Produção de cevada tem alta em 2019, mas previsão é negativa para 2020
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Produção de cevada tem alta expressiva em 2019, mas previsão é negativa para 2020

No ano passado, produção da cevada em grão registrou crescimento de 23% na comparação com 2018, resultando em 400.415 t

A produção de cevada em grãos no Brasil teve crescimento expressivo em 2019, mas a previsão é de redução na safra do cereal cervejeiro no ano recém-iniciado. Os cenários opostos estão presentes no Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ano passado, segundo a pesquisa, a produção da cevada em grão registrou crescimento de 23,2% na comparação com 2018, resultando em 400.415 toneladas. Esse dado positivo foi acompanhado pela elevação de 11,7% no rendimento médio, atingindo 3.614 kg/ha. Além disso, a área plantada cresceu 10,3%, para 110.784 ha.

Os dados confirmam a avaliação de Euclydes Minella, pesquisador da Embrapa Trigo. Ele apontou ao Guia que os produtores de cevada conseguiram superar um cenário de clima adverso, especialmente na região Sul, onde se concentra a produção do cereal cervejeiro no Brasil, para que 2019 terminasse sendo positivo.

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O resultado da safra da cevada no ano passado está em conformidade com a produção agrícola brasileira, que apresentou bons resultados em 2019. “As safras de grãos, cereais e leguminosas em 2019 e 2020 devem registrar dois recordes consecutivos, tornando-se as maiores da série histórica iniciada em 1975. Com 241,5 milhões de toneladas em 2019, e 243,1 milhões de toneladas em 2020, as duas safras superam o recorde anterior de 2017, de 238,4 milhões de toneladas”, informa o IBGE.

Mas a projeção para a safra nacional de 2020 é negativa para o cereal cervejeiro. A expectativa é de que a produção da cevada em grão no Brasil seja de 340.274 t neste ano, o que, se tornando realidade, representará uma queda considerável, de 15%, na comparação com 2019.

Já a previsão para o trigo é de crescimento de 1,7% na produção. E isso após um ano de resultados ruins, com redução de 1,4% na produção (5.231.336 t) e de 1,5% no rendimento médio. Já a área plantada teve crescimento modesto, de 0,1%.


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