mais altas”, comenta a especialista, antes de acrescentar.

“Apesar de várias marcas nacionais já terem lançados versões menores de seus produtos, as cervejas artesanais e de trigo ainda não aproveitaram essa oportunidade. E como nossa pesquisa mostra que não há uma grande diferença de preferência entre homens e mulheres em relação às marcas internacionais, elas poderiam ter mais sucesso em atrair o público feminino. As marcas internacionais poderiam, por exemplo, lançar edições limitadas especiais voltadas especificamente para mulheres.”

Mercado
A pesquisa da Mintel também abordou o crescimento do mercado brasileiro de cervejas. E, segundo o estudo, o setor deve ter crescimento de 1% em volume até o final deste ano.

Os brasileiros compraram 10,3 bilhões de cerveja no ano passado e, para 2018, segundo detalha a pesquisa, está prevista uma quantidade de 10,4 bilhões de litros. As perspectivas, porém, não são boas para os próximos anos: influenciado pelas incertezas políticas e econômicas do país, além de preocupações dos consumidores com a saúde, o mercado não deve se expandir.

Em relação ao valor de mercado, a Mintel estima crescimento de 3,3% em relação a 2017, quando atingiu R$ 79,8 bilhões. Assim, neste ano, a cifra deve alcançar R$ 82,4 bilhões.

“O consumo de cerveja está mudando no Brasil. Os consumidores têm favorecido produtos de mais qualidade e que são menos prejudiciais à saúde, o que deve continuar afetando o mercado, especialmente o crescimento em volume”, avalia Ana Paula.

“Já o crescimento em valor pode ser atribuído ao fato de que os consumidores demonstram preferência em beber pequenas quantidades de cerveja cara em vez de grandes quantidades de cerveja barata.”

Artesanais
O estudo da Mintel apontou, por fim, que os consumidores tendem relacionar cervejas artesanais à qualidade dos ingredientes e a sabores inovadores. Quando perguntados sobre quais fatores definem uma cerveja artesanal, quase metade dos consumidores – 45% – respondeu “ingredientes de alta qualidade”, 43% mencionaram “sabores únicos/inovadores” e 34% citaram “ingredientes/métodos de fermentação tradicional”.

Sobre o fato de cervejarias artesanais serem adquiridas por grandes grupos, o estudo revelou que 40% dos consumidores concordam com a afirmação: “Quando uma marca artesanal/pequena cervejaria é comprada por uma grande empresa, a qualidade da cerveja diminui”, enquanto 38% concordam com “pequenas cervejarias independentes produzem cerveja de melhor qualidade do que as grandes empresas ”.

“As marcas precisam criar estratégias para mostrar que a aquisição de uma cerveja artesanal por uma grande empresa não vai prejudicar sua qualidade. Aliás, a comunicação da manutenção da qualidade, especialmente dos ingredientes usados, é essencial, pois a percepção do consumidor brasileiro em relação às cervejas artesanais está mais ligada à qualidade dos ingredientes utilizados do que ao tamanho das marcas ou aos métodos de fermentação”, conclui Ana Paula.

Brexit ameaça cadeia de produção da Guinness e preço pode subir

Desde 1778, a Guinness é produzida na cervejaria St. James Gate, de Dublin. De lá saem caminhões-tanque brilhantes, que os irlandeses carinhosamente chamam de “balas de prata”, cheios da bebida com destino a Belfast, na Irlanda do Norte, onde é engarrafada e embalada antes de voltar a Dublin e ser exportada para o mundo todo. Com a aprovação do Brexit, a fronteira cruzada 23 mil vezes por ano pelas balas de prata deixará de ser invisível no dia 29 de março e passará a separar o Reino Unido, do qual a Irlanda do Norte faz parte, da União Europeia.

“O mercado irlandês de bebidas envolve toda a ilha”, explica Patricia Callan, diretora da Federação de Bebidas Alcoólicas da Irlanda. “Tudo acontece dos dois lados da fronteira.”

Nas negociações sobre o Brexit, o Reino Unido e a União Europeia se comprometeram a não instalar nenhuma estrutura física que afete o cruzamento da fronteira – honrando acordos centenários entre as duas Irlandas. Mas ela se tornará o limite da união aduaneira europeia, e inevitavelmente causará transtornos que ainda não têm solução prevista.

“Qualquer atraso na cadeia logística, mesmo que seja de apenas uma hora, causará um custo extra de € 100 por caminhão”, diz Callan.

É bem verdade que a Guinness, propriedade da gigante Diageo, que em 2017 teve 12 bilhões de libras (US$ 15 bilhões) de volume de negócios, parece sólida o suficiente para absorver o impacto. Mas o que preocupa é a solidez da cadeia de suprimentos que envolve centenas de pequenas empresas na Irlanda.

“Ter uma fronteira que pessoas e bens possam atravessar sem dificuldade é incrivelmente importante para nós”, reconheceu John Kennedy, presidente da Diageo Europe. Se os controles forem estabelecidos, “vamos encontrar uma solução, somos um grande grupo”, disse ele, mas isso pode representar “um fardo pesado” para os fornecedores.

A consequência mais temida, no entanto, é de que o peso recaia no bolso do consumidor. No The Gap O’the North, rústico pub na fronteiriça Jonesborough, poucos metros ao norte da divisa, rios de Guinness são consumidos todas as semanas. Para John Fearon, proprietário da casa, as  consequências de um pequeno aumento no preço pode ser nefasta. “Como se não fosse difícil o bastante atrair clientes”, lamenta.

com informações da AFP

Produção de cevada se recupera em outubro, mas pode cair até 20% em 2019

Os três meses de resultados negativos da produção de cevada em grãos chegaram ao fim, mas a recuperação registrada em outubro não permite uma estimativa otimista para o próximo ano. Foi o que apontou o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que previu uma redução de 20% na safra do cereal cervejeiro para 2019.

De acordo com o levantamento, que publicou recentemente sua primeira projeção da safra nacional para o próximo ano, a produção de cevada em grãos será de 311.403 toneladas, uma queda considerável na comparação com 2018.

Em outubro, por outro lado, a produção de cevada chegou a 389.079 toneladas e cresceu 1,1% em relação a setembro, quando foi de 384.985 t. Contribuiu para o resultado o aumento da área plantada, com elevação de 2,5%, saltando de 98.407 hectares para 100.884. Mas o rendimento sofreu nova queda – foi de 3.912 kg/ha em setembro para 3.857 kg/ha -, agora de 1,4%.

O aumento da área plantada em outubro, porém, ainda não reflete no comparativo com 2017, com queda de 14,3%. Já a produção, com aumento de 35,8%, e o rendimento médio, com elevação expressiva de 58,6%, ainda indicam a recuperação da safra anual de cevada em 2018.

Os números para o trigo também não foram positivos, com previsão de redução de 12,5% na produção em 2019. Além disso, em outubro, a produção retraiu 0,7%, com queda de 0,9% no rendimento. Já a área plantada apresentou elevação de 0,2% no décimo mês de 2018. Apesar disso, o cenário continua sendo de recuperação na comparação com os números do ano passado.

Confira, a seguir, os números da cevada em outubro:

Safra da cevada

Outubro

Setembro

2017

Produção

389.079 t

384.985 t

286.405 t

Rendimento

3.857 kg/ha

3.912 kg/ha

2.432 kg/ha

Área

100.884 ha

98.407 ha

117.779 ha

E os números do trigo:

Safra do trigo

Outubro

Setembro

2017

Produção

5.810.405 t

5.849.671 t

4.241.602 t

Rendimento

2.839 kg/ha

2.864 kg/ha

2.217 kg/ha

Área

2.046.679 ha

2.042.691 ha

1.913.226 ha

Double IPA da Debron, Witbier sustentável: As novidades cervejeiras da semana

A semana cervejeira trouxe parcerias de qualidade para o consumidor. A premiada Debron, por exemplo, se uniu com o consagrado norte-americano Gordon Strong para produzir uma Double IPA, enquanto a Blondine e o restaurante BIO lançaram conjuntamente dois rótulos sustentáveis. Já a Wäls e a Azul se juntaram para oferecer a Läger em alguns voos internacionais. Confira, a seguir, as novidades da semana.

Double IPA referenciada
Premiada no World Beer Awards 2018, um dos mais importantes concursos cervejeiros do mundo, a Debron Bier acaba de lançar uma novidade mais do que especial: uma Double IPA feita em parceria com a ACerva-PE e o norte-americano Gordon Strong, referência mundial no setor e juiz do Beer Judge Certification Program (BJCP). “A receita foi desenvolvida em conjunto e incorpora verdadeiramente o estilo Double IPA norte-americano: uma versão mais potente da IPA, ou seja, amargor ainda mais acentuado, doses extras de lúpulo e teor alcoólico elevado”, conta Thomé Calmon, sócio da Debron Bier. A cerveja terá 8% de álcool e cor um pouco mais clara do que o usual.

Witbier sustentável
Restaurante localizado no Jardins, em São Paulo, o BIO ganhará novidades especiais: duas cervejas exclusivas produzidas pela Blondine. O chef do restaurante, Raul Godoy, esteve à frente de toda a produção e desenvolvimento dos sabores. A primeira delas é a Bagaço, uma Witbier preparada com cascas de laranja, limão e tangerina, aproveitando partes que seriam descartadas no restaurante. Já a Cambucipa é uma IPA produzida com cambuci, fruto nativo da Mata Atlântica e tradicional no estado de São Paulo. “A produção das cervejas é uma forma de levar os conceitos do BIO para além da nossa cozinha. Uma cerveja produzida com partes dos ingredientes que poderiam ir para o lixo e outra com um fruto quase extinto e cultivado por pequenos produtores faz parte da nossa história e forma de trabalhar”, explica Godoy. A Bagaço será vendida por R$16, enquanto a Campucipa sai por R$ 19.

Lata nos ares
Depois de lançar a sua Läger em lata, a Wäls traz mais uma novidade envolvendo o rótulo: irá disponibilizá-lo em viagens aéreas internacionais. A Wäls Läger em lata será servida gratuitamente para clientes Azul Business em voos com saída de Belo Horizonte, Campinas ou Recife com destino a Orlando, Fort Lauderdale (Miami) ou Lisboa. A ação ocorre no mês de novembro, em cinco partidas por dia. Para harmonizar com a cerveja, haverá um cardápio especial: um prato feito de carne de lata (carne de porco cozida e conservada na gordura), acompanhada de tutu de feijão e couve. “Queremos cada vez mais criar novas experiências para os consumidores. Seja na volta para casa ou no começo de uma viagem, as pessoas agora vão poder saborear a Wäls Läger, tornando ainda mais prazeroso o voo”, afirma Arnaldo Garcia, gerente de marketing da marca.

78 remodelada
Na terceira edição do Daoravida Music ‘N’ Food, realizado neste sábado, em Campinas, a Daoravida apresentou uma novidade ao público: a {78} Coffee Edition, uma edição especial de sua American IPA. A nova versão foi feita em parceria com a Zalaz, cervejaria premiada no Slow Brew. “Fizemos duas infusões de café orgânico na nossa cerveja premiada. Esperamos que todos apreciem muito”, comenta Michele Gimenez, sócia da cervejaria.

Jogo histórico entre Brasil e All Blacks Maori terá “happy hour” da Heineken

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Patrocinadora da seleção brasileira de rúgbi, a Heineken estará presente neste sábado em uma partida histórica da equipe. Afinal, além de apoiar o time nacional, a marca estará presente no “terceiro tempo” do amistoso com os All Blacks Maori, que será disputado a partir das 19 horas, no estádio do Morumbi, em São Paulo, com a expectativa de atrair mais de 25 mil torcedores.

Nação mais tradicional do rúgbi, a Nova Zelândia tem o time conhecido pela denominação All Blacks como sua seleção principal, sendo a atual bicampeã mundial. Espécie de time B, os All Blacks Maori também possuem sua relevância no esporte. E seus jogadores precisam ser da etnia Maori, povo nativo do país.

É, inclusive, de origem Maori um dos momentos mais emblemáticos do rúgbi e também mais aguardados para o amistoso deste sábado: o haka, uma dança típica realizada antes dos jogos pelos neozelandeses e que adquiriu caráter intimidador. Após a sua execução, transcorrerá o jogo, que será seguido por uma ação que confirma o rúgbi como esporte único e contará com a participação direta da Heineken.

Conhecido pela tradição de lealdade entre os adversários, o rúgbi possui o “terceiro tempo” como uma das suas marcas. Ele ocorre com a equipe anfitriã oferecendo um “happy hour” à seleção visitante, em um momento de confraternização e celebração da partida, independentemente do resultado final.

Além de estar presente no “terceiro tempo”, a Heineken aproveitou a semana de realização da partida com os All Blacks Maori para anunciar a extensão do contrato de patrocínio à seleção brasileira de rúgbi, com o acordo passando a ser válido até 2020.

“O nosso patrocínio à Confederação Brasileira de Rugby faz parte da estratégia global da marca de apoio à modalidade. Estamos usando toda a nossa experiência adquirida em outros mercados para ajudar a nossa seleção a crescer na modalidade”, afirma Vanessa Brandão, diretora da marca Heineken.

Assim, a cervejaria holandesa segue ao lado da seleção brasileira, que vem em ascensão e ocupa a 26ª colocação no ranking mundial do rúgbi. Neste ano, a equipe conquistou o seu primeiro título oficial, do Campeonato Sul-Americano, impulsionando o seu sonho de disputar pela primeira vez o Mundial – fora da edição de 2019, o Brasil vai buscar a classificação para o torneio de 2023.