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Cultura

Inclusão e preconceito: O que 4 especialistas pensam sobre diversidade no setor

Redação Guia da Cerveja
Por Redação Guia da Cerveja
22 de janeiro de 2021
Atualizado em: 23 de janeiro de 2021
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    É provável que, olhado com um distanciamento histórico que em alguns momentos é necessário para a melhor compreensão dos fatos, o ano de 2020 seja lembrado como um marco da luta pela diversidade dentro do setor cervejeiro. Afinal, ao mesmo tempo em que se escancararam casos abomináveis de preconceito, algumas reações demonstraram que o processo de mudança não será facilmente freado. E que essas atitudes não podem ser mais toleradas.

    Leia também – Entrevista: Participação das ‘minorias’ precisa existir além do mote da diversidade

    A exposição de casos de preconceitos, seja contra marcas, como a Implicantes, ou figuras atuantes no segmento, também trouxe consequências, reflexões e ações. Foi dessa forma que se lidou com um cenário adverso, colocando a diversidade, a inclusão e a equidade como temas prioritários do debate dentro do setor cervejeiro.

    A Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abraceva) passou por uma mudança de diretoria e elegeu uma mulher, negra e nordestina, Nadhine França, para a sua presidência. Já em outra importante ação para fomentar a diversidade, o coletivo AfroCerva foi criado, tendo o intuito de lutar por equidade racial dentro do setor cervejeiro, a partir da capacitação e da profissionalização.

    Além disso, a pauta antirracista ganhou valorização, passando a ser tema de aulas, seminários e debates. E a atuação coletiva de combate aos preconceitos ganhou destaque.

    Para discutir os efeitos dos acontecimentos de 2020 sobre diversidade dentro do setor cervejeiro e o rumo que esse tema fundamental terá no ano recém-iniciado, o Guia ouviu quatro especialistas sobre o assunto. Confira as análises.

    Como avalia o ano de 2020 para a diversidade dentro do setor cervejeiro? Quais os impactos que a exposição de casos de preconceito trouxeram ao segmento? Como foi possível lidar com esse cenário?

    Cilene Saorin (Sommelière, mestre-cervejeira e diretora da Doemens Akademie no Brasil)
    A pandemia trouxe ao Brasil e ao mundo não somente uma crise de saúde pública. Trouxe também uma crise econômica exaustivamente discutida e uma crise ética-social quase sempre negligenciada. A fragilidade ética ficou escancarada e algumas pessoas se superaram em comportamentos hostis.
    Sem que vivêssemos a usual dispersão do cotidiano pré-pandemia e, ao contrário, tendo de lidar com o distanciamento social e a conexão exclusivamente virtual, o momento de exposição, discussão e reflexão sobre a estupidez humana finalmente chegou. Creio que tenha sido a primeira vez que a comunidade cervejeira brasileira se reuniu fortemente em torno do tema diversidade, inclusão e equidade.

    Diego Dias (Fundador da Implicantes)
    A diversidade ainda é bem escassa. E infelizmente ainda é motivo de chacota no meio cervejeiro, tanto que ocorreram casos em grupos privados de cervejeiros. Ainda é preciso lidar com isso. E só vai conseguir a partir do momento em que todo mundo notar que existe racismo, homofobia, misoginia neste meio, entre outros preconceitos. E quando todo mundo entender, escutar e realmente fizer ações afirmativas para combater esses problemas. Só vamos conseguir mudar a partir do momento em que as pessoas admitirem seus preconceitos. Eu acredito que a gente ainda vai lidar com isso por uns bons anos, infelizmente.

    Madu Victorino (Coletivo Pretas Cervejeiras, pesquisadora em biotecnologia)
    2020 foi um ano que exigiu muito de todos nós. Expôs nossa fragilidade enquanto espécie, provou que muitas das nossas prioridades estavam equivocadas e deixou claro que absolutamente tudo está conectado. O setor cervejeiro não é uma ilha. Apesar de possuir diversas peculiaridades, é estruturado por uma sociedade racista, elitista, misógina, LGBTfóbica e, consequentemente, reflete tudo isso.

    A exposição dos casos evidenciou aquilo que há muito tempo já era denunciado pelas minorias do setor cervejeiro, coincidindo com um momento histórico em que estas pautas estão sendo amplamente debatidas e comportamentos que até pouco tempo atrás eram tolerados, estão sendo rechaçados.

    Para lidar com esse cenário, precisamos voltar às nossas raízes e fazer uso de uma tecnologia ensinada por nossos ancestrais: o aquilombamento! Transformamos coletivamente o nosso luto em luta e nos unimos, a fim de elaborar melhor o ocorrido, nos fortalecer coletivamente e pensar em formas de colaborar para a construção de um setor (e sociedade como um todo) mais justos. Assim nasce a Afrocerva, um coletivo formado por profissionais negros do mercado cervejeiro, que tem como sua principal bandeira a igualdade racial e visa a profissionalização e capacitação de pessoas negras.

    Sara Araujo (Sommelière)
    2020, em relação aos outros anos, não foi muito diferente. Corpos como o meu, pretos, sempre foram lidos como não pertencentes ao espaço entendido como artesanal. Essa ausência era objeto de questionamento. Eu fui uma das pessoas a questionar. O impacto às vítimas foi grande. Eu sofri muito e ainda não superei.

    No que tange ao mercado, tivemos casos explícitos como o da Dogma no final de junho, o caso da Implicantes e o meu, o que rendeu a saída do presidente da Abracerva. Lembrando que houve caso de machismo no setor, oriundo da mesma vertente que direcionou os comentários racistas a mim e a Implicantes. No caso da Dogma, ela tomou uma atitude louvável, contratou pessoas negras para fazer consultoria. Promoveu ações afirmativas, financiando bolsas para diversidade étnica.

    Em relação aos outros casos, tivemos a eleição da presidência da Abracerva, que levou pela primeira vez uma mulher negra e nordestina à presidência. Isso é um marco histórico. É importante pontuar esses marcadores sociais tão desprezados socialmente. Penso que foi uma resposta das pessoas que acreditam de verdade que a cerveja não combina com desigualdade e opressões e deram uma resposta à altura a quem não compreendeu que violência não cabe nesse universo. Aliás, não cabe em lugar algum.

    Mas sabemos que nem tudo são flores, há notícias de que várias pessoas se desfiliaram da Abracerva e estão montando outra associação. Isso mostra que nem todo mundo está disposto a mudar e quem perde é o mercado e toda a sociedade, porque o mundo mudou e o comportamento segregatório não será mais tolerado.

    Quais aprendizados e ações concretas o setor deve levar para 2021? O que esperar para o setor em termos de diversidade para este ano?

    Cilene Saorin (Sommelière, mestre-cervejeira e diretora da Doemens Akademie no Brasil)
    Bons frutos já surgem e ainda hão de surgir das inúmeras conversas apresentadas ao longo do ano sob diferentes perspectivas. A pauta diversidade, inclusão e equidade seguirá sendo imperativa. O povo brasileiro é multicolorido na pele, no amor e na fé. A comunidade cervejeira brasileira deve aprender a coexistir e a prosperar na pluralidade.

    Diego Dias (Fundador da Implicantes)
    Muitas pessoas que achavam que a nossa luta antirracista, da Implicantes, era “mimimi”, vitimista, viram que realmente existe racismo. Que ele é cruel. O pior racismo que tem é o estrutural, aquele que todo mundo acredita que não seja racista, mesmo sendo e tomando atitudes racistas. E é o mais difícil de combater.

    O que espero para o setor é que a Afrocerva, a qual eu sou um dos fundadores, faça o seu papel com a questão de educação, de combate, e que as cervejarias entendam que a luta antirracista não é somente postagem de uma foto preta, ou o uso de hashtags ou compartilhar alguma personalidade negra. Não é somente “eu tenho um preto aqui na minha cervejaria”. Qual posição esse preto está? Na liderança ou subalterno? Temos de refletir para ter realmente uma equidade, uma representatividade e diversidade neste meio.

    Madu Victorino (Coletivo Pretas Cervejeiras, pesquisadora em biotecnologia)
    Se me contassem lá em 2015, quando comecei a me interessar por cervejas, que estaríamos tendo essa conversa, eu provavelmente não acreditaria e isso já é um sinal de mudança. Em passos lentos, mas mudança. Não existe futuro fora daquilo que construímos no presente. O que espero que seja levado para 2021 é um compromisso real com a pauta antirracista, com a valorização de vozes e experiências diversas. Que a diversidade seja incorporada à cultura das empresas e organizações e traduzidas em ações concretas.

    Sara Araujo (Sommelière) 
    O mercado aprendeu muito, tivemos a criação da Afrocerva, um coletivo de profissionais negros que estão dispostos a lutar por um mercado mais democrático e justo. Tivemos também a manifestação de diversos setores da cadeia cervejeira se posicionando contra as opressões, principalmente, contra o racismo. Escolas levando a temática para sua grade de ensino, lives de conscientização, webinares com temática voltada para diversidade. Nunca se falou tanto sobre o tema, que era tabu no meio cervejeiro. Vejo um movimento do mercado para treinar os profissionais para diversidade.

    Isso é ótimo, toda sociedade ganha. O mundo cervejeiro está compreendendo que a diversidade é salutar e que todos ganham com ela, um exemplo, é o caso da Fundação Michael Jackson, criada em 2020 e gerenciada pelo mestre-cervejeiro Garret Oliver. Espero que o mercado fique atento a tudo isso e que coíba de forma veemente atos como o ocorrido em 2020.

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